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Instituto Cazumbá comemora 50 anos com projeto Projeto chamado de “Cazumbá nos trilhos da Vale"

Instituto Cazumbá comemora 50 anos com espetáculos em cidades do Maranhão e Pará

Para comemorar seus 50 anos de atividades ininterruptas, o Instituto de Arte Cazumbá, por meio do Ministério da Cultura e Instituto Cultural Vale, realizará uma série de espetáculos pelas cidades onde o trem faz seu percurso e arredores: Marabá, Açailândia, Santa Inês e Pindaré Mirim. O Projeto chamado de “Cazumbá nos trilhos da Vale” tem data de início prevista para o próximo dia 10 de abril.

Em cada cidade, o Instituto de Arte Cazumbá realizará dois espetáculos: “Cazumbá – A Ópera Boi” e “Bogi Buá”, além de oficinas formativas de teatro e dança popular para os interessados. As apresentações contarão com um elenco de 21 atores e atrizes, dançarinos e dançarinas, 14 músicos, além de 6 integrantes da equipe de produção.

Na oportunidade, o Instituto promete apresentar o melhor conteúdo cultural para a população de maneira totalmente gratuita, enriquecendo o intercâmbio artístico e contribuindo para a cadeia produtiva da cidade de cada apresentação.

Na volta para São Luís, o Instituto de Arte Cazumbá dará início às suas apresentações no Teatro Cazumbá, começando mais cedo a temporada deste ano. As datas de apresentações ainda serão divulgadas.

Exposição Maria Firmina dos Reis será aberta no Fórum de São Luís

O Tribunal de Justiça do Maranhão fará a abertura nesta sexta-feira (10), no Fórum Desembargador Sarney Costa, da Exposição “Maria Firmina dos Reis – 200 anos inspirando humanidades. A exposição possibilitará aos visitantes conhecer melhor o legado da romancista maranhense.

A abertura acontece na semana em que se comemora o Dia da Mulher Maranhense – celebrado no dia 11 de março – data que também se comemora o aniversário de Maria Firmina, mulher negra que marcou a história do Brasil no século XIX. A cerimônia acontecerá às 9h, na Galeria do Fórum Desembargador Sarney Costa, localizado na Avenida Professor Carlos Cunha, no bairro do Calhau. Magistrados (as), servidores (as) e o público em geral poderão prestigiar a exposição durante o horário de funcionamento do Fórum (8h às 18h).

O evento é organizado pelo Comitê de Diversidade do TJMA e o Museu Desembargador Lauro de Berredo Martins, que têm como coordenadores, respectivamente, o juiz Marco Adriano Ramos Fonsêca e Cíntia Valéria Costa Andrade.

A Exposição faz parte das homenagens ao Bicentenário de Maria Firmina, comemorado em 2022 pelo Poder Judiciário do Maranhão. A abertura aos públicos interno e externo iniciou em agosto do ano passado e recebeu cerca de mil pessoas durante três meses.

Maria Firmina dos Reis:

A escritora Maria Firmina dos Reis nasceu em 11 de março de 1822, em São Luís, no estado do Maranhão. Por isso, o 11 de março, em sua homenagem, é o Dia da Mulher Maranhense. Era filha da escrava alforriada Leonor Felipa dos Reis e, possivelmente, de João Pedro Esteves, um homem rico da região. Além de escritora, foi professora primária, de 1847 a 1881, e musicista.

Úrsula, um romance abolicionista, é sua obra mais conhecida e foi publicado em 1859, com a autora usando o pseudônimo de Uma Maranhense. A partir daí, Maria Firmina dos Reis passou a escrever para vários jornais, nos quais publicou alguns de seus poemas. Escreveu uma novela, um conto, publicou um livro de poesias, além de composições musicais.

Além de escritora, foi professora, musicista e a criadora da primeira escola mista do Brasil. Sua obra consiste em uma novela indianista chamada Gupeva (1861), o livro de poesias Cantos à beira-mar (1871), o conto A escrava (1887), além de composições musicais.

Em 1880, adquiriu o título de mestra régia. Nesse mesmo ano, criou uma escola gratuita para crianças, mas essa instituição não durou muito. Por ser uma escola mista, a iniciativa da professora, na época, provocou descontentamento em parte da sociedade do povoado de Maçaricó. Assim, a escritora e professora entrou para a história como a fundadora, segundo Zahidé Lupinacci Muzart (1939-2015), da “primeira escola mista do país”. Já aposentada, continuou lecionando em Maçaricó para filhos de lavradores e fazendeiros.

Sebo da Sé será aberto com lançamento de livros do gênero terror

Dois livros, de escritores de gerações distintas, do gênero terror, serão laçados amanhã, sexta-feira (10), durante a abertura do Sebo da Sé, espaço cultural alternativo localizado no Beco da Sé, 52, Centro. As obras são de autoria de Wilson Marques e M. P. Saul e farão parte do acervo do Sebo, que é formado por livros, discos, cds, dvs, telas de artistas maranhenses e outras peças, reunidas durante nos últimos 40 anos.

Wilson Marques, escritor consagrado entre o público infantil e adulto, autografa o inédito ‘Solo de Violino e outras histórias de medo’, e no mesmo espaço o estreante M. P. Saul lança ‘Antologia de Horror’.

Solo de Violino e outras histórias de medo

A literatura de terror sempre atraiu muitos leitores ao longo dos anos. Velhos conhecidos, como Drácula, Frankstein ou Carrie, a estranha, estão aí para provar. E foi procurando surfar nessa onda macabra e sempre em alta que o escritor maranhense Wilson Marques publicou Solo de violino e outros contos de medo, seu primeiro livro do gênero. Com capa de Luciano Tasso, o livro reúne dez histórias curtas, escritas e publicadas por meio da Lei Aldir Blanc em um período não menos aterrorizante de nossas vidas: a pandemia do Covid19.

Abre a coletânea O defunto da Recoleta, que tem como cenário o célebre cemitério da Recoleta, em Buenos Aires (ARG), e como protagonistas os membros de uma típica família de turistas brasileiros, que dessa vez não terão boas lembranças na volta para casa. E o que dizer de quem, contrariando os conselhos da sábia avó, sai de casa em noite de raios e trovões para assistir a um infernal fenômeno conhecido como Desenterro? Em Solo de violino, uma advertência para os músicos jovens e talentosos: cuidado com as surpresas que um grande mestre pode estar preparando para você.

Com mais de vinte livros publicados, Wilson Marques iniciou sua carreira com uma série de obras para o público infantil com temática voltada para a cultura e história do Maranhão. Seguiram-se textos em cordel, a exemplo de ‘A menina inhame’ e ‘Os dois irmãos e o olu’ (SESI SP Editora), ‘O tambor do Mestre Zizinho’ (Mercuryo Jovem), ‘Arte e manhas do jabuti’ (Autêntica Editora) e ‘Adivinha quem foi o miolo do boi’ (Editora do Brasil). Mais recentemente publicou ‘Vê se adivinha!’ (Editora Edebê), um livro de adivinhações divertido e lindamente ilustrado, e ‘A festa da onça’ (Brinque Book), que o autor considera um tributo ao cordel e às histórias da tradição oral, que desde a infância o tem inspirado e encantado.

Antologia de Horror

Pela editora Multifoco, M. P. Saul estreia com ‘Antologia de Horror’. Nessa Antologia o autor reúne oito contos de terror, ambientados nos séculos XIX e XX , com personagens e locais fictícios. Pronto desde 2021, o autor aguardava uma oportunidade de apresentar aos leitores seus personagens que transitam em um ambiente nefasto e lidam com situações impossíveis e instigantes.

Dama do Reggae, Célia Sampaio, se apresenta hoje no Centro de Cultura Vale Maranhão

Ainda comemorando o Dia Internacional da Mulher, o Centro de Cultura Vale do Maranhão recebe, hoje (09), a partir das 19h, em seu Pátio Aberto, a cantora Célia Sampaio, com o Show “Ela”. A entrada é gratuita.

A apresentação contará com as músicas do último CD lançado pela dama do reggae, incluindo a canção “Ela”, poema de Maria Firmina dos Reis que foi musicado pela compositora paraibana Socorro Lira e dado de presente a Célia.

Acompanham Célia Sampaio os músicos Adnon Soares no teclado, João Paulo no baixo, Kelson Ribeiras na bateria, Rodrigo Tarta na guitarra e Joquebede Bezerra nos backing vocals. A produção é de Gabriel Campelo.

O Centro Cultural Vale Maranhão está localizado à Rua Direito, nº 149, Centro Histórico de São Luís.

Célia Sampaio

Conhecida também como a Dama do Reggae, Célia Sampaio é cantora e compositora. Cresceu no Bairro da Liberdade, uma região de classe baixa, formou-se em enfermagem, também produz corte e costura ligados elementos africanos.

Em 1984, Célia Sampaio começou a cantar no Bloco Afro Akomabu, primeiro bloco afro do carnaval do Maranhão. Canções do Ilê Aiyê e Filhos de Gandhi, ambos da Bahia foram algumas das músicas interpretadas por ela durante a Folia de Momo.Também fazia parte do corpo de baile da Companhia Barrica ao lado da também cantora maranhense, Rita Ribeiro.

Era a única mulher a integrar a banda Guethos, a primeira banda de reggae a tocar no palco do Teatro Arthur Azevedo, um dos antigos do Brasil, que fica na Cidade dos Azulejos na capital do Maranhão.
Fez apresentações na Alemanha, e também no Estado do Pará. Atuou como Backing Vocal de cantores de reggae internacional, tais como, Erick Donaldson e Judy Boucher.

Em 1999, partiu para a carreira solo abandonando a banda de reggae, e integrou o Projeto Nordeste, fazendo a abertura do show de Rita Ribeiro no Sesc-Pompéia, no Estado de São Paulo.
Esse show foi importante para a divulgação de sua carreira, com ele ganhou visibilidade diante de outros artistas da música brasileira, como: Virginia Rodrigues, Mestre Ambrósio,Leci Brandão, Chico César e Nação Zumbi.

Em 2000, Célia lançou seu primeiro CD solo intitulado “Diferente”, composição de Zé Lopes e que dá nome ao disco. O CD ainda trazia composições de Paulinho Akomabu, Alê Muniz, Mano Borges e outros compositores maranhenses já reconhecidos no estado. Este disco deu à Célia Sampaio, o prêmio Universidade FM, prêmio mais importante da música maranhense. Seus maiores sucessos são todos de um compositor maranhense chamado Paulinho Akomabu, no Reggae a música Black Power e no afoxé Ayabá Rainha.

Participou de discos de cantores como Zé Lopes, das bandas de rap, Clã Nordestino e Banda Reação, do bloco afro Akomabu, da Universidade FM, do CD do MST, interpretando a música Passamento (Joãozinho Ribeiro) e outros. Célia também já vez backing vocal pra cantora maranhense e sua amiga, Rosa Reis.

No ano de 2009, Célia Sampaio participou do show SOS Maranhão realizado pela cantora Alcione, sua conterrânea, que foi um movimento solidário para com as pessoas que tiveram suas casas devastadas pelas chuvas no Estado do Maranhão.

Sua trajetória na música maranhense e brasileira lhe valeu o título de “Dama do Reggae!”, porque num período onde somente homens se destacavam nesse estilo musical, Célia Sampaio surgiu ao soltar sua.
No ano de 2011 recebeu o Troféu Black Power, uma festa que premiou os maiores artistas do Reggae do Maranhão. Neste evento Célia Sampaio foi a homenageada principal.

No carnaval de 2012, Célia Sampaio foi homenageada pela escola de samba Unidos de Ribamar que cantou o bairro da Liberdade, local onde a cantora nasceu e viveu grande parte de sua vida.
Consagrou-se campeã da 8ª Mostra de Música do Bloco Afro Akomabu interpretando a canção Negro Axé dos irmãos Marco e Henrique Duailibe para o tema Ilha Negra de São Luís.

Depois do maior carnaval da história vem aí o maior São João do planeta

Vamos voltar 10 anos no tempo e relembrar o carnaval organizado pelo governo Roseana Sarney. Naquele ano eram vários circuitos espalhados pelo centro da cidade e com shows grandiosos na Praça Deodoro com Jorge Benjor, Timbalada, Diogo Nogueira e Alcione, além é claro das atrações maranhenses que se apresentavam no mesmo palco. Em São Luís todo o carnaval era concentrado no centro da cidade e nada foi feito na avenida litorânea, pois já havia um desgaste no formato copiado da folia baiana nos “carnavais fora de época” que acontecia todo ano na orla.

No interior a folia também era grande, com carnavais fortes em todas as regiões do Estado onde cidades ficavam lotadas de brincantes que aproveitavam o feriado prolongado para curtirem em suas cidades um carnaval mais livre e perto dos seus familiares. Quem não se lembra dos carnavais de Cururupu, Pinheiro e até em Imperatriz com a beira rio lotada de foliões? Bons tempos do carnaval no interior, diversão mais a vontade, perto de casa, sem transtornos de transito e roubo de celulares por exemplo.

E só para registrar, na época já diziam que aquele era o maior carnaval de todos os tempos organizado pelo governo do Estado. Até me lembrei daquela música dos titãs, que inclusive daria uma boa marchinha de carnaval.

“A melhor banda de todos os tempos da última semana, o melhor disco brasileiro de música americana, o melhor disco dos últimos anos de sucesso do passado, o maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos”

“Não importa a contradição, o que importa é televisão, dizem que não há nada a que você não se acostume. Cala a boca e aumente o volume então…”

Antes de chegarmos à folia de 2023 vale lembrar que Caetano Veloso em 1969 já cantava que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Música Icônica que representa a essência do carnaval baiano, o trio elétrico. Sua criação remete a década de 50 por Dodô e Osmar a novidade foi ganhando forma através dos anos até se tornar o maior símbolo da folia baiana, repito, o maior símbolo da folia baiana.

No passado nos orgulhávamos de ser a Atenas brasileira, talvez o último título original que nossa cultura tenha recebido. Depois disso nos contentamos em ser a cópia da Jamaica ao tentar tornar o reggae um ritmo maranhense e mais recentemente nos orgulhamos de ter o maior carnaval fora de época fora da Bahia, sem falar onda de forró cearense que invadiu o interior do Estado. Nada contra os ritmos citados, mas é apenas para citar que estamos ficando sem referências culturais e nos limitando a copiar formulas de sucessos já existentes.

Sobre o carnaval desse ano, não como negar que foi um sucesso de público e uma festa merecida para a população se divertir. Porem temos que observar dois fatores importantes, o primeiro foi à ausência do carnaval de rua nos últimos dois anos que deixou uma demanda reprimida e teve ainda o enfraquecimento do carnaval no interior pelo arroxo estrábico do Ministério Público que desencorajou prefeitos a fazerem suas festas. Restou ao povo descer para São Luís e quem já estava acostumado a brincar o carnaval curtindo safadão no interior, não notou a diferença dessa “retro baianização” do carnaval maranhense, onde trocar socos e empurrões virou sinônimo de humildade. Enfim, viva o carnaval da Bahia e vamos aguardar as novidades do maior São João do planeta, quem sabe não se “cria” por aqui um “boidromo” com caprichosos e garantidos pelo poder público desfilando tipo pop star pelas avenidas de São Luís.

 

Pó de estrelas, o caminho claro para a água

 Paradoxo da tolerância:

“Tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância ilimitada até mesmo para aqueles que são intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra a investida dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância junto destes. Nós devemos, portanto, declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante.”

Karl Popper

O dia 21 de janeiro foi escolhido como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O Brasil, o país multiétnico, da diversidade, da miscigenação, da união dos povos e das raças, que carrega uma das culturas mais amplas do mundo terreno, precisa ter um dia, ou muitos dias de combate a alguma forma de preconceito.

O Maranhão, terceiro estado em população negra do país, míngua sob atitudes vergonhosas de perseguição religiosa quando se trata de religiões de matriz afro. Mas é como diz Giles Deleuze: “a maioria é ninguém, a maioria é todo mundo”. Onde está todo mundo?

Todo mundo está tutelado sob uma batuta que muda o ritmo, o compasso, o andamento na hora adequada para o mandatário momentâneo. Foi isso que vimos se acerbar no último governo que passou: um culto ao extremismo ignorante e negacionista aos moldes do pré-trecentos.

Vivemos uma guerra moderna (a era das comunicações) em busca de um novo humanismo, de um novo renascimento; precisaremos lutar por comida e devir novamente e sempre? Esse é o tempo das leis (da ordem nem tanto) em que bilionários recorrem ao Estado em busca de salvação! O que diria o velho padre Vieira num tempo desse?!

Há alguns dias foi sancionada pelo presidente Lula a Lei 14.532, de 2023, que tipifica a injúria racial como crime de racismo (bem mais grave); também há alguns meses (junho de 2022), o presidente do tribunal de Justiça, desembargador Paulo Velten (governador em exercício, na época) assinou o Decreto 37761, de 28 de junho de 2022, estabelecendo a Política Estadual de Proteção aos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Afro-brasileira.

Tudo certo! Mas no Brasil tem o detalhe da “lei que pega” e da “lei que não pega”. Talvez por isso, lideranças políticas, imbuídas de liderança religiosa (ou o contrário) se mobilizem para combater a religiosidade e cultos alheios. Vários casos ocorridos anos passado.

A finalidade do decreto estadual é “promover a igualdade racial e garantir a integridade, o respeito e a permanência dos valores das religiões afro-brasileiras e dos modos de vida, usos, costumes, tradições e manifestações culturais das comunidades tradicionais de terreiro e matriz africana, bem como garantir a proteção, o respeito e a dignidade aos povos e comunidades tradicionais de matriz africana e afro-brasileiras no âmbito de órgãos e políticas públicas estaduais”.

Bonito né? Por que existe a vergonhosa atitude de tantos “cidadãos de bem” de enfiar o nariz no quintal ou no terreiro dos outros. Pelo simples fato da prática fundamentalista que vem se instalando cada vez mais no nosso país, a ponto de nos levar à beira de uma derrocada democrática e republicana. Daqui a pouco estarão esfaqueando escritores (como ocorreu com Salman Rushdie ano passado) em auditórios de universidades brasileiras, se não por Alá, “em nome de Jesus”, já que vivemos num mundo cristão, cada dia mais talibã.

Os “livros sagrados” (livros, pra mim), contém belezas cervantianas, dantianas e shakespearianas. “Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura?” Olhai os lírios do campo e as aves… Tá em Lucas, em Mateus e em outros lugares do livro. A tão temida Sharia (islâmica), pela qual se corta as mãos de ladrões, apedreja-se adúlteros e enforca-se homossexuais, numa tradução ao pé da letra significa “caminho claro para a água”. Tá tudo lá da essência humana: a poesia, a frustração, a cólera, o assassinato…

A grande mídia pouco se mexe para dizer, mas já se sabe que o fim do universo não é lá onde achavam que era, é bem mais adiante, dizem até que não tem. E como o universo é composto de estrelas e pó de estrelas, e o ser humano é um pouquinho dele, sua infinidade é a mesma, virar pó eternamente.

Jeff Beck, o alerta para o fim de uma geração

Faleceu nesta quarta-feira (11), aos 78 anos, vítima de meningite, um dos maiores guitarristas da história, Jeff Beck.

O guitarrista inglês figura em todas as listas de melhores do mundo e começou a impressionar muito cedo, iniciou a carreira substituindo Eric Clapton no supergrupo The Yardbirds, Clapton na época já era considerado o deus da guitarra. Jeff Beck sempre foi um artista inquieto e 20 meses depois saiu da banda por dificuldades de relacionamento, a sua passagem meteórica rendeu um dos maiores discos da banda, além de ter participado das gravações dos maiores sucessos do grupo. Logo em seguida monta seu próprio supergrupo com Rod Stewart e Ronnie Wood que dispensam apresentações.

A partida de Jeff Beck, Ronnie James Dio, Lemmy, Dusty Hill do ZZ Top, entre outros que se foram na última década nos traz a dolorosa certeza que está chegando ao fim a produtividade de uma geração que ergueu os pilares do rock que conhecemos hoje.

Vamos torcer para que o legado dessa geração continue sendo inspiração e referência para os que ainda estão trilhando a estrada da música. Inovações tecnológicas surgem a todo instante, assim como a vontade de experimentar e transgredir, mas a lição que Beck nos deixa em sua obra é que na maioria das vezes som emana da simples relação músico e instrumento criando obras autênticas que expressam a sinceridade do artista.

Procuram-se jurados para o carnaval 2023 (veja o edital)

A Secretaria Municipal de Cultura – SECULT está recebendo inscrições para seleção de jurados para o carnaval 2023. Este ano acontece o carnaval de passarela do Maranhão, depois de dois anos ausente. Os desfiles são competitivos e precisam de um vencedor ao fim de dias de apresentações de Escolas de Samba, Blocos Tradicionais, Blocos Organizados, tribos de índio…

São vários quesitos analisados, abrindo 27 (vinte e sete) vagas de jurados para Escolas de Samba, dividido entre categorias afins e 15 (quinze) vagas de jurados para os Blocos Tradicionais dos Grupos A e B divididos entre categorias afins.

São três categorias básicas: Evolução/Dança (que julgam comissão de frente, evolução e conjunto); Música/texto (apto a julgar ritmo, bateria, letra e samba, melodia e enredo); e a área visual (que julgam alegorias, adereços, fantasias).

A Secretaria Municipal de Cultura – SECULT, órgão gestor da política cultural, no uso de suas atribuições legais, torna público para conhecimento dos interessados, exclusivamente PESSOAS FÍSICAS, o presente regulamento de credenciamento de candidatos para ocuparem a função de jurado no concurso da Passarela do Samba do Carnaval 2023, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura – SECULT, com o objetivo de democratizar, diversificar, descentralizar e dar transparência, conforme o que segue: aqui

Jornalismo Cultural no Maranhão, reflexão e importância em tempos de mudanças

Amanhã a partir das 18h30 no Café Teatro Cazumbá, acontece uma roda de conversa com o tema “Jornalismo Cultural no Maranhão, reflexão e importância em tempos de mudanças”.

Uma iniciativa independente, que visa dar o primeiro passo para uma mobilização coletiva e reflexiva sobre jornalismo cultural como canal de informação da sociedade.

O coletivo recebe como convidada especial, a jornalista Larissa Correa, maranhense radicada na capital paulista desde 2003, onde fez trabalhos para a Folha de São Paulo e Revista Raiz e desde 2004 integra a equipe de imprensa do Itaú Cultural. A mesa será composta pelos jornalistas Zema Ribeiro, Flávia Regina, Vanessa Serra e Pedro Sobrinho.

Reforçando, a roda de conversa acontece nesta quinta feira as 18h30 no Café Teatro Cazumbá na Rua Portugal no bairro da Praia Grande, a entrada é gratuita.

Academia Maranhense de Letras se prepara para o bicentenário de Gonçalves Dias

A Academia Maranhense de Letras (AML) começa os preparativos para a comemoração dos 200 anos de nascimento de seu patrono Gonçalves Dias. A primeira atividade será uma reunião extraordinária, no próximo dia 17.

A reunião vai contar com a participação de representantes do Governo do Maranhão, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, de prefeituras e academias de letras de São Luís e Caxias, de universidades e entidades da sociedade civil, quando a AML apresenta o planejamento, o cronograma e o orçamento de eventos sobre o bicentenário do poeta Gonçalves Dias; eventos que ocorrem durante todo o ano de 2023.

A programação do bicentenário prevê a realização de palestras, criação de selo, publicação de livros, exposição de artes, espetáculos de dança, recitais, produção de documentário, entrega de medalhas e muitos outros eventos, “O poeta Gonçalves Dias é motivo de orgulho do Maranhão e de todos os maranhenses”, explica o presidente da AML, Lourival Serejo.

Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias (MA), em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras e patrono geral da Academia Maranhense de Letras. Entre as suas principais obras estão “Canção do Tamoio”, “I-Juca-Pirama”, “Se se morre de amor”, “Ainda uma vez-adeus!” e “Canção do exílio”.

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