Categoria: Cultura
A importância de honrar seus ancestrais, enterrar os seus mortos, viver o seu luto, deixar seguir e passar o bastão. Assim, seria possível fazer em um tweet um resumo do filme ‘Pantera Negra: Wakanda Forever’, que estreia nesta quinta (10) em todos os cinemas do país mas que teve noite de pré-estreia para convidados nesta quarta em São Paulo.
O filme segue fazendo jus ao título de obra afrofuturista, exaltando toda a ancestralidade dos povos africanos, misturando ficção cientifica e trazendo uma bela mensagem para a diáspora africana. Importância essa de termos mais produções com negros no protagonismo da cena mas também nos bastidores. Só assim as histórias nossas começarão a serem contadas realmente por nós e respeitando quem somos.
Com muita sensibilidade, a obra presta uma bela homenagem ao ator Chadwick Boseman que morreu vítima de um câncer em 2020, e interpretava o super-herói Pantera Negra. Além de homenagear o ator, dar um novo destino ao personagem central, o diretor aproveitou para inserir a temática do luto na trama.
Como você enterra os seus mortos? Como você lida com o luto? Para as milhares de pessoas que perderam algum ente querido ou pelo sentimento de luto coletivo pós-pandemia, impossível não se emocionar.
Além disso, Pantera Negra é carregado de representatividade e simbologias que remetem aos povos africanos – seja no destaque ao respeito aos mais velhos, ao sentimento de pertencimento, aos rituais espirituais, vestimentas e toda a beleza africana exaltada na obra.
Confira os premiados do Prêmio Jaubti 2022
Literatura
- Conto: “A vestida: contos”, de Eliana Alves Cruz
- Crônica: “A lua na caixa d’água”, de Marcelo Moutinho
- História em quadinhos: “Escuta, formosa Márcia”, de Marcello Quintanilha
- Infantil: “Sonhozzz”, de Silvana Tavano e Daniel Kondo
- Juvenil: “Romieta e Julieu”, de Ana Elisa Ribeiro
- Poesia: “Também guardamos pedras aqui”, de Luiza Romão
- Romance de Entretenimento: “Olhos de pixel”, de Lucas Mota
- Romance Literário: “O som do rugido da onça”, de Micheliny Verunschk
Não Ficção
- Artes: “Apontamentos da arte africana e afro-brasileira contemporânea: políticas e poéticas”, de Célia Maria Antonacci
- Biografia e Reportagem:“Escravidão – Volume II”, de Laurentino Gomes
- Ciências: “Um tempo para não esquecer: a visão da ciência no enfrentamento da pandemia do coronavírus e o futuro da saúde”, de Margareth Dalcolmo
- Ciências Humanas: “Enciclopédia Negra”, de Jaime Lauriano, Flávio dos Santos Gomes e Lilia Moritz Schwarcz
- Ciências Sociais: “Máfia, poder e antimáfia”, de Wálter Fanganiello Maierovitch
- Economia Criativa: “Nem negacionismo, nem apocalipse”, de Gesner Oliveira e Arthur Villela Ferreira
Inovação
- Fomento à Leitura: “Vaga Lume: como livros mudam a vida de crianças e adultos na Amazônia”, de Sylvia Guimarães
- Livro Brasileiro Publicado no Exterior: “Torto Arado”, de Itamar Vieira Junior

“Convidei, e ele já aceitou, o João Jorge, presidente do bloco Olodum, um dos fundadores do bloco Olodum, para fazer o resgate da Fundação Palmares”, afirmou Menezes a jornalistas na sede do governo de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. A futura ministra criticou a gestão da autarquia federal ao longo dos últimos anos. “A Fundação Palmares foi completamente depredada, fisicamente e também na sua estrutura interna”, acrescentou.
Fundada em 1988, com inspiração na própria Constituição Federal, a Fundação Cultural Palmares foi o primeiro órgão federal criado para promover, preservar e disseminar a cultura afro-brasileira. Por mais de três décadas, esteve vinculada ao Ministério da Cultura, mas com a extinção da pasta, em 2019, passou a estar subordinada ao Ministério do Turismo. Com a recriação do Ministério da Cultura, a Palmares volta à sua vinculação institucional original.
Além de produtor cultural, João Jorge é advogado e mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Ele também foi integrante do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), até 2016, quando o colegiado foi extinto.
Nos últimos anos, a Fundação Palmares foi alvo de polêmicas porque o seu então presidente, o jornalista Sérgio Camargo, que ficou no cargo até o início deste ano, era crítico do próprio Zumbi dos Palmares, herói nacional que dá nome à instituição, além de ter proferido declarações contra o movimento negro e contra o Dia da Consciência Negra.
Edição: Fábio Massalli