Notícias, anaálises e opiniões sobre política, cultura e outros temas

Autor: Geraldo Iensen Page 10 of 16

Mais de 30 anos de greve no transporte coletivo de São Luís: quem são os culpados?

A vida humana tá sempre em busca de “quem é o culpado” por toda e qualquer desgraça do mundo. Não é diferente com a greve do transporte coletivo. “Rodoviários não cumprem determinação da Justiça e greve…” é apenas um dos títulos que li na manhã desta quarta-feira (26). Só no período que cubro e uso o sistema de transporte coletivo, são 35 anos de recorrência do mesmo problema.

Cumprindo suas características escravagistas, coronelistas e oligárquicas o Maranhão segue com sua chibata no lombo do povo trabalhador. Ocasionalmente, nos inúmeros ao vivo que acompanhei, onde vários usuários desesperados opinaram, nenhum culpou os motoristas e demais servidores do sistema de transporte. Ao contrário, as críticas foram todas direcionadas aos gestores políticos.

No governo do prefeito Edivaldo Jr. acompanhamos aquele engodo de licitação do transporte coletivo. Onde botaram uma roupa nova num defunto, para que parecesse um jovem saudável. Tudo mentira! As mesmas empresas, a mesma qualidade, a mesma precariedade, tudo igual; nada mudou. Até os poucos ônibus com ar condicionado que apareceram, acharam uma desculpa para não usar (a pandemia).

Mas para a justiça e alguns outros, quem tem que ser penalizado é o trabalhador. A greve é “considerada ilegal”. Enfim, só falta a chibata para obrigar os trabalhadores a trabalhar sem condição e sem reposição salarial, para fornecer um transporte coletivo sem nenhuma dignidade e com os mesmos preços praticados em todas as grandes cidades do país, inclusive as que oferecem um transporte decente.

Acabou o direito de greve? A solução correta é a solução banal (na canetada)? Os poderes públicos estaduais e municipais ficarão sentados observando o sofrimento da população e absolutamente todos os serviços da cidade sendo amargamente penalizados pela incapacidade de os trabalhadores se deslocarem para seus postos?

Mas os culpados são os trabalhadores do sistema de transporte que não querem trabalhar sob condições amargas e com salários, tickets alimentação e planos de saúde atrasados e/ou defasados…

Entre os empresários do transporte coletivo, os poderes estadual e municipal e os trabalhadores do sistema, os dois primeiros não cumprem suas obrigações e os últimos exercem o seu direito constitucional.

Sobra o usuário, o único penalizado com tudo isso.

E por trás dessa situação há uma grande teia política que encobre como névoa ácida todo o sofrimento do povo. Uma teia que mira o desgaste de alguns agentes políticos e promoção de outros. Mais uma vez o povo é tratado como gado, massa de manobra, boi de piranha, que não merece nenhum respeito, desde que siga indignado com o que os sistemas de comunicação mais forte for capaz de propor.

A foto que ilustra esta matéria foi feita por mim entre 1988/1989, num breve período em que passei pelo Jornal O Imparcial e cobri, então, uma greve de ônibus, ou seja um sistema que vem gerando os mesmo problemas há mais de 30 anos.

O resto é poeira para, depois de conseguidos os resultados, ser varrida para baixo do tapete, como, por exemplo, a licitação do transporte coletivo feita pelo prefeito Edivaldo Jr e que não mudou nada. Quem são os culpados?

Artes Visuais: “É teu o olhar” sugere uma volta ao mundo contemplativo

“É teu o olhar”, exposição de pinturas  do artista Silvio Martins  será aberta neste sábado (22), na Casa Verde Espaço Holístico, localizado no bairro São Francisco. Compõem à mostra, 16 telas em acrílico, que estarão disponibiladas para o público a partir das 16h.

O artista conta que a mostra nos convida a observar linhas, retas, curvas e cores numa velocidade contemplativa, isto é, sem a rapidez com que olhamos um out-door.

Praticante de yoga, Silvio Martins, começou a pintar no período da pandemia. “ Pintar é uma atividade prazerosa e terapêutica, quando pinto minha percepção de tempo evapora”, diz.

“É teu o olhar” tem como pano de fundo Máscaras, que convidam o observador a olhar e, talvez, ver o que ainda não foi visto.

A exposição conta ainda com a curadoria do premiado artista plástico Cláudio Costa.

Em “É teu o olhar” o Silvio nos convida a apreciar esse tempo através da pintura, um deleite gráfico ricamente constituído por elementos da linguagem visual, linhas retas, curvas, cores, borrões e pinceladas.

Pintar celebra dois momentos específicos das artes visuais, o criar, onde o artista está em momento intimista de mergulho na sua memória e o fluir, onde sua experiencia estética se multiplica em interlocução com o outro, os dois em uma continua expansão vibratória de criação. Pintar é um gesto ancestral numa projeção infinita.

A mostra requer um olhar mais contemplativo contrapondo-se a velocidade do mundo contemporâneo, refuta aquele olhar que apressadamente ver out-doors, o que pisca na velocidade do pensamento.

Cláudio Costa

 

A Casa Verde Espaço Holístico fica na Rua das Quaresmeira, Nº 19, São Francisco.

 

Bancada Maranhense apoia criação de nova universidade no Sul do Estado

Na noite da última segunda-feira (17), em jantar oferecido pela UFMA aos parlamentares membros da bancada maranhense, o deputado federal Márcio Jerry (PC do B) confirmou o seu apoio ao projeto de criação de uma nova universidade federal para o Maranhão. Estavam presentes, representando os parlamentares, além de Jerry, os deputados federais Duarte Júnior (PSB) e Pastor Gil (PL).

O evento foi organizado pela reitoria da UFMA e era uma oportunidade de a universidade apresentar a sua estrutura e, principalmente, as ações feitas com as emendas parlamentares que os deputados enviam, anualmente,  à instituição. O pró-reitor da Ageufma, Fernando Oliveira, iniciou as apresentações da noite, com  os números da universidade e fez uma relação das obras que ainda necessitam de recursos para a sua conclusão, como o Espaço da Ciência e do Firmamento. Depois, a professora Mikele Santana apresentou a proposta da criação dos dois novos centros, um em Cururupu e outro em Alcântara.

A mesa foi formada pelos deputados Márcio Jerry, Pastor Gil e Duarte Júnior, além do secretário da Casa Civil, ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, do reitor Natalino Salgado Filho e do vice-reitor, Marcos Fábio Belo Matos.

Todos os discursos reforçaram a necessidade da nova universidade. O deputado Márcio Jerry, que é líder da bancada maranhense no congresso, se comprometeu em realizar, para  breve, uma audiência com o Ministro da Educação, Camilo Santana, “com pauta única”, para dar os encaminhamentos necessários à efetivação da criação da universidade.

Na sua fala, o reitor Natalino Salgado fez questão de apresentar os diretores dos centros de Balsas, professora Gisélia Brito dos Santos, de Grajaú, professor Aluísio José Fernandes Júnior e Imperatriz, professor Leonardo Hunaldo dos Santos. A universidade será criada a partir do desmembramento desses três centros.

Natalino Salgado também registrou que a UFMA poderá, em contrapartida ao desmembramento para a criação de uma nova IFES, instalar dois campus novos: um centro tecnológico em Cururupu, dedicado à pesca, e um centro em Alcântara, voltado para a área aeroespacial. “Nós estamos num novo governo, buscando também alternativas de apoio da nova bancada para nossos projetos”, explicou.

HISTÓRICO – O projeto de criação de uma nova universidade federal para o Maranhão não é novo, como lembrou o secretário da Casa Civil, Sebastião Madeira. Ele remonta aos anos 1990, quando foi apresentada a ideia da criação da UFPAM. Depois houve a iniciativa de criar a UNIVAT, capitaneada pela então deputada Roseana Sarney. Quando Madeira era deputado, nos 16 anos em que esteve na câmara, também ele foi protagonista de um projeto de criação de universidade. Em 2018, o então deputado federal e agora prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, movimentou o projeto de criação da UFMASUL e,  mais recentemente, entre 2019 e 2022, o ex-senador Roberto Rocha tentou implantar a UFAMA.

“As condições agora são diferentes. Temos na presidência uma pessoa que, nos seus dois primeiros mandatos na presidência, criou 18 universidades federais. E, dessa vez, temos o apoio de não uma pessoa, mas de toda uma bancada de deputados e senadores do Maranhão para este projeto. São as melhores condições que já tivemos para que ela saia do papel”, afirmou o professor Marcos Fábio, vice-reitor da UFMA e membro do Movimento Nova Federal MA, criado em 2020 para impulsionar as ações em prol da nova universidade.

APOIOS INSTITUCIONAIS – O professor Natalino Salgado, na sua fala, lembrou que em 24 de setembro de 2020, por meio da Resolução 326/CONSUN, a UFMA, no seu Conselho Universitário – CONSUN, aprovou uma  Moção de Apoio à criação da nova universidade federal na região sul-sudoeste maranhense.

Em busca de apoio para a ideia, em 2020 o Movimento Nova Federam Maranhão lançou suas redes sociais; entregou um abaixo-assinado ao então Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; realizou uma live na página do ImperatrizOnline com as presenças do senador Roberto Rocha, do Reitor Natalino Salgado e, representando o Movimento Nova Federal Maranhão,  os professores Helio Araújo (Curso de Ciências Contábeis), Herli de Sousa Carvalho (Curso de Pedagogia), ambos de Imperatriz, e a professora Lina Smith, da cidade de Balsas. Ainda naquele ano, foi publicada uma Moção de Apoio da Câmara de Vereadores de Imperatriz, por iniciativa do vereador Zeziel Ribeiro.

Em 2021, novamente o Movimento Nova Federal Maranhão tomou a iniciativa e enviou para os parlamentares maranhenses um abaixo-assinado, contendo mais de 50 entidades representativas dos municípios de Imperatriz, Grajaú e Balsas e os nomes dos membros da  Comissão Executiva do Movimento Nova Federal Maranhão.

E está prevista para o dia 27 de abril, na Câmara de Vereadores de Imperatriz, uma audiência pública, solicitada pelo Vereador Carlos Hermes (PC do B) e que deverá ter a presença da Senadora Eliziane Gama, também apoiadora da proposta, além de políticos da região.

Para o diretor do Centro de Ciências de Imperatriz (CCIm), Leonardo Hunaldo, esses apoios são fundamentais. “Não conseguiremos êxito nesta iniciativa se não houver um apoio forte da sociedade organizada e da classe política, sobretudo da região sul-sudoeste do estado. Este é um projeto que tem que ser abraçado por todos”, afirmou.

ESTRUTURA – De acordo com as informações apresentadas na cerimônia de ontem, pelo professor Fernando Carvalho, a nova universidade nascerá com uma estrutura que engloba: 5.512 alunos, 255 professores e 101 técnicos administrativos, espalhados por três câmpus, nas cidades de Imperatriz (Unidades Centro e Bom Jesus), Grajaú e Balsas. São, ao todo, 15 cursos de graduação, 05 mestrados e 01 doutorado. “Essa universidade, ao contrário de muitas que foram criadas nos dois mandatos do presidente Lula, já nasce quase pronta, com uma estrutura grande e que atende ao projeto de uma universidade madura”, afirmou o professor Marco Antonio Gehlen, Assessor de Infraestrutura do CCIm.

VANTAGENS – Para o professor Marcos Fábio, são muitas as vantagens que essa nova universidade trará: “As vantagens de uma nova universidade são muitas: autonomia financeira, autonomia para definir sobre criação de novos cursos, gestão mais localizada, uma forte visão contextual, um ânimo novo para crescer e se desenvolver. Não precisamos ir longe: basta olharmos para o caso da nossa vizinha Uemasul, que, em cinco anos, nada lembra aquele acanhado campus perto da TV Difusora, em Imperatriz”.

A Gisélia Brito, Diretora de Balsas, acredita que a nova instituição trará mais oportunidade de formação profissional para a região: “A criação da nova Federal paga uma dívida que o governo tem com o Maranhão, este, único estado do país que só tem uma universidade Federal. Com esta criação, um leque de oportunidades se abre à região sul maranhense, principalmente no que se refere à formação de profissionais para atuarem nas diversas áreas do mercado e também na própria academia. Temos a intenção de consolidar os cursos que já temos e de ofertar novos cursos a partir de nossa realidade sul maranhense, das demandas particulares desta região. Por fim, com o fortalecimento da região sul, esta nova federal continuará (como UFMA hoje já fazemos) cumprindo e terá mais condições de cumprir com seus papéis, entre os quais citamos a transformação social e educacional dos discentes que dela fazem parte, de seus familiares e de toda a comunidade que a circunda”.

O professor Aluísio Fernandes, por sua vez, acredita que a nova universidade poderá dar atenção a demandas regionais de forma mais eficaz: “a transformação dos câmpus de Imperatriz, Grajaú e Balsas em uma nova Universidade facilitará a gestão, pois é difícil lidar com longas viagens para estar com a gestão superior. Outro ganho é o fato de que, sendo o estado muito grande, uma universidade em uma área menor pode cuidar melhor das características de cada microrregião. A formação da nova universidade vai trazer, junto com a atenção às demandas específicas da região sul do estado, novos recursos, novas parcerias para o crescimento dessa universidade, a médio e longo prazos”, finalizou.

Todos em busca de um “Negócio da China!”

O presidente Lula foi pra China. Levou o governador Brandão, uma parelha de deputados, senadores, lideranças, empresários… A trupe brasileira. Não me admira se aparecer um pandeiro, um tamborim e um cavaquinho pra articular um samba nesse avião, pra chegar todo mundo animado pra fazer “Negócios da China”.

No mais é procurar alguém pra botar a culpa dos problemas urgentes; a velha estratégia que, no mínimo, dá um tempo a mais para que uma contenda seja resolvida. Ou esquecida, isso com a ajuda de alguns agentes que podem ir desviando do problema real, ou criar ramificações que causem confusão nas análises. Isto posto vamos aos “Negócios da China”.

Quem pauta? A imprensa ou os poderes constituídos? Ou é como garimpo, apareceu ouro num barranco começam a cavoucar nas laterais, ninguém vai procurar no lugar oposto onde o colega bamburrou. Bamburrar é um “Negócio da China”.

Então vamos discutir os juros no Brasil? É a “batata quente”: vamos jogar no colo de quem? Ah, mas o banco Central é “autônomo”! Ah, mas eu não nomeei o presidente do BC; Ah, mas pra controlar a inflação tem que ter juros de 26% (e não 13,75%); Ah, mas os empresários que querem investir no Brasil vão desistir com um juro desses… Bom, esses juros cósmicos brasileiros devem ser o oposto de um “Negócio da China”, então estes ficam cozinhando por aqui.

Já tivemos alguns “Negócios da China” no Maranhão. Por exemplo, a compra de respiradores durante o início da pandemia de Covid-19, que foi um negócio tão incrível, que virou até livro. Outro foi aquele porto que seria construído na comunidade Cajueiro, que foi devastada, teve sítios espirituais arrancados, o meio ambiente ameaçado e o tal porto ficou no esquecimento. E os moradores da Vila Cajueiro sem as suas casas.

A expressão “Negócio da China” remonta ao século XV, para uma China que virava as costas para o ocidente, que estava louco para por as mãos nas sedas, temperos, ervas, óleos e perfumes orientais, o grande “negócio da China” de então. Agora as coisas mudaram, A Guerra do Ópio ficou lá no século XIX, os chineses se livraram da Inglaterra e meteram a Revolução Maoísta no meio. A China é hoje reconhecida potência mundial e é “onde está o dinheiro”. Então todos querem correr pra lá.

Mas a China só tem feito “Negócios da China” para ela mesma, para as “potências” Estados Unidos e União Europeia o presidente Xi Jinping não oferece, sequer, um sorriso. E no Maranhão, por enquanto, de realidade mesmo em termos de “Negócio da China”, o que temos de concreto palpável e visível é, unicamente, o comércio de bugigangas da Rua de Santana.

Decisões de STF e TSE esquentam chances de mudança na configuração da Assembleia Legislativa

Duas decisões importantes tomadas nos últimos dias pelo STF e TSE podem (veja bem: podem) mexer na configuração da Assembleia Legislativa do Maranhão.

No começo da semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou a chapa de candidatos a vereador do PRTB de Belo Horizonte – MG pelo uso de candidaturas laranja de mulheres para fraudar a cota de gênero.

Posteriormente, outra decisão partiu do Supremo Tribunal Federal, quando por unanimidade, o Plenário do tribunal manteve, por unanimidade, as punições em caso de fraude às cotas de gênero nas eleições.

No TRE do Maranhão há processos do PSB, PSDB e PSD que apontam irregularidades nas chapas dos partidos União Brasil, PROS e PSC no cumprimento da quota de 30% de mulheres nas referidas chapas nas eleições do ano passado.

No caso de confirmação pelo TRE da denúncia do não cumprimento da quota, perderiam os mandatos, os deputados Neto Evangelista (UB), Wellington do Curso (PSC) e Fernando Braide (PSC), uma vez que, segundo as decisões da semana do STF, a chapa completa teria os votos anulados, obrigando a uma recontagem no sistema eleitoral. Caso isso ocorra, os novos eleitos seriam Edson Araújo, Inácio Melo e César Pires.

O ex-deputado César Pires, que não conseguiu renovar o mandato, está confiante e acredita que até setembro o caso estará definitivamente resolvido, ainda se espere o julgamento do Tribunal Regional do Maranhão (TRE-MA), e ainda caiba recurso junto Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nada como um dia atrás do outro com uma noite no meio

Só lembrando que, com a decisão de segunda-feira (3) do STF, a ação acaba no TSE. Mas também, não é menos custoso, pensar que a decisão do TSE desta semana, cassou a chapa dos os mineiros do PRTB na eleição de 2020. Inclusive um dos cassados seria o Nikolas Ferreira, eleito segundo vereador mais votado naquela eleição, pelo PRTB, só que isso são águas passadas pra ele.

Nikolas Ferreira foi eleito deputado federal nas eleições de 2022 e quem será cassado será o vereador suplente dele, que assumiu o mandato. Ou seja, entre um crime eleitoral e uma decisão judicial há mais tempo do que consequências. E “águas passadas não furam pedra”.

CEO e Siô… Mas eles são homens honrados!

Vim enterrar César, não louvá-lo. O mal que os homens fazem sobrevive a eles. O bem quase sempre com seus ossos se enterra. Pois seja assim com César. O nobre Brutus já lhes disse que César era ambicioso. Se assim era, foi uma falta gravíssima, e gravemente César respondeu por ela. Com licença de Brutus e de todos os demais, pois Brutus é um homem honrado; assim são todos os outros, homens honrados, venho eu aqui no funeral de César. Ele era meu amigo, fiel e justo comigo. Mas Brutus disse que ele era ambicioso. E Brutus é um homem honrado.

Discurso de Marco Antônio em  Julio César – Shakespeare

 

O cara se matando pra compreender esse mundo, suando sobre as obras de Nietzsche, Derrida, Bauman e Cioran; buscando um sentido para tanto absurdo, tanto equívoco. Tentando encaixar o viés desumano para onde a humanidade se conduz. E descortina-se uma vida guiada por DI’s, ex BBB’s, gerida por CEO’s… Haja IA’s!

Mas não são os filósofos (nem os artistas, viu!?) que conduzem a tirania da realidade nos tempos atuais (nem nunca foi, eu sei…); são os mercadores; todos os tipos deles. Só que hoje têm “especialistas” (esse raio infame da hipermodernidade!).

Algumas discussões, que a priori, podem parecer de cunho econômico, são na verdade de cunho acadêmico, mas não da economia, mas da filosofia (moral), da sociologia (cultura) e da comunicação (marketing – o marketing é da comunicação ou da economia?). A Comunicação é a nevralgia disso tudo – e não é só o marketing.

Os CEO’s (Chief Executive Officer ou Diretor Executivo)

As algumas discussões, por exemplo, são: Boca Rosa (digital influencer e ex BBB) no SXSW, evento internacional de Inovação que ocorre nos EUA e foi patrocinado pelo banco brasileiro Itaú; a falência das Lojas Americanas e a contratação de Gisele Bündchen pela Brahma para participar do carnaval na Sapucaí; a quebra de dois bancos americanos e o bamboleio (bamboleiôõõõo, bambileiáááá…) do segundo maior banco suíço (solução fácil essa; já foi comprado pelo maior banco suíço).

Os siôs (regionalismo do Maranhão – redução de “senhor”) :

Novamente pistoleiros encapuzados, numa versão, hipermoderna da Ku Klux Klan, invadem comunidades tradicionais no interior do Maranhão e a polícia pede “calma” aos moradores apavorados, ao invés de prender essa penca de bandidos contratados, pelo que parece, pelas velhas práticas do terrorismo no estado. E quem tem que ter calma são aqueles que tem suas casas queimadas e suas terras tomadas.

Para a estética, para a poesia, a contradição é um tipo de elemento que compõe as obras. “Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo. Sou amplo, contenho multidões”, escreveu Walt Whitman; “Eu sou um outro” escreveu Rimbaud, esses dois ali pelos fins do século XIX. “Contradigo-me a mim mesmo? Muito bem, então, contradigo a mim mesmo”, repetiu James Joyce; “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”, refez Mário de Andrade, estes, no começo do século XX.

Desde então a modernidade foi a voragem do homem moderno. O superhomem de Nietzsche, as desconstruções de Derrida, a insônia de Cioran, e a sociedade líquida de Bauman versões de um empoderamento misturado com aniquilação. “As minorias são todos, a maioria não é ninguém”, diria Deleuze.

Agora os CEO’s, poderosos inconstantes do século XXI, fecham os olhos para todas as contradições e massacres do século. São parceiros dos “homens da política pública”, esta, tão privada, quanto a privada. Aqueles por detrás dos CEO’s, ninguém sabe quem é, embora haja alguns testas de ferro para serem crucificados, quando extremamente necessário, de vez em quando,

Presente na SXSW, Olga Martinez, sócia e fundadora da consultoria Amélie veio com uma tirada e tanto, reproduzida num artigo muito legal do Guilherme Ravache para o UOL: “Big tech, big corp, big bank? big is bad (grande é ruim)”. Isso nos lembra do mantra “global” de que “agro é pop, agro é”… bost… Esse mesmo que expulsa pobres comunidades tradicionais de suas casas, queimando seus “quase nada”. Siô!…

Maranhão: “um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas”

turvo turvo
                                       a turva
                                       mão do sopro
                                       contra o muro
                                       escuro
                                       menos menos
                                       menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
                                       escuro
                                       mais que escuro:
                                       claro
como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma
                                       e tudo
                                       (ou quase)
um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas
                                       azul
                                       era o gato
                                       azul
                                       era o galo
                                       azul
                                       o cavalo
                                       azul
                                       teu cu

                                                                         (Poema Sujo – Ferreira Gullar)

 

O Maranhão é esta terra onde o poeta Gonçalves Dias morre na costa, no litoral; morre na praia, já quase chegando. O Maranhão é este eterno quase “quase”. É esta terra que expulsa Aluízio, Ferreira, Mendonça… O Maranhão é a Terra do Nunca: onde “azul era o gato, azul era o galo, azul o cavalo, azul…”, o local de tirar políticos.

Lembram-se do filme o Exterminador do Futuro (aquele que o exterminador do mal era líquido)? Pois assim é o Maranhão. Ele se transforma nas formas que precisa, que quer… “Um tipo de amor que é pobre, e às vezes nem é honesto”. “Ave, palavra!” Como diria Guima.

Assim são os políticos do Maranhão: se transformam em religiosos (como fez Mussolini), em comunistas, em liberais, em poetas, ou simplesmente demostram o pior do que são quando já não tem motivos pra se esconder ou oposição.

O Maranhão é poético por essência, disso não duvidem. É uma eterna metáfora! (Aff, Gerald, as metáforas!…); o tijolo do fazer poético. “Tijolo por tijolo, num desenho ilógico…”. Mas sempre morre estatelado no asfalto (ou na ausência de asfalto), como um pardal de William Carlos Williams. Mas é uma Fênix!

Quando Flávio Dino foi governador (o segundo balaio. Balaio?) desmontou-se a oligarquia. “Que oligarquia?” – Diria Dino no dia seguinte. E o povo estupefato (e pobre, pobre de marré, marré, marré…) com suas bandeiras brochadas, e os leões, igualmente, rugindo, irascíveis, como rugia um pistoleiro autêntico dos anos 1950.

Minha terra nem palmeiras tem mais. Os sabiás, então! Cortaram quase todas pra plantar soja e eucalipto, ou pra fazer prédios ilegais. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam e se calam sob as letras que Vieira atribui ao Maranhão: TCE, TJ, MP, OAB, ALEMA, CVSL, FAMEM… Ah, não eram essas; desculpa Vieira, era M, de Mentir, de Motejar…

Havia palmeiras no sítio Rangedor onde construíram a Assembleia legislativa do Maranhão do M? Quantas foram arrancadas? Depois fizeram uma pistazinha pro povo sorridente fazer umas caminhadas.

Sobrou palmeira? Se sim, já era, pois já, já, serão arrancadas pra fazer a nova sede da Federação dos Municípios. A área de proteção ambiental foi doada pelo governador Brandão para que se arranque aquele mato e se construa alguma coisa, afinal, “é bom para o Maranhão não ter oposição”: “azul teu…”.

O Maranhão é turvo como o “Poema Sujo”. Mas é claro “como água? Como pluma, claro mais que claro claro: coisa alguma”. O Maranhão das cores e das letras, as letras que já foram e as cores que são as cores dos States, da Bolívia, da Jamaica… Ah, meu tesouro, meu torrão!…

Mas a cor do Maranhão é a cor do seu povo. “Escuro. Mais que escuro”… e ainda escravizado, sob o relho dos senhores e dos coronéis. Por que Gullar cantou assim o seu estado? Estado que foi seu e que deixou de ser. A não ser pelos seus poetas reminiscentes, seus eternos poetas… Que não fazem oposição.

Crônica: Brandão, esse pedreiro tá enrolando!

Fazendo caminhada na Litorânea encontrei seu Baldo, ali um pouco antes da “Praça de Alimentação”. Com seus 78 anos, também fazendo sua caminhada “a favor do vento”, o velho me reconheceu e seguimos juntos.

Passando pela “obra” da Litorânea (uma que está remendando o calçadão), seu Baldo me disse: “Siô, é bom o prefeito ficar esperto que esse pedreiro tá enrolando”. E apontou pra “obra”.

– Como Assim, Seu baldo?, pergunto. “Siô, eu ando aqui duas vezes por semana e desde dezembro que vi que começaram a fazer essa calçada. E não sai do lugar. E ainda tão colocando esses bloquetes vagabundos. Se fosse o Chico do Boi, já tava tudo pronto há muito tempo”.

E seguimos no passinho dele. Conheci seu Baldo, amigo de meu pai, em Maraçumé, ainda nos anos 1980. Imagina a sinceridade desse senhor, olhando praquela indecência que são aqueles remendos de terceira categoria que vem sendo executados a passos de cágado na avenida. Mal sabia que o prefeito não tem culpa.

Como se bastassem as placas da prefeitura e do governo do estado que disputam a atenção em vários locais da via. Uma diz que é obra da prefeitura, outra que tem a presença do governo estadual. E o que nos sobra é a vergonha que está estampada ali. O asfalto do prefeito foi rápido e ficou bom.

– Mas seu Baldo, como o senhor faria essa obra?

“Siô, depois que o boi morreu, o Chico do Boi voltou a trabalhar direito. Lembra do Chico do Boi? Pois é… Eu chamava o Chico, ele trazia o Cacimba e o Cazé de ajudantes e o Benedito pra fazer a  parte elétrica. Vou apostado se em uma semana, 10 dias, eles não faziam tudinho. Seis mil pro Chico, 1200 pro Cacimba e pro Cazé e 4 mil pro Benedito”.

– Mas, seu Baldo, isso é obra do governo e é licitada, vencida por uma empresa de engenharia.

“É o quê, siô?  Brincadeira… Ali na nossa região, todo mundo sabe qual pedreiro é bom e qual é o enrrolão. O Chico sempre foi bom; faz pilastra reta e até assenta lajota. Olha isso!” – O velho falou apontando pra uns bloquetes sendo enterrados na areia mole… “– Hum… “Brandão que fique de olho nesse pedreiro”.

Na guerra entre ingenuidade e sabedoria, ignorância e saber ali estampados vi que seu Baldo tinha toda razão, no interior de sua racionalidade. Uma ação irracional e tola estampada aos olhos de todos, todos os dias, a céu aberto e em belas tardes de pôr-do-sol. Alguns passos lentos e em silêncio, entre um muxoxo e um suspiro, seu Baldo continuou:

“Lembra do Ribinha? Isso, esse mesmo… Era um bom pedreiro. Mas aí foi fazer aquele serviço na beira-rio pra prefeitura, que nunca ninguém viu. Dois meis depois apareceu de railux, aquela que era do prefeito; isso, a cinza. Pois é… Disse que ficou com ela como pagamento. O prefeito tá com uma nova, daquela daimon. Depois disso Ribinha diz que não pega mais serviço pequeno; senão até ele matava essa da Litorânea e mais rápido”.

A gente ia passando por um dos restaurantes, já chegando aonde a neta de seu Baldo ia busca-lo. Dois rapazes de mãos dadas conversavam bem próximos, dentro do restaurante, divididos do calçadão apenas por uma mureta .

“Você, viu?”, pergunta seu Baldo.

– Vi. O senhor tem bronca com isso?

“Ah, sim, acho um desrespeito com as pessoas que estão comendo. Eu, mesmo quando fumava, nunca fiz isso”.

Uma segunda olhada me fez ver que os dois rapazes seguravam cigarros com o braço pendurado pelo lado de fora da mureta.

“Licitação, é? Empresa de engenharia?”. Só rindo mesmo. Devem estar esperando o aditivo…”

Esse seu Baldo….

Apesar das dificuldades, PIB de 2022 cresce 2,9%

Em 2022, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,9% frente a 2021. Houve crescimentos em Serviços (4,2%) e na Indústria (1,6%) e queda na Agropecuária (-1,7%).

Período de comparação Indicadores (%)
PIB AGROP INDUS SERV FBCF CONS. FAM CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) -0,2% 0,3% -0,3% 0,2% -1,1% 0,3% 0,3%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal) 1,9% -2,9% 2,6% 3,3% 3,5% 4,3% 0,5%
Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal) 2,9% -1,7% 1,6% 4,2% 0,9% 4,3% 1,5%
Valores correntes no 4º trimestre (R$) 2,6 trilhões 116,5 bilhões 539,8 bilhões 1,6 trilhão 488,5 bilhões 1,7 trilhão 529,8 bilhões
Valores correntes no ano (R$) 9,9 trilhões 675,5 bilhões 2,1 trilhões 5,8 trilhões 1,9 trilhão 6,3 trilhões 1,8 trilhão
Taxa de investimento (FBCF/PIB) 2022 = 18,8%
Taxa de poupança (POUP/PIB) 2022 = 15,9% 

O PIB totalizou R$ 9,9 trilhões em 2022. O PIB per capita alcançou R$ 46.154,6 em 2022, um avanço real de 2,2% ante o ano anterior.

A taxa de investimento em 2022 foi de 18,8% do PIB, enquanto o registrado em 2021 foi de 18,9%. Já a taxa de poupança foi de 15,9% (ante 17,4% em 2021).

Frente ao 3º trimestre, na série com ajuste sazonal, o PIB variou -0,2%. A Agropecuária e os Serviços também apresentaram variações de 0,3% e 0,2%, respectivamente, enquanto a Indústria variou -0,3%.

Em relação ao 4º trimestre de 2021, o PIB avançou 1,9% no último trimestre de 2022, oitavo resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. Foram registradas altas nos Serviços (3,3%) e Indústria (2,6%), enquanto Agropecuária caiu 2,9%.

Principais resultados do PIB a preços de mercado do 4º Trimestre de 2021 ao 4º Trimestre de 2022
Taxas (%) 2021.IV 2022.I 2022.II 2022.III 2022.IV
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior 5,0 2,4 3,1 3,2 2,9
Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores 5,0 5,2 3,2 3,0 2,9
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior 2,1 2,4 3,7 3,6 1,9
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 1,1 1,3 0,9 0,3 -0,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

PIB cresce 2,9% em 2022

O PIB em 2022 cresceu 2,9% ante o ano anterior. Houve aumento de 3,0% no Valor Adicionado a preços básicos e de 2,1% no volume dos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado nesta comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (-1,7%), Indústria (1,6%) e Serviços (4,2%).

Consequentemente, o PIB per capita avançou (em termos reais) 2,2% em relação a 2021, alcançando R$ 46.154,6 (em valores correntes) em 2022.

A queda do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2022 (-1,7%) decorreu do decréscimo de produção e perda de produtividade da atividade Agricultura, que suplantou as contribuições positivas das atividades de Pecuária e Pesca.

Na Indústria, o destaque positivo foi o desempenho da Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (10,1%), que teve bandeiras tarifárias mais favoráveis ao longo de 2022. A Construção (6,9%) também registrou crescimento.

As Indústrias de Transformação (-0,3%) tiveram desempenho negativo, causado principalmente pela queda da metalurgia de metais ferrosos; produtos de metal; produtos químicos; produtos de madeira e de borracha e plástico. As Indústrias Extrativas caíram 1,7% devido à queda na extração de minério de ferro.

Todas as atividades dos Serviços tiveram crescimento: Outras atividades de serviços (11,1%), Transporte, armazenagem e correio (8,4%), Informação e comunicação (5,4%), Atividades imobiliárias (2,5%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%), Comércio (0,8%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,4%).

Na análise da despesa, houve alta de 0,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, segundo ano consecutivo de crescimento. A Despesa de Consumo das Famílias avançou 4,3% em relação ao ano anterior. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 1,5%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,5%, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 0,8%.

PIB atinge R$ 9,9 trilhões em 2022

No acumulado do ano, o PIB em valores correntes totalizou R$ 9,9 trilhões, sendo R$ 8,6 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,3 trilhão aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento no ano de 2022 foi de 18,8% do PIB, enquanto o observado no ano anterior foi de 18,9%. A taxa de poupança foi de 15,9% em 2022 (ante 17,4% em 2021).

PIB varia -0,2% em relação ao 3º tri de 2022

O PIB variou -0,2% no 4º trimestre de 2022 na comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal). A Indústria retraiu 0,3%, enquanto a Agropecuária e os Serviços apresentaram variação positiva de 0,3% e 0,2%, respectivamente.

Dentre as atividades industriais, houve queda nas Indústrias de Transformação (-1,4%), na Construção (-0,7%) e na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%). O único resultado positivo foi nas Indústrias Extrativas (2,5%).

Nos Serviços, as atividades de Informação e comunicação (1,8%), Outras atividades de serviços (0,9%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,9%), Atividades imobiliárias (0,7%) e Transporte, armazenagem e correio (0,2%) tiveram desempenho positivo. Em contrapartida, houve queda no Comércio (-0,9%) e em Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,5%).

Pela ótica da despesa, houve variação positiva da Despesa de Consumo das Famílias (0,3%) e da Despesa de Consumo do Governo (0,3%), ao passo que houve queda da Formação Bruta de Capital Fixo (-1,1%).

As Exportações de Bens e Serviços cresceram 3,5%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 1,9% em relação ao terceiro trimestre de 2022.

Em relação ao 4º tri de 2021, PIB cresce 1,9%

Frente ao 4º trimestre de 2021, o PIB avançou 1,9%, o oitavo resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. O Valor Adicionado a preços básicos e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios cresceram 1,8% e 2,4%, respectivamente.

A Agropecuária recuou 2,9% ante igual período de 2021, com destaque para produtos como mandioca (-1,6%), fumo (-7,1%) e batata inglesa (-2,4%), cujas safras são significativas no 4° trimestre e que apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade. Por outro lado, as culturas de cana de açúcar, laranja e trigo apresentaram crescimento na produção anual, estimadas em 2,7%, 4,4% e 28,5%, respectivamente.

A Indústria avançou 2,6% no trimestre com alta em todas as suas atividades. O principal destaque foi o crescimento em volume da atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (10,8%). Tal resultado explica-se pelas bandeiras tarifárias mais favoráveis neste trimestre, contrastando com a escassez hídrica no mesmo período de 2021.

A Construção cresceu 3,2% no trimestre. Indústrias Extrativas cresceram 1,4%, puxadas pela alta na extração de petróleo e gás, compensando a queda ocorrida no minério de ferro. Da mesma forma, as Indústrias de Transformação também tiveram resultado positivo (1,0%) pela influência do aumento da fabricação de produtos alimentícios, veículos automotores, outros equipamentos de transporte, produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

Os Serviços cresceram 3,3% frente ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado pelos resultados positivos de Outras atividades de serviços (8,3%), Transporte, armazenagem e correio (5,3%), Informação e comunicação (4,9%), Atividades Imobiliárias (3,2%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,4%) e Comércio (2,1%). Já a atividade Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,3%) apresentou variação negativa.

Entre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias (4,3%), a Despesa de Consumo do Governo (0,5%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,5%) tiveram alta em relação a igual período do ano anterior.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 11,7% assim como as Importações de Bens e Serviços avançaram 4,6% no quarto trimestre de 2022.

 

Fonte: IBGE

Cratera se abre em uma das principais vias do Renascença

Entre um susto e outro os moradores do Renascença II vão suportando os perigos do bairro nobre no preço do IPTU e miserável na constituição de suas ruas. Algumas largadas há anos sem fazer parte da “programação”… Assim é com a Travessa dos Periquitos, pequena via de intenso tráfego, totalmente esburacada.

Na manhã de domingo (26) os moradores dos condomínios levaram mais um susto com uma imensa cratera que se abriu na Rua dos Bicudos, umas principais vias de ligação entre a Holandeses e a Colares Moreira. Segundo uma moradora do prédio defronte, a cratera se abriu logo após a passagem de um caminhão “sorte ser um domingo de manhã, senão poderia ter sido grave”, cabe um carro nesse buraco”.

Logo na manhã da segunda (27) uma equipe já trabalhava para sanar o problema, não se sabe porque algum morador “importante” avisou, ou se um lampejo de competência e responsabilidade baixou sobre o poder público. O fato é que a rua é importante para o tráfego.

Porém, há outras preocupações. Vizinho à cratera aberta, a equipe trabalhava no desentupimento de uma galeria, cujo aprofundamento lateral é perceptível. Assim como rachaduras e afundamentos em várias ruas do bairro de imposto nobre da cidade.

Mais ruas esburadas

Quanto à travessa dos Periquitos, que fica entre as ruas Graúnas e Sabiá, síndico de um dos condomínios que  utiliza a via para entrar e sair da garagem(esse com 90 unidades e três andares de garagem) conta que a Graúnas e Sabias já passaram por duas operações de tapa-buracos e  “Nas duas vezes perguntei se reformariam a Periquitos. O cara consultou uma prancheta e disse: não está na programação”. A rua está quase intransitável.

A sorte, único elemento com que os moradores podem contar, é que não choveu nas últimas horas, senão a nova cratera seria um problema bem maior. Enquanto isso, os curativos vêm sendo aplicados, mas até quando? Até a gangrena chegar e precisar de uma amputação?

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