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Notícias, anaálises e opiniões sobre política, cultura e outros temas

Presidente da Câmara de Vereadores de SL muda de partido e leva muitos com ele

As mudanças partidárias, os êxitos dos apoios, as declarações estratégicas; esse movimento de maré da política é como o vento para os veleiros, a chuva pra lavoura e a habilidade para o mágico. É o combustível que mantém o fogo aceso. Mas tem mais, para ter incêndio é indispensável o oxigênio. Aí já não fica assim tão óbvio.

Nas palhadas de Balsas (que já se sobrepõem à floresta) tá no perigo frente à secura dos tempos, basta uma faísca… Em outros casos é necessária uma conjunção de forças, uma arrumação, um aceiro, uma brigada de plantão e, por fim, uma chama.

Essa é a construção, nestes tempos de antecipações frenéticas, das eleições municipais. A exemplo de outros tempos, não falta candidato a candidato. Até, Seu Baldo, um velho amigo de Maracaçumé, já aposentado e vivendo no Rio dos Cachorros, aventa uma candidatura a prefeito.

“Mas o senhor tá em que partido, seu baldo?”, pergunto. “Nenhum; na hora eu arranjo”, responde o octogenário na sua paciência amazônida. E assim seguem os barcos… Alguns à deriva.

Nomes

Os virtuais ou desejosos candidatos a prefeito de São Luís são os mesmo do último pleito. Por enquanto, com apenas uma novidade: o presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Paulo Victor (sem partido). Nome que circula na crônica e nos meios políticos nos últimos anos.

O vereador vem trabalhando duro pra mostrar que tem potencial. Coragem e dedicação para ser, já mostrou que tem. Faltam os reflexos. No meio do desejo e da construção, aparece um dos primeiros degraus: a mudança partidária. E foi feita.

Primeiro com a desfiliação do partido a que pertencia, o PC do B (evento onde apareceu sorridente junto com o presidente da sigla, deputado Márcio Jerry – parece que foi a mais amigável das separações, no estilo “tá tranquilo, tá favorável”). Não demorou e o destino de Paulo Victor já era desenhado, articulado e providenciado: o vereador iria para o PSDB

Mas a saída do Presidente da Câmara de seu partido vem provocando uma avalanche. Segundo se comenta, mais de um terço dos vereadores da capital estão fazendo as malas e acompanhando o presidente rumo ao partido tucano.

Fiz um “uni duni tê, salameminguê” e perguntei a alguns dos nomes se a informação procedia. O vereador Umbelino Jr confirmou. O vereador Marcial Lima não respondeu. Mas segundo observações do James Webb local, os vereadores rumo ao PSDB, além de Paulo Victor, seriam: Otávio Soeiro (Podemos); Marcial Lima (Podemos); Álvaro Pires (PMN); Silvana Noely (Mais Brasil); Umbelino Júnior (sem partido), Marcelo Poeta (PC do B), Antonio Garcez (AGIR) e Ribeiro Neto (Mais Brasil); Marlon Botão (PSB), Andrey Monteiro (republicanos) e Karla Sarney (PSD).

A hora da verdade

Ao estilo Paulo Victor, uma grande solenidade de filiação está marcada para o dia 04 de agosto, próxima sexta-feira, no espaço Batuque Brasil, no bairro da Cohama. Estão anunciadas as presenças do presidente nacional do PSDB, ex-senador Tasso Jereissati; do presidenciável governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e do grande cacique do partido no Maranhão, o Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Sebastião Madeira.

Taxa de desemprego cai para 8,0%, no trimestre encerrado em junho

A taxa de desocupação (8,0%) do trimestre de abril a junho de 2023 recuou 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre encerrado em março de 2023 (8,8%) e caiu 1,3 p.p. ante o mesmo período do ano anterior (9,3%). Foi a menor taxa para um trimestre móvel encerrado em junho desde 2014.

Indicador/Período Abr-Mai-Jun 2023 Jan-Fev-Mar 2023 Abr-Mai-Jun 2022
Taxa de desocupação 8,0% 8,8% 9,3%
Taxa de subutilização 17,8% 18,9% 21,2%
Rendimento real habitual R$ 2.921 R$ 2.923 R$ 2.750
Variação do rendimento habitual em relação a: Estável 6,2%

população desocupada (8,6 milhões) caiu nas duas comparações: -8,3% (menos 785 mil) frente ao trimestre anterior e -14,2% (menos 1,4 milhão) no ano.

população ocupada (98,9 milhões) cresceu 1,1% (mais 1,1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e aumentou 0,7% (mais 641 mil) frente ao mesmo trimestre de 2022.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 56,6%, com alta de 0,5 p.p. no trimestre e estabilidade no ano.

taxa composta de subutilização (17,8%) recuou 1,0 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2023 e caiu 3,4 p.p. no ano. A população subutilizada (20,4 milhões) caiu 5,7% no trimestre anterior e recuou 17,7% no ano.

população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,1 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu em relação ao mesmo trimestre de 2022.

população fora da força de trabalho (67,1 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 3,6% (mais 2,3 milhões) ante o mesmo trimestre de 2022.

população desalentada (3,7 milhões) caiu 5,1% ante o trimestre anterior (menos 199 mil) e reduziu 13,9% na comparação anual. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,3%) caiu 0,2 p.p. no trimestre e diminuiu 0,5 p.p. no ano.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,8 milhões, ficando estável frente ao trimestre anterior e crescendo 2,8% (mais 991 mil) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,1 milhões) cresceu 2,4% em relação ao trimestre anterior (mais 303 mil). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade.

O número de trabalhadores por conta própria (25,2 milhões) ficou estável na comparação com o trimestre anterior e teve redução de 491 mil pessoas no ano.

O número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) aumentou 2,6% na comparação com o trimestre anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O número de empregados no setor público (12,2 milhões) cresceu 3,8% frente ao trimestre anterior e 3,1% na comparação anual.

taxa de informalidade para o trimestre móvel encerrado em junho de 2023 foi de 39,2%, ante uma taxa de 39,0% no trimestre encerrado em março de 2023, e de 40,0% no trimestre encerrado em junho de 2022.

rendimento real habitual (R$ 2.921,00) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 6,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 284,1 bilhões) também ficou estável no trimestre anterior, mas aumentou 7,2% na comparação anual.

Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2023

No trimestre móvel de abril a junho de 2023, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 107,6 milhões de pessoas, permanecendo estável frente ao trimestre de janeiro a março de 2023 e tendo redução de 793 mil pessoas ante o mesmo trimestre de 2022.

Na comparação com o trimestre móvel anterior, de acordo com os grupamentos de atividades investigados, houve aumento no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,2%, ou mais 716 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Em relação ao trimestre de abril a junho de 2022, houve aumento em: Transporte, armazenagem e correio (4,3%, ou mais 221 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,9%, ou mais 344 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,6%, ou mais 793 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,0%, ou menos 440 mil pessoas) e Construção (4,6%, ou menos 345 mil pessoas).

Taxa composta de subutilização – Trimestres de março a maio – Brasil – 2012 a 2023 (%)

rendimento médio real habitual (R$ 2.921) de todos os grupamentos ficou estável frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumentos em: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,1%, ou mais R$ 124), Indústria (4,3%, ou mais R$ 115), Construção (7,8%, ou mais R$ 169), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,1%, ou mais R$ 161), Alojamento e alimentação (8,2%, ou mais R$ 146), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,0%, ou mais R$ 193) e Serviços domésticos (6,5%, ou mais R$ 70). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Entre as posições na ocupação, frente ao trimestre anterior, houve estabilidade em todas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, ocorreu aumento nas seguintes categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,3%, ou mais R$ 87), Trabalhador doméstico (6,5%, ou mais R$ 70), Empregado no setor público, inclusive servidor estatutário e militar, (4,1%, ou mais R$ 171), Empregador (17,4%, ou mais R$ 1.108) e Conta-própria (7,8%, ou mais R$ 169).

 

Fonte: IBGE

Censo 2022: Projeto de Lei muda número de deputados por estado; veja como fica o Maranhão

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 149/23 ajusta o número de integrantes das bancadas estaduais e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados para a legislatura que será iniciada em 2027, observado o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O texto em análise também determina que o tamanho da representação de cada estado e do Distrito Federal deverá ser anunciado no ano anterior às eleições para a Câmara, a partir de atualização demográfica a ser fornecida pelo IBGE.

“Como se sabe, a Constituição prevê que o número de parlamentares eleitos nos estados e no Distrito Federal varie entre 8 e 70, com ajustes periódicos conforme dados do IBGE”, disse o autor da proposta, deputado Pezenti (MDB-SC). “Não obstante, tais números não são atualizados desde 1993”, ressaltou o parlamentar.

Ao elaborar a proposta, Pezenti aplicou metodologia que considera o quociente populacional, promovendo cálculos a fim de chegar ao total de 513 deputados federais. Em relação às atuais bancadas, 12 estados e o Distrito Federal, nos termos do PLP 149/23, permaneceriam com o mesmo número de integrantes.

O Maranhão possui uma bancada de dezoito componentes e pelo projeto de lei é um dos doze estados onde o número de deputados não será alterado, continuando os mesmos dezoito parlamentares, composto atualmente por:

Detinha (PL);
Pedro Lucas Fernandes (União Brasil);
Josimar de Maranhãozinho (PL);
Juscelino Filho (União Brasil);
André Fufuca (PP);
Aluísio Mendes (PSC);
Marreca Filho (Patriota);
Duarte Júnior (PSB);
Amanda Gentil (PP);
Márcio Jerry (PCdoB);
Roseana Sarney (MDB);
Fábio Macedo (Podemos);
Júnior Lourenço (PL);
Rubens Júnior (PT);
Josivaldo JP (PSD);
Cléber Verde (Republicanos);
Pastor Gil (PL);
Márcio Honaiser (PDT);

Pela proposta, o Rio de Janeiro perderia 4 vagas. Depois viriam Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul, com 2 cada; e Alagoas e Pernambuco, com 1 cada. De outro lado, Pará e Santa Catarina teriam 4 vagas a mais. Em seguida viriam Amazonas, com 2, e Ceará, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, com 1 cada.

Tramitação
O projeto ainda será despachado para análise das comissões permanentes da Câmara. Depois seguirá para o Plenário.

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Novos recortes institucionais ajudam na produção, divulgação e análise das estatísticas oficiais no novo Censo

Está disponível a partir de hoje (19) a atualização 2022 do Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas, que reúne fichas técnicas e mapas temáticos de recortes territoriais legais e institucionais do Brasil. O Quadro está disponível na Plataforma Geográfica Interativa (PGI), com informações sobre os recortes e seus mapas interativos.

“O Quadro Geográfico é uma das boas práticas internacionais de integração da informação geoespacial e estatística. Estamos atualizando os recortes geográficos com a malha municipal de 2022, de modo que eles possam refletir as alterações que foram feitas em limites e nomes de municípios. O objetivo é permitir que o usuário tenha a melhor informação possível, viabilizando o cruzamento de dados do Censo 2022 com territórios estruturados na mesma data de referência”, explica o coordenador de Geografia do IBGE, Cayo Franco.

Para cada recorte geográfico do Quadro, são apresentadas informações como o ciclo de atualização e a última atualização da legislação/definição, o quantitativo de unidades e dos municípios relacionados, a publicação/legislação de referência e a data da próxima divulgação. O Quadro Geográfico também permite recuperar versões anteriores de alguns recortes, o que ajuda a compreender o processo de alteração deles.

As principais novidades estão relacionadas aos recortes territoriais legais. Em 2022, tiveram modificações nas suas composições municipais as Regiões Metropolitanas (RMs), o Semiárido e os Municípios da Faixa de Fronteira e Cidades Gêmeas.

“Houve a incorporação de municípios da Área de Atuação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e a atualização do Semiárido. Na parte da Faixa de Fronteira, estamos apresentando pela primeira vez as Cidades Gêmeas, além de atualizações rotineiras em relação às Regiões Metropolitanas e Aglomerações Urbanas”, destaca Cayo.

Quadro Geográfico mostra nova região metropolitana no Piauí, inclusão de 215 municípios no Semiárido e 33 cidades gêmeas

Nos Recortes Metropolitanos, foi criada a Região metropolitana do PI – Região Metropolitana de Parnaíba. Houve, também, adequação das Regiões Metropolitanas em Alagoas.

O Semiárido brasileiro passou a ser composto por 1.477 municípios, pertencentes aos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Deste total, 1.212 municípios já integravam a delimitação anterior e foram confirmados. Outros 215 municípios se habilitaram, conforme os novos critérios adotados. Cabe mencionar que 50 municípios que compunham a delimitação anterior não mais integrariam o Semiárido, pois não atingiram nenhum dos critérios técnicos estabelecidos. Contudo, a esses 50 municípios ainda foi facultado o direito de contestação de suas exclusões do Semiárido até abril de 2023. Em virtude de a divulgação atual corresponder à situação do recorte territorial até 31 de dezembro de 2022, o IBGE decidiu manter não apenas os municípios que fazem parte do Semiárido de acordo com as mudanças promovidas, mas também os que podem ser excluídos, conforme explicitado nas resoluções nº 155, de 29 de abril de 2022, e nº 163, de 15 de dezembro de 2022, do Conselho Deliberativo da SUDENE.

Em relação aos 588 municípios da Faixa de Fronteira, distribuídos em 11 estados, 33 Cidades Gêmeas foram incorporadas, como por exemplo Pacaraima (RR), Ponta Porã (MS) e Foz do Iguaçu (PR). A Faixa de Fronteira brasileira com os países da América do Sul tem 150 km de largura e apresenta uma área total de 1.421.344,688 Km2, correspondendo a cerca de 16,7% do território brasileiro. As Cidades Gêmeas podem ser definidas como aquelas que ficam uma ao lado da outra, mas localizadas em países diferentes.

“A correlação das atualizações dos recortes geográficos com os dados do Censo 2022 é de extrema importância, pois permite que a sociedade e diversas instituições possam analisar questões específicas em todo o país. Isso dá um poder de avaliação muito grande para auxiliar decisões envolvendo questões de políticas públicas e interesses privados”, afirma Roberto Tavares, coordenador de Estruturas Territoriais do IBGE. Ele enfatiza a relevância das novas informações disponibilizadas sobre a Faixa de Fronteira e Cidades Gêmeas: “São atualizações importantes sob todos os aspectos: sociais, econômicos, culturais e de segurança pública. Essas regiões demandam um olhar diferenciado do governo federal, tendo em vista a extensão de 16,9 km de fronteiras.”

O Quadro Geográfico é integrado por dois grandes grupos. Nos recortes territoriais legais publicados pelo IBGE, estão incluídas: a divisão político-administrativa (Grande Região, Estado, Distrito Federal, Município, Distrito, Subdistrito e Bairro), a divisão regional (Recorte Metropolitano, Categoria Metropolitana, Subcategoria Metropolitana, Aglomeração Urbana, Amazônia Legal, Área de Atuação da SUDENE, Municípios da Área de Atuação da SUFRAMA, Semiárido, MATOPIBA, Municípios Costeiros, Municípios Defrontantes com o Mar e Municípios da Faixa de Fronteira e Cidades Gêmeas) e as tipologias geográficas (Área Urbana, Área Rural e Terra Indígena).

Já os recortes territoriais institucionais do IBGE são divididos em: unidades de coleta e divulgação de pesquisa (Setor Censitário, Área de Ponderação, Área de Divulgação da Amostra para Aglomerado Subnormal, Grades de Referência Estatística, Face e Endereço), tipologias geográficas (Área Urbana de Alta Densidade de Edificações, Área Urbana de Baixa Densidade de Edificações, Área Rural (exclusive Aglomerados), Núcleo Urbano, Aglomerado Subnormal, Aglomerado Rural, Aldeia Indígena, Agrovila do Projeto de Assentamento, Demais Tipo de Setores Censitários, Arranjo Populacional, Concentração Urbana e Hierarquia Urbana), divisão regional (Região Geográfica, Mesorregião e Microrregião Geográficas, Divisão Urbano-Regional e Região Rural) e recorte específico (Bioma).

O IBGE e os recortes territoriais legais e oficiais

A atualização dos recortes territoriais legais ou oficiais do Brasil vai ao encontro dos compromissos assumidos pelo IBGE com a sociedade brasileira. Anualmente, o Instituto realiza a publicação dos recortes territoriais mais relevantes para a produção de pesquisas e estatísticas que permitam a geração de conhecimento sobre o país, cumprindo, assim, a sua missão institucional de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania. Mesmo não sendo o órgão responsável pela criação ou atualização de muitos desses recortes, eles estão presentes, diariamente, na vida de milhões de brasileiros. Por essa razão, são relevantes para a produção de informações capazes de modificar para melhor o país.

 

Fonte: IBGE

IBGE lança manual e contribui para a padronização dos nomes geográficos

O IBGE lançou nesta segunda-feira (17) o Manual de Coleta de Nomes Geográficos, que detalha a metodologia desenvolvida e utilizada pelo órgão no processo de coleta dos nomes de lugares. O Manual, desenvolvido a partir da experiência dos técnicos do IBGE em campanhas de mapeamentos ocorridas em diferentes épocas e locais do território brasileiro, tem como objetivo fornecer uma metodologia consolidada e aprovada para os produtores de mapeamento, escolas, instituições públicas e privadas e para qualquer pesquisador que deseje desenvolver projetos em Toponímia.

Nomes geográficos são nomes próprios utilizados para se referir a um lugar, uma feição ou áreas específicas. Alguns exemplos são nomes de estados, municípios, vilas, bairros, montanhas, cursos d’água, hospitais e lugares sagrados.

“O uso primordial dos nomes geográficos é de referência e identidade. É como as pessoas organizam e comunicam a organização do espaço. É onde você mora, onde você pega o ônibus, para onde você viajou semana passada, todas essas questões são respondidas com nomes geográficos. Se fossem respondidas com coordenadas geográficas, a dúvida permaneceria. O nome geográfico é uma referência sólida e de conhecimento geral, por isso, permite fácil referência e comunicação. Um bom exemplo é o Pico Dedo de Deus, que fica na Serra dos Órgãos. O pico é uma feição que se diferencia da serra por ter um nome. Caso não tivesse, não seria percebido como um elemento diferenciado dela e não nos referenciaríamos a ele de forma particularizada. Essa percepção do pico como feição diferenciada é comunicada pelo nome geográfico”, explica a pesquisadora da Coordenação de Cartografia do IBGE, Ana Cristina Resende.

A pesquisadora alertou que “para que se possa usufruir de todo o potencial inerente aos nomes geográficos, no entanto, é preciso minimizar os equívocos na identificação das feições e na recuperação das informações neles contidas, produzindo uma economia de tempo e dinheiro ao aumentar a eficiência operacional em todos os níveis do governo, indústria, comércio e educação”.

Ana Cristina acrescenta que são numerosas as áreas de atividade cujo funcionamento eficiente depende da consistência na nomeação de lugares, como fabricantes e usuários de sistemas de navegação de superfície, aéreos e marítimos. Isso porque os nomes geográficos são a principal ferramenta usada para busca de informações sobre lugares na web e nas Infraestruturas de Dados Espaciais (IDEs) dos países e sistemas de informação geoespacial em geral. Também são beneficiadas as agências estatísticas que baseiam seus censos populacionais e pesquisas sociais sobre lugares povoados nominados.

“Recentemente, os índices de nomes geográficos foram usados para subsidiar a delimitação dos setores censitários para o Censo 2022. Os nomes geográficos não são menos importantes para autoridades da lei e da ordem, tais como a polícia, as forças armadas e serviços de emergência, como os bombeiros e redes de ambulâncias, equipes de resgate aéreo e marítimo e agências de ajuda humanitária, que precisam responder rapidamente aos acontecimentos em algum local. Também no controle de desastres naturais os nomes geográficos têm um papel de destaque. O mundo corporativo se beneficia de nomes geográficos precisos, para o desenvolvimento de marcas, em especial as Indicações Geográficas”, completa.

Internacionalmente, o Manual será utilizado por diversos países lusófonos, contribuindo com o trabalho realizado no âmbito da Divisão dos Países de Língua Portuguesa, do Grupo das Nações Unidas de Especialistas em Nomes Geográficos (UNGEGN), vice-presidido, no momento, pelo Brasil, representado pelo IBGE.

Atividade de campo é essencial para a coleta de nomes geográficos, reduzindo a ocorrência de imprecisões – Acervo IBGE

Com um guia detalhado das etapas da coleta de nomes geográficos, partindo da fase de preparação, passando pela atividade de campo até a consolidação do trabalho, o Manual apresenta com clareza a importância de cada etapa de acordo com as recomendações do UNGEGN, que define que o nome oficial deve ser aquele de uso local e atual. Amostras de documentos provenientes de coletas executadas por equipes de campo do IBGE ilustram a publicação, o que facilita a compreensão das diretrizes e possibilita a melhor visualização dos resultados esperados.

“A melhor fonte para se conhecer o uso local e atual é, naturalmente, o próprio local. Existem nomes que podem ser coletados em gabinete, mas, locais menores, feições menos expressivas, a fonte é o campo, pois o nome geográfico é dinâmico, ele pode ser modificado. Além disso, o nome precisa ser padronizado, inclusive na questão da grafia. Uma forma de alcançar essa padronização é buscar a motivação do nome. Um exemplo é o Rio Água Suja, que faz referência à água imprópria, mas que se fosse grafado água-suja, com hífen, seria uma referência a confusão, desentendimento. Essas histórias são encontradas em campo”, analisa a pesquisadora.

Algumas feições são reconhecidas por mais de um nome geográfico, como, por exemplo, a Serra do Rio Grande ou Serra dos Cristais, no Município de Diamantina (Minas Gerais). Nesses casos, os dois nomes são adotados para designar a feição, sem juízo de valor sobre eles. Quando se trata de feições criadas por lei, ainda que o nome geográfico que consta na lei de criação ou no descritivo de limites não seja mais encontrado em levantamentos de campo, ele deve ser mantido como o principal.

“Em casos de nomes variantes, o nome da lei de criação vem primeiro, seguido pela conjunção ‘ou’ e o nome que ele é conhecido extraoficialmente. Isso é sempre seguido na cartografia quando tratamos de feições citadas em descritivos de limites entre unidades administrativas. Por exemplo, o nome de um rio, que pode constar um nome na lei, mas que pode ser conhecido localmente de outra maneira. É importante a indicação dos dois nomes, para que não seja perdida a intenção do legislador ao citar o nome para a definição do limite, nem causar confusão na população local que pode conhecer a área de outra maneira”, aponta Ana Cristina.

Nome variante ocorrido em curso d’água no estado de São Paulo, visto na Base Cartográfica Contínua 1:250.000 – Reprodução

As diretrizes propostas no Manual podem ser aplicadas em qualquer tipo de projeto, nas mais diversas organizações e áreas do conhecimento, e independem de recursos digitais.

Colônia de férias “Cazumbinha” é opção para a criançada se divertir e conhecer a cultura maranhense

A OCA Maranhão – Oficina de Comunicação e Arte, promove entre os dias 17 e 21 de julho a Colônia de Férias Cazumbinha, destinada a crianças entre sete e doze anos de idade. A oficina terá como palco a sede da OCA, no Centro Histórico, Rua de Santo Antônio, 97, Centro (ao lado do Colégio Santa Teresa).

É a magia do São João como tema da oficina e que continua presente neste mês de julho. Olhos de papel de seda, uma estrela na testa, canutilhos, miçangas e papel artesanal. Tudo isso e o que mais sua imaginação permitir caberá nos personagens das vivências de artesanato, escrita, música e outras linguagens artísticas. O evento terá a participação de diversos artistas maranhenses.

Durante uma semana a meninada terá a oportunidade de vivenciar uma experiência única de confeccionar seus próprios instrumentos musicais com material reciclado e a expressar sua criatividade através de diferentes técnicas de produção artística, como colagem, encadernação, pintura, bordado e outros, com a temática do rico universo da cultura popular do Maranhão.

A Colônia começa na segunda-feira (17), com a Oficina de Encadernação e Escrivinhação da OCA Maranhão, onde as crianças aprendem a fazer o seu próprios diários para registrar suas impressões artísticas após cada oficina e segue com oficinas de Arte Gráfica, com Walter de Sá (terça, 18), de Bordado com Marianna Mendes, (quarta, 19) da comunidade do Boi da Liberdade e de Confecção de Instrumentos musicais com Oswaldo Abreu, (quinta, 20) do Ateliê do Sonho. Termina na sexta, 21, com uma oficina de Construção de Máscaras e uma grande batucada com a participação do Cazumbinha, personagem do artista Hugo Cazumba.

Sobre a OCA Maranhão

A OCA Maranhão é um laboratório de marketing social que utiliza ferramentas de comunicação, arte e produção artesanal para ajudar a promover a sustentabilidade, tendo como grande fonte de inspiração o rico patrimônio biocultural do Estado.

PIX para pagamento: CPF 003.860.521.07.

Valor de troca: R$300/semana ou R$80/oficina.

Informações: (98) 99162-4242

Vendas no varejo caem 1,0% em maio

Em maio de 2023, o volume de vendas do comércio varejista recuou 1,0%, frente a abril, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de -0,1%.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista também caiu 1,0% frente a maio de 2022, com a primeira taxa negativa após nove meses de altas. O acumulado no ano chegou a 1,3% enquanto o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 0,8%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas caiu 1,1% na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de 0,1%. Na série sem ajuste sazonal, o varejo ampliado cresceu 3,0% frente a maio de 2022, quinto mês consecutivo de variações positivas.

No acumulando no ano, alta de 3,1% ante o mesmo período de 2022 enquanto no acumulado em 12 meses, a variação é de 0,2%.

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Maio / Abril* -1,0 -2,1 -1,1 -0,6
Média móvel trimestral* -0,1 -0,2 0,1 0,3
Maio 2023 / Maio 2022 -1,0 0,3 3,0 5,7
Acumulado 2023 1,3 5,5 3,1 8,3
Acumulado 12 meses 0,8 9,6 0,2 9,4
*Série COM ajuste sazonal   

O comércio varejista do país recuou (-1,0%) de abril para maio. Com isso, o patamar da série histórica com ajuste sazonal está 3,6% abaixo do recorde, que foi em outubro de 2020.

Atividades têm quatro taxas positivas e quatro negativas na série com ajuste sazonal

Com a queda de 1,0% no volume de vendas, na série com ajuste sazonal, as atividades do comércio varejista mantiveram equilíbrio entre taxas positivas e negativas.

Quatro atividades recuaram: Tecidos, vestuário e calçados (-3,3%), Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (-3,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,7%).  Outras quatro tiveram crescimento: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,1%).

VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO
VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
Maio 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
MAR ABR MAI MAR ABR MAI NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,6 -0,1 -1,0 3,3 0,5 -1,0 1,3 0,8
1 – Combustíveis e lubrificantes -0,2 -1,9 1,4 14,3 8,3 10,8 15,5 21,0
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,1 3,6 -3,2 4,5 3,3 1,5 2,5 2,3
       2.1 – Super e hipermercados 1,4 -0,2 -1,1 5,0 4,1 1,6 3,0 2,7
3 – Tecidos, vest. e calçados -3,1 -2,9 -3,3 -7,3 -11,2 -18,2 -9,7 -10,3
4 – Móveis e eletrodomésticos 0,6 -0,9 -0,7 2,7 -3,8 0,3 0,7 -3,3
       4.1 – Móveis -6,6 -10,5 -10,1 -7,7 -12,4
4.2 – Eletrodomésticos 8,0 0,9 6,7 5,8 1,4
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,0 0,8 2,3 7,1 3,2 7,6 1,9 3,9
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria -0,1 1,6 1,7 -8,0 -6,6 -6,7 -1,5 4,5
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação 6,3 -7,3 1,1 4,2 -5,8 -4,9 0,9 1,9
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico -2,5 -2,9 -2,3 -12,4 -18,0 -17,4 -13,5 -13,1
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 3,9 -2,4 -1,1 8,8 2,6 3,0 3,1 0,2
9 – Veículos e motos, partes e peças 4,0 -5,6 2,1 10,8 -2,0 1,6 2,9 -1,4
10- Material de construção -0,4 -1,2 -0,9 -5,0 -7,7 -2,0 -3,8 -7,8
11- Atacado Prod. Alimen., Beb. e Fumo 5,4 12,0 18,1 5,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8. (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10. 

No caso das atividades do comércio varejista ampliado, o equilíbrio se mantém: Veículos e motos, partes e peças, cresceu 2,1%, enquanto Material de Construção teve queda de 0,9% na passagem de abril para maio de 2023.

Frente a maio de 2022, metade das atividades apresenta queda

No confronto entre maio de 2023 e maio de 2022, o comércio varejista também mostrou equilíbrio entre taxas negativas e positivas. Houve queda em  quatro das oito atividades: Tecidos, vestuário e calçados (-18,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-17,4%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,7%) e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-4,9%).

Os quatro setores que ficaram no campo positivo foram: Combustíveis e lubrificantes (10,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,6%),  Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Móveis e eletrodomésticos (0,3%).

Considerando o comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças registrou aumento de 1,6%, Material de Construção teve queda de 2,0% e Atacado de produtos alimentícios, bebida e fumo cresceu 18,1% entre maio de 2022 e maio de 2023.

RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
Maio 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
MAR ABR MAI MAR ABR MAI NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 2,9 -1,5 -2,1 7,1 2,4 0,3 5,5 9,6
1 – Combustíveis e lubrificantes -1,8 -5,3 -2,0 -11,3 -19,6 -22,0 -10,9 2,5
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,3 4,0 -1,3 12,9 10,0 7,6 11,5 14,8
       2.1 – Super e hipermercados -0,3 3,7 -0,7 13,6 10,9 7,9 12,2 15,2
3 – Tecidos, vest. e calçados 0,8 -1,3 0,8 5,3 0,6 -9,0 2,6 4,3
4 – Móveis e eletrodomésticos 0,3 -0,9 -1,0 4,3 -4,1 -0,9 2,0 2,8
       4.1 – Móveis 2,0 -3,6 -3,9 0,7 -0,7
       4.2 – Eletrodomésticos 6,4 -2,8 1,8 3,9 5,0
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria 2,1 1,3 2,8 20,2 13,3 16,6 13,6 17,4
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria 1,8 0,2 0,9 -0,2 2,1 1,9 7,5 12,4
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação 6,6 -8,2 1,3 -4,8 -14,7 -13,4 -6,9 -1,2
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico -2,3 -2,5 -1,7 -6,0 -12,5 -12,0 -6,9 -4,2
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 3,6 -2,1 -0,6 14,1 5,8 5,7 8,3 9,4
9 – Veículos e motos, partes e peças 4,2 -5,4 2,1 15,5 2,2 4,8 7,7 7,9
10- Material de construção -1,6 -0,7 -1,0 -0,3 -4,2 0,2 0,9 -0,3
11- Atacado Prod. Alimen., Beb. e Fumo 15,1 19,5 25,8 15,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal.        

O setor de Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 18,2% nas vendas frente a maio de 2022, quarto consecutivo no campo negativo. No ano, o setor acumula perda de 9,7%, até maio, intensificando o ritmo de queda dos últimos meses. A intensidade de crescimento também se reduziu no acumulado em 12 meses: -7,9% até abril para -10,3% até maio.

O grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., apresentou queda de 17,4% nas vendas frente a maio de 2022, 13º resultado negativo para o indicador interanual. O setor tem sido afetado pela redução de lojas físicas de grandes cadeias. O acumulado no ano foi de -12,4% até abril para -13,5% até maio. O acumulado nos últimos doze meses foi de -12,2% até abril para -13,1% em maio.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria teve redução de 6,7% nas vendas frente a maio de 2022, mesmo patamar de queda de abril de 2023 frente a abril de 2022: -6,6%.  O acumulado no ano foi de -0,5% até abril para -1,5% em maio. O acumulado nos últimos 12 meses recuou de 6,6% até abril para 4,5% até maio.

As vendas do setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação recuaram 4,9% frente a maio de 2022, contra -5,8% em abril de 2023, frente a abril de 2022. Ao longo do ano de 2023, o indicador interanual registrou dois meses com resultados positivos e três no campo negativo. No ano, o setor acumula redução nos ganhos pelo quinto mês consecutivo e registrou 0,9% até maio. També houve redução no ritmo de crescimento do acumulado dos últimos 12 meses, que chegou a 1,9% em maio.

O volume de vendas da atividade de Combustíveis e lubrificantes cresceu 10,8% frente a maio de 2022, somando 16 meses consecutivos de crescimento. No ano, até maio, o setor acumula 15,5%, 1,4 p.p. abaixo do valor até abril (16,9%). O acumulado nos últimos 12 meses se manteve no mesmo patamar nos últimos quatro meses e chegou a 21,0% em maio.

O grupamento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou aumento de 7,6% nas vendas frente a maio de 2022, terceiro mês consecutivo de alta. No ano, até maio, o setor acumula  1,9%, patamar superior ao acumulado até abril (0,5%), indicando intensificação do ritmo de crescimento do setor. O acumulado nos últimos 12 meses fechou em 3,9%, similar aos dois últimos levantamentos.

O setor de Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo apresentou crescimento de 1,5% nas vendas frente a maio de 2022, contra aumento de 3,3% em abril de 2023,  no indicador interanual.  Em relação ao acumulado no ano até maio, ao passar de 2,8% até abril para 2,5% no mês de referência, a atividade mostra estabilidade no ritmo de ganhos em 2023. O acumulado nos últimos 12 mesesfoi de 2,1% até abril e de 2,3% até maio.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos variou 0,3% nas vendas frente a maio de 2022, resultado seguido de uma queda de 3,8% em abril, no indicador interanual.  Em relação ao acumulado no ano, os dois últimos resultados se mantém em patamar abaixo de 1,0% de crescimento: 0,8% até abril e 0,7% até maio. No acumulado nos últimos 12 meses, o resultado até maio foi de -3,3% em maio, 20º consecutivo registrando perdas.

As vendas de Material de construção cairam 2,0% frente a maio de 2022, quarta queda consecutiva.  O acumulado no ano é de -3,8%, uma perda menos intensa do que a de abril (-4,3%). O acumulado nos últimos 12 mesesfoi de -8,3% até abril para -7,8% em maio.

As vendas do grupo Veículos e motos, partes e peças subiram 1,6% frente a maio de 2022, invertendo trajetória de abril (-2,0%), ante o mesmo mês do ano anterior. O acumulado no ano até maio foi de 3,3% até abril para 2,9% em maio.

O acumulado nos últimos 12 meses foi de -1,4%. Esse indicador tem variado entre -1,4% e -1,7% desde dezembro de 2022 (-1,7% até dezembro de 2022; -1,5% até janeiro 2023; -1,4% até fevereiro; -1,5% até março; e -1,4% até abril).

No caso do Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, a comparação com o mesmo mês do ano anterior teve resultado positivo pelo terceiro mês consecutivo: 5,4% frente a março; 12,0% em abril; e 18,1% em maio. No ano, o setor acumula ganhos de 5,6% até maio, resultado superior ao acumulado até abril (2,4%) .

Vendas mostram redução em 23 Unidades da Federação em relação a abril

Em maio, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve resultados negativos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Alagoas (-5,9%), Rondônia (-5,3%) e Paraíba (-4,6%). Já as variações positivas, foram em três das 27 UFs: Tocantins (1,8%), Maranhão (0,4%) e Minas Gerais (0,4%), enquanto o Amazonas teve estabilidade (0,0%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado teve resultados negativos em 22 das 27 UFs, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-7,0%), Maranhão (-4,8%) e Minas Gerais (-4,7%). Por outro lado, pressionaram positivamente cinco UFs, com destaque para Pará (5,8%), Ceará (2,3%) e Amazonas (1,9%)

Na comparação anual, vendas caem em 11 das 27 Unidades da federação

Frente a maio de 2022, as vendas no comércio varejista recuaram em 11 das 27 UFs, com destaque para: Rio Grande do Sul (-4,8%), Rondônia (-4,6%) e Piauí (-4,5%). Por outro lado, houve variaçãoes positivas em 16 UFs, com destaque para Tocantins (17,1%), Maranhão (12,2%) e Mato Grosso  (6,0%).

Já o comércio varejista ampliado teve resultados positivos em 19 das 27 UFs, com destaque para: Tocantins (19,4%), Pará (15,7%) e Bahia (11,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 8 UFs, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-14,0%), Distrito Federal (-4,4%) e Goiás (-3,8%).

Deputado estadual Carlos Lula encerra semestre se afirmando como pré-candidato a prefeito de São Luís

Na noite desta terça-feira (12), o deputado estadual Carlos Lula (PSB) encerrou o primeiro semestre de seu mandato fazendo uma “prestação de contas” junto a imprensa e políticos aliados. Num clima de bate-papo, o ex-secretário de Saúde do Estado, falou da atuação na Assembleia Legislativa e das ações paralelas que compõem o mandato de deputado.

Na explanação inicial, o deputado lembrou os “três eixos prioritários de campanha, envolvendo Saúde, Educação e Primeira Infância”; e, de fato, as mais de 70 proposições, os 7 projetos aprovados, e o volume de ação geral estavam sempre ligados às proposições de campanha.

Mas estamos em julho, um ano antes das convenções partidárias para escolha dos candidatos a prefeito dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Pré-candidato assumido, o deputado socialista encarou a questão e reafirmou a vontade de concorrer à prefeitura da capital maranhense.

Presente no evento, a prefeita de paço do Lumiar, Paula Azevedo (PC do B) ouviu de Lula que “em a possibilidade de mudar de domicílio eleitoral e disputar a prefeitura de Paço, ele descarta. Mas a afirmação está dentro do pacote de permissividades que o momento permite; momento este de início de conversas sobre sucessão, como lembrou o próprio deputado; quando tudo pode ser…

Mas o fato é que o nome de Carlos Lula está posto na fila da sucessão da capital, não só pelo seu mandato de deputado, pelo seu preparo político, relações de grupo, mas, e talvez, principalmente, pela sua atuação e poder executivos frente a Secretaria de Saúde do Estado, no período crítico da Pandemia do Covid-19, onde e quando teve destaque e reconhecimento nacional pelas ações e atitudes que tomou.

Questões partidárias e de grupo

Quase uma releitura da pré-campanha de 2020, quando Eduardo Braide, a despeito do número de concorrentes levou a eleição majoritária, agora um cenário parecido se configura. Muitos de sentem preparados, merecedores, e certos como candidatos á prefeitura de São Luís.

Uns sequer partido pra isso têm, como é o caso do deputado Dr Yglésio (às turras com o PSB), onde outros dois dividem o mesmo desejo de candidatura, como é o caso do próprio Lula, e do deputado federal Duarte Jr, ambos pré-candidatos incontestes do partido.  Vejam bem: pré-candidatos. Segundo informações de Carlos Lula, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que quem vai decidir quem é quem nos municípios serão os diretórios municipais.

Mas a essa questão, Lula responde com um sorriso tranquilo, de quem tem mais de uma, talvez três oportunidades de escolha partidária. E há, senão uma onda, um maremoto de “coisas partidárias” acontecendo: partidos sendo fundidos, federações em construção e seduções de todos os tipos em busca de nomes que agreguem valor às siglas;

As questões de grupos aventadas por tantos analistas é um horizonte turvo na realidade, compostas de verdades, meias-verdades, engodos e mentiras, onde apenas por um soldo ou cachê, alguém topa tomar partido.

Braide não tem grupo (e ganhou a eleição num ajunte de última hora); a oposição é indefinida; aquele grupo enorme criado por Flávio Dino (e diluído na última eleição municipal) ainda existe? Ou já são dois grupos? O de Dino e o de Brandão? Teremos um novo “consórcio” (quiçá uma cooperativa)?

Ou teremos amadurecimento político, social, federativo onde haverá investimento de tempo, dinheiro e preparação sobre aqueles candidatos que de fato tem competitividade, talento, competência e apoio real para resolver os problemas seculares de nossa capital?

Mês de maio apresenta crescimento no volume de Serviços de 0,9%

Em maio de 2023, o volume de serviços no Brasil se expandiu 0,9% frente a abril, na série com ajuste sazonal, após ter recuado 1,5% no mês anterior. Dessa forma, o setor se encontra 11,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 2,0% abaixo de dezembro de 2022 (ponto mais alto da série histórica).

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Maio 23 / Abril 23* 0,9 -0,5
Maio 23 / Maio 22 4,7 7,1
Acumulado Janeiro-Maio 4,8 10,0
Acumulado nos Últimos 12 Meses 6,4 12,9
*série com ajuste sazonal

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com maio do ano passado, o volume de serviços cresceu 4,7%, sua 27ª taxa positiva consecutiva. O acumulado do ano foi a 4,8% frente a igual período de 2022. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 6,8% em abril para 6,4% em maio de 2023, menor resultado desde agosto de 2021 (5,1%).

A expansão de 0,9% no volume de serviços, de abril para maio de 2023, foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de transportes (2,2%), que recuperou parte da queda (-4,3%) verificada em abril. Os demais avanços do mês vieram dos serviços prestados às famílias (1,1%); dos outros serviços (0,6%); e de informação e comunicação (0,2%), com o primeiro alcançando um ganho acumulado de 2,2% no período abril-maio; o segundo recuperando uma parte da perda de 1,7% registrada nos dois meses anteriores; e o último assinalando um ligeiro acréscimo (0,2%) após recuar 1,1% em abril. Já a única retração do mês ficou com os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,0%), que emplacaram o segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,5%.

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou variação positiva (0,2%) no trimestre encerrado em maio de 2023 frente ao nível do mês anterior, alcançando, assim, o segundo resultado positivo seguido. Entre os setores, quatro das cinco atividades avançaram frente ao trimestre terminado em abril: profissionais, administrativos e complementares (0,7%); transportes (0,6%); serviços prestados às famílias (0,4%); e informação e comunicação (0,2%). A única taxa negativa foi de outros serviços (-0,4%).

Na comparação com maio de 2022, o volume do setor de serviços, ao avançar 4,7% em maio de 2023, registrou a 27ª taxa positiva seguida. O resultado desse mês trouxe expansão em todas as cinco atividades de divulgação, com crescimento em 58,4% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (7,1%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; armazenamento; e transporte por navegação interior de carga.

Os demais avanços vieram de informação e comunicação (4,0%); profissionais, administrativos e complementares (3,4%); serviços prestados às famílias (2,8%) e dos outros serviços (0,3%).

No acumulado do ano, frente a igual período de 2022, o setor de serviços cresceu 4,8%, com altas nas cinco atividades e em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a maior contribuição positiva ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,7%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de transporte rodoviário de cargas; rodoviário coletivo de passageiros; armazenamento; transporte por navegação interior de carga; e navegação de apoio marítimo e portuário. Os demais avanços vieram de informação e comunicação (5,1%); de serviços profissionais, administrativos e complementares (4,6%); de serviços prestados às famílias (5,9%); e de outros serviços (0,2%).

Serviços avançam em 24 das 27 unidades da Federação em maio

Houve altas em 24 das 27 unidades da federação, em maio de 2023, frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando o resultado do Brasil (0,9%) na série com ajuste sazonal. Entre os locais com taxas positivas, os impactos mais importantes vieram de Mato Grosso (22,5%) e do Rio de Janeiro (3,4%), seguidos por Minas Gerais (2,6%), Rio Grande do Sul (2,0%) e Goiás (5,0%). A principal contribuição negativa veio de São Paulo (-1,5%).

Na comparação com maio de 2022, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,7%) foi acompanhado por 23 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com Rio de Janeiro (7,7%), seguido por Minas Gerais (9,3%), Paraná (13,3%), Mato Grosso (29,4%), e Rio Grande do Sul (10,4%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,9%) assinalou o resultado negativo mais relevante do mês.

No acumulado de janeiro a maio de 2023, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,8%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. Os principais impactos positivos em termos regionais ocorreram em São Paulo (1,6%) e no Rio de Janeiro (6,6%), seguidos por Minas Gerais (8,6%), Paraná (11,2%), Santa Catarina (10,6%) e Rio Grande do Sul (7,5%). Por outro lado, Mato Grosso do Sul (-0,3%) registrou a única influência negativa sobre índice nacional.

Atividades turísticas crescem 4,0% em maio

Em maio de 2023, o índice de atividades turísticas subiu 4,0% ante o mês imediatamente anterior, segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 4,7%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 5,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014. Regionalmente, onze dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (4,0%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (2,8%), seguido por Rio de Janeiro (3,8%), Minas Gerais (3,3%) e Bahia (5,1%). Em sentido oposto, Ceará (-0,6%) assinalou o único recuo em termos regionais.

Na comparação maio de 2023 / maio de 2022, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 8,6%, 26ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo de passageiros, locação de automóveis; serviços de bufê; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e agências de viagens. Em termos regionais, dez das 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (6,6%), seguido por Rio de Janeiro (15,0%), Minas Gerais (17,0%) e Bahia (13,6%). Em contrapartida, Ceará (-3,4%) e Distrito Federal (-1,9%) exerceram os únicos impactos negativos do mês.

No acumulado de janeiro a maio de 2023, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 8,4% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de locação de automóveis; restaurantes; hotéis; agências de viagens; serviços de bufê; e transporte rodoviário coletivo de passageiros. Regionalmente, onze dos 12 locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (7,4%), seguido por Minas Gerais (19,7%), Rio de Janeiro (8,4%), Bahia (12,0%), Paraná (13,6%) e Santa Catarina (10,6%). Em contrapartida, Distrito Federal (-1,1%) apontou o único resultado negativo nos primeiros cinco meses do ano no indicador especial de turismo.

Transporte de passageiros e transporte de cargas avançam em maio

Em maio de 2023, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 2,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da perda de 4,5% observada entre março e abril. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 2,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,4% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou crescimento de 3,7% em maio de 2023, suplantando, portanto, a queda de 2,8% verificada em abril. Dessa forma, o segmento alcança, em maio de 2023, o ponto mais alto de sua série. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 41,3% acima de fevereiro de 2020.

Na comparação com maio do ano passado, o transporte de passageiros avançou 4,6% em maio de 2023, após ter recuado 5,3% em abril, quando interrompeu uma sequência de 24 taxas positivas; ao passo que o transporte de cargas, no mesmo tipo de confronto, cresceu 13,0%, assinalando, assim, o 33º resultado positivo consecutivo.

No indicador acumulado de janeiro a maio deste ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 4,0% frente a igual período de 2022, enquanto o de cargas avançou 11,2% no mesmo intervalo investigado.

Fonte: IBGE

Deflação: IPCA de junho fica negativo em -0,08%

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de -0,08% em junho, 0,31 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,23%). Essa foi a menor variação para o mês de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,23%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,87% e, nos últimos 12 meses, de 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a variação havia sido de 0,67%.

Período Taxa
Junho de 2023 -0,08%
Maio de 2023 0,23%
Junho de 2022 0,67%
Acumulado do ano 2,87%
Acumulado nos últimos 12 meses 3,16%

O resultado de junho foi influenciado principalmente pelas quedas em Alimentação e bebidas (-0,66%) e Transportes (-0,41%), que contribuíram com -0,14 p.p. e -0,08 p.p, respectivamente, para o resultado do mês. Artigos de residência (-0,42%) e Comunicação (-0,14%) também registraram recuo nos preços no IPCA de junho. No lado das altas, o maior impacto (0,10 p.p.) e a maior variação (0,69%) no índice do mês vieram de Habitação. Os demais grupos ficaram entre o 0,06% de Educação e o 0,36% de Despesas pessoais.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Maio Junho Maio Junho
Índice Geral 0,23 -0,08 0,23 -0,08
Alimentação e bebidas 0,16 -0,66 0,04 -0,14
Habitação 0,67 0,69 0,10 0,10
Artigos de residência -0,23 -0,42 -0,01 -0,02
Vestuário 0,47 0,35 0,02 0,02
Transportes -0,57 -0,41 -0,12 -0,08
Saúde e cuidados pessoais 0,93 0,11 0,12 0,01
Despesas pessoais 0,64 0,36 0,07 0,04
Educação 0,05 0,06 0,00 0,00
Comunicação 0,21 -0,14 0,01 -0,01

A queda do grupo Alimentação e bebidas (-0,66%) deve-se, principalmente, ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,07%), que haviam registrado estabilidade em maio. Destacam-se as quedas do óleo de soja (-8,96%), das frutas (-3,38%), do leite longa vida (-2,68%) e das carnes (-2,10%). No lado das altas, batata-inglesa (6,43%) e alho (4,39%) subiram de preço.

alimentação fora do domicílio (0,46%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,58%), em virtude das altas menos intensas do lanche (0,68%) e da refeição (0,35%). Em maio, as variações desses subitens haviam sido de 0,71% e 0,47%, respectivamente.

Em Transportes (-0,41% e -0,08 p.p.), o resultado foi influenciado pelo recuo nos preços dos automóveis novos (-2,76%) e dos automóveis usados (-0,93%). Além disso, destaca-se o resultado de combustíveis (-1,85%), por conta das quedas do óleo diesel (-6,68%), do etanol (-5,11%), do gás veicular (-2,77%) e da gasolina (-1,14%). No lado das altas, as passagens aéreas subiram 10,96%, após queda de 17,73% em maio.

No grupo Habitação (0,69%), a maior contribuição (0,06 p.p.) veio da energia elétrica residencial (1,43%), devido a reajustes aplicados em quatro áreas de abrangência do índice: Belo Horizonte (13,66%), com reajuste de 14,69%, a partir de 28 de maio; Recife (3,73%), com reajuste de 8,33%, a partir de 14 de maio; Curitiba (1,64%), com reajuste de 10,66% a partir de 24 de junho e Porto Alegre (-0,26%), com reajuste de 2,92% a partir de 19 de junho, em uma das concessionárias pesquisadas.

A taxa de água e esgoto (1,69%) também registrou alta, por conta de reajustes aplicados em quatro áreas de abrangência do índice: Belém (7,76%), com reajuste de 8,33%, a partir de 28 de maio; Curitiba (4,60%), com reajuste de 8,20%, a partir de 17 de maio; São Paulo (3,19%), com reajuste de 9,56%, a partir de 10 de maio, e Aracaju (0,30%), com reajuste de 4,92%, a partir de 1º de maio.

Ainda em Habitação, a queda nos preços de gás encanado (-0,04%) decorre da apropriação residual das reduções tarifárias de 3,05% em Curitiba (-0,20%) e de 0,59% no Rio de Janeiro (-0,04%), ambas a partir de 1º de maio. O preço do gás de botijão (-3,82%) também recuou.

O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,11%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,38%), decorrente do reajuste de até 9,63% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 13 de junho, com vigência a partir de maio de 2023 e cujo ciclo se encerra em abril de 2024. Desse modo, no IPCA de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho.

Cinco áreas apresentaram alta em junho. A maior variação foi em Belo Horizonte (0,31%), em função da energia elétrica residencial (13,66%), e menor, em Goiânia (-0,97%), influenciada pelas quedas na gasolina (-5,40%) e na energia elétrica residencial (-4,83%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Maio Junho Ano 12 meses
Belo Horizonte 9,69 0,48 0,31 3,46 2,54
Recife 3,92 0,41 0,28 2,52 2,47
Aracaju 1,03 0,35 0,26 3,25 2,76
Vitória 1,86 0,01 0,06 3,10 3,76
Curitiba 8,09 0,25 0,03 2,95 2,07
São Paulo 32,28 0,24 -0,01 3,12 4,44
Porto Alegre 8,61 0,08 -0,02 2,81 2,58
Belém 3,94 0,01 -0,09 2,60 3,13
Campo Grande 1,57 0,30 -0,14 2,91 2,43
Rio de Janeiro 9,43 0,08 -0,20 2,48 3,03
Salvador 5,99 0,35 -0,23 3,00 2,70
Fortaleza 3,23 0,56 -0,40 2,69 2,13
Brasília 4,06 0,19 -0,40 2,29 3,24
Rio Branco 0,51 0,29 -0,50 2,10 2,62
São Luís 1,62 -0,38 -0,62 0,91 1,11
Goiânia 4,17 0,15 -0,97 2,06 1,30
Brasil 100,00 0,23 -0,08 2,87 3,16

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de maio e 28 de junho de 2023 (referência) com os preços vigentes entre 29 de abril e 29 de maio de 2023 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

INPC foi de -0,10% em junho

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de -0,10% em junho, abaixo do mês anterior (0,36%). No ano, o INPC acumula alta de 2,69% e, nos últimos 12 meses, de 3,00%, abaixo dos 3,74% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a taxa foi de 0,62%.

Os produtos alimentícios caíram 0,66% em junho, após alta de 0,16% em maio. Nos produtos não alimentícios, houve alta de 0,08%, desacelerando em relação a maio (0,43%).

Doze áreas registraram queda em junho. O menor resultado foi em Goiânia (-0,86%), onde pesaram as quedas nos preços da gasolina (-5,40%) e da energia elétrica residencial
(-4,79%). A maior variação, por sua vez, foi em Recife (0,38%), puxada pelas altas na gasolina (4,09%) e na energia elétrica residencial (3,73%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Maio Junho Ano 12 meses
Recife 5,60 0,59 0,38 2,50 2,86
Belo Horizonte 10,35 0,79 0,34 3,62 2,79
Aracaju 1,29 0,66 0,28 3,28 3,07
Curitiba 7,37 0,40 0,09 3,13 1,74
Vitória 1,91 0,24 -0,03 2,85 3,37
Porto Alegre 7,15 0,12 -0,08 2,67 2,13
São Paulo 24,60 0,39 -0,09 2,69 4,32
Belém 6,95 0,13 -0,10 2,79 3,28
Rio de Janeiro 9,38 0,08 -0,20 2,18 2,81
Campo Grande 1,73 0,38 -0,25 2,96 2,22
Fortaleza 5,16 0,60 -0,25 2,99 2,70
Rio Branco 0,72 0,41 -0,31 2,48 2,49
Salvador 7,92 0,56 -0,33 2,72 2,72
Brasília 1,97 0,11 -0,41 1,88 2,55
São Luís 3,47 -0,33 -0,55 1,00 1,70
Goiânia 4,43 0,16 -0,86 1,91 1,85
Brasil 100,00 0,36 -0,10 2,69 3,00

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de maio a 28 de junho de 2023 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de abril a 29 de maio de 2023 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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