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Concentração na Indústria da Construção cai a menos da metade em 10 anos

A indústria da Construção gerou R$ 377,8 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços em 2021, sendo R$ 355,8 bilhões em obras e/ou serviços e R$ 22,0 bilhões em incorporações. Em 2021, o país tinha 147.389 mil empresas de Construção, que empregavam 2.203.731 pessoas. Frente a 2020, o total de ocupados no setor cresceu 11,4%, maior taxa desde 2010, enquanto o total de empresas teve a maior alta anual desde 2013: 11,7%. O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, destaca os principais pontos do cenário macroeconômico em 2021, primeiro ano após o início da pandemia, quando houve uma grave crise econômica, embora o setor da construção não tenha sido muito afetado.

“Em 2021, houve uma retomada do crescimento econômico: 5,0% de variação positiva no PIB, pós uma queda de 3,3% em 2020. Isso ocorreu apesar do desemprego e inflação em patamares significativos. Esta última atingiu a 10,6%. Houve também o início da elevação das taxas de juros, após atingir um piso de 2,0% no ápice da pandemia. Ainda assim, a taxa de juros manteve-se baixa, contribuindo positivamente para o segmento imobiliário. Podem ser destacados também como fatores positivos um processo de busca de uma parcela da população por imóveis relativamente mais adequados ao home office. Deve-se destacar igualmente o início do Programa Casa Verde e Amarela, em agosto de 2020, o que pode ter contribuído para impulsionar o setor da construção”, analisa Miranda.

Entre 2020 e 2021, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) mostrou que Construção de edifícios continuou sendo o segmento mais importante, com 44,6% do valor total (R$ 168,6 bilhões), o maior número de pessoas ocupadas (807,7 mil) e o segundo segmento em pagamento de salários, retiradas e outras remunerações.

Obras de infraestrutura foi o segundo em valor de obras e serviços (R$ 122,4 bilhões), mas caiu 8,4 pontos percentuais em dez anos para 32,4%. O segmento ocupou 637,3 mil pessoas. Já Serviços especializados para construção embora seja o terceiro em valor de obras e incorporações, cresceu 6,4 p.p. para 23,0% (R$ 86,9 bilhões) e é o segundo em número de pessoas ocupadas, com 758,7 mil pessoas.

Em dez anos, indústria da construção perdeu 22,9% dos postos de trabalho

A PAIC 2021 mostra que as empresas da construção empregavam um total de 2.203.731 pessoas, uma redução de 22,9% (ou 654,4 mil postos de trabalho) frente a 2012. “Há um certo equilíbrio na ocupação dos três setores: 36,7% dos postos de trabalho são na Construção de edifícios; 34,4%, em Serviços especializados para construção e 28,9% em Obras de infraestrutura”, destaca Miranda.

Ao longo dos dez anos analisados, a ocupação nos três segmentos teve mudanças significativas. Construção de edifícios manteve sua posição como o principal segmento empregador, mas perdeu 4,7 p.p. de sua participação no período. O segmento de Obras de infraestrutura caiu do segundo para o terceiro lugar, atrás de Serviços especializados para construção, que ganhou a posição.

Em números absolutos, Construção de edifícios perdeu 375,0 mil postos, e Obras de infraestrutura, 322,9 mil. Em contrapartida, o segmento de Serviços especializados para construção obteve um incremento de 43,5 mil pessoas.

Em relação a 2012, caíram tanto o porte das empresas, medido pela média de pessoal ocupado, quanto o salário. Em 2021, uma média de 15 funcionários estavam ocupados em empresas da indústria da construção, recebendo uma remuneração mensal média de 2,1 s.m. Em 2012, esses valores eram de 27 pessoas e 2,6 s.m., respectivamente.

De 2020 para 2021 o número de ocupados na Construção cresceu 11,4%

Em 2021, o montante de 2,2 milhões de pessoas representou uma alta de 11,4% (mais 225,1 mil trabalhadores) frente a 2020. “Esse crescimento anual é impulsionado principalmente pelo segmento de Construção de edifícios (16,4%) e Serviços especializados para construção, o que mais cresceu na geração de empregos, com alta de 17,9% em número de pessoas ocupadas. Já a ocupação no setor de Obras e infraestrutura caiu 0,6%”, destaca Miranda.

Entre os três segmentos, apesar de ter o maior número de ocupações, Construção de edifícios é o que paga o menor valor em salários mínimos, 1,9 s.m., queda de 0,3 s.m. em dez anos. Obras de infraestrutura foi a que mais pagou (2,7 s.m.), embora com recuo de 0,9 s.m. ante 2012. Já a remuneração do segmento de Serviços especializados para construção foi de com 2,0 s.m., ante 2,1 s.m. em 2012.

74,4% das obras e serviços da construção são para clientes do setor privado

Entre as mudanças estruturais está o crescimento da participação do setor privado para 74,4% do valor total de obras e/ ou serviços da construção, a maior participação na série histórica – em 2012, esse percentual era de 64,8%. A participação do setor público como demandante de obras e/ou serviços da construção recuou 9,6 p.p. para 25,6%.

Essa evolução também foi registrada em Construção de edifícios e em Obras de infraestrutura, segmentos em que a participação do setor privado atingiu 85,0% e 56,8%, respectivamente, em 2021. Por outro lado, o segmento de Serviços especializados para construção alcançou 81,4% de participação do setor privado em 2021, o segundo maior valor da série histórica, atrás apenas de 2019 (82,2%).

Concentração cai a menos da metade em dez anos

Em 2012, as oito maiores empresas representavam 10,8% do setor, percentual que caiu para 4,3% em 2021. A concentração caiu sobretudo no segmento de Obras de infraestrutura, de 24,6% em 2012 para 8,4% em 2021. No segmento de Construção de edifícios, a redução foi de 1,5 p.p., de 8,6% para 7,1% em dez anos. Em contrapartida, o segmento de Serviços especializados para construção apresentou aumento na concentração, passando de 4,3% em 2012 para 7,3% em 2021.

“Está havendo uma descentralização nas empresas, com a redução das grandes empreiteiras e a desaceleração das obras de infraestrutura. Uma mudança estrutural relevante é a perda de participação dos segmentos de Construção de edifícios e de Obras de infraestrutura no total de ocupados do setor. Enquanto isso, o número de postos de trabalho nos Serviços especializados da construção subiu de 715,3 mil, em 2012, para 758,7 mil, em 2021”, analisa Miranda.

O pessoal ocupado continua sendo o maior custo da indústria da construção, seguido pelo consumo de matérias e pelos gastos com obras e serviços contratados a terceiros.

“Construção de edifícios é o único segmento em que consumo de material de construção é o maior custo. Quanto aos produtos – analisados entre empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas –, obras residenciais mantiveram-se em dez anos como o principal produto; porém, serviços especializados da construção ganham participação entre os produtos, ultrapassando Construção de rodovias, ferrovias e obras urbanas no segundo lugar”, destaca o analista da pesquisa.

Participação do Sudeste cresce na ocupação e recua no valor da construção 

O Sudeste continua a ser a principal região em valor de incorporações, obras e serviços, e na ocupação, mas, entre 2012 e 2021, sua participação no valor gerado na construção, caiu de 51,7% para 48,2%. Por outro lado, a participação do Sudeste no total de postos de trabalho da Construção subiu de 47,8% para 49,4%.

“No caso da ocupação, houve ganho de participação porque o Sudeste perdeu menos postos de trabalho, proporcionalmente, do que as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. A Região Sul teve o maior aumento de representatividade, variando de 13,5% em 2012 para 18,6% em 2021 e tornando-se a região com o segundo maior valor gerado na construção, ultrapassando o Nordeste”, conclui Miranda.

Fonte: IBGE

Concurso público: há expectativa de abertura de 10 mil vagas para este ano

O governo federal anunciou novas vagas de concurso público para recompor o quadro do funcionalismo, defasado nos últimos anos. Casos como o atraso da análise de processos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aumento da fila nos serviços de saúde, desassistência a povos indígenas com redução do quadro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), mostram essa defasagem.

Segundo o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, “Só do último governo a defasagem no setor público federal é de 131 mil servidores a menos. “É preciso fazer uma recomposição emergencial, porque um servidor do Executivo está fazendo as tarefas de três. Ao juntar essa defasagem do governo Bolsonaro com o que já tinha do passado, avaliamos que chega a ser em torno de 200 mil novos servidores para suprir a defasagem do executivo”.

O secretário da Condsef disse que os setores mais críticos são a área ambiental, agrária, indígena (Funai), INSS, saúde e educação e ressalta o impacto da redução dos recursos humanos que promovem esses serviços e políticas públicas. “O INSS está em uma situação caótica. O governo se comprometeu em acabar com a fila em um ano, mas o INSS precisa em torno de 20 mil novos concursados. Já chegou a ter 42 mil trabalhadores em atividade e hoje tem 18 [mil].”, lamenta Silva.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informa que para este ano, já autorizou 9.637 vagas. Só no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), serão disponibilizadas 8.141 vagas, e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, serão 814 vagas de nível superior.

Mas, segundo o ministério, “O MGI apenas autoriza o concurso público. A publicação do edital e realização do certame cabe a cada órgão autorizado”.

Sendo assim, o MGI já autorizou também a realização de concurso público para preenchimento de cargos no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse, em abril, que até o fim deste ano devem ser anunciados três blocos de concursos públicos para recomposição de pessoal.

Interior

Além das vagas do governo federal, os estados e os municípios realizam concursos para comporem seus quadros de funcionários. Nos municípios, a média é de nove vagas para as câmaras de vereadores e de 200 vagas para as prefeituras.

Fonte: com informações da Agência Brasil

O primeiro lote de restituição do Imposto de Renda já pode ser consultado

A Receita Federal disponibiliza, a partir das 10h, desta quarta-feira (24), a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de 2023.

O lote contempla 4,1 milhões de contribuintes que estão fila de prioritários, como idosos acima de 80 anos, pessoas com deficiência, professores e quem fez a declaração pré-preenchida ou optou por receber a restituição pelo Pix. Os valores serão pagos pela Receita no dia 31 de maio.

Para consultar se a restituição estará disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet e clicar nos itens “Meu Imposto de Renda” e “Consultar a Restituição”.

Clique aqui para ler e ouvir a série completa Tira-Dúvidas do IR 2023

No primeiro lote, considerado pelo órgão o maior da história, serão distribuídos cerca de R$ 7,5 bilhões aos contribuintes.

A entrega da declaração do imposto começou no dia 15 de março e termina em 31 de maio, às 23h59.

Fonte: Agência Brasil

IBGE: Maranhão entre os primeiros nos piores resultados sobre Trabalho no país

A  taxa de desocupação do país no primeiro trimestre de 2023 foi de 8,8%, aumentando 0,9 ponto percentual (p.p.) ante o quarto trimestre de 2022 (7,9%) e caindo 2,4 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2022 (11,1%). Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desocupação aumentou em 16 das 27 Unidades da Federação, mantendo-se estável nas outras 11. 

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia (14,4%), Pernambuco (14,1%) e Amapá (12,2%), e as menores, de Rondônia (3,2%), Santa Catarina (3,8%) e Mato Grosso (4,5%). 

A taxa de desocupação por sexo foi de 7,2% para os homens e 10,8% para as mulheres no primeiro trimestre de 2023. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (8,8%) para os brancos (6,8%) e acima para os pretos (11,3%) e pardos (10,1%). 

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (15,2%) foi maior que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 9,2%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,5%). 

No terceiro trimestre de 2022, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 18,9%. Piauí (39,6%) teve a maior taxa, seguido por Sergipe (33,4%) e Bahia (32,9%). As menores taxas de subutilização ficaram com Santa Catarina (6,4%), Rondônia (6,7%) e Mato Grosso (9,4%). 

No primeiro trimestre de 2023, havia 2,2 milhões de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais. Esse contingente se reduziu em 35,3% frente ao primeiro trimestre de 2022, quando 3,5 milhões de pessoas buscavam trabalho por dois anos ou mais. 

percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no primeiro tri de 2023 foi de 3,5%. Maranhão (14,3%), Alagoas (13,4%) e Piauí (13,0%) tinham os maiores percentuais de desalentados enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%), Rondônia (0,6%) e Mato Grosso do Sul (0,7%). 

O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 74,1%. Os maiores percentuais de empregados com carteira estavam em Santa Catarina (88,2%), Rio Grande do Sul (82,2%) e São Paulo (81,1%) e os menores, no Maranhão (50,8%), Pará (51,2%) e Piauí (51,7%). 

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,8%. Os maiores percentuais eram de Rondônia (37,3%), Amazonas (32,5%) e Amapá (32,3%) e os menores, do Distrito Federal (20,7%), Tocantins (21,3%) e Mato Grosso do Sul (22,3%). 

taxa de informalidade para o Brasil foi de 39,0% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (59,6%), Amazonas (57,2%) e Maranhão (56,5%) e as menores, com Santa Catarina (26,1%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,6%). 

rendimento médio real mensal habitual foi de R$ 2.880, ficando estável frente ao quarto trimestre de 2022 (R$ 2.861) e crescendo ante o mesmo trimestre de 2022 (R$ 2.682). No trimestre, todas as regiões apresentaram estabilidade, com exceção do Nordeste (R$ 1.979), onde houve aumento. Na comparação anual, houve expansão em todas as regiões. 

Taxa de desocupação aumenta em 16 UFs e fica estável nas outras 11

Frente ao 4º trimestre de 2022, a taxa de desocupação cresceu em 16 Unidades da Federação e ficou estável nas demais. As maiores taxas foram da Bahia (14,4%), Pernambuco (14,1%) e Amapá (12,2%) e as menores, de Rondônia (3,2%), Santa Catarina (3,8%) e Mato Grosso (4,5%).

Taxa de desocupação, por UF, frente ao
trimestre anterior (%) – 1° trimestre de 2023

UF 4T 2022 1T 2023 situação
Pernambuco 12,3 14,1
Rio Grande do Norte 9,9 12,1
Distrito Federal 10,3 12,0
Piauí 9,5 11,1
Alagoas 9,3 10,6
Maranhão 8,3 9,9
Pará 8,2 9,8
Ceará 7,8 9,6
Brasil 7,9 8,8
São Paulo 7,7 8,5
Tocantins 5,2 6,9
Roraima 4,6 6,8
Minas Gerais 5,8 6,8
Rio Grande do Sul 4,6 5,4
Mato Grosso do Sul 3,3 4,8
Mato Grosso 3,5 4,5
Santa Catarina 3,2 3,8
Bahia 13,5 14,4
Amapá 13,3 12,2
Sergipe 11,9 11,9
Rio de Janeiro 11,4 11,6
Paraíba 10,3 11,1
Amazonas 10,0 10,5
Acre 10,0 9,8
Espírito Santo 7,2 7,0
Goiás 6,6 6,7
Paraná 5,1 5,4
Rondônia 3,1 3,2

Piauí tem a maior taxa de subutilização (39,6%) e Santa Catarina, a menor (6,4%)

No 1° trimestre de 2023, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 18,9%. O Piauí (39,6%) teve a maior taxa, seguido por Sergipe (33,4%) e Bahia (32,9%). Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (6,4%), Rondônia (6,7%) e Mato Grosso (9,4%).

Taxa composta de subutilização da força de trabalho por UF (%) – 1° trimestre de 2023

Rondônia tem a maior proporção de conta própria (37,3%) e DF a menor (20,7%)

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,8%. Os maiores percentuais foram de Rondônia (37,3%), Amazonas (32,5%) e Amapá (32,3%) e os menores, do Distrito Federal (20,7%), Tocantins (21,3%) e Mato Grosso do Sul (22,3%).

Percentual de pessoas ocupadas como
conta própria, por UF (%) – 1° trimestre 2023

UF Valor
Distrito Federal 20,7
Tocantins 21,3
Mato Grosso do Sul 22,3
Sergipe 22,7
Goiás 22,9
Paraná 23,0
São Paulo 23,5
Minas Gerais 24,1
Santa Catarina 24,4
Alagoas 24,5
Rio Grande do Sul 24,8
Espírito Santo 25,6
Brasil 25,8
Mato Grosso 26,2
Roraima 26,7
Rio de Janeiro 27,0
Rio Grande do Norte 27,1
Acre 28,0
Piauí 28,0
Ceará 28,9
Paraíba 29,3
Bahia 29,4
Pernambuco 30,4
Maranhão 31,5
Pará 31,7
Amapá 32,3
Amazonas 32,5
Rondônia 37,3

Menor percentual de trabalhadores com carteira é do MA (50,8%) e o maior, de SC (88,2%)

No 1º trimestre de 2023, 74,1% dos empregados do setor privado do país tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (58,9%) e Norte (57,6 %) apresentaram as menores taxas. Entre os trabalhadores domésticos, 26,1% tinham carteira de trabalho assinada no país. No mesmo trimestre do ano passado, essa proporção havia sido de 25,0%.

Dentre as Unidades da Federação, os maiores percentuais de empregados com carteira assinada no setor privado estavam em Santa Catarina (88,2%), Rio Grande do Sul (82,2%) e São Paulo (81,1%) e os menores, no Maranhão (50,8%), Pará (51,2%) e Piauí (51,7%).

Percentual de empregados COM carteira entre os empregados
do setor privado, por UFs (%) – 1º trimestre 2023

UF Valor
Maranhão 50,8
Pará 51,2
Piauí 51,7
Tocantins 53,5
Sergipe 56,5
Ceará 56,9
Bahia 57,4
Paraíba 58,6
Roraima 60,2
Alagoas 61,9
Amazonas 63,9
Rio Grande do Norte 64,2
Pernambuco 67,6
Acre 67,9
Amapá 69,8
Rondônia 72,4
Goiás 73,4
Espírito Santo 74,1
Brasil 74,1
Minas Gerais 75,6
Mato Grosso do Sul 76,4
Rio de Janeiro 77,8
Distrito Federal 78,1
Mato Grosso 79,0
Paraná 80,4
São Paulo 81,1
Rio Grande do Sul 82,2
Santa Catarina 88,2

Frente ao trimestre anterior, rendimento cresce apenas no Nordeste

O rendimento médio real mensal habitual foi estimado em R$ 2.880, ficando estável frente ao 4º tri de 2022 (R$ 2.861) e crescendo ante o mesmo trimestre de 2022 (R$ 2.682). Em relação ao 4º trimestre de 2022, o Nordeste (R$ 1.979) foi a única região com alta estatisticamente significativa do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao 1º trimestre de 2022, houve crescimento do rendimento médio em todas as regiões.

A massa de rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, habitualmente recebido foi estimada em R$ 277,2 bilhões, com estabilidade ante o trimestre anterior (R$ 279,5 bilhões). Frente ao 1º trimestre de 2022 (R$ 250,2 bilhões), houve expansão da massa de rendimento.

Pará tem a maior taxa de informalidade (59,6%) e SC, a menor (26,1%)

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 39,0% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (59,6%), Amazonas (57,2%) e Maranhão (56,5%) e as menores, com Santa Catarina (26,1%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,6%).

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e Trabalhador familiar auxiliar.

Taxa de informalidade da população ocupada,
por UFs (%) – 1º trimestre de 2023

UF Valor
Pará 59,6
Amazonas 57,2
Maranhão 56,5
Bahia 53,7
Ceará 52,7
Piauí 52,5
Sergipe 51,0
Paraíba 50,0
Pernambuco 48,9
Rondônia 48,2
Roraima 48,1
Amapá 46,6
Rio Grande do Norte 45,9
Alagoas 45,4
Tocantins 45,3
Acre 45,1
Brasil 39,0
Espírito Santo 38,7
Goiás 37,2
Minas Gerais 37,1
Rio de Janeiro 36,5
Mato Grosso 35,7
Mato Grosso do Sul 34,3
Rio Grande do Sul 32,0
Paraná 31,7
São Paulo 30,6
Distrito Federal 30,3
Santa Catarina 26,1

Desocupação recua em todas as faixas de tempo de procura

No primeiro trimestre de 2023, os contingentes de todas as faixas de tempo de procura por trabalho mostraram reduções percentuais, como mostra a tabela abaixo. No primeiro trimestre de 2023, 2,2 milhões de pessoas procuravam trabalho por dois anos ou mais. Esse contingente caiu 35,3% frente ao primeiro trimestre de 2022, quando havia 3,5 milhões de pessoas nessa faixa. No entanto, em relação ao início da série histórica, no primeiro trimestre de 2012, o total de pessoas buscando trabalho por dois anos ou mais cresceu 27,4%.

Tempo de procura de trabalho 1º Trimestre
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Menos de 1 mês 1 137 1 163 1 026 1 037 1 299 1 773 2 046 2 164 2 371 1 866 2 060 1 970
De 1 mês a menos de 1 ano 3 767 4 242 3 762 4 369 5 906 7 076 6 488 6 206 6 018 7 206 4 879 4 242
De 1 ano a menos de 2 anos 990 1 056 1 035 1 259 2 037 2 569 2 288 1 920 1 647 2 600 1 546 979
2 anos ou mais 1 759 1 405 1 318 1 380 2 039 2 887 3 051 3 361 3 112 3 585 3 463 2 241
Tempo de procura de trabalho Variação percentual
2013/
2012
2014/
2013
2015/
2014
2016/
2015
2017/
2016
2018/
2017
2019/
2018
2020/
2019
2021/
2020
2022/
2021
2023/
2022
2023/
2012
Menos de 1 mês 2,3 -11,8 1,1 25,3 36,5 15,4 5,8 9,6 -21,3 10,4 -4,4 73,3
De 1 mês a menos de 1 ano 12,6 -11,3 16,1 35,2 19,8 -8,3 -4,3 -3,0 19,7 -32,3 -13,1 12,6
De 1 ano a menos de 2 anos 6,7 -2,0 21,6 61,8 26,1 -10,9 -16,1 -14,2 57,9 -40,5 -36,7 -1,1
2 anos ou mais -20,1 -6,2 4,7 47,8 41,6 5,7 10,2 -7,4 15,2 -3,4 -35,3 27,4

Em março, no Brasil, vendas do varejo crescem 0,8%; Maranhão tem queda de 1%

Em março de 2023, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 0,8% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de 1,5% no trimestre encerrado em março. Frente a março de 2022, o comércio varejista avançou 3,2%, acumulando alta de 1,2% nos últimos doze meses e, também, de 2,4% no ano.

Maranhão está as 4 unidades que tiveram queda

De fevereiro para março de 2023, na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,8%, com resultados positivos em 23 das 27 Unidades da Federação. As maiores altas foram no Espírito Santo (5,7%), Paraíba (5,4%) e Alagoas (4,8%). Por outro lado, houve quedas em quatro das 27 UFs: Rio de Janeiro (-2,0%), Distrito Federal (-1,4%), Tocantins (-1,1%) e Maranhão (-1,0%).

Período Varejo (%) Varejo Ampliado (%)
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Março / Fevereiro* 0,8 2,5 3,6 3,4
Média móvel trimestral* 1,5 2,0 2,1 2,3
Março 2023 / Março 2022 3,2 7,0 8,8 14,0
Acumulado 2023 2,4 8,6 3,3 10,2
Acumulado 12 meses 1,2 12,6 -0,2 11,3
*Série COM ajuste sazonal 

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em março de 2023 mostrou aumento de 3,6% nas vendas frente ao mês imediatamente anterior na série livre de influências sazonais, após aumento de 2,0% em fevereiro de 2023. Com isso, a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ampliado depois do avanço de 1,2% no trimestre encerrado em fevereiro de 2023, avançou em 2,1% no trimestre encerrado em março de 2023.

Em março, quatro das oito atividades do comércio varejista tiveram taxas negativas: Tecidos, vestuário e calçados (-4,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,6%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,1%). Por outro lado, três tiveram crescimento: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%) e Móveis e eletrodomésticos (0,3%). A atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficou estável (0,0%). Já no comércio varejista ampliado, Material de construção variou 0,2%, enquanto Veículos e motos, partes e peças cresceu 3,7%.

 VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:  Março 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
JAN FEV MAR JAN FEV MAR NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 3,9 0,0 0,8 2,8 1,1 3,2 2,4 1,2
1 – Combustíveis e lubrificantes 1,3 -0,3 -0,1 26,7 19,9 14,3 20,0 21,0
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 1,4 -0,8 0,0 2,3 0,9 4,5 2,6 2,2
       2.1 – Super e hipermercados 2,2 -1,0 1,4 2,7 1,7 5,0 3,2 2,5
3 – Tecidos, vest. e calçados 28,2 -6,0 -4,5 2,4 -8,9 -7,3 -4,7 -5,2
4 – Móveis e eletrodomésticos 1,8 -1,6 0,3 4,5 -0,7 2,0 2,1 -4,9
       4.1 – Móveis -1,7 -9,7 -7,3 -6,2 -12,0
       4.2 – Eletrodomésticos 8,3 4,9 7,3 6,9 -1,5
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria -1,0 1,6 0,7 -7,6 -0,7 6,8 -0,5 4,0
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria -4,6 4,9 -0,6 15,4 -9,4 -8,0 0,7 7,0
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 7,5 -9,9 7,7 14,8 -2,6 4,1 5,2 2,9
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico 1,3 -2,2 -2,2 -6,5 -12,9 -12,9 -10,6 -10,9
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 0,6 2,0 3,6 0,7 0,0 8,8 3,3 -0,2
9 – Veículos e motos, partes e peças 0,8 1,0 3,7 4,7 -1,3 10,7 5,0 -1,4
10- Material de construção 2,6 -1,8 0,2 1,1 -5,7 -5,1 -3,3 -8,4
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo 5,6 -0,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8. (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10. 

Comércio avança 3,2% frente a março de 2022 e cresce em cinco das oito atividades

Em março de 2023, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista mostrou avanço 3,2%, com predominância de taxas positivas dentre as atividades, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas: Combustíveis e lubrificantes (14,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,8%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,0%). Três setores apresentaram queda na comparação interanual: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-12,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-8,0%) e Tecidos, vestuário e calçados (-7,3%).

No comércio varejista ampliado, a alta de 8,8% nas vendas, frente a março de 2022, foi seguida por Veículos e motos, partes e peças (10,7%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,6%). O setor de Material de construção caiu 5,1% nessa comparação.

RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:  Março 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
JAN FEV MAR JAN FEV MAR NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 3,0 0,4 2,5 11,2 7,7 7,0 8,6 12,6
1 – Combustíveis e lubrificantes 10,3 -3,9 -1,8 5,6 -1,2 -11,3 -3,0 13,4
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 2,8 0,2 0,0 15,3 12,3 12,9 13,5 16,3
       2.1 – Super e hipermercados 1,3 0,3 -0,5 15,7 13,2 13,7 14,2 16,6
3 – Tecidos, vest. e calçados 0,7 -0,5 1,1 19,0 4,8 5,3 9,5 10,6
4 – Móveis e eletrodomésticos 2,0 -1,7 0,1 8,9 1,8 3,6 4,8 3,5
       4.1 – Móveis 10,0 -0,2 1,3 3,7 0,8
       4.2 – Eletrodomésticos 9,7 4,2 5,7 6,6 5,1
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 0,2 2,0 1,7 5,0 12,4 19,9 12,4 18,0
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria 1,9 0,2 0,3 26,0 -0,6 -0,2 9,9 14,8
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 5,2 -9,7 7,7 9,2 -8,6 -4,8 -1,8 2,2
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico 1,3 -1,9 -1,9 2,1 -5,3 -6,5 -3,2 -0,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 1,2 2,0 3,4 9,1 6,8 14,0 10,2 11,3
9 – Veículos e motos, partes e peças 1,3 0,8 3,9 11,9 3,8 15,5 10,7 10,0
10- Material de construção 2,5 -0,8 -0,7 8,7 0,5 -0,3 2,8 0,7
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo 15,2 10,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal.

As vendas do setor de Combustíveis e lubrificantes subiram 14,3% frente a março de 2022. Este indicador do setor cresce há 14 meses, desde janeiro de 2022 (-7,0%). O acumulado no ano desacelerou, indo de 23,3% em fevereiro para 20,0% em março. O acumulado nos últimos doze meses chegou a 21,0% em março, valor próximo ao de fevereiro (20,9%).

As vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 6,8% frente a março de 2022, primeiro resultado positivo após dois meses de queda (-7,6% em janeiro e -0,7% em fevereiro). Com isso, o setor acumula queda de 0,5% no ano, frente ao mesmo período de 2022. O acumulado nos últimos doze meses é de 4,0% até março, somando 66 meses consecutivos de resultados positivos.

Pelo oitavo mês consecutivo, o setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresenta resultado positivo na comparação interanual, registrando 4,5% de crescimento entre março de 2023 e março de 2022. No ano, o acúmulo é de 2,6% até março, acima do registrado até fevereiro (1,6%). Nos últimos doze meses o valor também é positivo até março (2,2%), 0,7 p.p. acima de fevereiro (1,5%).

O agrupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou aumento de 4,1% nas vendas frente a março de 2022, invertendo trajetória registrada no mês anterior (-2,6%). Com isso, no ano o acumulado passa de 5,9% até fevereiro para 5,2% até março. Nos últimos dozes meses há também diminuição na intensidade de crescimento, passando de 3,9% até fevereiro para 2,9% em março de 2023.

O setor de Móveis e eletrodomésticos apresentou aumento de 2,0% nas vendas frente a março de 2022, invertendo sinal em relação ao mês anterior, quando o indicador interanual havia registrado -0,7%. Em relação ao acumulado no ano, o resultado até março foi o mesmo que até fevereiro: 2,1%. Nos últimos dozes meses, a inclusão do mês de março não modifica o cenário, que passa de -4,5% até fevereiro para -4,9% até o mês de referência.

Em Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., o indicador interanual registrou queda de 12,9% em março de 2023, mesmo valor de fevereiro. A atividade também mostra perda de ritmo, em relação ao acumulado no ano, passando de -9,4% até fevereiro para -10,6% no mês de referência. O mesmo acontece em termos do resultado acumulado nos últimos doze meses, que também passa de -9,4% até fevereiro para -10,9% em março.

O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria registrou queda, em março de 2023, de 8,0% nas vendas frente a março de 2022, segunda consecutiva, uma vez que o resultado de fevereiro foi negativo em 9,4%. No ano, o setor acumula 0,7% de crescimento até março, abaixo do acumulado registrado até fevereiro (3,9%). No indicador dos últimos dozes meses o setor também desacelera, passando de 10,6% até fevereiro de 2023 para 7,0% até março.

As vendas de Tecidos, vestuário e calçados recuaram 7,3% frente a março de 2022, segunda queda consecutiva nessa comparação e a oitava desde julho de 2022. Nesse período, apenas janeiro de 2023 (2,4%) foi positivo. No ano, o setor acumula perda de 4,7% até março, mais intensa que a de fevereiro (-3,3%). Pelo quarto mês consecutivo o indicador de 12 meses (-5,2%) foi negativo, assim como em dezembro (-0,5%), janeiro (-0,5%) e fevereiro (-1,5%).

No comércio varejista ampliado, a atividade de Veículos e motos, partes e peças apresentou resultado no campo positivo (10,7%) na comparação de março de 2023 com março de 2022, após registrar -1,3% em fevereiro de 2023 em relação ao mesmo mês do ano anterior. No ano, o setor acumula resultados positivos pelo terceiro mês consecutivo: 4,7% em janeiro, 1,7% até fevereiro e 5,0% até março de 2023. Nos últimos doze meses, no entanto, a atividade acumula queda pela oitava vez, atingindo -1,4% até março.

O resultado de -5,1% entre março de 2022 e março de 2023 para Material de construção foi o segundo negativo consecutivo. Nos últimos 21 meses, o setor teve resultados no campo positivo em apenas duas ocasiões: março de 2022 (1,2%) e janeiro de 2023 (1,1%). Tanto no acumulado do ano quanto nos últimos dozes meses o resultado, até março, também é negativo: -3,3% no ano e – 8,4% nos últimos dozes meses.

A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 5,6% frente a março de 2023 com março de 2022, primeiro resultado positivo da série, que se inicia em janeiro de 2023. No ano de 2023 até março, a atividade acumula -0,7% de perdas, menos intensa que o valor acumulado até fevereiro, que foi de -5,1%.

Vendas crescem em 23 das 27 Unidades da Federação

De fevereiro para março de 2023, na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,8%, com resultados positivos em 23 das 27 Unidades da Federação. As maiores altas foram no Espírito Santo (5,7%), Paraíba (5,4%) e Alagoas (4,8%). Por outro lado, houve quedas em quatro das 27 UFs: Rio de Janeiro (-2,0%), Distrito Federal (-1,4%), Tocantins (-1,1%) e Maranhão (-1,0%).

Na mesma comparação, o volume de vendas do comércio varejista ampliado cresceu 3,6% de fevereiro para março, com resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação. Os destaques foram Tocantins (22,3%), São Paulo (14,1%) e Paraná (8,9%). Por outro lado, houve recuos em cinco das 27 UFs: Rio Grande do Sul (-4,0%), Ceará (-1,7%), Roraima (-1,4%), Rio Grande do Norte (-1,3%) e Maranhão (-0,8%).

Fonte: IBGE

Safra de 302,1 milhões de toneladas é a previsão para 2023

A estimativa de abril para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2023 é de 302,1 milhões de toneladas, 14,8% maior que a safra de 2022 (263,2 milhões de toneladas) e 0,8% acima da estimativa de março (299,7 milhões de toneladas). A área a ser colhida é de 76,4 milhões de hectares, 4,3% maior do que a área colhida em 2022 e 0,4% maior que a estimativa de março.

Estimativas de ABRIL para 2023 302,1 milhões de toneladas
Variação ABRIL 2023/MARÇO 2023 (0,8%) 2,4 milhões de toneladas
Variação safra 2023/safra 2022 (14,8%) 39,0 milhões de toneladas

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 92,3% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida. Frente a 2022, houve altas de 24,7% para a soja, de 2,8% para o algodão herbáceo (em caroço) e de 8,8% para o milho, com aumentos de 9,8% no milho na 1ª safra e de 8,5% no milho na 2ª safra. Houve quedas de 7,5% para o arroz em casca e de 1,7% para o trigo. Na área a ser colhida, ocorreram acréscimos de 2,8% na área do milho (aumento de 0,2% no milho 1ª safra e de 3,7% no milho 2ª safra). A área do algodão herbáceo cresceu 1,7%, a do trigo 3,4%, a da soja 6,0% e a do sorgo 11,4%. Por outro lado, houve declínios de 6,7% na área do arroz e de 2,3% na do feijão.

A estimativa de abril para a soja foi de 149,1 milhões de toneladas e, a do milho, de 119,9 milhões de toneladas (27,9 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 91,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 9,9 milhões de toneladas; a do trigo em 9,9 milhões de toneladas; a do algodão (em caroço) em 6,9 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,5 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as cinco Grandes Regiões: a Região Sul (28,8%), a Centro-Oeste (12,6%), a Sudeste (4,3%), a Norte (11,9%) e a Nordeste (2,8%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos a Região Nordeste (0,4%), a Região Centro-Oeste (0,9%), a Região Sudeste (3,3%) e a Região Sul (0,4%). A Região Norte apresentou declínio (-0,9%).

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,7%, seguido pelo Paraná (15,5%), Rio Grande do Sul (10,1%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 80,0% do total.

BATATA-INGLESA – A produção da batata nas três safras do produto deve alcançar 3,9 milhões de toneladas, com alta de 2,0% ante o mês anterior e queda de 2,8% frente a 2022.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira de café, para 2023, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi de 3,3 milhões de toneladas, ou 55,2 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,9% em relação ao mês anterior e crescimento de 5,5% em relação a 2022.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,3 milhões de toneladas, ou 38,3 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 0,4% em relação a março e alta de 13,0% ante o ano anterior. Para 2023, a bienalidade da safra deve ser negativa. Contudo, como não houve maiores problemas climáticos durante o inverno de 2022 e as chuvas foram abundantes, aguarda-se um aumento da produção, havendo, portanto, uma “inversão de bienalidade”.

Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção foi de 1,0 milhão de toneladas, ou 16,9 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 2,0% em relação ao mês anterior e de 8,2% em relação ao ano anterior.

CANA-DE-AÇÚCAR – A estimativa da produção de cana-de-açúcar é de 666,5 milhões de toneladas, com alta de 5,4% frente ao mês anterior e de 6,5% ante 2022. O crescimento da safra deve-se à chuva, principalmente, em janeiro e fevereiro de 2023. Além disso, não ocorreram geadas e déficit hídricos na fase de desenvolvimento da cultura, fatores que influenciaram nos resultados das safras dos últimos 3 anos.

FEIJÃO (em grão) – A quarta estimativa da produção de feijão de 2023, para as três safras, foi de 3,1 milhões de toneladas, 1,5% maior que a previsão de março. A produção brasileira de feijão no ano corrente deve atender ao consumo interno do País em 2023, que vem se mantendo estagnado nos últimos anos, não havendo a necessidade da importação do produto.

1ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, acréscimo de 1,1% frente à estimativa de março, resultado do acréscimo de 1,4% no rendimento médio e do declínio de 0,4% na área colhida. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, com alta de 2,0% frente a março, acompanhando o aumento de 1,2% no rendimento médio e de 0,9% na área a ser colhida. A 2ª safra representa 43,8% da produção de feijão do País.

Para a 3ª safra de feijão, a estimativa foi de 649,4 mil toneladas, com alta de 1,0% frente à estimativa do último mês, com a área a ser colhida também crescendo 0,7%, e o rendimento médio subindo 0,3%. A 3ª safra representa 20,8% do total de feijão produzido no País.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção do milho foi de 119,9 milhões de toneladas, representando um discreto aumento de 0,1% ou 65 860 toneladas a mais, frente a março de 2023, justificado pelo aumento no rendimento médio de 0,6%, já que houve redução de 0,5% na área a ser colhida. Ante o mesmo período de 2022, o crescimento foi de 8,8%, pois aumentaram as áreas plantadas e colhidas (2,4% e 2,8%, respectivamente), assim como aumento no rendimento médio de 5,8%, alcançando 5 493 kg/ha.

milho 1ª safra apresentou um crescimento de 0,1% ou 24.982 toneladas em comparação ao mês anterior, totalizando 27,9 milhões de toneladas. O aumento no rendimento médio, de 1,0% (5 275 kg/ha), foi o responsável pelo aumento da produção, uma vez que ocorreram reduções de 0,9% na área plantada e na área colhida. A perda de 50,0 mil hectares na área plantada do milho 1ª safra pode estar relacionada à crescente substituição pelo cultivo da soja.

A estimativa da produção do milho 2ª safra totalizou 91,9 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estável quando comparado ao mês anterior, embora tenha ocorrido queda 0,4% na área 23 plantada e na área a ser colhida. Essa diminuição da área plantada pode estar relacionada a atrasos na colheita da soja, em decorrência do prolongamento das chuvas de verão. Em relação ao ano de 2022, a produção apresentou aumento de 8,5%, assim como houve aumentos de 3,7% na área colhida e de 4,6% no rendimento médio.

SOJA (em grão) – A produção nacional de soja deve alcançar 149,1 milhões de toneladas, um aumento de 24,7% frente ao ano anterior, devendo representar quase metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País no ano. A recuperação da produtividade das lavouras na maior parte do País, na comparação com a média alcançada em 2022, é o principal fator que justifica o aumento na quantidade produzida. Frente ao mês anterior, houve alta de 1,2% na quantidade produzida, influenciado pela revisão de dados em Goiás (6,4%), Minas Gerais (2,7%), São Paulo (3,9%) e Santa Catarina (8,3%).

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo, para abril de 2023, foi de 3,5 milhões de toneladas, aumentos de 14,6% em relação a março, e de 23,0% frente a 2022. Tais aumentos têm acontecido pelo ganho de áreas cultivadas ante 2022, principalmente em Minas Gerais (36,8%) e em Goiás (9,8%).

Frente a março, somente o Sudeste, responsável por 40,3% da produção nacional, e o Centro-Oeste, com participação de 48,8%, revisaram suas produções esperadas. O Centro-Oeste indicou aumento de 6,7% na produção e de 6,9% na área, com redução de 0,2% no rendimento médio, devido à queda registrada em Goiás (-0,4%), o maior produtor nacional com 1,3 milhão de toneladas. No Sudeste, o aumento de área plantada foi de 28,2%, sendo a produção distribuída por Minas Gerais, 1,1 milhão de toneladas, e São Paulo, 300,9 mil toneladas.

TOMATE – A produção deve alcançar 4,0 milhões de toneladas na safra de 2023, de acordo com as estimativas de abril. Esse montante é 2,8% maior que a safra anterior (2022) e significa uma estimativa 1,3% maior, se comparada à previsão do mês de março. Uma área plantada 1,7% maior que a do ano anterior, e o aumento de 0,9% na estimativa de produtividade, são os balizadores desse aumento na previsão da safra nacional.

Fonte: IBGE

IBGE: Produção industrial cresce 1,1, em março

O boletim do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quarta-feira (10) aponta que a produção industrial do país avançou 1,1% na passagem de fevereiro para março. É o primeiro resultado positivo após dois negativos em sequência, resultando em uma queda acumulada de 0,5%. Com isso, a indústria do país está 1,3% abaixo do patamar pré-pandemia e 17,9% do nível recorde da série histórica, alcançado em maio de 2011.

“Os dois primeiros meses de 2023 foram marcados por queda, embora não tivessem disseminação do resultado negativo entre as atividades. Em março, a maior parte das atividades também ficou no campo positivo e a indústria marcou um crescimento que não era visto desde outubro do ano passado (1,3%)”, afirma André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.

“Então há uma melhora de comportamento da produção industrial, especialmente considerando esse crescimento de magnitude mais elevada, mas ainda está longe de recuperar as perdas do passado recente.”

Segundo ele, as dificuldades de recuperação do setor industrial podem ser explicadas por análises conjunturais, em especial o elevado patamar da taxa de juros básica do país, que dificulta o acesso ao crédito. Além disso, também entram na conta a alta taxa de inadimplência, o maior nível de endividamento das famílias, o desemprego e a informalidade.

Das 25 atividades pesquisadas, 16 tiveram alta em março. Os destaques ficam com os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), máquinas e equipamentos (5,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (6,7%).

Macedo comenta que no setor de coque e derivados do petróleo e biocombustíveis, que já havia crescido 0,5% no mês de fevereiro, a alta “vem de base de comparação depreciada”.

“Como esse segmento tinha registrado queda em janeiro e dezembro, vem de base de comparação depreciada. Também podemos destacar o aumento na produção de itens como gasolina automotiva e óleo diesel entre os fatores que impulsionaram esse crescimento”, afirma.

Em relação a máquinas e equipamentos, o resultado positivo ajudou a reverter a queda de 0,7% vista no mês anterior.

“Essa atividade apresenta um crescimento importante com o aumento da produção de máquinas e equipamentos que ficam dentro da indústria, aqueles relacionados com ampliação e/ou modernização do parque industrial, tanto os seriados como os não seriados. Também vale destacar o avanço na fabricação de máquinas e equipamentos voltados para o setor agrícola e o setor de construção.”

Também entre as altas, estão os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,2%), de outros equipamentos de transporte (4,8%), de produtos químicos (0,6%), de couro, artigos para viagem e calçados (2,8%) e de produtos de minerais não metálicos (1,2%).

Já nas baixas, o segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi o que mais caiu entre as oito atividades no negativo, com queda de 4,7%.

Móveis (4,3%) e produtos de metal (1%) também se destacaram entre as quedas.

Já entre os maiores setores da pesquisa, bens de capital e bens de consumo duráveis tiveram as maiores expansões em março, a 6,3% e 2,5%, respectivamente. Na sequência, veio o de bens intermediários, com alta de 0,9%.

A única queda foi registrada no setor de bens de consumo semi e não duráveis, a 0,5%, que recuou pelo segundo mês seguido e tem perda acumulada de 0,7% no período.

Expansão anual acima do previsto

A indústria do país avançou 0,9% na comparação entre março de 2023 e março de 2022 — acima da expectativa de 0,4% de analistas consultados pela Reuters.

“Em março, o avanço de 0,9% reverte parte da perda de 2,4% registrada no mês anterior. Mas é preciso considerar dois fatores: o efeito-calendário, já que março deste ano teve um dia útil a mais do que março do ano passado, e a base de comparação depreciada, uma vez que a indústria recuou 1,9% em março de 2022”, afirma Macedo.

As principais influências na expansão vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11,2%), indústrias extrativas (3,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (15,7%).

Outros equipamentos de transporte (22,3%), produtos de borracha e de material plástico (4,4%), produtos alimentícios (0,7%) e impressão e reprodução de gravações (17,5%) também ficam entre os destaques positivos.

Entre as quedas, estão: produtos químicos (9,5%), metalurgia (5,4%), produtos de minerais não metálicos (7,3%), produtos de madeira (15,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (7,3%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,8%).

Mais 250 acusados em atos golpistas se tornam réus no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria a favor do recebimento das denúncias contra 250 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas por vândalos. Com isso, o total de réus sobe para 550.

Com a manifestação do voto eletrônico do ministro Gilmar Mendes neste domingo (7), o placar ficou em 6 a 1. Ele acompanhou o voto do relator dos processos, ministro Alexandre de Moraes, para tornar réus os denunciados. Seguiram também o voto do relator, aceitando as acusações, os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Rosa Weber.

O único voto contrário foi o de André Mendonça, que rejeitou a denúncia contra 200 pessoas, mas votou pela aceitação contra outras 50. Mendonça não incluiu os acusados que foram presos um dia após o ocorrido, quando estavam acampados no Quartel-General do Exército.

Ainda faltam votar Luís Roberto Barroso, Nunes Marques e Luiz Fux. Devido à aposentadoria de Ricardo Lewandowski, a Corte não conta com o voto do 11° ministro.

O julgamento começou na última quarta-feira (3) e segue até segunda-feira (8), no plenário virtual do STF, modalidade em que os ministros depositam seus votos eletronicamente, sem deliberação presencial.

Terceiro grupo

Este é o terceiro grupo de investigados, totalizando 550 das 1.390 denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), todas focadas nos executores e nas pessoas acusadas de incitar a depredação de prédios públicos no centro da capital.

Em dois julgamentos anteriores, iniciados a partir do fim de abril, por maioria, o Supremo decidiu pela abertura de ações penais contra 300 pessoas acusadas de participação nos atos antidemocráticos.

O julgamento do quarto grupo, com 250 denunciados, foi marcado para a semana que vem. Se a maioria dos ministros aceitar as denúncias, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornarão réus no processo.

Eles vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado e incitação ao crime. Haverá coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação. Depois, o STF julgará se condena ou absolve os acusados, o que não tem prazo para ocorrer.

No dia 5, o ministro Alexandre de Moraes mandou soltar 40 pessoas. Com isso, dos 1,4 mil detidos inicialmente, permanecem presas 253 pessoas (67 mulheres e 186 homens).

Vacinação contra gripe disponível nos Terminais de Integração: confira dias e locais

Como parte da campanha, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) iniciou, nesta quinta-feira (4), um conjunto de ações estratégicas de imunização nos Terminais de Integração da capital, a fim de ampliar a cobertura vacinal do público prioritário definido pelo Ministério da Saúde. A ação começou pelo Terminal de Integração da Praia Grande e prossegue no local até esta sexta-feira (5).

O funcionamento dos postos volantes de vacinação inicia às 8h e segue até 16h30. Nas próximas semanas, a campanha se estenderá aos terminais da Cohab (10 e 11 de maio), Cohama (18 e 19 de maio), São Cristóvão (25 e 26 de maio) e das 8h às 13h, no Distrito Industrial/BR (30 e 31 de maio).

A campanha começou no último dia 4 de abril e segue até o dia 31 de maio. Até o momento, foram aplicadas mais de 52.700 doses nos pontos de vacinação espalhados pela cidade. A meta estabelecida pelo Ministério é que pelo menos 80% dos públicos elegíveis seja imunizado.

Outra estratégia desenvolvida pela Prefeitura a fim de garantir a ampliação da cobertura vacinal foi a promoção do Dia D, no dia 15 de abril, que resultou na aplicação de quase quatro mil doses da vacina.  Além disto, o imunizante também está disponível nos Programas Saúde nas Feiras e Consultório na Rua, na Feirinha São Luís e, aos sábados, nas Unidades do Programa Saúde na Hora.

Os grupos prioritários para a vacinação contra a influenza são crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos a partir de 60 anos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com deficiência permanente, com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, profissionais das forças de segurança e de salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário e portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e a população privada de liberdade. No ato da vacinação é necessário apresentar documento de identificação com foto e cartão de vacina.

IBGE: taxa de desocupação marca 8,8% e taxa de subutilização fica em 18,9% no último trimestre

taxa de desocupação (8,8%) do trimestre de janeiro a março de 2023 aumentou 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2022 (7,9%) e recuou 2,4 p.p. ante o mesmo período do ano anterior (11,1%).

Indicador/Período Jan-Fev-Mar 2023 Out-Nov-Dez 2022 Jan-Fev-Mar 2022
Taxa de desocupação 8,8% 7,9% 11,1%
Taxa de subutilização  18,9% 18,5% 23,2%
Rendimento real habitual R$ 2.880 R$ 2.861 R$ 2.682
Variação do rendimento habitual em relação a: 0,7% 7,4%

população desocupada (9,4 milhões de pessoas) cresceu 10,0% (mais 860 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e recuou 21,1% (menos 2,5 milhões de pessoas) no ano.

O contingente de pessoas ocupadas (97,8 milhões) recuou 1,6% (menos 1,5 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 2,7% (mais 2,6 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre do ano anterior. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 56,1%, caiu 1,0 p.p. frente ao trimestre anterior (57,2%) e subiu 1,0% p.p. ante igual trimestre do ano anterior (55,2%).

A taxa composta de subutilização (18,9%) cresceu 0,4 p.p. em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2022 (18,5%) e caiu 4,3 p.p. ante o trimestre encerrado em março de 2022 (23,2%). A população subutilizada (21,6 milhões de pessoas) também ficou estável frente ao trimestre anterior e recuou 19,5% na comparação anual.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,0 milhões) caiu 7,7% ante o trimestre anterior e 23,0% no ano.

população fora da força de trabalho (67 milhões de pessoas) cresceu 1,6% ante o trimestre anterior (mais 1,1 milhão) e 2,3% (mais 1,5 milhão) na comparação anual.

população desalentada (3,9 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e caiu 15,7% (menos 723 mil pessoas) na comparação anual. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,5%) também ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 0,6 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,7 milhões, ficando estável frente ao trimestre anterior e crescendo 5,2% (mais 1,8 milhão de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,8 milhões de pessoas) caiu 3,2% (menos 430 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e cresceu 4,8% (590 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,2 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações.

O número de trabalhadores domésticos (5,7 milhões de pessoas) ficou estável tanto no confronto com o trimestre anterior quanto com o trimestre encerrado em março de 2022.

O número de empregadores (4,2 milhões de pessoas) registrou estabilidade em ambas as comparações.

O número de empregados no setor público (11,8 milhões de pessoas) caiu 2,8% frente ao trimestre anterior, mas cresceu 4,6% na comparação anual.

A taxa de informalidade foi de 39,0% da população ocupada (ou 38,1 milhões de trabalhadores informais) contra 38,8% no trimestre anterior e 40,1% no mesmo trimestre do ano anterior.

O rendimento real habitual (R$ 2.880) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 7,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 277,2 bilhões) também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 10,8% na comparação anual.

Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2023
No trimestre móvel de janeiro a março de 2023, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 107,3 milhões de pessoas, caindo 0,6% (menos 685 mil pessoas) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2022 e ficando estável ante o mesmo trimestre do ano anterior.

Frente ao trimestre móvel anterior, não houve aumento no contingente de ocupados de nenhum dos grupamentos de atividades investigados pela pesquisa. Houve redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,4%, ou menos 201 mil pessoas), Construção (2,9%, ou menos 215 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,5%, ou menos 294 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,4%, ou menos 415 mil pessoas) e Outros serviços (4,3%, ou menos 231 mil pessoas).

Na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2022 houve alta em: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,0%, ou mais 552 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (7,9%, ou mais 396 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,9%, ou mais 673 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,0%, ou mais 815 mil pessoas) e Outros serviços (4,3%, ou mais 215 mil pessoas). Houve redução apenas no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,2%, ou menos 456 mil pessoas).

Taxa composta de subutilização – Trimestres de janeiro a março – Brasil – 2012 a 2023 (%)
Quanto ao rendimento médio real habitual (R$2.880), frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,5%, ou mais R$ 82) e Serviços domésticos (1,9%, ou mais R$ 21). Houve redução no grupamento de Transporte, armazenagem e correio (3,8%, ou menos R$ 107).

Frente ao trimestre encerrado em março de 2022, houve aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,6%, ou mais R$ 114), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,6%, ou mais R$ 168), Transporte, armazenagem e correio (5,7%, ou mais R$ 144), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (7,7%, ou mais R$ 296), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais R$ 236), Outros serviços (10,7%, ou mais R$ 219) e Serviços domésticos (5,3%, ou mais R$ 56).

Entre as posições na ocupação, em relação ao trimestre anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Empregado sem carteira de trabalho assinada (4,7%, ou mais R$ 89) e Trabalhador doméstico (1,9%, ou mais R$ 21). As demais categorias não apresentaram variação significativa.

Já na comparação com o mesmo período de 2022, houve aumento em todas as posições: Empregado com carteira de trabalho assinada (4,0%, ou mais R$ 105), Empregado sem carteira de trabalho assinada (14,6%, ou mais R$ 252), Trabalhador doméstico (5,3%, ou mais R$ 56), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (4,7%, ou mais R$ 196), Empregador (11,5%, ou mais R$ 739) e Conta-própria (8,9%, ou mais R$ 188).

 

Fonte: IBGE

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