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Professor Ed Wilson Lança novo livro em São Luís sobre rádio e ativismo

O Professor e jornalista Ed Wilson lança nessa quarta-feira (05), às 18h30, no Solar Cultural maria Firmina dos Reis, seu mais novo livro “Ouvintes falantes: produção e recepção dos programas jornalísticos no rádio AM”. A obra tem como tema principal o sentido da ágora grega incorporado aos debates sobre a cidade travados no rádio. Ed Wilson Araújo é jornalista e professor doutor do Departamento de Comunicação Social (DCS) da UFMA (Universidade Federal do Maranhão).

A obra, publicada pela editora Appris, será lançada durante a programação do XI Ciclo de Debates do Obeec (Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação). O Obeec, formado por docentes do DCS, dedica-se à pesquisa e produção de artigos e livros sobre práticas culturais, narrativas expandidas, comunicação, poder e cidadania.

Fruto da tese de doutorado em Comunicação, realizado na PUC do Rio Grande do Sul, o livro é um apanhado da vivência do autor no rádio AM, cultivada no hábito de ouvir a programação jornalística em diferentes etapas da vida, até o momento de transformar o interesse pela audiência em pesquisa acadêmica.

“A minha condição de ouvinte foi se modificando com o tempo. Quando eu trabalhava na feira do João Paulo, na quitanda do meu pai, Raimundo Araújo, eu ouvia os programas despretensiosamente. Depois, já formado em Jornalismo, trabalhei em assessorias de comunicação e uma das minhas atividades era monitorar os programas jornalísticos. Percebi nesse período outra relação minha com o radiojornalismo e quando chegou o tempo de fazer o doutorado processei o tema em objeto científico”, resumiu o autor.

Durante a produção da obra, Ed Wilson Araújo ajustou o trabalho aos Estudos Culturais latino-americanos, tomando como principal referência o protocolo teórico-metodológico do Mapa das Mediações, criado por Jesus Martín-Barbero. No Maranhão, o rádio AM tem uma peculiaridade forte – a participação da audiência nos programas jornalísticos – motivando até a criação de uma entidade própria denominada Somar (Sociedade dos Ouvintes Maranhenses de Rádio).

A prática cultural da audiência se expressa nas diversas formas de agir nos programas, por meio de mensagens de voz, texto, envio de imagens ou ligação telefônica para falar ao vivo nas transmissões. Para entender esse fenômeno, o trabalho de campo selecionou dois programas (Ponto Final, da Mirante AM, apresentado por Roberto Fernandes; e Manhã Difusora, da ex-Difusora AM, liderado por Silvan Alves), além das entrevistas com ouvintes. Os apresentadores, já falecidos, são motivo de saudosa referência do autor para dois ícones do rádio no Maranhão.

No percurso da pesquisa, o autor capturou os sentidos da audiência nas mediações que permitiram interpretar os ouvintes nos seus rituais de escuta, nas formas de participar e estar juntos pelas ondas sonoras, no uso da retórica para intervir nos programas e na compreensão de que a ação da audiência se dá em contextos institucionais e de controle empresarial das emissoras de rádio.

Segundo Araújo, os programas jornalísticos, de certa forma, revelam características semelhantes à ágora grega. São espaços de diálogo, debates, convergências e divergências sobre a cidade. Os ouvintes, aos participarem dos programas, interpretam papéis e funcionam como repórteres informais, promotores, juízes, parlamentares e gestores.

O rádio se transforma em uma espécie de ágora eletrônica, convergindo para os programas jornalísticos a participação da audiência em diálogo com os apresentadores e as fontes. Ao longo dos programas, os ouvintes tomam posição, criticam, elogiam, aderem, conflitam, bajulam, atacam ou defendem ideias, pontos de vista, gestores e demais entres públicos e privados. Tudo isso mediado pelo apresentador e pelas circunstâncias de controle do poder pela emissora.

“O livro tem um valor de memória, considerando que as emissoras AM estão migrando para FM. Entrego também no livro uma atualidade; ou seja, a proposta de manejar o mapa idealizado por Martin-Barbero, conectando os momentos e as mediações no movimento da recepção como parte da produção. Elas são intrínsecas e dialeticamente relacionadas”, pontuou o pesquisador.

A obra estará à venda no local do lançamento, pelo valor de R$ 60,00, e no site da  Editora Appris, no link https://editoraappris.com.br/produto/ouvintes-falantes-producao-e-recepcao-dos-programasjornalisticos-no-radio-am/.

Capital maranhense recebe o projeto Música nas Cidades Históricas

São Luís será contemplada, nos próximos dias 20 a 23, em diversos pontos da cidade, com o circuito “Música nas Cidades Históricas – MUCIH” e vai receber nomes consagrados da cena instrumental brasileira que revitalizam esse imenso patrimônio imaterial brasileiro, resgatando a fonte da sonoridade colonial, imperial até chegar ao presente contemporâneo.  O projeto acontece com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da lei federal de incentivo à cultura.

A programação será realiza em espaços que comungam da estética que se propõe o projeto, ofertando ao público uma viagem lúdica e mágica pelo tempo. A programação é totalmente gratuita e contará, entre as atrações, com o músico maranhense, aclamado por todo o mundo, Turíbio Santos, que será o grande homenageado deste projeto de circulação nacional.

A capital maranhense vai respirar os ares de toda a potência dessa riquíssima musicalidade e acervo cultural em diálogo com a arte e história arquitetônica; são dez atrações em quatro dias de festival ocupando o Teatro Arthur Azevedo, Museu Histórico e Artístico de São Luís, Teatro João do Vale,  Convento das Mercês, Casa do Tambor de Crioula e a Catedral da Sé.

Além do violonista Turíbio Santos,  integram o festival: o violonista Celso Faria, a pianista Maria Teresa Madeira, o grupo A Chantar (Trovadoras Medievais), o Duo Penezzi e Proveta. E mais as atrações locais: o violonista João Pedro  Borges, o violonista Alessandro Freitas, a Orquestra Maranhense de Violões, o grupo Instrumental Pixinguinha, o pianista Daniel Lemos, e o grupo Pungar da Ilha, da expressão popular genuinamente maranhense, Tambor de Crioula, o décimo primeiro bem cultural de natureza imaterial inscrito em um dos quatro Livros de Registro do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, em 2007.

O MUCIH é idealizado pelo produtor Leonardo Conde, da Duo Produções, e tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto já passou pelas cidades históricas de Ouro Preto (MG), Mariana (MG), Petrópolis (RJ), Tiradentes (MG),Paraty (RJ) e agora chega a São Luís (MA).

Confira os dias e a programação:

20/04 – QUINTA-FEIRA 

19h – Turíbio Santos – part. Maria Teresa Madeira e João Pedro  Borges  

Teatro Arthur Azevedo

21/04 – SEXTA-FEIRA

16h – Daniel Lemos

Museu Histórico e Artístico

17h – Grupo A Chantar (Trovadoras Medievais)

Catedral da Sé – Largo da Praça Pedro II

19h – Grupo Instrumental Pixinguinha  

Teatro João do Vale – Praia Grande.

22/04 – SÁBADO

11h – Alessandro Freitas

Convento das Mercês – De.sterro

16h – João Pedro Borges

Convento das Mercês – Desterro.

17h – Orquestra Maranhense de Violões

 Museu Histórico e Artístico de São Luís – Rua do Sol, Centro.

19h – Duo Penezzi e Proveta

Teatro João do Vale – Praia Grande.

23/04 DOMINGO

11h – Grupo Tambor de Crioula Pungar da Ilha

Casa do Tambor de Crioula – Praia Grande

17h – Celso Faria

Museu Histórico e Artístico – Rua do Sol, Centro.

 

Forte Santo Antônio receberá atrações locais para celebrar as mulheres no mês de março

Projeto Tardezinha Cultural leva atrações para o Forte Santo Antônio

Na próxima, sexta-feira (31), o projeto Tardezinha Cultural, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma), vai celebrar as mulheres neste mês de março, com uma tarde de apresentação de grandes atrações locais. A edição vai contar com as atrações: Rosa Reis, Isabelle Passinho e a comédia de costumes Pão com Ovo, a partir das 16h no Forte Santo Antônio, na Ponta d’Areia.

A Tardezinha Cultural se propõe a celebrar datas importantes para o público. De acordo com a coordenação, a ideia é que seja um projeto fixo, e siga uma agenda de datas comemorativas. O Tardezinha Cultural pretende dar acesso à cultura para população, com uma programação cultural variada, oferecendo música, teatro, além de uma mostra do artesanato produzido por mulheres.

O evento promete uma tarde de alegria e descontração, mas também de geração de renda. Haverá estandes de artesanato e carrinhos do programa Mais Renda. Tardezinha Cultural conta com as parcerias da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social (Sedes), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, dentre outras.

Escritora e professora, Arlete Nogueira da Cruz, lança segunda edição do romance “Compasso Binário

A escritora e professora aposentada do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Maranhão, Arlete Nogueira da Cruz, lançará, nessa terça-feira (28), no Cine Lume, a segunda edição do romance “Compasso Binário”. A obra completa 50 anos e ganhou uma nova versão revista e ampliada pela própria autora.

Considerado um Clássico da literatura brasileira, “Compasso Binário” ganha nova edição com capa assinada pelo artista visual Marçal Athayde, apresentação do cineasta Frederico Machado e comentários dos acadêmicos Rossini Corrêa e Ceres Fernandes.

O romance aborda temas relevantes e atuais, como o feminicídio e o estupro, questões que ganharam maior destaque na sociedade e na imprensa nos últimos tempos. A escritora já se preocupava em discutir esses assuntos desde a década de 1960, mostrando a sua perspicácia e visão crítica sobre a sociedade brasileira. A obra faz uma reflexão profunda sobre a sociedade em que vivemos e sobre como podemos mudar esse cenário, por meio da literatura e da arte.

A noite de autógrafos será uma oportunidade para o público de todas as idades conhecerem a atual produção literária de uma das maiores pensadoras e escritoras brasileiras. O Cine Lume fica situado no Office Tower, no bairro Renascença, São Luís.

Arlete Nogueira da Cruz nasceu na estação ferroviária do município maranhense de Cantanhede, em 1936. Licenciada em Filosofia pela UFMA, cursou o Mestrado em Filosofia Contemporânea na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), defendendo dissertação sobre Walter Benjamin. Exerceu também à docência na PUC-Rio, onde lecionou Filosofia Contemporânea.

Além de Compasso Binário, Arlete Nogueira da Cruz é autora das obrasA Parede” (romance, edições: 1961, 1993, 1998); “Cartas da Paixão” (ensaios filosóficos, edições: 1969, 1998); “Compasso Binário” (romance, edições: 1972, 1998), “Canção das Horas Úmidas” (poesia, 1975), “Litania da Velha” (poema, edições: 1995, 1997, 1999, 2002), que virou premiado filme; “Contos Inocentes” (edições: 2000, 2001); e “Trabalho Manual” (Imago Editora, Rio de Janeiro, 1998), por meio de convênio entre a Biblioteca Nacional e a Universidade de Mogi das Cruzes.

 

Primeiro Sarau das Pretas é realizado hoje no Beco Catarina Mina

Acontece hoje (25), a partida das 18h30, no Beco Catarina Mina, Centro Histórico de São Luís, o 1° Sarau das Pretas. O evento, que é realizado pelo Coletivo de Escritores Maranhenses (C.E.M.), fará homenagens a escritoras pretas do Brasil.

Entre os participantes do Saura, estão homens e mulheres, negras ou não, que dão voz as mulheres negras escritoras de nosso país. Neste 1° Sarau das Pretas serão homenageadas escritoras negras, escolhidas por cada participante. Outros eventos como este estão previstos para serem realizados Em São Luís, sempre em locais de referencia afro.

Entre as escritoras homenageadas hoje estão: Conceição Evaristo, Laura Rosa, Mel Duarte, Cristiane Sobral, Debs Poeta, Elisa Lucinda, Raimunda Frazão, Carolina Maria de Jesus, Djamila Ribeiro, Ryane Leão, Esmeralda Ribeiro, Janaína da Silva Bezerra, Luiza Cantanhede, Adelina – a charuteira. Na programação está prevista a apresentação de uma minibiografia de cada escritora, declamação/leitura de um poema ou trecho de obra das homenageadas escolhidas.

Dentre as escritoras, está a jovem poeta Janaína da Silva Bezerra, que foi morta depois de ter sido violentada, durante uma calourada em uma universidade, no Piauí. Estudante de jornalismo, a jovem estava iniciado sua vida como poeta.

O coletivo de Escritores Maranhense tem 30 escritores participantes não só de São Luís, como outras cidades do Estado. Trata-se de um grupo literário que surgiu com a missão de fomentar a cena cultural no Maranhão, promovendo ações agregadoras que dialogam com as outras linguagens artísticas, com a sociedade civil e se posiciona ativamente, reivindicando ações de políticas públicas de incentivo a literatura maranhense.

Abertas as inscrições da Mostra Sesc de Cinema

Estão abertas até o próximo dia 20 de abril as inscrições para uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC. A inscrição pode ser feita de forma digital e é gratuita.

Para essa 6ª edição, podem ser inscritas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2021, nas categorias curtas, médias e longas-metragens. A lista das produções selecionadas será divulgada em agosto e as exibições ocorrerão entre outubro e dezembro de 2023.

A edição passada da Mostra recebeu mais de 1600 obras. “Para este ano nossa expectativa é otimista, pois acreditamos que a nova onda criativa no meio cultural possa se refletir na Mostra Sesc”, destaca Janaína Cunha, diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

Lançado em 2017, a Mostra Sesc de Cinema se consolida como um dos principais canais de incentivo e fomento ao cinema independente do país. O projeto reúne produções que não conseguem encontrar espaço nos circuitos comerciais de cinema, dando visibilidade à produção cinematográfica brasileira e contribuindo para a promoção de novos talentos no setor de audiovisual.

Podem ser inscritos filmes de 23 estados e do Distrito Federal, que serão avaliados por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados. Além das seleções estaduais, 24 filmes comporão a mostra nacional e haverá uma curadoria especial para eleger outras dez produções infantojuvenis. O Panorama Regional (Região Norte) e os Panoramas Estaduais voltarão a ser exibidos de forma presencial na VI edição da MSDC, somente nos âmbitos de seus respectivos estados.

O circuito contará ainda com ações formativas como cursos, oficinas e workshops sobre os diversos assuntos ligados ao audiovisual.

A premiação para os vencedores das categorias curta, média e longa é de R$ 2.500, R$ 3.500 e R$ 5.000, respectivamente O resultado com o nome dos vencedores será divulgado até 31 de agosto de 2023. Já a exibição das produções selecionadas Panorama Estadual, Panorama Brasil, Panorama Infantojuvenil) será de 01 de outubro a 17 de dezembro de 2023.

Mayhem no Brasil, nazismo ou um falso Estado laico?

O país está passando por uma intensa ressignificação social. Movimentos importantes e necessários para reparação de erros históricos, datados e normalizados pelo conservadorismo de gerações passadas.

Saímos de um regime ditatorial há menos de 40 anos e parece que ainda não sabemos o que fazer com a nossa liberdade. Na transição da abertura politica no inicio dos anos 80 assistimos a explosão do movimento punk no Brasil, nessa época era comum nas vestimentas terem uma suástica nazista para chocar e de quebra alguns gritos homofóbicos em shows para empolgar o público. Isso não é suposição, há registros em vídeo sobre o que estou falando e hoje bandas grandes do gênero já admitiram e pediram desculpas por esses erros do passado, ainda bem.

Já no metal a principal bandeira sempre foi a luta contra o cristianismo e a opressão em torno de ditatura da fé cristã como pré-requisito para se ter uma boa conduta social. Assim como no movimento punk, era necessário causar um choque na sociedade para chamar a atenção e mais uma vez às camisetas com cruzes invertidas e ídolos cristãos dilacerados cumpriram seu papel.

Na primeira edição do rock in rio, a vinda de gigantes do rock para o Brasil gerou muita desinformação sobre o tema e era comum ver na época manchetes dizendo que o Ozzy era o autentico príncipe das trevas, o nome AC/DC significava Antes de Cristo/Depois de Cristo, o Iron Maiden carregava a marca do anticristo e o KISS eram os “Kavaleiros” a serviço de Satanás. Nessa época o Mayhem estava começando a carreira e eram influenciados pelos brasileiros do Sarcófago, banda que teve origem quando o Wagner saiu do Sepultura.

Pelo menos no Brasil essa guerra nunca saiu do campo ideológico e nem ganhou contornos de violência real, ficou apenas nas capas de discos e camisetas, enquanto que o outro lado dominante e conservador passaram a exibir na televisão exorcismos mentirosos para atrair mais fiéis.

Sobre o Mayhem, todos os fãs de metal conhecem a sua verdadeira história e das polemicas que se envolveram no inicio da carreira. O suicídio do primeiro vocalista, o flerte com ideias de supremacia do baterista ainda nos anos 80 e quatro igrejas queimadas na Noruega. Além é claro da passagem de Varg Vikernes pela banda substituindo Necrobutcher que saiu após Dead se suicidar e Euronomyous usar a foto do suicídio como capa de um EP da banda. Mas o Varg nazista e idiota assumido ficou pouco mais de um ano na banda sendo preso em 1993 pelo assassinato de Euronymous, por achar que esse não queria pagar os direitos pelo álbum da sua banda principal, o Burzum.

Depois desse episódio a banda se reformulou e continua até hoje levando seu black metal a todos os lugares do mundo, países como Israel por exemplo, vale ressaltar que em toda a sua discografia o Mayhem não tem uma letra sequer que faz apologia ao nazismo.

Mas por que toda essa polêmica então?

Avançando no tempo até os dias polarizados de hoje, está claro que o Brasil ficou refém da classe política que essencialmente se alimenta de polemica e bastou uma postagem equivocada de um professor que usou uma foto do inicio da carreira do baterista com uma suástica no braço, uma foto de um site de vendas de camisas na internet em que os clientes personalizam as camisas e uma foto de divulgação de um vídeo clip da banda em que a letra critica a ascensão do nazismo, ou seja, para quem se diz pesquisador esse professor parece não fez o trabalho direito, muito menos lembrou que o Mayhem já tinha tocado em Porto Alegre em 2018.

Essa postagem chegou ao deputado Leonel Radde que potencializou a desinformação engrossando o caldo sem checar devidamente a história da banda. Como estamos vivendo uma era em que as pessoas leem apenas as manchetes e acham que já sabem tudo, foi o palanque perfeito para o tribunal de julgamentos nas redes sociais, onde se condena e cancela sem se aprofundar na busca pela verdade.

Apesar dos conselhos de alguns amigos para não me meter nessa polêmica, também deixo claro que não tenho procuração para defender a banda. Mas como organizei o MOA FESTIVAL em novembro do ano passado e uma das atrações foi Mayhem, alguns desses desinformados que utilizam as redes sociais para julgar sem base de conhecimento, tentaram associar o festival a práticas de apoio ao neonazismo. Pois bem, além do Mayhem tocaram no evento bandas como Garotos Podres, Dorsal Atlântica, entre outras que sempre tiveram suas bandeiras contra o fascismo e nazismo. Além disso, convivi com alguns membros da banda por alguns dias e tirando um incidente da bagagem extraviada do baixista que reclamou dizendo que esse era um problema de países de terceiro mundo, posso assegurar que banda foi altamente agradável por sua passagem por aqui. O vocalista Atila por exemplo, ficou encantado com a apresentação do Gangrena Gasosa e as religiões de matrizes africanas, inclusive queria ter ido num terreiro em São Luís para conhecer mais sobre essa cultura e depois do show ainda ficou alguns dias apreciando a cidade.

A verdade é que o heavy metal sempre se opôs ao cristianismo e nas oportunidades que o sistema tem de contra atacar ele o faz impiedosamente, ainda mais contra uma banda que ganhou notoriedade por queimar igrejas no passado, igrejas essas, diga-se de passagem, foram erguidas sobre monumentos da cultura pagã dos povos originários daquele país, mas com um detalhe, tais templos estavam vazios e não houve vitimas ao contrário da igreja/Estado que queimou milhares pessoas vivas acusadas de bruxaria sem nenhuma comprovação cientifica na época.

“É preciso observar que, em geral, o caráter de todo raciocínio metafísico e teológico é o de procurar explicar um absurdo por outro.”

Mikhail Bakunin

O Maranhão é uma grande festa

Estamos vivendo uma era de delírios faraônicos no Maranhão. Como num passe de mágica, tudo que acontece aqui passou a ser o maior do mundo ou o maior da história. Impressionante.

Essa moda começou ano passado, onde o nosso São João do Maranhão que nunca apareceu entre os três principais do Brasil passou a ser chamado de maior do país pelos releases e declarações do governo.

Fazendo uma breve comparação com os dados oficiais com Caruaru e Campina Grande percebemos que tudo não passa de uma euforia demagoga e enganosa. Para vocês terem uma ideia, enquanto São Luís recebeu 129 mil visitantes no mês de junho, Caruaru recebeu 3,2 milhões de visitantes no período do São João e Campina Grande aproximadamente 2,3 milhões de visitantes.  As duas cidades do sertão nordestino disputam de fato o titulo de maior São João do Brasil e São Luís esta comprovadamente muito longe desses números.

No carnaval o delírio foi ainda maior, o governo chegou ao cúmulo de divulgar que 416 mil pessoas estavam na avenida beira mar em São Luís na segunda feira de carnaval.

 

Fazendo o mesmo cálculo que os bombeiros recomendam para eventos que é de três pessoas por metro quadrado. Como temos aproximadamente 1,5 km de extensão entre a Praça Maria Aragão e a Casa do Maranhão, considerando a largura média de 25 metros da avenida, teremos 37 mil e 500 metros quadrados disponíveis para as pessoas circularem, multiplicando esse valor por três, que é o recomendado pelos Bombeiros, chegaremos ao número de 113 mil pessoas presentes no circuito beira mar, isso nem levando em consideração os espaços vazios ao longo do percurso. Resultado muito longe do divulgado pelo governo. E mesmo assim foi dito aos quatro cantos que foi o maior carnaval do Brasil. De dados reais, tivemos 20 mil visitantes chegando a São Luís através do aeroporto e terminal rodoviário, levando em consideração quem veio de carro ou excursão teríamos aproximadamente 30 mil pessoas visitando o Maranhão, números que são insignificantes em relação ao carnaval da Bahia que arrastou 2,7 milhões de pessoas para o Estado e com um detalhe importante, no carnaval de Salvador o governo não contrata atrações para tocar, todos os blocos  são privados e cobram  acesso do público.

Mas a mania de grandeza não para por aí não. Tivemos ontem um evento municipalista que a rigor deveria ser feito para os 217 prefeitos e seus assessores para a discussão de pautas importantes para as cidades, mas que virou um grande evento e segundo o próprio presidente da FAMEM, o maior encontro da história. Como resultado prático, teremos mais uma área do sitio Rangedor desmatada para satisfazer o ego do poder. Até acho justo que a entidade tenha uma sede própria, poderia ser inclusive um prédio do excelente programa Nosso Centro para ajudar na preservação do patrimônio histórico e economizando milhões que poderiam ser usados em outras áreas, mas nada disso é levado em consideração, infelizmente.

E assim caminha o Maranhão, poder festivo que faz eventos grandiosos para celebrar um governador reeleito, que oferece jantar nababesco para 42 deputados para comemorar a passagem de três dias da Presidente da assembleia pelo comando do Estado e se não bastasse, ainda faz outra festa pomposa para empossar alguns secretários em Imperatriz.

Então vamos comemorar a volta do ICMS, o aumento da gasolina, os dados alarmantes da pobreza no estado, os números do desemprego, os salários atrasados de profissionais terceirizados pelo governo, a violência, entre outros.

E logo logo vem outra celebração por aí, onde o governador esta dando voltas no palácio se preparando para inaugurar 300 obras em 100 dias. Só lembrando que já estamos com 75 dias de governo e até agora só vimos festas e com o povo do lado de fora do camarote.

 

 

Pátio Aberto do CCVM realiza apresentação com Clássicos Jamaicanos nesta quinta-feira

O programa Pátio Aberto do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) realiza, nesta quinta-feira (16), a apresentação Clássicos Jamaicanos”, contando com DJ Jorge Black como atração.  A programação é gratuita. O CCVM fica localizado na Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.

O evento reunirá sucessos das décadas de 70, 80 e 90, tocados em vinis vindos da coleção do artista, iniciada em 1976.Enquanto anima a pista de dança com canções de nomes como Bob Marley, Peter Tosh, Jimmy Cliff, Max Romeo, entre outros, Jorge Black comentará sobre os contextos históricos e culturais que influenciaram as composições.

Jornalista e publicitário, DJ Jorge Black iniciou sua trajetória musical em 1982. Nos anos 90 começou sua carreira de comunicador em emissoras de rádio comunitárias, apresentando programas especializados na cultura reggae. Por quatro anos esteve à frente do programa “Reggae Power”, na Rádio Cidade FM, onde também dirigiu e apresentou de 2007 a 2014 o programa “Reggae Night”. Atualmente apresenta o programa “Reggae Roots” na Nova FM ao lado do cantor, radialista e vocalista da Tribo de Jah, Fauzy Beydoun.

Palacete Gentil Braga exibirá sessões de cinema gratuito no intervalo do almoço

A partir de quinta-feira (16), sessões de cinema gratuito serão exibidas, no intervalo do almoço, no Palacete Gentil Braga, localizado na Rua Grande, em São Luís. Destinado principalmente aos comerciários e frequentadores da Rua Grande, o Cinema no Intervalo será realizado quinzenalmente no Palacete Gentil Braga, sempre no horário de 12h às 13h30.

Uma pausa após o almoço para descansar e se divertir gratuitamente. É o que propõe o “Cinema no Intervalo”, projeto da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O acesso ao Palacete será feito pela entrada lateral, localizada na Rua do Passeio, em frente a Galeria La Ravardiére. O público poderá comparecer a partir das 11h30.

Por meio desse projeto, a UFMA se propõe a cumprir com seu papel social de contribuir com a democratização da cultura. A iniciativa conta com a parceria do restaurante Casarão Grill, situado na Rua do Passeio. Além do propósito cultural, o Cinema no Intervalo visa potencializar o movimento econômico na região através do desenvolvimento de atrações que complementam a rotina do público que frequenta diariamente os entornos do Palacete Gentil Braga.

A programação será composta por obras que já foram exibidas e obtiveram destaque no Festival Guarnicê de Cinema. Na primeira sessão, serão apresentados quatro curtas-metragens.

FILMES QUE SERÃO EXIBIDOS:

Amo, Poeta e Cantador: Murais da Memória pelo Maranhão (25 min, classificação indicativa livre)

Dirigido por Jonas Sakamoto, o documentário foi exibido no Guarnicê 2022.
Sinopse: é uma produção que mostra a feitura de dez painéis de mestres do bumba-meu-boi do Maranhão, assinados pelo artista plástico e graffiteiro, Gil Leros. O projeto percorreu, entre os meses de abril e setembro, partindo de São Luís, as cidades de São José de Ribamar, Axixá, Viana, Barreirinhas, Guimarães e Cururupu, para pintar o rosto de grandes mestres da cultura popular brasileira, que fizeram, e fazem, do Bumba meu Boi do Maranhão uma das maiores expressões artísticas e culturais do mundo.

A Volta Pra Casa (16 min, classificação indicativa livre)

O drama paulista dirigido por Diego Freitas e protagonizado por Lima Duarte rendeu a Guilherme Rodio o prêmio de melhor ator coadjuvante do Guarnicê 2020.
Sinopse: no domingo de Páscoa, Plínio, um marceneiro aposentado, espera a visita da família, que não aparece. Anselmo, o jardineiro da casa de repouso em que ele vive, oferece-se para levá-lo até sua antiga casa. No trajeto, Plínio revisita suas memórias do bairro de Santana em São Paulo.

Neguinho (20 min, classificação indicativa livre)

Um dos destaques do Guarnicê 2020, Neguninho foi agraciado com três prêmios: melhor atriz coadjuvante para Aisha Jambo, melhor atriz para Juliana França e melhor direção para Marçal Viana.
Sinopse: Jéssica, mãe de Zeca, um menino da periferia que ganhou uma bolsa em uma escola particular, é chamada para uma reunião com a professora do seu filho. Em um encontro cheio de farpas, reflexões e visões de mundo distintas, um veredicto é dado e o destino de Zeca precisará ser decidido.

Fantasma Neon (20 min, classificação indicativa livre)

Um dos destaques do cinema brasileiro em 2022, o curta de Leonardo Martinelli foi premiado com melhor desenho de som para Caio Alvasc e melhor direção de fotografia para Felipe Quintela na última edição do Guarnicê.
Sinopse: Um entregador de aplicativo sonha em ter uma moto. Disseram a ele que tudo seria como um filme musical.

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