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O STF no calcanhar de Iracema Vale

O pedido de vistas do Ministro Nunes Marques que parou o julgamento da limiar que suspendeu o processo de “escolha”  do novo membro do TCE, assim como a anulação de reeleição na Assembleia Legislativa do Tocantins tem tirado o sono de Iracema Vale e também do grupo governista.

Na contenda que envolve a “escolha” do novo conselheiro para o TCE, a tropa do governo quer empurrar a todo o custo o Advogado Flávio Costa para vaga. O mesmo que já foi rejeitado pelo TJ-MA por não atender os requisitos para ser desembargador. Sem se importar com a meritocracia para o cargo  a assembleia quer resolver logo o problema e para isso já disse que vai se adequar a lei para que o Adido dos Leões seja o escolhido, tornando o processo legal com a votação de cabresto dos soldados governistas no parlamento, até porque o voto sendo secreto encobre a vergonha de um processo que pode até se tornar legal, mas com certeza é imoral aos olhos de grande parte da sociedade.

De efeito prático esse episódio deixa claro que o Ministro Flávio Dino está mais vivo do que nunca nas decisões políticas do Maranhão e a cada prazo postergado os passos do governo são cada vez mais observados.

A outra querela que vem tirando o sono de Iracema Vale (e de mais Alguém) é a contestação da reeleição antecipada da mesa diretora, fantasma que diga-se de passagem também assombrou Othelino Neto.

A decisão da Suprema Corte anulando a eleição no Tocantins acendeu a luz vermelha no parlamento maranhense, mas para variar os deputados controlados pelos Leões garantem que não terão problema nenhum em votar novamente em quem o governo mandar.

Mas apesar de estar olhando o STF pelo retrovisor, Iracema Vale continua acelerando na MA 402 em busca da eleição do filho em Barreirinhas, o prêmio pactuado pela devoção ao governo.

E como diria o jornalista Marco D’eça, mas isso é uma outra história.

 

 

Dois quadros que cutucam os rumos das eleições, estas e outras

O calendário eleitoral é o compasso cinco por oito, difícil, mas sem ele não há música. Uma data importante, o dia 6 de abril é o prazo para as definições de filiações partidárias, último dia para os partidos receberem, desde soldados até generais que pretendem disputar o pleito de 6 de outubro.

Essa data excita alguns e apavora outros. Quem está com sangue no olho, e tem força e estratégia e etc, vai aderindo, pegando ou tomando siglas sob comandos pífios. Dois exemplos que balançaram o cenário são a tomada do Solidariedade por Flávia Alves, suplente de deputada federal e superintendente do IBAMA no Maranhão e a filiação de Clara Gomes (digo já quem é) ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide.

Flávia Alves é irmã do deputado estadual Othelino Neto (PC do B) remanescente do Grupo Dino e defenestrado do governo Brandão sem nenhuma honra. Agora começa uma reação. Até onde?

Clara Gomes é esposa do deputado estadual Osmar Filho (PDT) (Como assim?), ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís. O que isso importa? Importa que, ato contínuo à filiação da esposa ao partido do prefeito, o próprio deputado declarou apoio à reeleição do atual alcaide , sendo que o partido dele já tem um pré-candidato a prefeito: Fábio Câmara.

Estes movimentos têm significados imediatos (eleições 2024) e secundários (eleições 2026). Nós últimos dias explodiu um grito engasgado em muitos remanescentes do núcleo duro do governo Flávio Dino, principalmente no que se refere à manifestação do deputado estadual Carlos Lula (PSB) a respeito da escolha do novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cujo nome devia ser indicado pelo legislativo e foi apenas homologado por este, depois de uma indicação do executivo.

Pressão daqui e dali

A questão Flávia Alves parece uma arregimentação do deputado Othelino Neto, um dos todos poderosos dos tempos dinistas, que ficou no ostracismo total, apesar de ter abandonado seu forte aliado Weverton Rocha (PDT) em prol da candidatura Brandão, seduzido pela vaga de suplente de senado destinada a sua esposa Ana Paula Lobato, que ao fim e ao cabo se tornou senadora da república. Como estamos no meio político, uma oferta irrecusável. Mas o preço da escolha está entre pago e cobrado.

A movimentação desse grupo, que ainda inclui Márcio Jerry (PC do B), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PC do B) entre outros já é uma urtiga, mas pode vir a se tornar um forte grupo de oposição a Brandão e uma pedra no sapato de Duarte Júnior rumo á prefeitura, além de apimentar mexicamente as eleições de 2026, deixando uma culinária bem “ardosa” para mariscos locais.

No outro quadro, a debandada de Osmar Filho rumo a Braide, deixando o candidato do próprio partido no vácuo, demonstra um vigor e uma ambição pessoal do deputado, e um descomprometimento com os valores históricos do PDT: a união. Mas o PDT faz tempo que é um território de discórdia.

Só pra fechar

Nesta última quinta (07) também se abriu a janela partidária, quando os parlamentares municipais estão livres para pular daqui prali e se acomodar como carga nova e parar de ranger o caminhão. Nada além de um coaxar de sapos na chuvarada intensa… a priori…

Governo Brandão a pior avaliação dos últimos 10 anos

A recente pesquisa do instituto Atlas Intel que avaliou o desempenho de todos os governadores brasileiros mostrou dados que apontam a realidade do governo Carlos Brandão.

Mal avaliado em todos os níveis sociais e principalmente nas pessoas que possuem escolaridade a partir do ensino médio, o governo Brandão é o quarto pior do Brasil com apenas 39% de aprovação.

Para além da Comunicação

Com base nos critérios de levantamento podemos observar que apesar do governo tentar vender  para fora a imagem de um estado próspero apostando em propagandas falaciosas presas a modelos arcaicos de comunicação. Tomando como exemplo o carnaval onde o torraram milhões em atrações anunciando o maior e melhor carnaval do Brasil, porém os dados reais do Ministério do Turismo desmentiu a farsa midiática mostrando que o  Maranhão sequer figurou entre os 10 maiores carnavais do Brasil.

Mas existe um outro fator que vem minando a república de Colinas, a reação silenciosa do povo maranhense ao modelo feudal de administração, onde em todas as esferas do poder existe um membro da família em posições cruciais para a manutenção do poder em um círculo familiar fechado.

Para isso o governo vem usando a força e a intimidação para quebrar lanças a qualquer custo com o objetivo de garantir posições de destaques que são de interesse do clã enquanto o povo fica fora do camarote.

E é justamente essa reação silenciosa que pode colocar em risco o projeto de poder vislumbrado pela família Brandão, até porque já não estamos mais no tempo em que as pessoas se deixam levar pelos vídeos bem editados de 1 minuto em horário nobre, afinal os números já mostram a ineficácia desse tipo de modelo de comunicação.

Tinta forte: decisão de Dino adia escolha do TCE

A decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, adiando o processo de escolha  para o novo membro do TCE no Maranhão acendeu o sinal de alerta no Clã Brandão e seus aliados

Embora parte da classe política tenha comemorado e alardeado a saída de Flávio Dino dos palanques chegando até a  especular a divisão do seu espólio, a canetada de ontem que sequer despertou o interesse da mídia nacional, mas que aqui no Maranhão caiu como uma bomba de efeito moral  nas hostes governistas.

O pedido de prazo de 30 dias para Assembleia Legislativa se explicar mais 15 dias para Advocacia Geral da União e ainda 15 dias para a Procuradoria Geral da República vai empurrar a decisão para o segundo semestre. Ao que tudo indica, o Ministro vai esperar o desenrolar das eleições municipais para observar o cumprimento dos acordos firmados que não estão sendo cumpridos na sua totalidade.

Sinal de alerta ligado também para Iracema Vale, nome representativo do governo Brandão na Assembleia, mas que  o STF já andou suspendendo eleições antecipadas em outros estados.

 

 

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Sindicato dos Bancários do Maranhão consegue liminar na justiça que impede fechamento de agências bancárias

O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, concedeu liminar que proíbe o fechamento de agências do Banco Itaú no Maranhão sem prévia comunicação aos clientes e plano de acomodação destas clientes adequadamente.

A decisão, proferida nesta quarta (28), é resultado de Ação Civil Pública ajuizada pelo  Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Maranhão (SEEB/MA) e determinou que o Itaú Unibanco se abstenha de fechar quaisquer agências no Estado do Maranhão e mantenha em funcionamento as unidades da Cohama e da Rua da Paz, no Centro da capital.

De acordo com a decisão, a mudança unilateral anunciada pelo banco violou direitos básicos dos consumidores, incorrendo no descumprimento de oferta e lesão ao direito à informação. “Os consumidores atingidos pelo fechamento da agência sofrerão graves danos, decorrentes da diminuição na qualidade do serviço prestado, além de ficarem sujeitos a longos deslocamentos para que utilizem os serviços bancários contratados”, ressaltou o juízo.

Gerlane Pimenta e Alberto Félix, dirigentes do SEEB-MA, afirmam que essa é uma vitória histórica do Sindicato e do Procon-MA, que também assina a ação, contra as medidas abusivas.

Em caso de descumprimento da decisão, o banco deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

A indicação para o TCE é imoral, é ilegal ou engorda ?

O deputado Carlos Lula do PSB subiu a tribuna da Assembleia Legislativa para colocar seu nome para a vaga de conselheiro do TCE e mais do que isso, apontou três irregularidades regimentais que tinham por objetivo dificultar a entrada de outros nomes na disputa.

A primeiro ponto apresentado por Lula aponta um erro crasso da falta de conhecimento básico do atual regimento da casa onde está claro que qualquer cidadão pode se candidatar a uma vaga no TCE.  O deputado fez questão de lembrar a presidência da casa que a manobra que exige o mínimo de 14 assinaturas de membros do colegiado é ilegal e inconstitucional por ser norma impeditiva presente no regimento de 1990 que já foi totalmente revogado.

Outro erro apresentado foi o limite de idade entre 35 e 65 anos, quando o correto é ter entre 35 e 70 anos.

O último erro regimental mostrado por Lula que pode parecer simples, mas que na verdade tem caráter intimidatório. A votação não pode ser aberta como proposto. Os deputados precisam ter seu voto preservado em sigilo para garantir que a escolha não sofra pressão nem do executivo e nem da presidência da casa.

No campo político, o discurso de Carlos Lula acendeu a luz de alerta nas hostes governistas, afinal o ato de confrontar um nome ungido pelo governador pode ser considerado como o marco zero do nascimento da oposição no Estado, Um claro sinal de que o nome de Flávio Costa foi empurrado goela abaixo tirando uma prerrogativa que o parlamento teria de indicar bons quadros presentes na casa.

Depois da aula regimental de Carlos Lula, a presidenta Iracema Vale disparou um release através da imprensa aliada onde tentou esclarecer os erros na condução que impõe o nome de Flavio Costa para o TCE. A deputada se limitou a dizer que vai consultar a assessoria jurídica e que deve seguir a constituição estadual. Mas fez questão de reiterar que apoiará Flávio Costa para defender a unidade do grupo político do governador num claro movimento que atesta a interferência direta do executivo no processo de escolha.

Podemos dizer que Carlos Lula venceu a primeira batalha, porém tudo leva a crer a que a maioria da casa deve votar com o governo sem nem levar em consideração que o preferido da família Brandão sequer preencher os requisitos necessários para o cargo,

E assim diria o rei Roberto Carlos.

Paro pra pensar, mas eu não posso mudarQue culpa tenho eu? Me diga, amigo meuSerá que tudo que eu gosto e ilegal, é imoral. Ou engorda?

 

 

 

 

 

 

 

Flávio Costa e Macaxeira valem “enquanto” pesam

A julgar pelo tamanho do embaraço que o Advogado Flávio Costa vem causando ao governo em busca de uma sinecura vitalícia pode-se imaginar que o preço da fatura é muito alta.

Depois de ter seu nome rejeitado pelo Tribunal de Justiça, Flávio Costa e a família Brandão mudaram a rota para o TCE, uma espécie de Port Royal da Jamaica brasileira onde já havia atracado Daniel Brandão sem muita resistência.

Mas num porto concorrido como o TCE, para um navio atracar outro necessariamente tem que sair e já que o custo de uma saída antecipada é grande, a barganha precisa fazer valer muito a pena.

A solução encontrada foi tirar do estaleiro o conselheiro Washington Oliveira, também conhecido como Macaxeira, que foi designado para duas missões, primeiro levantar da cadeira para o adido Flávio Costa sentar e a segunda seria dificultar a vida de Felipe Camarão dentro do PT, usando a secretária representativa em Brasília para o governador ter um passarinho de sua confiança assoviando no ouvido do presidente Lula os interesses do Maranhão neo socialista, e como prêmio Washington teria apoio do governo para voltar a câmara de deputados.

A minuta oficial sai em breve com o selo de garantia da Assembleia Legislativa onde num gesto altruísta em prol da meritocracia no serviço público, o colegiado abriu mão de indicar um representante da casa para defender um nome que já havia sido rejeitado pelo TJ por não ter requisitos técnicos, mas ao que tudo indica para o TCE e para o Palácio Manuel Beckman ele já possui todas as qualificações técnicas necessárias para a vaga, pelo menos  assim vão atestar os nobres deputados esperneando ou não no grupo de ZAP ZAP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem opções PDT deve ir de candidatura própria em São Luís

Afastado do protagonismo do poder municipal em São Luís desde 2008 o PDT chega para as eleições desse ano numa posição muito delicada.

Com apenas 3 vereadores na câmara municipal e com o futuro incerto da sua maior liderança, o senador Weverton Rocha, o partido está numa encruzilhada em que não pode escolher errado qual via deve  seguir.

O PDT teoriocamente teria três opções, apoiar Duarte Jr, Eduardo Braide e uma candidatura própria. Nenhuma das opções acima esta descartada, porém as duas primeiras estão mais distantes da realidade

Para ingressar nas fileiras do governo e caminhar de mãos dadas com Duarte Jr, o senador precisaria de uma redenção do governador, mas a julgar pelos efeitos e consequências da última eleição, essa primeira opção é a mais improvável, uma vez que Brandao desde o rompimento até hoje não fez um gesto sequer para o senador.

Em relação a aliança com Eduardo Braide poderia até ser um caminho natural, mas a postura de isolamento do prefeito com aliados e o não cumprimento de acordos políticos não traz segurança para um partido do tamanho do PDT.

Como opção sobra  uma candidatura própria do ex vereador Fábio Câmara, que como diz um ditado popular, seria “a fome com a vontade de comer” e talvez seja essa a melhor opção para o partido que ainda tem a fama de uma militância atuante que faz a diferença na capital.

Apesar de não ser a opção que Weverton gostaria, mas tio Fábio reúne bons requisitos para a disputa. É de origem da classe trabalhadora, tem um bom discurso, é um político experiente na capital e conhece de perto todos os problemas da cidade, além de que pode entrar para a história como o primeiro prefeito negro de uma cidade com fortes raízes dos povos africanos.

 

 

Carnaval 2024: São Luís e Olinda números que atestam a nossa incompetência

Passada a empolgação dos shows milionários no carnaval o resultado foi bem diferente da expectativa que foi gerada e com pouco saldo para comemorar.

Apesar dos investimentos pomposos e as manchetes fantasiando grandezas, o resultado real foi bem abaixo do propagado. Segundo os dados oficiais do ministério do turismo o carnaval do Maranhão sequer foi citado entre os 10 maiores do Brasil, bem diferente das notícias oficiosas que vendiam a ilusão que teríamos a maior e melhor folia do país.

Na real mesmo, segundo os números da secretaria de turismo 15.351 pessoas chegaram a São Luís através do aeroporto Marechal da Cunha Machado. Ou seja, prefeitura e governo gastaram aproximadamente 25 milhões para receber apenas 15 mil pessoas, muito pouco para tamanho investimento. Isso sem levar em consideração a quantidade de pessoas que vieram a trabalho nas equipes de todos esses artistas e também os próprios maranhenses que vieram passar o carnaval em sua terra natal.

Agora se comparamos com o Carnaval de Olinda onde foi investido algo em torno de 15 milhões, o resultado é humilhante para o Maranhão.

Com pouquíssimas atrações de outros estados como Fundo de Quintal, Pitty, Martinalia e 95% de nomes do próprio Estado, o carnaval na cidade histórica pernambucana reuniu mais de 4 milhões de pessoas segundo os dados oficiais.  O impressionante é que mais da metade eram turistas que foram em busca de um  carnaval com identidade e respeito a cultura local.

Bem diferente do assassinato das nossas tradições que aconteceu aqui com o aval do poder publico, onde nossos gestores disputavam likes em redes sociais anunciando sem planejamento atrações milionárias nas vésperas do carnaval, enquanto nossos artistas foram relegados a coadjuvantes sem nenhuma valorização.

E pelo visto esse modelo de sucesso momentâneo deve continuar, afinal tanto a Secult quanto a Secma foram transformadas em produtoras de eventos de atrações milionárias, enquanto isso nossos artistas definham sem políticas públicas efetivas e assistem de fora do camarote a desapropriação cultural pelos inquilinos do poder sem nenhum respeito as nossas tradições.

 

 

 

 

A greve no transporte é um tijolo com o qual podemos construir uma solução ou jogar pela janela

“As forças repressivas não impedem as pessoas de se expressarem, mas as forçam a se expressar. Que alívio não ter nada a dizer, o direito de não dizer nada, porque só assim há chance de enquadrar o raro, ou cada vez mais raro, o que vale a pena dizer”. (Deleuze)

 

O filósofo Gilles Deleuze escreveu que a “Filosofia, lança-nos todos em negociações constantes com, e uma campanha guerrilheira contra, nós mesmos”. Uma dessa campanhas é eleger os nossos verdugos. Hoje mesmo li um tecido de elogios a um já falecido que a história mostra tão cínico quanto os encarnados.

E, apesar do recurso filosófico, nada mais falo do que dos políticos, poderiam ser todos, mas hoje vai em especial para os executivos, mais precisamente para o prefeito. Isso mesmo por causa da tortura imposta aos trabalhadores, estudantes, doentes, desempregados, e até aos empresários que arcam com uma boa parcela do custo de uma greve de transporte coletivo.

Deleuze continua que “Por baixo de toda a razão está o delírio e a deriva”. Uma eleição começa com dois delírios: as promessas infames dos candidatos e a crença nelas pelo eleitor. A deriva é uma só: a que lança todos ao esquecimento, ao desprezo, à infâmia, em suma, ao terror do abandono; a exemplo desta, em menos de 4 anos, quinta greve do transporte coletivo, que é usado por mais de 70% da população.

Os insulares prosperam na miséria. Sendo vítimas de todos os açoites. Tudo de ruim sobra para a população, embora esta carregue como única culpa a escolha de suas quimeras, resultado da crença em profetas, salvadores, demiurgos, uma fé cega contra uma espada afiada.

Para finalizar ainda com Deleuze, “Um conceito é um tijolo. Pode ser usado para construir um tribunal da razão. Ou pode ser jogado pela janela”. Mas o eleitor não escolhe a construção da razão nem jogar o tijolo-conceito pela janela, antes disso, prefere repetir os seus erros constantes, ou, escolher coisa pior, ou, ainda: comer o tijolo.

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