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Autor: Geraldo Iensen Page 14 of 16

Em busca do segundo escalão

Poderia começar com o Em busca do tempo perdido, de Proust, mas melhor começar com o cantor Luiz Américo, na época que o samba popular era de protesto: “O gás acabou, tem pouca comida, acabou meu dinheiro,” o fim do governo passado, e começo deste, vem arrastando quem espera um “décimo terceiro” nos seus vencimentos. E ele tem pintado.

Tudo bem que Hunter S. Thompson se vira na tumba sempre que vê a blogosfera em ação, mas é divertido, e ocasionalmente verdadeiro estar nesse planeta que ora orbita a Zona Cachinhos Dourados, ora mais parece uma superfície venusiana.

Numa mistura de puxa… quer dizer de relacionamentos políticos e necessidade, seja de manutenção de status político ou de sobrevivência mesmo, temos visto agora o segundo pelotão em busca do segundo escalão… afff… Dão Dalalão.

Tem pipocado nas redes sociais e assessorias de muitos políticos que não renovaram os mandatos fotos em visita aos novos ministros de Lula. Um destes é o deputado federal do PT Zé Inácio, que não renovou o mandato. “Nesta quinta-feira (5) estive em audiência com o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, tratando de pautas importantes…” Postou nas redes sociais.

Em seguida, o petista apresenta sua “inspiriênça”, lembrando que nos primeiros mandatos de Lula, foi delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e no de Dilma, Superintendente do INCRA no Maranhão. É uma boa forma de apresentar o currículo e arrumar uma vaguinha.

Outro que não renovou o mandato, já dado como certo no segundo escalão é Hildo Rocha (MDB). O quase ex-deputado é apontado como secretário-executivo do Ministério das Cidades, comandado por Jader Filho (MDB) (filho do ex governador do Pará Jader Barbalho e irmão do atual). Hildo é remanescente do Grupo Sarney, unha e carne com os Barbalho desde os bons tempos.

De repente, o Hildo se acalma, por que até hoje não se conforma de ter perdido a vaga de deputado federal. Até porque, se confirmado, será o responsável pela condução do programa “Minha Casa, Minha Vida”, menina dos olhos de Lula.

Mas tem outros que não se reelegeram, mas tem nomes fortes, como os deputados Zé Carlos e Bira do Pindaré; ou que não se elegeram mas tem padrinhos fortes, como Cleyton Noleto e Kátia Bogéa.

E as vagas são boas e cobiçadíssimas, por exemplo, DNIT, INCRA, Codevasf, Funasa e IPHAN. E os padrinhos são fortes: o senador e ministro Flávio Dino (PSB), a senadora Eliziane Gama (Cidadania), os deputados federais Rubens Júnior (PT) de Márcio Jerry ( PCdoB), além da deputada federal Roseana Sarney (MDB).

Mas, quem ainda é deputado tem todo o janeiro pra se despedir e articular um espacinho no governo, provavelmente uns com mais facilidade e êxito do que outros, mas todos naquela sequência da programação neurolinguística FocoForçaFé. De qualquer forma, ainda como canta Luiz Américo no refrão: “E aqui estou pedindo carona pra ir trabalhar”…

Economia: Produção industrial varia -0,1% em novembro

Em novembro de 2022, a produção industrial nacional variou -0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, após avançar 0,3% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas e que acumularam queda de 1,3%. Frente a novembro de 2021, na série sem ajuste sazonal, a indústria cresceu 0,9%, após também crescer em outubro (1,7%), setembro (0,4%) e agosto (2,8%) de 2022. No ano de 2022, o setor acumula redução de 0,6% e, em 12 meses, queda de 1,0%.

Novembro 2022 / Outubro 2022 -0,1%
Novembro 2022 / Novembro 2021 0,9%
Acumulado no ano -0,6%
Acumulado em 12 meses -1,0%
Média Móvel Trimestral -0,2%

Na variação negativa de 0,1% da indústria na passagem de outubro para novembro, apenas uma das quatro grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram queda na produção.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de indústrias extrativas (-1,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%). Vale destacar também os recuos registrados pelos ramos de produtos têxteis (-5,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), de produtos de metal (-1,5%) e de produtos de minerais não metálicos (-1,2%).

Por outro lado, entre as quinze atividades em crescimento, produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) exerceram os principais impactos. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de metalurgia (3,1%), de produtos de madeira (7,4%), de produtos diversos (6,5%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (3,5%).

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas – Brasil – Novembro de 2022
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Novembro 2022 /Outubro 2022* Novembro 2022 /Novembro 2021 Acumulado
Janeiro-Novembro
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 0,8 0,7 -0,4 -0,1
Bens Intermediários 0,4 1,3 -0,5 -0,8
Bens de Consumo -0,1 0,5 -1,0 -1,7
Duráveis -0,4 2,0 -3,2 -4,3
Semiduráveis e não Duráveis 0,6 0,2 -0,5 -1,1
Indústria Geral -0,1 0,9 -0,6 -1,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
*Série com ajuste sazonal

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (-0,4%) assinalou a única taxa negativa e marcou o terceiro mês consecutivo de queda, período em que acumulou perda de 4,1%. Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (0,8%), de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) e de bens intermediários (0,4%) tiveram expansões nesse mês, com o primeiro eliminando parte do recuo de 4,4% acumulado nos meses de outubro e setembro de 2022; e os dois últimos avançando pelo segundo mês seguido e acumulando nesse período crescimento de 0,9% e 1,1%, respectivamente.

Média móvel trimestral varia -0,2% no trimestre encerrado em novembro

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria variou -0,2% no trimestre encerrado em novembro de 2022 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em outubro (-0,4%), setembro (-0,3%) e agosto (-0,2%) de 2022.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-1,4%), bens de capital (-1,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) assinalaram os resultados negativos no mês, com o primeiro eliminando o avanço de 0,6% registrado no mês anterior; o segundo interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou expansão de 1,7%; e o último permanecendo com a trajetória descendente iniciada em julho. O setor produtor de bens intermediários, ao mostrar variação nula (0,0%), interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou perda de 0,9%.

Frente a novembro de 2021, a indústria avança 0,9%

Na comparação com novembro de 2021, o setor industrial avançou 0,9% em novembro de 2022, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 12 dos 26 ramos, 33 dos 79 grupos e 39,8% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que novembro de 2022 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (8,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (13,1%). Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos ramos de bebidas (5,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%), de outros equipamentos de transporte (23,6%), de metalurgia (3,5%), de outros produtos químicos (1,9%) e de celulose, papel e produtos de papel (2,8%).

Por outro lado, entre as 14 atividades que tiveram redução, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,5%), produtos de madeira (-25,1%) e indústrias extrativas (-2,9%) exerceram as maiores influências. Outros impactos negativos importantes foram registrados por produtos de minerais não metálicos (-6,9%), produtos têxteis (-15,6%), produtos de metal (-6,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,4%), máquinas e equipamentos (-3,0%), móveis (-12,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,2%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-10,8%) e couro, artigos para viagem e calçados (-5,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (2,0%) assinalou a expansão mais acentuada. Os setores produtores de bens intermediários (1,3%), de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) também registraram resultados positivos nesse mês.

O setor produtor de bens de consumo duráveis cresceu 2,0% frente a igual período do ano anterior, sexto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Nesse mês, o setor foi impulsionado pela expansão na fabricação de automóveis (12,8%). Vale citar também os avanços registrados por eletrodomésticos da “linha marrom” (1,5%) e motocicletas (17,0%). Por outro lado, os impactos negativos vieram da menor produção de eletrodomésticos da “linha branca” (-17,3%) e dos grupamentos de outros eletrodomésticos (-22,7%) e de móveis (-12,4%).

A produção de bens intermediários cresceu 1,3% em novembro de 2022, após também crescer em outubro (1,9%). O resultado positivo desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (20,6%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (16,5%), de metalurgia (3,5%), de outros produtos químicos (1,9%), de máquinas e equipamentos (4,0%), de celulose, papel e produtos de papel (2,1%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%), enquanto as pressões negativas foram registradas por indústrias extrativas (-2,9%), produtos de minerais não metálicos (-6,9%), produtos de metal (-8,0%), produtos têxteis (-14,3%) e produtos de borracha e de material plástico (-3,1%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-5,8%), que marcou o 15º recuo seguido nesse tipo de comparação; e de embalagens (0,0%), que repetiu o patamar do mês anterior após registrar queda de 1,2% em outubro último.

O segmento de bens de capital avançou 0,7%, após mostrar variação negativa de 0,2% em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas. O segmento foi influenciado pela expansão no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (20,0%). Os demais resultados positivos foram registrados por bens de capital para energia elétrica (12,2%) e para construção (9,0%). Por outro lado, os impactos negativos vieram de bens de capital de uso misto (-15,7%), para fins industriais (-4,7%) e agrícolas (-8,9%).

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis variou 0,2%, após crescer em outubro (0,4%). O desempenho positivo nesse mês foi explicado pelo crescimento no grupamento de não duráveis (5,5%). Vale citar também os resultados positivos dos grupamentos de carburantes (6,4%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,1%). Por outro lado, o grupamento de semiduráveis (-13,0%) apontou a taxa negativa nessa categoria.

De janeiro a novembro de 2022, indústria acumula queda de 0,6%

No índice acumulado para janeiro-novembro de 2022, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou queda de 0,6%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 61,1% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por indústrias extrativas (-3,2%), produtos de metal (-9,8%), metalurgia (-4,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,9%) e produtos de borracha e de material plástico (-6,0%). Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos têxteis (-12,9%), de móveis (-17,2%), de produtos de minerais não metálicos (-4,7%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,2%), de produtos de madeira (-11,3%), de máquinas e equipamentos (-1,8%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,2%).

Por outro lado, entre as dez atividades em crescimento, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes foram registrados por produtos alimentícios (2,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,9%), outros produtos químicos (2,7%), celulose, papel e produtos de papel (3,4%), bebidas (3,5%) e outros equipamentos de transporte (12,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os onze meses de 2022 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-3,2%), pressionada pela redução na fabricação de eletrodomésticos (-13,8%), especialmente os da “linha branca” (-18,8%). Os segmentos de bens intermediários (-0,5%), de bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%) e de bens de capital (-0,4%) também assinalaram resultados negativos nos onze meses do ano, mas todos com recuos menos intensos do que o observado na média da indústria (-0,6%).

Fonte: IBGE

Primeira deputada negra do Brasil é reconhecida como heroína da pátria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (5) a inclusão do nome de Antonieta de Barros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Antonieta de Barros (1901-1952) foi deputada estadual em Santa Catarina nas décadas de 1930 e 1940. Foi a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil, estando entre as três primeiras mulheres eleitas na história do país.

Filha de escrava liberta, Antonieta foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres, sendo conhecida também por suas contribuições como jornalista e professora. Foi autora do projeto que definiu o dia 15 de outubro como o Dia do Professor em Santa Catarina, data que só foi oficializada no calendário nacional em 1963.

O relator do projeto de lei para a inclusão de Antonieta de Barros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria (PL 4940/2020), quando a proposta foi analisada no Senado, em dezembro, foi o senador Flávio Arns (Podemos-PR).

— Sua atuação política foi marcada predominantemente pela defesa do magistério, atividade da qual nunca se afastou, com propostas que visavam garantir concursos públicos para os cargos de professor, reduzir a influência política na escolha de diretores escolares e ampliar o acesso ao ensino superior para alunos carentes por meio da oferta de bolsas de estudos — afirmou Arns durante a análise do projeto na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE).

O senador Esperidião Amin (PP-SC) ressaltou que Antonieta também foi cronista, tendo escrito mais de mil artigos em oito veículos de comunicação. Ele destacou o pioneirismo de Antonieta ao escrever já naquela época sobre educação, desmandos políticos e condição feminina.

— Ela foi política. Foi a primeira deputada negra. Portanto, tinha partido. E escrevia críticas políticas também, além de literatura e jornalismo. O Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina publicou um belo exemplar: Antonieta de Barros – Crônicas Selecionadas. E nessas crônicas há críticas, sim, a governos locais, e por fatos objetivos. Ou seja: ela tinha militância, tinha lado — declarou Amin.

Fonte: Agência Senado

Executivos e legislativos: unidades, dobradinhas e interesses pessoais

O Poder Estadual e o Poder Municipal de São Luís estão numa dobradinha na trilha de um caminho temeroso para a democracia e os interesses comunitários. Muito se fala numa “unidade”, num “grupo único e unido” para o bem do estado. Mas será que essa unidade é de fato benéfica para a comunidade ou segue um rumo de interesses pessoais, ou, no máximo do “grupo unido”?

No Governo do Estado, primeiro com a vitória do governador Carlos Brandão (PSB), o poder executivo ficou definitivamente consolidado na sua sequência; segundo, o poder legislativo sofreu uma reviravolta com uma mudança de comando, saindo (provavelmente) das mãos de Othelino Neto (PC do B) para as de Iracema Vale (PSB) (uma reviravolta tênue, mais tênue do que aquela sofrida por Ricardo Murad em 2010-2011, na sua tentativa de assumir o comando da Assembleia Legislativa).

O executivo municipal segue o mesmo caminho de “unidade”, bastante consolidada com a posição de destaque conquistada pelo vereador Paulo Victor (PC do B) (eleito prematuramente presidente da Câmara Municipal de São Luís) junto ao governador Carlos Brandão, durante a campanha ao governo do estado. No executivo Municipal Paulo Victor está a cada dia mais incontestável.

Dois exemplos

Primeiro, o Projeto de Lei Nº 0204/2022, que aponta o Orçamento da Prefeitura da Capital para o ano de 2023, que deveria fechar o ano aprovado, foi emperrado “pelos vereadores”, virando o ano sem LOA. Emperrado por atritos entre legislativo e executivo municipais, e que busca forçar o prefeito a liberar as emendas parlamentares apresentadas pelos vereadores.

Até aí tudo bem; é da política e está dentro dos limites dos interesses políticos e comunitários, embora não seja bom para a comunidade, até porque deve ser votada nesta sexta-feira, juntamente com a Lei Orçamentária a Emenda nº 0002/2022, que tenta aumentar o percentual de emendas parlamentares a que os vereadores vão ter direito em 2023. Lembra-nos de perto o fantasma do Orçamento Secreto, ou Emendas de Relator, que tanto assombraram a nação nos últimos anos.

O segundo e preocupante exemplo é outra emenda na pauta de votação na mesma sessão extraordinária: a emenda Nº 0003/22, que altera o § 3º do Artigo 63 da Lei Orgânica de São Luís. Com a aprovação, os membros da mesa diretora (o presidente da casa, por exemplo) poderiam pedir licença sem a necessidade de se eleger um novo membro para o posto, ou seja, na prática, com a licença, o cargo permanece vago.

Por exemplo, se o presidente Paulo Victor se licenciar para assumir uma secretaria de estado, o cargo de Presidente da Câmara de São Luís fica indefinidamente vago, pelo tempo que o presidente estiver afastado, o que, atualmente é proibido pela Lei Orgânica.

Enquanto isso, o Plano Diretor (tantos anos atrasado) e denúncias graves de um membro do legislativo seguem em banho-maria, esperando, esperando o trem, que não vem…

Características salutares da democracia são a convivência e o debate de ideias no campo dialético. Assim como a alternância de poder, a temporalidade (tão relativa!) dos cargos, são características que trazem segurança aos interesses sociais coletivos. A concentração de ideias e projetos em pequenos e contínuos grupos ameaça esses interesses. Ou, como diria Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”.

Sindicato dos Bancários realiza ato público no Bradesco da Cidade Operária

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) realiza, nesta quinta-feira (05), a partir das 9h, um ato público contra o fechamento de unidades bancárias e demissões, em frente ao Bradesco, Cidade Operária, localizado na  Avenida 203, 48-50.

Segundo Diretor Regional do SEEBMA, o Bradesco está transformando as agências em unidades de negócio, que só servem para reduzir custos, com mais demissões, mais filas e, o pior, a retirada dos vigilantes armados, o que coloca em risco a segurança de todos.

“Ao invés de demitir, o Bradesco deveria contratar mais bancários, além de abrir novas agências, manter os vigilantes e oferecer um atendimento digno à população, com menos juros, menos filas e menos tarifas. Nossa luta continua”, finaliza Cláudio Costa.

Revanchismo X impunidade: dois pesos e duas medidas?

Senão de uma visão dialética séria e comprometida com a justiça, de onde viriam as análises, as visões, as proposições paradigmáticas sobre o que é público, republicano e ético no Brasil?

As mesmas bases podem ser aplicadas para o que é bolsonarista e lulista, ou qualquer “ista” que seja elencado no palco da política e da ideologia no país? Ou é o tal do lugar de fala que fala mais alto?

Primeiro temos o ex-vice-presidente-general Mourão (entre outros) falando em “revanchismo”; depois temos alguns que apontam a ligação de uma das novas ministras de Lula com milicianos cariocas; ou o fato de outro novo ministro ter ligações diretas com o bolsonarismo; ou, ainda, outro ministro afirmar que tem amigos e parentes acampados na frente dos quartéis pedindo golpe militar; fatos, estes, que são minimizados por membros do novo governo; isso só pra ficar em poucos apontamentos.

Outra atitude é o acionamento de forças policiais pra investigar um xingamento a um ministro do STF num aeroporto estrangeiro.

É uma boa hora, essa inicial, para delimitarmos o que é crime e o que é liberdade de expressão; o que impunidade e o que é revanchismo; o que é “suspeito” no bolsonarismo e no lulismo. Será possível associar ética, justiça, seriedade, equiparação, respeito e tantos conceitos sociais a governabilidade? E isso sem fechar os olhos para crimes do passado…

Talvez este caminho largo demais de anistia que o Brasil vem trilhando desde os estertores da ditadura militar seja um de seus equívocos. Crimes de morte e roubo contra o bem público e contra a população não podem, de maneira alguma, ser anistiados. Basta de impunidade no Brasil!

Fazer justiça e atribuir crime a criminosos não é revanchismo; não atribuir é impunidade.

Deputado quer tornar permanente limitação de ICMS sobre combustíveis e gás natural

Um dos temas polêmicos do início do novo Governo Federal, a limitação de ICMS cobrado sobre combustíveis e gás natural, ganhou mais uma pimenta neste início de legislação. O Projeto de Lei Complementar 137/22 torna permanentes as medidas de incentivo fiscal incidentes sobre combustíveis e gás natural previstas nas leis complementares 192/22 e 194/22. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Em março, a Lei Complementar 192 zerou a cobrança do PIS e da Cofins sobre combustíveis em 2022 e estabeleceu a incidência do ICMS apenas uma vez, com base em alíquota fixa por volume comercializado.

Uma medida provisória editada pelo novo governo (MP 1157/23) prorrogou a desoneração de impostos federais sobre combustíveis, inclusive importados, até 31 de dezembro de 2023.

Já a Lei Complementar 194/22, sancionada em junho, proibiu a fixação de alíquotas de ICMS para combustíveis – e outros setores da economia – maiores do que às das operações em geral (17% na maior parte dos estados). Até então, os combustíveis e demais itens pagavam alíquota equivalente a produtos e serviços supérfluos, podendo chegar, em alguns casos, a 30%.

As medidas, que também beneficiavam os setores de energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, tinham como objetivo ajudar no controle da inflação.

“Por entender que a limitação a 31 de dezembro de 2022 de tais medidas tão benéficas ao País representa uma frustração injusta à população brasileira, apresentamos projeto de lei para tornar permanentes os incentivos incidentes sobre combustíveis e gás natural”, diz o deputado Diego Andrade (PSD-MG).

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para análise pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Academia Maranhense de Letras se prepara para o bicentenário de Gonçalves Dias

A Academia Maranhense de Letras (AML) começa os preparativos para a comemoração dos 200 anos de nascimento de seu patrono Gonçalves Dias. A primeira atividade será uma reunião extraordinária, no próximo dia 17.

A reunião vai contar com a participação de representantes do Governo do Maranhão, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, de prefeituras e academias de letras de São Luís e Caxias, de universidades e entidades da sociedade civil, quando a AML apresenta o planejamento, o cronograma e o orçamento de eventos sobre o bicentenário do poeta Gonçalves Dias; eventos que ocorrem durante todo o ano de 2023.

A programação do bicentenário prevê a realização de palestras, criação de selo, publicação de livros, exposição de artes, espetáculos de dança, recitais, produção de documentário, entrega de medalhas e muitos outros eventos, “O poeta Gonçalves Dias é motivo de orgulho do Maranhão e de todos os maranhenses”, explica o presidente da AML, Lourival Serejo.

Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias (MA), em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras e patrono geral da Academia Maranhense de Letras. Entre as suas principais obras estão “Canção do Tamoio”, “I-Juca-Pirama”, “Se se morre de amor”, “Ainda uma vez-adeus!” e “Canção do exílio”.

Ex-deputado Marcelo Tavares assume presidência do TCE-MA

O conselheiro Marcelo Tavares, recém eleito para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), assumiu nesta segunda-feira (2), a presidência do colegiado de contas maranhense. Tavares vai comandar o TC no biênio 2023-2024 em substituição ao conselheiro Washington Luiz de Oliveira.

Marcelo Tavares terá como companheiros de Mesa Diretora do tribunal os conselheiros Jorge Pavão (vice-presidente), Raimundo Oliveira Filho (corregedor) e Edmar Serra Cutrim (ouvidor).

Ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-secretário da Casa Civil, aos 51 anos de idade, Marcelo Tavares passou a ocupar a vaga de conselheiro aberta com a aposentadoria compulsória do conselheiro Raimundo Nonato Lago, no ano passado.

Após a entrada em exercício, Marcelo Tavares reuniu-se com diversos assessores, auditores e técnicos do TCE maranhense, junto com os quais percorreu as dependências da instituição, especialmente os ambientes que no momento passam por adequações e reformas.

Nos próximos dias, o conselheiro Marcelo Tavares deve intensificar a agenda de encontros e reuniões técnicas de trabalho com a finalidade de elaborar as estratégias e ações que devem ser implementadas ao longo de sua gestão à frente do TCE maranhense.

Incêndio destrói restaurantes em Atins, região dos Lençóis Maranhenses

Um incêndio destruiu bares e restaurantes em Barreirinhas, na praia de Atins, destino de milhares de turistas que vem conhecer os Lençóis Maranhenses. O incidente começou por volta das 20 horas desta segunda-feira (2), deixando dois restaurantes totalmente destruídos.

Os estabelecimentos na Praia de Atins são feitos de madeira e cobertos de palha, material altamente inflamável, motivo pelo qual o fogo rapidamente se espalhou. O incêndio só foi controlado de madrugada desta terça-feira (3), através de uma ação conjunta que envolveu a Polícia Militar de Turismo (2º BPTur), comandado pelo coronel Roberto Filho, bombeiros da região e moradores de Atins.

Apesar do grande movimento de turistas na região dos Lençóis, o corpo de bombeiros que atende a região não estrutura. Nem os carros-tanque disponíveis são preparados para o terreno arenoso que leva às praias.

O incidente foi grave, com grandes perdas matérias. Felizmente não houve vítimas. A região está em alta temporada de visitação. A ocorrência deste início de ano serve  de alerta para as autoridades, demonstra que já é o momento de se profissionalizar a atividade na região, inclusive com a estruturação de serviços de atendimentos de emergência, como de bombeiros, de saúde e de infraestrutura.

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