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Mês de maio apresenta crescimento no volume de Serviços de 0,9%

Em maio de 2023, o volume de serviços no Brasil se expandiu 0,9% frente a abril, na série com ajuste sazonal, após ter recuado 1,5% no mês anterior. Dessa forma, o setor se encontra 11,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 2,0% abaixo de dezembro de 2022 (ponto mais alto da série histórica).

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Maio 23 / Abril 23* 0,9 -0,5
Maio 23 / Maio 22 4,7 7,1
Acumulado Janeiro-Maio 4,8 10,0
Acumulado nos Últimos 12 Meses 6,4 12,9
*série com ajuste sazonal

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com maio do ano passado, o volume de serviços cresceu 4,7%, sua 27ª taxa positiva consecutiva. O acumulado do ano foi a 4,8% frente a igual período de 2022. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 6,8% em abril para 6,4% em maio de 2023, menor resultado desde agosto de 2021 (5,1%).

A expansão de 0,9% no volume de serviços, de abril para maio de 2023, foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de transportes (2,2%), que recuperou parte da queda (-4,3%) verificada em abril. Os demais avanços do mês vieram dos serviços prestados às famílias (1,1%); dos outros serviços (0,6%); e de informação e comunicação (0,2%), com o primeiro alcançando um ganho acumulado de 2,2% no período abril-maio; o segundo recuperando uma parte da perda de 1,7% registrada nos dois meses anteriores; e o último assinalando um ligeiro acréscimo (0,2%) após recuar 1,1% em abril. Já a única retração do mês ficou com os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,0%), que emplacaram o segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,5%.

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou variação positiva (0,2%) no trimestre encerrado em maio de 2023 frente ao nível do mês anterior, alcançando, assim, o segundo resultado positivo seguido. Entre os setores, quatro das cinco atividades avançaram frente ao trimestre terminado em abril: profissionais, administrativos e complementares (0,7%); transportes (0,6%); serviços prestados às famílias (0,4%); e informação e comunicação (0,2%). A única taxa negativa foi de outros serviços (-0,4%).

Na comparação com maio de 2022, o volume do setor de serviços, ao avançar 4,7% em maio de 2023, registrou a 27ª taxa positiva seguida. O resultado desse mês trouxe expansão em todas as cinco atividades de divulgação, com crescimento em 58,4% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (7,1%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; armazenamento; e transporte por navegação interior de carga.

Os demais avanços vieram de informação e comunicação (4,0%); profissionais, administrativos e complementares (3,4%); serviços prestados às famílias (2,8%) e dos outros serviços (0,3%).

No acumulado do ano, frente a igual período de 2022, o setor de serviços cresceu 4,8%, com altas nas cinco atividades e em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a maior contribuição positiva ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,7%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de transporte rodoviário de cargas; rodoviário coletivo de passageiros; armazenamento; transporte por navegação interior de carga; e navegação de apoio marítimo e portuário. Os demais avanços vieram de informação e comunicação (5,1%); de serviços profissionais, administrativos e complementares (4,6%); de serviços prestados às famílias (5,9%); e de outros serviços (0,2%).

Serviços avançam em 24 das 27 unidades da Federação em maio

Houve altas em 24 das 27 unidades da federação, em maio de 2023, frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando o resultado do Brasil (0,9%) na série com ajuste sazonal. Entre os locais com taxas positivas, os impactos mais importantes vieram de Mato Grosso (22,5%) e do Rio de Janeiro (3,4%), seguidos por Minas Gerais (2,6%), Rio Grande do Sul (2,0%) e Goiás (5,0%). A principal contribuição negativa veio de São Paulo (-1,5%).

Na comparação com maio de 2022, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,7%) foi acompanhado por 23 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com Rio de Janeiro (7,7%), seguido por Minas Gerais (9,3%), Paraná (13,3%), Mato Grosso (29,4%), e Rio Grande do Sul (10,4%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,9%) assinalou o resultado negativo mais relevante do mês.

No acumulado de janeiro a maio de 2023, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,8%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. Os principais impactos positivos em termos regionais ocorreram em São Paulo (1,6%) e no Rio de Janeiro (6,6%), seguidos por Minas Gerais (8,6%), Paraná (11,2%), Santa Catarina (10,6%) e Rio Grande do Sul (7,5%). Por outro lado, Mato Grosso do Sul (-0,3%) registrou a única influência negativa sobre índice nacional.

Atividades turísticas crescem 4,0% em maio

Em maio de 2023, o índice de atividades turísticas subiu 4,0% ante o mês imediatamente anterior, segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 4,7%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 5,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014. Regionalmente, onze dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (4,0%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (2,8%), seguido por Rio de Janeiro (3,8%), Minas Gerais (3,3%) e Bahia (5,1%). Em sentido oposto, Ceará (-0,6%) assinalou o único recuo em termos regionais.

Na comparação maio de 2023 / maio de 2022, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 8,6%, 26ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo de passageiros, locação de automóveis; serviços de bufê; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e agências de viagens. Em termos regionais, dez das 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (6,6%), seguido por Rio de Janeiro (15,0%), Minas Gerais (17,0%) e Bahia (13,6%). Em contrapartida, Ceará (-3,4%) e Distrito Federal (-1,9%) exerceram os únicos impactos negativos do mês.

No acumulado de janeiro a maio de 2023, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 8,4% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de locação de automóveis; restaurantes; hotéis; agências de viagens; serviços de bufê; e transporte rodoviário coletivo de passageiros. Regionalmente, onze dos 12 locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (7,4%), seguido por Minas Gerais (19,7%), Rio de Janeiro (8,4%), Bahia (12,0%), Paraná (13,6%) e Santa Catarina (10,6%). Em contrapartida, Distrito Federal (-1,1%) apontou o único resultado negativo nos primeiros cinco meses do ano no indicador especial de turismo.

Transporte de passageiros e transporte de cargas avançam em maio

Em maio de 2023, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 2,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da perda de 4,5% observada entre março e abril. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 2,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,4% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou crescimento de 3,7% em maio de 2023, suplantando, portanto, a queda de 2,8% verificada em abril. Dessa forma, o segmento alcança, em maio de 2023, o ponto mais alto de sua série. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 41,3% acima de fevereiro de 2020.

Na comparação com maio do ano passado, o transporte de passageiros avançou 4,6% em maio de 2023, após ter recuado 5,3% em abril, quando interrompeu uma sequência de 24 taxas positivas; ao passo que o transporte de cargas, no mesmo tipo de confronto, cresceu 13,0%, assinalando, assim, o 33º resultado positivo consecutivo.

No indicador acumulado de janeiro a maio deste ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 4,0% frente a igual período de 2022, enquanto o de cargas avançou 11,2% no mesmo intervalo investigado.

Fonte: IBGE

Deflação: IPCA de junho fica negativo em -0,08%

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de -0,08% em junho, 0,31 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,23%). Essa foi a menor variação para o mês de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,23%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,87% e, nos últimos 12 meses, de 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a variação havia sido de 0,67%.

Período Taxa
Junho de 2023 -0,08%
Maio de 2023 0,23%
Junho de 2022 0,67%
Acumulado do ano 2,87%
Acumulado nos últimos 12 meses 3,16%

O resultado de junho foi influenciado principalmente pelas quedas em Alimentação e bebidas (-0,66%) e Transportes (-0,41%), que contribuíram com -0,14 p.p. e -0,08 p.p, respectivamente, para o resultado do mês. Artigos de residência (-0,42%) e Comunicação (-0,14%) também registraram recuo nos preços no IPCA de junho. No lado das altas, o maior impacto (0,10 p.p.) e a maior variação (0,69%) no índice do mês vieram de Habitação. Os demais grupos ficaram entre o 0,06% de Educação e o 0,36% de Despesas pessoais.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Maio Junho Maio Junho
Índice Geral 0,23 -0,08 0,23 -0,08
Alimentação e bebidas 0,16 -0,66 0,04 -0,14
Habitação 0,67 0,69 0,10 0,10
Artigos de residência -0,23 -0,42 -0,01 -0,02
Vestuário 0,47 0,35 0,02 0,02
Transportes -0,57 -0,41 -0,12 -0,08
Saúde e cuidados pessoais 0,93 0,11 0,12 0,01
Despesas pessoais 0,64 0,36 0,07 0,04
Educação 0,05 0,06 0,00 0,00
Comunicação 0,21 -0,14 0,01 -0,01

A queda do grupo Alimentação e bebidas (-0,66%) deve-se, principalmente, ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,07%), que haviam registrado estabilidade em maio. Destacam-se as quedas do óleo de soja (-8,96%), das frutas (-3,38%), do leite longa vida (-2,68%) e das carnes (-2,10%). No lado das altas, batata-inglesa (6,43%) e alho (4,39%) subiram de preço.

alimentação fora do domicílio (0,46%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,58%), em virtude das altas menos intensas do lanche (0,68%) e da refeição (0,35%). Em maio, as variações desses subitens haviam sido de 0,71% e 0,47%, respectivamente.

Em Transportes (-0,41% e -0,08 p.p.), o resultado foi influenciado pelo recuo nos preços dos automóveis novos (-2,76%) e dos automóveis usados (-0,93%). Além disso, destaca-se o resultado de combustíveis (-1,85%), por conta das quedas do óleo diesel (-6,68%), do etanol (-5,11%), do gás veicular (-2,77%) e da gasolina (-1,14%). No lado das altas, as passagens aéreas subiram 10,96%, após queda de 17,73% em maio.

No grupo Habitação (0,69%), a maior contribuição (0,06 p.p.) veio da energia elétrica residencial (1,43%), devido a reajustes aplicados em quatro áreas de abrangência do índice: Belo Horizonte (13,66%), com reajuste de 14,69%, a partir de 28 de maio; Recife (3,73%), com reajuste de 8,33%, a partir de 14 de maio; Curitiba (1,64%), com reajuste de 10,66% a partir de 24 de junho e Porto Alegre (-0,26%), com reajuste de 2,92% a partir de 19 de junho, em uma das concessionárias pesquisadas.

A taxa de água e esgoto (1,69%) também registrou alta, por conta de reajustes aplicados em quatro áreas de abrangência do índice: Belém (7,76%), com reajuste de 8,33%, a partir de 28 de maio; Curitiba (4,60%), com reajuste de 8,20%, a partir de 17 de maio; São Paulo (3,19%), com reajuste de 9,56%, a partir de 10 de maio, e Aracaju (0,30%), com reajuste de 4,92%, a partir de 1º de maio.

Ainda em Habitação, a queda nos preços de gás encanado (-0,04%) decorre da apropriação residual das reduções tarifárias de 3,05% em Curitiba (-0,20%) e de 0,59% no Rio de Janeiro (-0,04%), ambas a partir de 1º de maio. O preço do gás de botijão (-3,82%) também recuou.

O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,11%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,38%), decorrente do reajuste de até 9,63% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 13 de junho, com vigência a partir de maio de 2023 e cujo ciclo se encerra em abril de 2024. Desse modo, no IPCA de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho.

Cinco áreas apresentaram alta em junho. A maior variação foi em Belo Horizonte (0,31%), em função da energia elétrica residencial (13,66%), e menor, em Goiânia (-0,97%), influenciada pelas quedas na gasolina (-5,40%) e na energia elétrica residencial (-4,83%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Maio Junho Ano 12 meses
Belo Horizonte 9,69 0,48 0,31 3,46 2,54
Recife 3,92 0,41 0,28 2,52 2,47
Aracaju 1,03 0,35 0,26 3,25 2,76
Vitória 1,86 0,01 0,06 3,10 3,76
Curitiba 8,09 0,25 0,03 2,95 2,07
São Paulo 32,28 0,24 -0,01 3,12 4,44
Porto Alegre 8,61 0,08 -0,02 2,81 2,58
Belém 3,94 0,01 -0,09 2,60 3,13
Campo Grande 1,57 0,30 -0,14 2,91 2,43
Rio de Janeiro 9,43 0,08 -0,20 2,48 3,03
Salvador 5,99 0,35 -0,23 3,00 2,70
Fortaleza 3,23 0,56 -0,40 2,69 2,13
Brasília 4,06 0,19 -0,40 2,29 3,24
Rio Branco 0,51 0,29 -0,50 2,10 2,62
São Luís 1,62 -0,38 -0,62 0,91 1,11
Goiânia 4,17 0,15 -0,97 2,06 1,30
Brasil 100,00 0,23 -0,08 2,87 3,16

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de maio e 28 de junho de 2023 (referência) com os preços vigentes entre 29 de abril e 29 de maio de 2023 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

INPC foi de -0,10% em junho

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de -0,10% em junho, abaixo do mês anterior (0,36%). No ano, o INPC acumula alta de 2,69% e, nos últimos 12 meses, de 3,00%, abaixo dos 3,74% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a taxa foi de 0,62%.

Os produtos alimentícios caíram 0,66% em junho, após alta de 0,16% em maio. Nos produtos não alimentícios, houve alta de 0,08%, desacelerando em relação a maio (0,43%).

Doze áreas registraram queda em junho. O menor resultado foi em Goiânia (-0,86%), onde pesaram as quedas nos preços da gasolina (-5,40%) e da energia elétrica residencial
(-4,79%). A maior variação, por sua vez, foi em Recife (0,38%), puxada pelas altas na gasolina (4,09%) e na energia elétrica residencial (3,73%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Maio Junho Ano 12 meses
Recife 5,60 0,59 0,38 2,50 2,86
Belo Horizonte 10,35 0,79 0,34 3,62 2,79
Aracaju 1,29 0,66 0,28 3,28 3,07
Curitiba 7,37 0,40 0,09 3,13 1,74
Vitória 1,91 0,24 -0,03 2,85 3,37
Porto Alegre 7,15 0,12 -0,08 2,67 2,13
São Paulo 24,60 0,39 -0,09 2,69 4,32
Belém 6,95 0,13 -0,10 2,79 3,28
Rio de Janeiro 9,38 0,08 -0,20 2,18 2,81
Campo Grande 1,73 0,38 -0,25 2,96 2,22
Fortaleza 5,16 0,60 -0,25 2,99 2,70
Rio Branco 0,72 0,41 -0,31 2,48 2,49
Salvador 7,92 0,56 -0,33 2,72 2,72
Brasília 1,97 0,11 -0,41 1,88 2,55
São Luís 3,47 -0,33 -0,55 1,00 1,70
Goiânia 4,43 0,16 -0,86 1,91 1,85
Brasil 100,00 0,36 -0,10 2,69 3,00

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de maio a 28 de junho de 2023 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de abril a 29 de maio de 2023 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Medida provisória amplia prazo para municípios elaborarem Plano de Mobilidade Urbana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 1179/23, que estende o prazo para os municípios elaborarem seus Planos de Mobilidade Urbana. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (7).

Para cidades com mais de 250 mil habitantes, o novo prazo será 12 de abril de 2024 e, para municípios com até 250 mil habitantes, 12 de abril de 2025.

A MP altera a Lei 12.587/12, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana, e hoje prevê prazo de 12 de abril de 2022 para os municípios com mais de 250 mil habitantes elaborarem o plano, e 12 de abril de 2023 para aqueles com até 250 mil habitantes.

Planejamento
O Plano de Mobilidade Urbana é um instrumento fundamental para a efetivação da política nacional. Os municípios com mais de 20 mil habitantes são obrigados a elaborar e a aprovar planos de mobilidade, considerando serviços de transporte público, circulação viária, acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade, bem como a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária, entre outras diretrizes.

Dados do Ministério das Cidades, pasta responsável pela política nacional, apontam que a maioria das cidades com até 250 mil habitantes ainda não possui o plano municipal elaborado e aprovado, e alguns municípios com mais de 250 mil habitantes também não concluíram o documento.

Tramitação
A MP será analisada por uma comissão mista antes de seguir para os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Taxa de crescimento anual reduz para menos da metade desde o censo de 2010

Em 1º de agosto de 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Desde 2010, quando foi realizado o Censo Demográfico anterior, a população do país cresceu 6,5%, ou 12.306.713 pessoas a mais. Isso resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,52%, a menor já observada desde o início da série histórica iniciada em 1872, ano da primeira operação censitária do país. Os dados são dos primeiros resultados do Censo Demográfico de 2022, divulgados hoje (28) pelo IBGE.

Nos 150 anos que separam a primeira operação censitária da última, o Brasil aumentou a sua população em mais de 20 vezes: ao todo, um acréscimo de 193,1 milhões de habitantes. O maior crescimento, em números absolutos, foi registrado entre as décadas de 70 e 80, quando houve uma adição de 27,8 milhões de pessoas. Mas a série histórica do Censo mostra que a média anual de crescimento vem diminuindo desde a década de 60. “Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, afirma o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.

O Sudeste continua sendo a região mais populosa do país, atingindo, em 2022, 84,8 milhões de habitantes. Esse contingente representava 41,8% da população brasileira. Já o Nordeste, onde viviam 54,6 milhões de pessoas, respondia por 26,9% dos habitantes do país. As duas regiões foram as que tiveram a menor taxa de crescimento anual desde o Censo 2010: enquanto a população do Nordeste registrou uma taxa crescimento anual de 0,24%, a do Sudeste foi de 0,45%.

Por outro lado, o Norte era a segunda região menos populosa, com 17,3 milhões de habitantes, representando 8,5% dos residentes do país. Essa participação da região vem crescendo sucessivamente nas últimas décadas. A taxa crescimento anual foi de 0,75%, a segunda maior entre as regiões, mas bem inferior àquela apresentada no período intercensitário anterior (2000/2010), quando esse percentual era de 2,09%. Isso significa que, embora a população continue aumentando, o ritmo de crescimento do número de habitantes do Norte é menor em relação à década anterior.

A taxa de crescimento anual do Norte, frente aos dados de 2010, só foi menor do que a do Centro-Oeste (1,23%), região que chegou a 16,3 milhões de habitantes, o menor contingente entre as regiões. Isso significa um aumento de 15,8% em 12 anos. O Sul, que concentrava 14,7% dos habitantes do país, aumentou seu contingente populacional em 9,3% no mesmo período, alcançando 29,9 milhões de pessoas.

São Paulo segue sendo o estado mais populoso do país

Os primeiros resultados do Censo 2022 também apontaram que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem sendo os estados mais populosos do país. Juntos, os três concentravam 39,9% da população brasileira. São Paulo, o maior deles em termos de população, tinha 44,4 milhões de habitantes. Cerca de um quinto da população brasileira (21,8%) vivia no estado.

Roraima também continua sendo o estado menos populoso, com 636,3 mil habitantes, ainda que tenha apresentado a maior taxa de crescimento anual no período de 12 anos (2,92%). Na sequência, os estados com menor número de habitantes foram Amapá (733,5 mil) e Acre (830 mil).

Catorze estados e o Distrito Federal registraram taxas de crescimento anual acima da média nacional (0,52%) em 2022. Além de Roraima (2,92%), que passou de uma população de 450.479, em 2010, para 636.303 em 2022, destacaram-se no crescimento populacional Santa Catarina (1,66%), Mato Grosso (1,57%), Goiás (1,35%), Amazonas (1,03%) e Acre (1,03%).

Entre os estados que menos cresceram (com variação de 0,1% ou menos) está o Rio de Janeiro (0,03%), o terceiro mais populoso do país. A população fluminense passou de 15,9 milhões, em 2010, para 16,1 milhões, em 2022. Os demais foram Alagoas (0,02%), Bahia (0,07%) e Rondônia (0,10%).

Quase metade dos municípios do país tem até 10 mil habitantes

Há 5.570 municípios no país e quase metade (44,8%) desse total tinha até 10 mil habitantes em 2022. Nesses 2.495 municípios viviam 12,8 milhões de pessoas. A maior parte da população do país (57% do total) habitava apenas 319 municípios, o que, de acordo com a publicação, evidencia que as pessoas estão concentradas em centros urbanos acima de 100 mil habitantes.

Os 20 municípios mais populosos do país concentravam 22,1% do total da população e 17 deles são capitais. Os demais foram Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A capital paulista aparece em primeiro lugar no ranking, com 11,5 milhões de habitantes, seguida do Rio de Janeiro (6,2 milhões) e Brasília (2,8 milhões).

Por outro lado, três municípios tinham menos de mil habitantes: Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 833 pessoas, Borá, em São Paulo (907), e Anhanguera, em Goiás (924). Os 20 municípios com menos habitantes concentravam apenas 0,01% da população.

Municípios com as maiores populações
UF Município População Variação
2010 2022
SP São Paulo 11.253.503 11.451.245 1,80%
RJ Rio de Janeiro 6.320.446 6.211.423 -1,70%
DF Brasília 2.570.160 2.817.068 9,60%
CE Fortaleza 2.452.185 2.428.678 -1,00%
BA Salvador 2.675.656 2.418.005 -9,60%
MG Belo Horizonte 2.375.151 2.315.560 -2,50%
AM Manaus 1.802.014 2.063.547 14,50%
PR Curitiba 1.751.907 1.773.733 1,20%
PE Recife 1.537.704 1.488.920 -3,20%
GO Goiânia 1.302.001 1.437.237 10,40%
RS Porto Alegre 1.409.351 1.332.570 -5,40%
PA Belém 1.393.399 1.303.389 -6,50%
SP Guarulhos 1.221.979 1.291.784 5,70%
SP Campinas 1.080.113 1.138.309 5,40%
MA São Luís 1.014.837 1.037.775 2,30%
AL Maceió 932.748 957.916 2,70%
MS Campo Grande 786.797 897.938 14,10%
RJ São Gonçalo 999.728 896.744 -10,30%
PI Teresina 814.230 866.300 6,40%
PB João Pessoa 723.515 833.932 15,30%
Municípios com as menores populações
UF Município População Variação
2010 2022
MG Serra da Saudade 815 833 2,20%
SP Bora 805 907 12,70%
GO Anhanguera 1.020 924 -9,40%
MT Araguainha 1.096 1.010 -7,80%
SP Nova Castilho 1.125 1.062 -5,60%
MG Cedro do Abaete 1.210 1.081 -10,70%
RS Andre da Rocha 1.216 1.135 -6,70%
TO Oliveira de Fátima 1.037 1.164 12,20%
RS União da Serra 1.487 1.170 -21,30%
MG São Sebastião do Rio Preto 1.613 1.259 -21,90%
RS Coqueiro Baixo 1.528 1.290 -15,60%
RS Engenho Velho 1.527 1.296 -15,10%
PI Miguel Leão 1.253 1.318 5,20%
PR Nova Aliança do Ivai 1.431 1.323 -7,50%
PR Jardim Olinda 1.409 1.343 -4,70%
RS Carlos Gomes 1.607 1.368 -14,90%
RS Tupanci do Sul 1.573 1.374 -12,70%
SP Uru 1.251 1.387 10,90%
GO Lagoa Santa 1.254 1.390 10,80%
MG Grupiara 1.373 1.392 1,40%

Entre os municípios de mais de 100 mil habitantes com maior aumento percentual no contingente populacional estão Senador Ganedo, em Goiás, que passou de 84,4 mil residentes, em 2010, para 155,6 mil, em 2022 (crescimento de 84,3%), e Fazenda Rio Grande, no Paraná, cuja população era de 81,7 mil e chegou a 148,9 mil (82,3%).

Já os municípios com população acima de 100 mil pessoas que tiveram maior retração percentual da população foram São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que chegou a 896,7 mil habitantes (queda de 10,3%), Salvador (-9,6%) e Itabuna (-8,8%), ambos na Bahia. A capital baiana passou de 2,7 milhões de habitantes para 2,4 milhões no período intercensitário.

O diretor de geociências do IBGE, Claudio Stenner, reforça que a redução do número de habitantes nas metrópoles é algo inédito no país. “Muitas vezes o município núcleo da metrópole, daquela concentração urbana, perde população, mas as cidades vizinhas ganham. Isso tem a ver com o espalhamento do tecido urbano para além dos limites municipais. Isso quer dizer que há expansões novas, até pelo esgotamento de área desse município. É uma parte importante da explicação desse fenômeno”, diz.

Em números absolutos, as três cidades acima de 100 mil habitantes que registraram maior aumento populacional são capitais, com destaque para Manaus, no Amazonas, que passou de 1,8 milhão para 2,1 milhões, um aumento de 261,5 mil pessoas em 12 anos. Nesse período, a população de Brasília, capital federal, teve uma adição de 246,9 mil pessoas, enquanto o crescimento de São Paulo foi de 197,7 mil habitantes.

Entre as reduções, considerando os números absolutos, também aparecem Salvador, com retração de 257,7 mil pessoas, e São Gonçalo (-102,9 mil), municípios que se destacaram na redução percentual entre aqueles com mais de 100 mil habitantes. A capital do Rio de Janeiro (-109 mil) foi o segundo município que mais perdeu população desde 2010.

Cerca de 124 milhões vivem em concentrações urbanas

Em 2022, havia 124,1 milhões de pessoas vivendo em concentrações urbanas, que são arranjos populacionais ou municípios isolados com mais de 100 mil habitantes. Os arranjos populacionais são formados por municípios com forte integração, geralmente conurbados. Essa aglutinação de cidades forma unidades espaciais, como é o caso da capital paulista, núcleo de uma concentração urbana que reúne 37 municípios. Outros exemplos de concentrações do país são Belo Horizonte, em Minas Gerais (23), e Rio de Janeiro (21).

“As concentrações urbanas podem ser formadas por um único município ou por um conjunto de municípios fortemente integrados e articulados entre si que funcionam como uma cidade só. É importante analisar essas informações urbanas porque, por exemplo, muitas vezes o crescimento demográfico se dá pelo espalhamento do tecido urbano de um município para um município vizinho. Então para se entender a taxa de crescimento demográfico desses municípios mais conurbados é preciso olhar para a concentração urbana e as relações que existem ali”, explica Stenner.

Comparado aos dados do Censo 2010, o aumento da população que vivia em concentrações urbanas foi de 9,2 milhões de pessoas, o que representa parte expressiva do crescimento do país. No Brasil, são 185 concentrações urbanas e a maior parte delas (80) estava no Sudeste. Em seguida, aparecem Nordeste e Sul, com 37 cada. Na outra ponta estavam 4.218 municípios com menos de 25 mil habitantes. Cerca de 19,7% da população do país viviam neles.

Mais sobre a pesquisa

O Censo Demográfico é a maior e mais completa operação estatística realizada no país. A pesquisa busca bater à porta de todos os domicílios dos 5570 municípios brasileiros para produzir um retrato fiel da sociedade. Nos primeiros resultados, o Censo traz dados sobre população, domicílios, área dos municípios e densidade demográfica para o país, Grandes Regiões, Estados, Distrito Federal, Municípios e concentrações urbanas. Acesse os principais resultados, gráficos e mapas no hotsite Panorama do Censo 2022.

Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) de junho ficou em 0,04%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,04% em junho, 0,47 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,51%).

Período Taxa
Junho de 2023 0,04%
Maio de 2023 0,51%
Junho de 2022 0,69%
Acumulado no ano 3,16%
Acumulado nos últimos 12 meses 3,40%

O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,12%, abaixo dos 3,04% registrados no mesmo período de 2022. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou 3,40%, abaixo dos 4,07% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a taxa foi de 0,69%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta no mês de junho. O grupo Habitação registrou a maior variação (0,96%) e o maior impacto (0,14 p.p.) no índice do mês. Os três grupos que registraram queda foram Transportes (-0,55%), Alimentação e bebidas (-0,51%) e Artigos de residência (-0,01%). Os demais grupos ficaram entre o 0,04% de Educação e o 0,79% de Vestuário.

Grupo Variação
Mensal (%)
Impacto
(p.p.)
Variação
Acumulada (%)
Abril Maio Junho Junho Trimestre 12 meses
Índice Geral 0,57 0,51 0,04 0,04 1,12 3,40
Alimentação e bebidas 0,04 0,94 -0,51 -0,11 0,47 4,94
Habitação 0,48 0,43 0,96 0,14 1,88 4,02
Artigos de residência 0,07 -0,28 -0,01 0,00 -0,22 1,14
Vestuário 0,39 0,35 0,79 0,04 1,54 10,32
Transportes 1,44 -0,04 -0,55 -0,11 0,84 -5,42
Saúde e cuidados pessoais 1,04 1,49 0,19 0,02 2,74 10,59
Despesas pessoais 0,28 0,40 0,52 0,05 1,20 6,50
Educação 0,11 0,07 0,04 0,00 0,22 8,25
Comunicação 0,06 0,02 0,11 0,01 0,19 0,69
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

No grupo Habitação (0,96%), destaca-se a alta da taxa de água e esgoto (3,64% e 0,06 p.p.), devido a reajustes aplicados em quatro áreas de abrangência do índice: de 8,20% em Curitiba (7,92%), a partir de 17 de maio; de 9,56% em São Paulo (7,63%), a partir de 10 de maio; de 11,20% em Recife (4,61%), a partir de 28 de abril; e de 8,33% em Belém (5,00%), a partir de 28 de maio.

A alta da energia elétrica residencial (1,45% e 0,06 p.p.) decorre de reajustes aplicados em quatro áreas: em Belo Horizonte (9,15%), onde houve reajuste de 14,69% a partir de 28 de maio; em Recife (8,21%), onde o reajuste de 8,33% teve vigência a partir de 14 de maio; em Fortaleza (2,20%), onde o reajuste de 4,85% foi aplicado a partir de 22 de abril; e em Salvador (1,84%), onde houve reajuste de 8,28% a partir de 22 de abril.

A queda em gás encanado (-0,33%) vem a partir de reduções tarifárias de 3,05% em Curitiba (-1,64%) e de 0,59% no Rio de Janeiro (-0,31%), ambas com vigência a partir de 1º de maio.

Em Despesas pessoais (0,52%), destaca-se a alta de 6,19% nos jogos de azar, após reajuste médio de 15,00% no valor das apostas, a partir de 30 de abril. Cinema, teatro e concertos (1,29%) e pacote turístico (1,07%) também registraram alta em junho.

O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,19%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,38%), decorrente do reajuste de até 9,63% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 13 de junho, com vigência a partir de maio de 2023 e cujo ciclo se encerra em abril de 2024. Desse modo, no IPCA-15 de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho.

Nos Transportes (-0,55%), a variação negativa foi puxada pela queda nos preços dos combustíveis (-3,75%). A gasolina (-3,40%) foi o subitem com o maior impacto individual (-0,17 p.p.) no IPCA-15 de junho. Os demais combustíveis também registraram recuo nos preços: óleo diesel (-8,29%), etanol (-4,89%) e gás veicular (-2,16%). Além disso, os preços do automóvel novo caíram 0,84% e contribuíram com -0,03 p.p. no índice do mês.

Ainda em Transportes, destaca-se a alta de 10,70% nos preços das passagens aéreas, que haviam registrado queda de 17,26% em maio. A alta de 0,99% em ônibus urbano deve-se ao reajuste de 33,33% em Belo Horizonte (7,53%), a partir de 23 de abril.

O grupo Alimentação e bebidas (-0,51%) registrou deflação no mês de junho, após alta de 0,94% no mês anterior. A alimentação no domicílio caiu de 1,02% em maio para -0,81% em junho, influenciada pelas quedas do óleo de soja (-8,95%), das frutas (-4,39%), do leite longa vida (-1,44%) e das carnes (-1,13%). No lado das altas, os destaques foram o ovo de galinha (2,04%) e o pão francês (0,72%).

alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,73% em maio para 0,29% em junho. Tanto o lanche (0,34%) como a refeição (0,28%) registraram resultado inferior ao do mês anterior (1,08% e 0,46%, respectivamente).

Quanto aos índices regionais, quatro áreas tiveram alta em junho. A maior variação foi registrada em Recife (0,45%), por conta das altas da energia elétrica residencial (8,21%) e da taxa de água e esgoto (4,61%). Já a menor variação foi observada em Goiânia (-0,66%), influenciada pela queda de 4,42% na gasolina.

Região Peso
Regional (%)
Variação Mensal (%) Variação
Acumulada (%)
Abril Maio Junho Trimestre 12 meses
Recife 4,71 0,29 0,19 0,45 0,93 2,93
São Paulo 33,45 0,52 0,45 0,23 1,20 4,37
Belo Horizonte 10,04 0,27 0,90 0,10 1,27 2,75
Curitiba 8,09 0,85 0,46 0,07 1,38 2,30
Salvador 7,19 0,30 0,73 -0,02 1,01 3,51
Porto Alegre 8,61 0,73 0,28 -0,04 0,97 3,04
Fortaleza 3,88 0,48 0,61 -0,05 1,04 2,64
Rio de Janeiro 9,77 0,79 0,46 -0,10 1,15 3,25
Belém 4,46 0,80 0,22 -0,18 0,84 3,45
Brasília 4,84 0,80 0,45 -0,28 0,97 3,34
Goiânia 4,96 0,68 0,83 -0,66 0,85 1,93
Brasil 100,00 0,57 0,51 0,04 1,12 3,40
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de maio a 14 de junho de 2023 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de abril a 15 de maio de 2023 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

 

Fonte: IBGE

Taxa de analfabetismo do Nordeste é quatro vezes maior que a do Sudeste; Maranhão entre as maiores do país

A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais recuou de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022, uma redução de pouco mais de 490 mil analfabetos no país, chegando a menor taxa da série, iniciada em 2016. No total, eram 9,6 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever, sendo que 55,3% (5,3 milhões) delas viviam no Nordeste e 54,2% (5,2 milhões) tinham 60 anos ou mais.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Educação 2022, divulgada hoje pelo IBGE. Essa é a primeira divulgação do módulo após a pandemia. Devido à redução na taxa de aproveitamento da amostra, causada pela mudança na forma de coleta implementada emergencialmente durante o período de distanciamento social, a divulgação do suplemento foi suspensa em 2020 e 2021, retornando agora com os resultados para 2022.

“O analfabetismo segue em trajetória de queda, mas mantém uma característica estrutural: quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos. Isso indica que as gerações mais novas estão tendo maior acesso à educação e sendo alfabetizadas ainda crianças, enquanto permanece um contingente de analfabetos, formado principalmente, por pessoas idosas que não acessaram à alfabetização na infância/juventude e permanecem analfabetas na vida adulta”, observa a coordenadora Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

As taxas ficaram em 16,0% entre as pessoas de 60 anos ou mais, 9,8% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,8% entre aquelas com 25 anos ou mais e 5,6% entre a população de 15 anos ou mais. Por outro lado, a taxa de analfabetismo das pessoas de 60 anos ou mais foi a que mais caiu, reduzindo-se em 2,1 p.p frente a 2019 e 4,5 p.p. ante 2016.

Taxa de analfabetismo de pretos e pardos é duas vezes maior que a dos brancos

Em 2022, entre as pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais de idade, 7,4% eram analfabetas, mais que o dobro da taxa encontrada entre as pessoas brancas (3,4%). No grupo etário de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo dos brancos alcançou 9,3%, enquanto entre pretos ou pardos ela chegava a 23,3%.

Na análise por sexo, a taxa de analfabetismo das mulheres de 15 anos ou mais, em 2022, foi de 5,4%, enquanto a dos homens foi de 5,9%. Entre os idosos, a taxa das mulheres foi de 16,3%, ficando acima da dos homens (15,7%).

Beringuy destaca que “a tendência de queda do analfabetismo se verifica nos grupos onde ele é maior: população mais velha e pessoas de cor preta ou parda. É como se tivesse mais espaço para queda nesses grupos, uma vez que a população jovem já está mais escolarizada. De todo modo, temos um panorama no qual persiste mais de 20% da população de 60 anos ou mais de cor preta ou parda na condição de analfabeta”.

Taxa de analfabetismo do Nordeste é quatro vezes maior que a do Sudeste 

A taxa de analfabetismo para as pessoas de 15 anos ou mais também reflete desigualdades regionais: o Nordeste tem a taxa mais alta (11,7%) e o Sudeste, a mais baixa (2,9%). No grupo dos idosos (60 anos ou mais) a diferença é maior: 32,5% para o Nordeste e 8,8% para o Sudeste.

“A taxa de analfabetismo é uma das metas do atual Plano Nacional de Educação (PNE), que tem vigência até 2024. Um dos itens seria a redução da taxa da população de 15 anos ou mais para 6,5% em 2015 e a erradicação em 2024. A meta intermediária foi alcançada em 2017 na média Brasil, porém, no Nordeste e para a população preta ou parda, ainda não foi alcançada”, ressalta a coordenadora.

Entre as 27 unidades da federação, as que mostraram as três maiores taxas de analfabetismo foram Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). Já as três menores taxas foram as do Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e de São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).

Em 2022, pela primeira vez, mais de 50% das pessoas com 25 anos ou mais de idade do país já haviam concluído a educação básica

No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais que terminaram pelo menos a educação básica obrigatória – ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio – chegou a 53,2% em 2022, ultrapassando pela primeira vez a metade da população, marca que havia sido alcançada em 2019. No entanto, para as pessoas de cor preta ou parda, esse percentual foi de 47,0%, enquanto entre as brancas a proporção era de 60,7%, uma diferença de 13,7 p.p.

“De 2016 para 2022, essa diferença por cor ou raça se reduziu um pouco – era de 16,6 p.p. em 2016 –, mas continua num patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais são distintas para esses grupos. Geograficamente, as diferenças também já são conhecidas: Norte e Nordeste ainda têm menos da metade da população de 25 anos ou mais com pelo menos a educação básica concluída, enquanto o Sudeste já está na casa dos 59%”, comenta a coordenadora.

Cai o percentual de pessoas de 25 anos ou mais com ensino fundamental incompleto

Os grupos com fundamental incompleto ou completo tiveram quedas entre 2019 e 2022, enquanto os demais grupos cresceram. Destaca-se o percentual de pessoas com o ensino superior completo, que subiu de 17,5% em 2019 para 19,2% em 2022, e com ensino médio completo, que passou de 28,3% para 29,9%, enquanto o de pessoas com o fundamental incompleto caiu 3,2 p.p. no período (de 31,2% para 28,0%).

Número médio de anos de estudo das mulheres é mais alto que o dos homens

A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2022, foi 9,9 anos, aumentando em 0,3 anos ante 2019. Em média, as mulheres tinham 10,1 anos de estudo, enquanto os homens tinham 9,6 anos. Por cor ou raça, mais uma vez, a diferença foi considerável: 10,8 anos de estudo para brancos e 9,1 para pretos ou pardos.

Rede pública de ensino predomina da creche ao nível médio

Em 2022, estavam na rede pública de ensino 77,2% dos alunos na creche e pré-escola, 82,5% dos estudantes do ensino fundamental regular e 87,1% do ensino médio regular. Já a rede privada atendia 72,6% dos estudantes do ensino superior e 75,8% da pós-graduação.

“A rede pública é a grande responsável pelo ensino básico no Brasil, com municípios e estados provendo principalmente os cursos de ensino fundamental regular e ensino médio regular”, observa Beringuy.

Opção dos pais é principal motivo para crianças de 0 a 3 anos não frequentarem escola

No Brasil, em 2022, 9,6 milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade frequentavam escola ou creche. Entre as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de escolarização foi 36,0%, o equivalente a 4,1 milhões de estudantes, percentual estável frente a 2019 e 5,7 p.p. maior que o de 2016.

Nessas faixas etárias, o principal motivo de não frequentar creche era por opção dos pais ou responsáveis, para 60,7% das crianças de 0 a 1 ano e 51,3% das crianças de 2 a 3 anos. Em todas as regiões, esse foi o motivo mais declarado. O segundo motivo mais declarado foi não ter creche/escola na localidade, falta de vaga ou a escola não aceita: 31,7% (crianças de 0 a 1 ano) e 39,7% (crianças de 2 a 3 anos).

Cai a taxa de escolarização das crianças de 4 a 5 anos

Entre 2019 e 2021, a taxa de escolarização das crianças de 4 a 5 anos caiu de 92,7% em 2019 para 91,5% em 2022. Essa queda ocorreu apesar de a educação básica aos 4 anos de idade ser obrigatória desde 2013, com progressiva adaptação das redes municipais e estaduais de ensino para se adequar e acolher alunos de 4 a 17 anos.

O Nordeste tem o maior percentual de crianças desse grupo etário na escola desde 2016, chegando a 93,6% em 2022. Sudeste e Sul também superaram os 90%, enquanto o Norte e o Centro-Oeste permaneceram abaixo da média do país, com 82,8% e 87,9%, respectivamente.

Em 2022, percentual de crianças de 6 a 14 anos na etapa adequada foi o mais baixo desde 2016

Na faixa de 6 a 14 anos, a universalização da educação está praticamente alcançada desde 2016, com a taxa de escolarização do país chegando a 99,4% em 2022. Os patamares estão elevados em todas as regiões, com destaque para o Sudeste (99,6%).

“Esses resultados mostram a importância da política pública de provimento obrigatório de ensino nessa faixa etária, sendo essa etapa – do ensino fundamental – principalmente ofertada pelas escolas municipais, refletindo numa elevada taxa de escolarização”, analisa a coordenadora.

No entanto, no mesmo grupo etário, a taxa ajustada de frequência escolar líquida – que considera a adequação idade /etapa – caiu de 97,0% em 2019 para 95,2% em 2022, menor nível da série, desde 2016.

“Essa queda se deu principalmente no grupo de 6 a 10 anos, que estaria nos anos iniciais do ensino fundamental. Esse movimento pode estar relacionado a uma dificuldade na transição das crianças menores na etapa anterior, na pré-escola, para os primeiros anos do ensino fundamental, informa”.

Cresce taxa de frequência escolar de jovens de 15 a 17 anos

A taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17 anos subiu de 89,0% em 2019 para 92,2% em 2022, ficando acima dos 90% pela primeira vez na série. Destacam-se as altas nas regiões Sudeste (5,0 p.p.) Norte (3,3 p.p.) e Nordeste (3,1 p.p.), com estabilidade no Sul. Já a proporção dos que estavam na etapa adequada, isto é, que frequentavam ou haviam concluído o ensino médio, aumentou de 71,3% em 2019 para 75,2% em 2022.

“Nesse grupo etário, o aumento da taxa ajustada de frequência liquida é um importante avanço, uma vez que, normalmente, nessa etapa do ensino ocorre o crescimento do abandono escolar. Portanto, a expansão desse indicador aponta para a maior permanência desses jovens na escola”, comenta.

Embora tenham as menores taxas ajustada de frequência escolar líquida, Norte (68,1%) e Nordeste (69,3%) registraram os avanços mais intensos (5,9 p.p. e 6,0 p.p., respectivamente). Já o Sudeste teve a melhora menos intensa, 2,2 p.p., apesar de apresentar a maior taxa, 81,5%.

Destaca-se, ainda, a diferença nas taxas ajustadas por sexo e cor ou raça: 79,7% para mulheres e 71,0% para os homens, uma diferença de 8,7 p.p.; e 80,8% para as pessoas brancas, e 71,7% para pessoas pretas ou pardas, uma diferença de 9,1 p.p. Vale destacar também o avanço de 5,0 p.p. para pretos ou pardos em relação a 2019.

70,9% dos pretos e pardos com 18 a 24 anos deixaram os estudos sem concluir o ensino superior

Em 2022, cerca de 30,4% das pessoas de 18 a 24 anos estavam estudando, sendo que 20,8% frequentavam cursos da educação superior e 10,3% estavam atrasados, frequentando cursos da educação básica. No mesmo grupo de idade, 4,1% não frequentavam mais a escola, mas já haviam completado o ensino superior. Por outro lado, 65,5% dos jovens do país nessa faixa de idade já haviam deixado os estudos sem concluir o ensino superior.

Um percentual maior de mulheres nessa faixa etária frequentava a escola (32,6% frente a 28,1% dos homens), sendo que 24,0% delas eram estudantes de graduação e 5,0% tinham este grau concluído, enquanto, entre os homens, esses percentuais foram de, respectivamente, 17,2% e 3,3%. Além de um maior atraso (10,9%), 68,5% dos homens de 18 a 24 anos não frequentavam escola, apesar de não terem concluído o ensino superior.

O cenário por cor ou raça mostra uma desigualdade ainda mais marcante: 36,7% das pessoas brancas com 18 a 24 anos estavam estudando, enquanto entre pretos e pardos a taxa foi de 26,2%. Entre os brancos que frequentavam escola, 29,2% cursavam graduação, enquanto entre os pretos e pardos o percentual foi de 15,3%.

Nessa faixa etária, 6,0% dos jovens brancos já tinham diploma de graduação e, entre os pretos e pardos, apenas 2,9%. Destaca-se, ainda, que 70,9% dos pretos e pardos não estudavam nem tinham concluído o nível superior, enquanto entre os brancos esse percentual foi de 57,3%.

“A meta 12 do PNE estabelece que a taxa de frequência escolar líquida no ensino superior para a população de 18 a 24 anos alcance 33% até 2024. Em 2022, no Brasil, essa meta havia sido atingida somente entre as pessoas brancas (35,2%). O desafio do país será reduzir as desigualdades de acesso ao ensino superior, além combater o atraso escolar desses estudantes”, avalia Beringuy.

Abandono escolar se acentua entre os jovens a partir de 15 anos

Dos 52 milhões de jovens com 14 a 29 anos do país, 18,3% não completaram o ensino médio, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. O Brasil tinha 9,5 milhões de jovens com 14 a 29 anos nessa situação, sendo 58,8% homens e 41,2% mulheres. Por cor ou raça, 27,9% desses jovens eram brancos e 70,9% pretos ou pardos.

Necessidade de trabalhar é principal razão para abandono

Quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado escola, 40,2% dos jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator prioritário. Dentre os homens, esse valor sobe para 51,6%. A falta de interesse em estudar vem em seguida, com 26,9%. Para as mulheres, o principal motivo foi também a necessidade de trabalhar (24,0%), seguido de gravidez (22,4%) e não ter interesse em estudar (21,5%). Além disso, 10,3% delas indicaram realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas como o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado escola, enquanto para homens esse percentual foi inexpressivo (0,6%).

Um em cada cinco jovens não estudava nem estava ocupado

No Brasil, em 2022, havia 49,0 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade. Dentre essas pessoas: 15,7% estavam ocupadas e estudando; 20,0% não estavam ocupadas nem estudando; 25,2% não estavam ocupadas, porém estudavam; e 39,1% estavam ocupadas e não estudando.

Entre as mulheres, 25,8% não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando e, entre os homens, 14,3%. Por outro lado, 31,1% das mulheres e 46,9% dos homens apenas trabalhavam, enquanto 27,4% das mulheres e 23,1% dos homens apenas estudavam ou se qualificavam.

Em relação à cor ou raça, 18,8% das pessoas brancas trabalhavam e estudavam, percentual maior do que entre as pessoas de cor preta ou parda (13,7%). O percentual de pessoas brancas apenas trabalhando (39,3%) e apenas estudando (26,2%) também foi superior ao de pessoas de cor preta ou parda, enquanto o de pessoas pretas ou pardas (22,8%) que não estudavam e não estavam ocupadas superou o de pessoas brancas (15,8%).

Entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, que ainda estavam em idade escolar obrigatória, 79,9% se dedicavam exclusivamente ao estudo e 13,0% estudavam e trabalhavam. No grupo das pessoas de 18 a 24 anos, 38,9% apenas trabalhavam e 24,4% não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Entre as pessoas de 25 a 29 anos, 59,1% estavam apenas ocupadas e 13,8% estavam ocupadas e estudando ou se qualificando. Por outro lado, 22,4% das pessoas desse grupo não estavam ocupadas nem estudando ou se qualificando.

 

Fonte: IBGE

Produção da indústria nacional recua 0,6% em abril

Em abril de 2023, a produção industrial nacional caiu 0,6% frente a março, na série com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2022, na série sem ajuste sazonal, houve queda de 2,7%. O acumulado no ano foi de -1,0% e o acumulado em 12 meses, de -0,2%.

Abril 2023/ Março 2023 -0,6%
Abril 2023/ Abril 2022 -2,7%
Acumulado no ano -1,0%
Acumulado em 12 meses -0,2%
Média móvel trimestral 0,1%

Duas das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram recuo na produção. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de produtos alimentícios (-3,2%), máquinas e equipamentos (-9,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,6%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou redução de 7,3%; a segunda eliminando o avanço de 6,7% registrado no mês anterior; e a terceira voltando a recuar após assinalar variação nula nos meses de março e de fevereiro últimos.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,4%), de indústrias extrativas (-1,1%), de bebidas (-3,6%), de produtos de metal (-3,3%), de outros equipamentos de transporte (-5,2%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%).

Já entre as nove atividades com alta na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,6%) exerceu o principal impacto em abril de 2023 e assinalou o terceiro resultado positivo consecutivo, período em que acumulou crescimento de 6,3%.

*Série com ajuste sazonal
Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas – Brasil – Abril de 2023
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Abril 2023 /
Março 2023*
Abril 2023
/ Abril 2022
Acumulado Janeiro-Abril Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital -11,5 -14,2 -8,3 -3,2
Bens Intermediários 0,4 -2,6 -2,0 -1,3
Bens de Consumo 1,1 -0,7 2,8 2,6
  Duráveis -6,9 -3,5 5,8 4,8
  Semiduráveis e não Duráveis 1,1 -0,2 2,3 2,2
Indústria Geral -0,6 -2,7 -1,0 -0,2

Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente ao mês anterior, bens de capital (-11,5%) e bens de consumo duráveis (-6,9%) assinalaram as taxas negativas em abril de 2023, com a primeira interrompendo dois meses seguidos de expansão na produção, período em que avançou 8,9%; e a segunda eliminando o crescimento de 2,2% registrado no mês anterior.

Por outro lado, os setores de bens de consumo semi e não duráveis (1,1%) e de bens intermediários (0,4%) apontaram os avanços em abril de 2023, com a primeira eliminando a perda de 0,6% acumulada no período fevereiro-março de 2023; e a segunda acumulando expansão de 1,8% em três meses consecutivos de crescimento na produção.

Média móvel trimestral varia 0,1% no trimestre encerrado em abril

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria foi de 0,1% no trimestre encerrado em abril de 2023 frente ao nível do mês anterior, após também avançar em março último (0,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na série com ajuste sazonal, bens intermediários (0,6%) teve a maior taxa positiva em abril de 2023 e intensificou o avanço registrado no mês anterior (0,2%). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) também apontou crescimento nesse mês, após recuar 0,2% no mês anterior, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em novembro de 2022.

Já os segmentos de bens de consumo duráveis (-2,2%) e de bens de capital (-1,2%) assinalaram os resultados negativos em abril de 2023, com o primeiro marcando o terceiro mês seguido de queda e acumulando redução de 2,6% no período; e o segundo voltando a recuar após crescer 1,4% no mês anterior, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em maio de 2022.

Frente a abril de 2022, produção industrial diminui 2,7%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial teve redução de 2,7% em abril de 2023, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 57 dos 80 grupos e 58,4% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que abril de 2023 (18 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (19).

As principais influências negativas na indústria vieram de produtos químicos (-12,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-9,7%) e máquinas e equipamentos (-14,3%). Também se destacaram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,7%), metalurgia (-5,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,2%), produtos de metal
(-8,7%), produtos de minerais não metálicos (-9,6%), bebidas (-7,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,9%) e produtos de madeira (-15,9%).

Por outro lado, ainda frente a abril de 2022, entre as sete atividades em alta, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (18,1%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram assinalados por ramos de produtos alimentícios (2,0%), indústrias extrativas (1,4%) e outros equipamentos de transporte (19,2%).

Categoria Bens de capital teve queda de 14,2% contra abril de 2022

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, os bens de capital (-14,2%) assinalaram a redução mais acentuada. O setor produtor de bens de consumo duráveis (-3,5%) também mostrou queda mais elevada do que a média nacional (-2,7%), enquanto os segmentos de bens intermediários (-2,6%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) registraram os demais resultados negativos.

O setor produtor de bens de capital mostrou queda de 14,2% em abril de 2023 frente a igual período do ano anterior, oitava taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde agosto de 2020 (-14,5%).

A produção de bens de consumo duráveis recuou 3,5% em abril de 2023 frente a igual período do ano anterior, interrompendo três meses consecutivos de crescimento nessa comparação.

Ainda frente a abril de 2022, o segmento de bens intermediários mostrou redução de 2,6% em abril de 2023, quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis recuou 0,2% em abril de 2023, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento nessa comparação.

Acumulado no ano tem redução de 1,0%

O índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, foi de -1,0%, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 46 dos 80 grupos e 53,5% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por produtos químicos (-8,1%), produtos de minerais não metálicos (-9,6%), metalurgia (-4,8%) e máquinas e equipamentos (-6,4%).

Vale destacar também as contribuições negativas de produtos de madeira (-17,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,5%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,1%) e de produtos de metal (-4,1%).

Por outro lado, entre as dez atividades em alta, indústrias extrativas (2,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (17,4%) exerceram as maiores influências. Outros impactos positivos importantes foram registrados por outros equipamentos de transporte (15,8%), produtos alimentícios (0,9%) e produtos de borracha e de material plástico (3,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados para os quatro primeiros meses de 2023 mostraram menor dinamismo para bens de capital (-8,3%), pressionados, em grande parte, pelas reduções observadas na fabricação de bens de capital para fins industriais (-10,2%), para energia elétrica (-18,1%) e para equipamentos de transporte (-5,2%). O setor produtor de bens intermediários (-2,0%) também assinalou resultado negativo e com perda mais intensa do que a verificada na média da indústria (-1,0%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (5,8%) apontou o avanço mais acentuado no primeiro quadrimestre de 2023. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (2,3%) também mostrou crescimento no indicador acumulado no ano.

Economia: PIB cresce 1,9% no 1º trimestre de 2023

No primeiro trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 4,0%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB subiu 3,3% ante os quatro trimestres imediatamente anteriores. 

Período de comparação Indicadores
PIB AGROP INDUS SERV FBCF CONS. FAM CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 1,9% 21,6% -0,1% 0,6% -3,4% 0,2% 0,3%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal) 4,0% 18,8% 1,9% 2,9% 0,8% 3,5% 1,2%
Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal) 3,3% 6,0% 2,4% 3,9% 2,7% 4,5% 0,9%
Valores correntes no 1º trimestre (R$) 2,6 trilhões 259,7 bilhões 508,9 bilhões 1,5 trilhão 451,6 bilhões 1,6 trilhão 416,0 bilhões
Taxa de investimento (FBCF/PIB) no 1° trimestre de 2023 = 17,7%
Taxa de Poupança (POUP/FBCF) no 1º trimestre de 2023 = 18,1%

Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2023 totalizou R$ 2,6 trilhões, sendo R$ 2,2 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 317,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. 

No primeiro trimestre de 2023, a taxa de investimento foi de 17,7% do PIB, abaixo da observada no mesmo período de 2022 (18,4%). Já a taxa de poupança foi de 18,1%, acima da taxa registrada no mesmo período de 2022 (17,4%).

PIB avança de 1,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior

O PIB cresceu 1,9% na comparação do primeiro trimestre de 2023 contra o quarto trimestre de 2022, na série com ajuste sazonal. Houve alta na Agropecuária (21,6%) e nos Serviços (0,6%) e estabilidade na Indústria (-0,1%).

Entre as atividades industriais, houve queda em Construção (-0,8%) e Indústrias de Transformação (-0,6%). Já os desempenhos positivos ocorreram em Indústrias Extrativas (2,3%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,7%).

Principais resultados do PIB a preços de mercado do
1º Trimestre de 2022 ao 1º Trimestre de 2023 (%)
Taxas (%) 2022.I 2022.II 2022.III 2022.IV 2023.I
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior 2,4 3,1 3,2 2,9 4,0
Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores 5,2 3,2 3,0 2,9 3,3
Trimestre / mesmo trimestre
do ano anterior
2,4 3,7 3,6 1,9 4,0
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 1,0 1,1 0,5 -0,1 1,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Nos Serviços, houve crescimento em Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Intermediação financeira e seguros (1,2%) e Administração, saúde e educação pública (0,5%), além de variações positivas no Comércio (0,3%) e Atividades imobiliárias (0,3%). Por outro lado, houve quedas em Informação e comunicação (-1,4%) e em Outros serviços (-0,5%).

Pela ótica da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias (0,2%) e a Despesa de Consumo do Governo (0,3%) mostraram variações positivas, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (-3,4%) recuou.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram variação negativa de 0,4% ao passo que as Importações de Bens e Serviços caíram 7,1% ante o quarto trimestre de 2022.

PIB cresce 4,0% frente ao 1º trimestre de 2022

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB cresceu 4,0% no primeiro trimestre de 2023. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou elevação de 4,1% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram em 3,0%.

A Agropecuária cresceu 18,8% em relação a igual período do ano anterior. Este resultado pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre e pela produtividade. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), a soja, principal cultivo, apresentou ganho de produtividade e crescimento expressivo na produção anual, estimada em 24,7%. Com exceção do arroz (-7,5%), outras culturas com safra relevante nesse trimestre também apontaram crescimento na produção anual e ganho de produtividade, como milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%).

A Indústria subiu 1,9%. As Indústrias Extrativas (7,7%) registraram o melhor resultado, sendo afetadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,4%) com a melhoria das condições hídricas. A Construção (1,5%), por sua vez, teve sua décima alta consecutiva, porém em desaceleração, já que a massa salarial real do setor cresceu, mas os insumos típicos da construção estão em queda em relação ao ano anterior.

A Indústria de Transformação (-0,9%) foi a única com resultado negativo, sendo seu resultado influenciado, principalmente, pela queda na fabricação de produtos químicos; metalurgia; fabricação de produtos de madeira; fabricação de produtos de minerais não metálicos e de máquinas e equipamentos.

O valor adicionado dos Serviços cresceu 2,9% ante o mesmo período do ano anterior. Todas as suas atividades apresentaram alta: Informação e comunicação (6,8%), Transporte, armazenagem e correio (5,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,6%), Outras atividades de serviços (4,3%), Atividades Imobiliárias (2,8%), Comércio (1,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%).

No primeiro trimestre de 2023, a Despesa de Consumo das Famílias registrou alta de 3,5%. Esse resultado foi influenciado pelo aumento na massa salarial real, no aumento do crédito e a inflação em patamares menores. A Despesa de Consumo do Governo também apresentou elevação (1,2%). Além disso, a variação de estoques cresceu 24% em termos nominais, nesse primeiro trimestre contra o mesmo período do ano anterior, também contribuindo positivamente para o crescimento.

A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 0,8% no primeiro trimestre de 2023. O crescimento das importações de bens de capital e o desempenho positivo da construção suplantaram a queda na produção interna de bens de capital.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de 7,0%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 2,2% no primeiro trimestre de 2023. Dentre as exportações de bens, aqueles setores que com maior contribuição positiva foram: extração de petróleo e gás; produtos alimentícios; extração de minerais; derivados do petróleo e serviços. Na pauta de importações de bens, a alta se deu principalmente por: derivados do petróleo; extração de minerais não metálicos; indústria automotiva e serviços.

PIB cresce 3,3% no acumulado em quatro trimestres

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2023 apresentou crescimento de 3,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou do avanço de 3,4% do Valor Adicionado a preços básicos e de 2,7% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (6,0%), Indústria (2,4%) e Serviços (3,9%).

Todas as atividades industriais apresentaram crescimento: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (9,4%), Construção (5,3%), Indústria da Transformação (0,6%) e Indústrias Extrativas (0,5%).

Nos Serviços, houve resultados positivos em todas as atividades: Outras atividades de serviços (9,1%), Transporte, armazenagem e correio (7,5%), Informação e comunicação (5,7%), Atividades imobiliárias (2,8%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,8%), Comércio (1,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,7%).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias, a Despesa de Consumo do Governo e a Formação Bruta de Capital Fixo cresceram 4,5%, 0,9% e 2,7%, respectivamente. Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,2%, enquanto as Importações de Bens e Serviços apresentaram elevação de 4,2%.

Taxa de Investimento foi de 17,7% no 1º trimestre

A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2023 foi 17,7% do PIB, permanecendo abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (18,4%). Já a taxa de poupança ficou em 18,1% no trimestre (ante 17,4% no mesmo período de 2022).

A Necessidade de Financiamento alcançou, no primeiro trimestre de 2023, R$ 48,3 bilhões contra R$ 69,8 bilhões no mesmo período do ano anterior. A redução da Necessidade de Financiamento é explicada, principalmente, pelo aumento de R$ 27,1 bilhões do resultado positivo do Saldo Externo de Bens e Serviços e pelo aumento de R$ 3,5 bilhões do envio líquido de Rendas de Propriedade.

Fonte: IBGE

Desemprego fica em 8,5% e taxa de subutilização é de 18,4% no trimestre encerrado em abril

taxa de desocupação (8,5%) do trimestre de fevereiro a abril de 2023 ficou estável frente ao trimestre de novembro de 2022 a janeiro de 2023 (8,4%) e recuou 2,0 p.p. ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior (10,5%).

Indicador/Período Fev-Mar-Abr 2023 Nov-Dez-Jan 2023 Fev-Mar-Abr 2022
Taxa de desocupação 8,5% 8,4% 10,5%
Taxa de subutilização  18,4% 18,7% 22,5%
Rendimento real habitual R$ 2.891 R$ 2.894 R$ 2.691
Variação do rendimento habitual em relação a: (estável) 7,5%

população desocupada (9,1 milhões de pessoas) também mostrou estabilidade, frente ao trimestre anterior (9,0 milhões) e recuou 19,9% (menos 2,3 milhões de pessoas) no ano.

contingente de pessoas ocupadas (98,0 milhão) recuou 0,6% (menos 605 mil pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 1,6% (mais 1,5 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2022. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 56,2%, caiu 0,5 p.p. frente ao trimestre anterior (56,7%) e subiu 0,4% p.p. ante igual trimestre de 2022 (55,8%).

A taxa composta de subutilização (18,4%) caiu em ambas as comparações: -0,3 p.p. frente ao trimestre de novembro de 2022 a janeiro de 2023 (18,7%) e -4,1 p.p. ante o trimestre encerrado em abril de 2022 (22,5%). A população subutilizada (21,0 milhões de pessoas) caiu 2,5% (533 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e recuou 19,6% (5,1 milhões) no ano.

população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,1 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 23,0% no ano.

população fora da força de trabalho (67,2 milhões de pessoas) cresceu 1,3% ante o trimestre anterior (mais 885 mil) e subiu 3,5% (mais 2,3 milhões) no ano.

população desalentada (3,8 milhões de pessoas) caiu 4,8% (menos 192 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 15,3% (menos 682 mil pessoas) na comparação anual.

percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,4%) teve variação de -0,2 p.p. frente ao trimestre anterior e caiu 0,6 p.p. no ano.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,8 milhões, ficando estável frente ao trimestre anterior e crescendo 4,4% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,7 milhões) recuou 2,9% (menos 383 mil pessoas) no trimestre e ficou estável na comparação anual.

O número de trabalhadores por conta própria (25,2 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações.

O número de trabalhadores domésticos (5,7 milhões de pessoas) caiu 3,2% no trimestre e ficou estável ante o trimestre encerrado em abril de 2022.

O número de empregados no setor público (12,0 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 4,1% (mais 473 mil) na comparação anual.

taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 38,0 milhões de trabalhadores informais) contra 39% no trimestre anterior e 40,1% no mesmo trimestre do ano anterior.

rendimento real habitual (R$ 2.891) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 7,5% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 278,8 bilhões) também ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 9,6% na comparação anual.

Nível da ocupação – Brasil – 2012/2023
No trimestre móvel de fevereiro a abril de 2023, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 107,1 milhões, caindo em ambas as comparações: -0,5% (menos 504 mil pessoas) frente ao trimestre de novembro de 2022 a janeiro de 2023 e – 0,7% (menos 734 mil) no ano.

Frente ao trimestre móvel anterior, não houve aumento no contingente de ocupados de nenhum dos grupamentos de atividades investigados pela pesquisa. Houve redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,4%, ou menos 204 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,4%, ou menos 265 mil pessoas) e Serviços domésticos (3,3%, ou menos 196 mil pessoas).

Ante o trimestre de fevereiro a abril de 2022 houve alta em: Transporte, armazenagem e correio (7,8%, ou mais 395 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,0%, ou mais 461 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,6%, ou mais 760 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,2%, ou menos 455 mil pessoas).

Taxa composta de subutilização – Trimestres de fevereiro a abril – Brasil – 2012 a 2023 (%)
Quanto ao rendimento médio real habitual (R$2.891), frente ao trimestre móvel anterior, houve estabilidade em todos os grupamentos de atividade.

Frente ao mesmo trimestre de 2022, houve aumento em nove dos dez grupamentos de atividade investigados: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,0%, ou mais R$ 104), Indústria (5,1%, ou mais R$ 134), Construção (6,4%, ou mais R$ 138), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (6,6%, ou mais R$ 146), Alojamento e alimentação (11,6%, ou mais R$ 202), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,8%, ou mais R$ 227), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,8%, ou mais R$ 259), Outros serviços (8,3%, ou mais R$ 171) e Serviços domésticos (6,1%, ou mais R$ 64). A única categoria que ficou estável foi Transporte, Armazenagem e Correio.

Todas as posições na ocupação mostraram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o mesmo período de 2022, houve aumento em todas as posições: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,4%, ou mais R$ 90), Empregado sem carteira de trabalho assinada (8,9%, ou mais R$ 160), Trabalhador doméstico (6,1%, ou mais R$ 64), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (6,1%, ou mais R$ 251), Empregador (13,6%, ou mais R$ 852) e Conta-própria (9,0%, ou mais R$ 191).

Fonte: IBGE

IBGE lança 82º Anuário Estatístico do Brasil e anuncia versão digital para 2024

Aproveitando o Dia do Geógrafo e, como parte das comemorações dos 87 anos de fundação, o IBGE lança nesta segunda-feira (29), mais uma edição do Anuário Estatístico do Brasil (AEB), com indicadores demográficos e sociais coletados pelo próprio Instituto ao longo de 2022, bem como estatísticas econômicas e macroeconômicas de fontes externas.

O professor  do departamento de Geografia da UFMA, Eduardo NevesLuiz, lembra que os dados do AEB estão dentro do arcabouço coletado para o Censo realizado ano passado e só finalizado este ano. “Esses dados foram bastante difíceis de se coletar porque o governo Bolsonaro não priorizou”. afirma o professor.

Além disso, Neves observa duas grandes dificuldades: pouca divulgação publicitária; e dificuldades orçamentárias, o que fez com que o trabalho atrasasse e não fosse mais abrangente.

Mudança de formato

Esta tradicional publicação do setor, está na sua 82ª edição e será o último fascículo impresso do AEB. A partir de 2024, a publicação virá em versão digital, interativa, e não somente em formato PDF.

“Com a transição para o digital, buscamos aumentar a visibilidade do AEB e ampliar ainda mais seu público de usuários”, explica a coordenadora executiva da publicação, Isabela Torres, e acrescenta que já está em andamento a transição para um hot site, ampliando, as possibilidades de alcance.

A publicação é dividida em sete seções: caracterização do território; características demográficas e socioeconômicas da população; aspectos das atividades agropecuária e extração vegetal; aspectos da atividade indústria; aspectos da atividade serviços; índices, preços, custos e salários; e agregados macroeconômicos.

Entre os destaques das pesquisas, percebe-se o aumento, em 2022, do número de pedidos de patentes depositadas (27.139) em comparação a 2021 (26.921), informado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o crescimento do efetivo de bovinos em 2021, levantado pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2011-2021).

Uma das tabelas ilustrativas da publicação demonstra o comportamento do tráfego aéreo no Brasil durante os anos de 2021 e 2022, com foco nas horas voadas tanto no tráfego doméstico quanto no internacional. Ali se nota um aumento significativo no número de horas voadas de um ano para o outro, refletindo a retomada das atividades após o período de pandemia de Covid-19. O tráfego doméstico apresentou aumento de 32,3% no número de horas voadas, passando de 982.958 horas em 2021 para 1.300.372 horas em 2022. Já o tráfego internacional apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 140,8%, passando de 62.529 horas voadas em 2021 para 150.615 horas em 2022.

Cada um dos sete temas abarcados pela publicação inclui um glossário com os conceitos investigados nos estudos e pesquisas subjacentes, bem como referências padronizadas das fontes consultadas. Arquivos complementares também estão acessíveis no canal da Biblioteca, disponível no portal do IBGE na internet, enriquecendo ainda mais o conteúdo divulgado.

“Estamos fazendo um contínuo esforço de pesquisa e benchmarking com outras instituições e anuários de outros países, bem como trocando ideias com nossos informantes, colaboradores e usuários, no intuito de aprimorar sempre nosso produto”, finaliza Isabela.

 

Com informações do IBGE

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