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Enquanto a trégua não vem

Os últimos fins de semana foram tensos na política maranhense, indiretas, discursos equivocados, troca de farpas nas redes sociais e incendiários estimulando o rompimento do governador com o grupo que o apoiou na eleição de 2022.

Como já foi dito e desdito tanta coisa sobre essa desavença, desde “conselhos” em capas de jornais até avisos de outros que já pagaram o preço pela mesma teimosia, até o Lula já avisou. Então vamos desanuviar e brincar um pouco com as palavras para fazer uma análise misturando trechos de letras da icônica banda brasiliense Plebe Rude com os fatos locais, até porque o maior prejudicado com essa contenda somos nós o povo, a plebe.

Um pouco além de noticias de jornais e um pouco aquém da situação atual, esse absurdo já é tão constante nas rodas de conversas em todo Maranhão que ultrapassou as divisas e chegou até a capital da esperança, as asas e eixos do Brasil, Brasília.

O governador foi até o presidente Lula para se queixar do jeito midiático do seu vice Felipe Camarão, sem levar em consideração que esse mesmo jeito midiático o ajudou enquanto ele esteve fazendo tratamento de saúde em São Paulo durante a campanha. Por outro lado, Brandão se sentiu desrespeitado por seu vice ter tido uma agenda com o presidente Lula antes dele ter sido comunicado, afinal o seu direito é me obedecer, você pode me subestimar, mas vou te punir.

Por que você não gosta mais de mim? Perguntou Felipe. Mas já era tarde demais, o governador exonerou seu vice da secretaria de Educação, tirando do governo o gestor que melhorou todos os índices da educação no Estado segundo o IBGE, tirando também a possibilidade dele cumprir agenda oficial pelo interior do Estado. Coincidência ou não, o ato foi logo após o governo federal repassar a verba dos precatórios para o Estado, fato que abre margem para muitas especulações.

Felipe sentiu a punhalada, afinal era um dos mais atuantes na briga pelos professores e em prol da educação, mas ficou sem saber o que pensar. Já nem sei se estou contigo, já nem sei para onde a gente vai e os ainda aliados de Brandão passaram a perguntar, você ainda lembra como era Brandão?

Mas o governador já estava envenenado pela sopro no pé de ouvido dos aliados que estavam guardados nas prateleiras empoeiradas e também por incendiários com discursos inflamados na tribuna da Assembleia em busca de mais espaços de poder para garantir mandatos com o suporte dos feudos eleitorais, ainda mais depois de caírem com estratégias extremas, ideologias marcadas se alguém quiser se rebelar, oposição reprimida, radicais calados, toda angustia do povo é silenciada, tudo para manter a boa imagem do Estado. Cabe a minoria falar o que quer apesar da repressão…

A contenda chegou até a tribuna da assembleia num jogo onde se você falar mentiras sobre a gente falamos a verdade contra você. Já Iracema Vale até então impávida, daqui de cima do altar é estranho, vejo muitos sorrisos, nenhum e um é falso. E foi a partir do único deputado de oposição declarado que veio o principal levante e quase tomada do parlamento, num movimento silencioso que nem mesmo a imprensa acostumada com previsões conseguiu entender o que estava acontecendo. Os dois lados se atacaram por trás com tapinhas nas costas, já se conheciam há muito tempo, mas tinham que disfarçar, trocaram papeis, informações falsas, se esconderam atrás de sorrisos procurando vitórias, vitórias.

Enquanto isso está passando na globo sexo e karatê, mas não quero mais ver, queremos ver em tempo real, “mas rapaz”, onde vai parar o seu jogo?, porque na sua indecisão você nem viu, ninguém se importa por seu jogo, você está em xeque mate viu? E o culpado é você.

Mas quem tem a razão, um momento, palavras não justificam a ida em vão. Quem escutar então? Delegado ou jurista com relatório em mãos. A lei não ressuscita, burocratiza o que eu já sei. Esclarece por favor, o que é tão temido só acontece com os outros, o que você faria?

O melhor conselho é olhar para trás, herdamos do passado velhos erros e ideais que só servem de exemplo para os demais, mas como lembrar não custa nada, quem se recorda do tratamento dado por Roseana Sarney para o seu vice na época Zé Reinaldo, que ficou isolado na mansão da vice governadoria com tudo cortado, no limbo. Mas quando chegou a sua vez ele poderia ter feito diferente, mas pagou na mesma moeda e quem sofreu foi Jura Filho que acabou despejado do gabinete. Mais tarde Zé Reinaldo pagaria um preço alto pela teimosia de ficar até o final do governo, foi preso e humilhado pela operação navalha.

Essa escolha de vice é um negócio que sempre deu crise, a história política do Maranhão mostra claramente, mas teve um político que fez diferente, Flávio Dino, além de tratar bem por oito anos Carlos Brandão, delegou poderes ao seu vice, que tinha um gabinete atuante na residência oficial do Turu, chegou a ir na China algumas vezes em viagens representando o governo com poder de decisão e mais ainda, Flavio Dino colocou todo o seu grupo para vestir a camisa da eleição de Brandão, mas agora com a visão turva, Brandão age como os outros do seu velho grupo empoeirado e acostumado as velhas práticas sufocando justamente o seu vice Felipe Camarão, que foi dos nomes mais atuantes para eleição do atual governador.

Por mais que tenham muitos incendiários jogando gasolina nessa relação, ainda é possível acreditar na serenidade do governador, ele tem o poder para decidir e para além do discurso de quem traiu quem, o mais importante é pensar na construção de pontes para o bem do povo maranhense, uma vez que nunca na história política brasileira o Maranhão esteve tão bem representado nacionalmente, com vários nomes bem posicionados em Brasília com possibilidades reais de fazer muito pelo Estado.

Enquanto isso, Johnny vai a guerra outra vez, diversão que ele conhece bem, enquanto a trégua não vem…

Othelino, Tio França  e a  traição ou conspiração da pólvora

Em novembro de 1605 Guy Falkes tentou explodir o parlamento inglês e assassinar o rei da Inglaterra James I por ter dado continuidade à política de fortalecimento do protestantismo iniciada pela rainha Elizabeth I. O plano silencioso quase dá certo, porém Falkes foi detido a meia noite nos porões do Palácio de Westminster prestes a detonar a pólvora.

O 13 de novembro também ficará marcado na história do Brasil e também no Maranhão. Em Brasília um típico bolsonarista protagonizou cenas de tragicomédia numa tentativa de explodir uma estátua na praça dos três poderes, um dos motivos seria o ódio ao comunismo, o “prêmio pela bravura” foi infelizmente a morte e com o número 13 inscrito em sua lápide por toda a eternidade.

Se na capital federal o ato foi espalhafatoso, aqui na província a conspiração foi silenciosa. A eleição para a mesa diretora da assembleia corria no clima de já ganhou pelo seleto grupo Brandão. Do outro lado estava o desacreditado Othelino Neto que trabalhou silenciosamente no queria seria um dos maiores vultos políticos da história do Estado e ele estava tão certo da vitória que levou a família para comemorar a queima de fogos.

Mas o outrora traidor acabou sendo traído, pelo menos dois deputados apagaram o pavio, não se ouviu o barulho dos fogos e a votação terminou empatada com a atual presidente ganhando por idade a disputa.

Entre as muitas narrativas a que mais se aproxima da realidade é que o governador Carlos Brandão recebeu o mais duro dos recados, cumprir palavras e acordos políticos garantem longevidade no poder com bons mandatos, ainda mais com quem firmou a palavra.

Qualquer coisa diferente disso são apenas narrativas dos incendiários que circundam o poder em busca de mais espaço no governo atirando verborragias ao vento.

 

José Ewerton Neto lança novo livro na Academia Maranhense de Letras

O escritor José Ewerton Neto lança nesta quinta-feira (17) seu novo livro, A última viagem de Gonçalves Dias. Trata-se de uma coletânea com quatro contos, cada um buscando um estilo e uma referência próprios, ora a linguagem, ora a emoção.

Ewerton Neto, membro da Academia Maranhense de Letras é autor de diversos títulos, envolvendo romance, contos e poesia, além de uma coluna de crônicas em um site local. Os livros O ofício de matar suicidas e O menino que via o além são exemplos de trabalhos do autor que percorreram e percorrem o país inteiro, ambos já tendo várias edições.

Agora, com o novo livro, Ewerton retorna ao conto, gênero bastante frequente na obra do autor. O livro será apresentado ao púbico na Academia Maranhense de Letras (Rua do Sol, aos fundos da Igreja do Carmo), a partir das 18:30. O evento conta, ainda, com a palestra Cidade e Memória: São Luís nos versos de José Chagas e Arlete Nogueira, por Gabriela Lages.

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Os quatro contos

“A última viagem de Gonçalves Dias” é uma ficção criada livremente pelo autor a partir de elementos por ele captados nos parcos registros existentes sobre a vida do poeta Gonçalves dias em seus últimos dias.  Nesta narrativa a imaginação supre de simbolismo poético a realidade trágica desses derradeiros momentos – que até hoje permanece envolta em sombras, distante de luz esclarecedora que alumie o eu de fato aconteceu.

“O pequeno dicionário de paixões cruzadas” é uma história policial de paixão e mistério que, forma inusitada no gênero, é ritmada por palavras, o que gradativamente seduz o leitor até o desfecho surpreendente.

“Viagem tão longa” trata do passeio de dois passageiros em cima de uma moto, tão breve em uma direção quanto ousada, pungente e interminável em outra, pelos meandros dos mais puros e conturbados sentimentos familiares.

“Volte ao meu romance” é um romance dentro do romance, uma aventura de jovens que hesitam entre descambar para a paixão ou construírem uma terna homenagem ao próprio romance.

Expediente:

Lançamento do livro A última viagem de Gonçalves Dias, de José Ewerton Neto

Quinta-feira, dia 17, às 18h30min

Na Academia Maranhense de Letras (Rua do Sol, Centro)

Fábio deve deixar Wellington e Yglésio para trás, indicam pesquisas

As últimas pesquisas de intenção de votos sobre as eleições em São Luís indicam que o candidato do PDT Fábio Câmara deve mesmo se consolidar como terceira via na capital maranhense.

Os números da Quaest e agora os da Veritá indicam que ele já deixou para trás Wellington do Curso (Novo), Flávia Alves (Solidariedade), Franklin Douglas (PSOL) e Sauylo Arcangelli (PSTU).

Agora briga pela terceira posição com Dr. Yglésio (PRTB), mas com vantagem estrutrual. Ao contrário de Yglésio, Fábio tem garantida participação em todos os debates na reta final, além e participação importante na propaganda eleitoral diária no rádio e na TV.

A pesquisa Quaest/TV Mirante divulgada semana passada já havia mostrado Fábio em terceiro no levantamento espontâneo. Nesta quarta-feira (18), o Instituto Veritá apontou que o pedetista está empatado tecnicamente com Yglésio na terceira posição.
Fabio tem a seu favor a empatia de quem conhece o povo e os problemas da cidade de perto desde o início da sua atuação política na capital.

Fora isso, ele conseguiu se consolidar como opção na Zona Rural, onde está desde o início da pré-campanha, ainda em 2023. A Zona Rural tem condições de garantir até mesmo a participação em um segundo turno.

Para as lideranças do PDT, a posição estratégica de Fábio nesta reta final pode ter influência direta na decisão do eleitor de levar ou não a eleição em São Luís para um segundo turno.

No Maranhão Lula é Sarney Futebol Clube

Quem não lembra daquele canto das torcidas para enaltecer os jogadores que decidiam as partidas?

Recordar.é viver, fulano acabou com você.”

O ano era 2002, o Brasil celebrava o penta campeonato mundial e também a eleição do primeiro presidente genuinamente de esquerda no país. A euforia e a esperança eram enormes, mas o Lula já não era mais aquele do sindicato dos metalúrgicos e a  “gourmetização” do saudoso Duda Mendonça o transformou no Lulinha paz e amor, começava ali o seu relacionamento com o famigerado centrão e essa tal de governabilidade.

Na reta final do primeiro mandato surgiu o escândalo do mensalão que abalou o governo naquele momento com Roberto Jeferson entregando o esquema capitaneado por José Dirceu, que era o operador do arrego dos parlamentares naquela época. O clima ficou muito tenso, mas Sarney e Renan Calheiros mataram no peito e seguram a pressão abrindo as portas da casa grande para o ex metalúrgico, mas as faturas com certeza seriam cobradas no estilo Dom Vito Corleone do clássico o poderoso chefão.

Nas eleições de 2006, Jackson Lago do PDT teve uma vitória histórica derrotando Roseana Sarney com apoio de Lula enchendo o Maranhão de esperança para um governo legitimado pela classe trabalhadora, mas a euforia deu lugar a frustração com um golpe profundo na democracia maranhense. Roseana toma o governo no tapetão com um processo forjado pelo “obreiro” Chiquinho Escórcio e uma atuação decisiva  do honorário ministro Eros Grau nomeado por Lula para o STF.

Lula que já tinha se distanciado da esquerda raiz pagou a fatura virando as costas para a luta dos trabalhadores maranhenses devolvendo o território feudal a família Sarney.

Lembram do canto no início do texto, poderia ser assim não é ?

Recordar é viver, o Lula acabou com o PDT.”

E assim caminhou o Brasil e o Maranhão, mensalão, atos secretos, refinarias sem petróleo e esquemas.ilusorios até Flávio Dino chegar ao poder e “acabar” de vez com a oligarquia.

Confesso que nunca entendi muito bem essa bandeira  de Dino em acabar com a oligarquia tendo como vice um membro umbilical do grupo Sarney, o resultado é que depois de 7 anos e meio o Maranhão voltou a ser pacificado.

Flávio Dino foi promovido ao STF, Brandão governando com parentes, Lula indo jantar na casa grande e a militância no sol quente tremulando as bandeiras aplaudindo Sarney sob os olhares da poesia atemporal de Renato Russo.

“Mudaram as estações e nada mudou..

Se lembra quando a gente

Chegou um dia acreditar…”

O engodo do maior São João do Mundo

Para entender melhor a origem desse título é preciso voltar um pouquinho no tempo.

O ano era 2022, um ano de eleição para o governo do Estado, Carlos Brandão já era  governador, mas enfrentava dificuldades no eleitorado de São Luís, para conter o avanço de Weverton Rocha e Lahésio Bonfim na capital escalou o vereador Paulo Vitor com o objetivo de trazer os vereadores para o lado governista, missão dada missão cumprida, porém foi obrigado a prometer mundos e fundos aos colegas famintos por espaços atropelando a presidência de Osmar Filho que trabalhava em prol do senador pedetista, mas acabou priorizando a sua eleição e fugiu dessa bola dividida.

Havia também uma demanda reprimida em virtude da pandemia e com dois anos sem São João meus amigos os maranhenses estavam subindo pelas paredes com saudade das festividades.

Paulo Vitor era um rolo compressor, passou por cima de Astro de Ogum que até então tinha muita liderança no segmento da cultura popular, mas sem força no governo teve que assistir de camarote a ascensão do PV que foi pra cima e bradou aos quatro cantos que iria fazer o maior São João do mundo, nunca fez, porém nascia ali a maior forçação  de barra da história da nossa cultura colocando o nosso São João como o maior do mundo.

De resultado pouco efetivo para quem realmente faz a cultura do Maranhão e invencionices como uma travessia boieira e bandeirinhas na ponte do São Francisco, Paulo Vitor virou secretário de cultura trazendo na bagagem um modelo aprimorado de gestão para a pasta, a SECMA como produtora de eventos nacionais, se antes era mais tímida a contratação de artistas de outros estados, agora a turma do PV estava no palco, no som e na luz, vumbora que vai dar certo, esse era o lema segurando a mangueira em cima do carro pipa.

Não deu, o homem que peitou Braide achando que ia ser vitorioso deu um passo maior que a perna, queimou a largada e na disputa midiática com o prefeito levou a pior, não conseguiu nem arranhar a imagem do chefe do executivo municipal, perdeu a secretaria de cultura e não conseguiu sequer ser candidato a prefeito pelo grupo do governador.

Para a cultura deixou o seu maior legado, Yuri Arruda, um gestor que disse abertamente que para ser secretário de cultura não precisa entender de cultura, não precisamos falar mais nada não é?

Mas o resultado está posto, verbas milionárias e antecipadas para atrações nacionais de outros segmentos enquanto as brincadeiras maranhenses ficam um ano sem receber os valores ínfimos que não representam o seu valor, a praia grande que é o nosso maior atrativo turístico sem as tradicionais bandeirinhas e sem um arraial sequer, verbas que deviam ser destinadas ao fomento entregues a empresas privadas para exploração de camarotes e por ai vai.

Será que podemos chamar isso de maior São João do Mundo mesmo?

Segundo a revista da companhia aérea azul em sua matéria especial de capa desse mês, o São João do Maranhão não foi colocado sequer entre os dez destinos mais procurados do nordeste, ou seja, a demanda de turistas para São Luís nesse período não é essa coisa toda que o governo tenta empurrar goela abaixo, mas acredita quem quiser ou pelo menos fingir que é verdade, mas que é vergonhoso isso é.

Além do São João da Thay, Maranhão terá mais 4 projetos milionários

De acordo com o diário oficial, o governo do Estado através da secretaria de Cultura do Estado aprovou mais quatro projetos milionários para o São João do Maranhão, anunciado como maior do mundo, mas que na verdade é uma boa fábula, porém sem o boi e muito menos o miolo.

veja abaixo a relação dos agraciados:

  • São João de emoções e encantos com valor de 1.499.680,00 em favor da empresa C A Entretenimento e Produções. 
  • Brilho e Magia do São João com valor de 1.493.500,00 em favor da empresa Santa Teresinha Empreendimentos 
  • São João de encantos e tradições com valor de 1.999.230,00 em favor da empresa JS Produções e serviços Ltda.
  • Viva o São João do Maranhão com valor de 1.998.715,00 em favor da empresa Y98 Produções e Entretenimento. 

Procuramos o secretário de Cultura e o seu adjunto para obtermos mais informações, como local e atrações desses eventos, mas não obtivemos respostas. A julgar pelo valores aprovados pelo governo do Estado esses arraiais devem ser gigantescos, dignos realmente dos maiores eventos do mundo.

De acordo com o que já saiu na imprensa oficial e oficiosa, o maior São João do mundo, que sé existe no nordeste, está apostando todas as suas fichas na arena do Barreto (não é aquela do famoso rodeio de SP embora a vaquejada nesse governo tenha virado mérito cultural) montando uma mega estrutura de camarotes e arena de shows com grandes nomes da música brasileira, um padrão cheio de mãos que todos já conhecem.

A conta será paga segundo o governador por um grande empresário filantropo desconhecido, então se o governador falou ta falado. Mas bem que esse cidadão bem intencionado que bancou a destruição da pista de atletismo no complexo esportivo do castelão(dizem que vão entregar uma nova) poderia construir um novo circo da cidade uma reclamação antiga dos fazedores de cultura da capital.

Mas fora esse grande evento da cultura sem cultura maranhense no Barreto não temos notícias de onde acontecerá esses quatro grandes projetos e tomando por base outro ponto curioso dessa fábula de maior São João do mundo que foi o São João da Thay já imaginamos o que vai acontecer.

Enquanto isso, não vemos sequer o nome das atrações maranhenses nas divulgações e muito menos bons espaços nas apresentações o que constata que nossa tradição cultural foi deixada de lado em prol de um modelo empresarial que perdeu espaço na iniciativa privada e agora se escora no poder público tirando o pão dos que realmente carregam nossas tradições culturais.

Resista São João, seja resiliente que tudo isso vai passar.

 

Inaldo Pereira prefeito de Paço do Lumiar

Paço do Lumiar: a primeira canetada é…

A população de Paço do Lumiar é a senhora do seu destino e naturalmente vítima das suas escolhas. Décadas de atraso social, político e econômico que impactam diretamente na qualidade de vida dos que habitam o município.

A lista de políticos e prefeitos condenados por envolvimento em corrupção na cidade luminense é extensa com protagonismo dos que sentaram na cadeira do executivo desde 1997.

O clã Aroso ficou famoso pelos escândalos, prisões e tornozeleira eletrônica quando esse acessório ainda era novidade por aqui. Mabenes Fonseca que se elegeu com o discurso de prefeito humilde, mas manteve a tradição condenado por utilizar recursos do FUNDEF sem licitações.

Já Raimundo Filho foi o mais rápido no gatilho batendo o recorde de contratar e pagar sem licitação uma construtora com apenas 4 dias de mandato substituindo a famosa Bia Venâncio. De lá até aqui foi um festival de escândalos, Josemar Sobreiro, Núbia Dutra que foi tirada pela polícia da prefeitura num caso parecido o famoso Tio Paulo da atualidade.

A galeria ganhou uma foto recente, a da prefeita Paula da Pindoba que foi recentemente afastada pela justiça e no seu lugar assumiu o vice prefeito Inaldo Pereira que na sua primeira canetada nomeou a esposa, o primo e o genro para cargos do primeiro escalão da prefeitura.

Pegando carona num meme que tem feito sucesso na internet onde um personagem imitando a morte com uma foice está em busca da próxima alma.

“Hum, é assim que eu gosto, Amostradinho.”

Mas na real, seria cômico se não fosse trágico e enquanto isso as eleições estão chegando, quem será a bola da vez ?

Raimundo Oliveira, o fantoche da banca

Todos estão acompanhando a disputa entre o SINPROESSEMA e o Governo do Estado pelos milhões dos precatórios da educação.

Desde o ano passado quando o governo federal aprovou o pagamento dos valores do FUNDEB aos professores, Governo e Sindicato passaram a correr atrás cada um do seu quinhão.

Primeiro foi o governo que tentou ficar com os juros do montante  e o direito de usar a sua parte em outras áreas além da educação. A ação onde tentou abocanhar os juros em cima do valor total não teve êxito, mas garantiu o direito de usar os juros referente aos 40% em outras áreas do governo, o que já configura uma perda significativa para educação deixar de receber esses recursos que poderiam ser investidos em melhores condições para o ensino no Estado.

Na outra ponta da corda está o SINPROESSEMA que atuou contra a possibilidade dos juros referentes ao percentual dos docentes irem parar na mão do Estado e é aí que a vaca passou a não respeitar os bezerros.

O Sindicato que na sua essência serve para defender os professores passou a defender com unhas e dentes uma banca de advogados de olho nas cifras que chegam a mais se 400 milhões de reais.

Aliás, uma coisa que falta em todo esse imbróglio é uma coisa chamada transparência.

Não sabemos ao certo o número de professores ativos e inativos beneficiados, além dos critérios para os cálculos essa partilha.

Mas que é mais estranho nessa história é a relação entre o percentual dos honorários advocatícios e o valor que foi divulgado que gira na ordem dos 430 milhões de reais.

A julgar pelo empenho do Presidente do SINPROESSEMA, Raimundo Oliveira, chegando ao ponto de partir para o ataque comprando mídia em horário nobre para atacar o Secretário e Vice Governador Felipe Camarão, o cachê de ventríloquo deve ser muito alto a ponto de passar por cima do ideário do Partido dos Trabalhadores; se bem que nesse aspecto ele ainda não deva ter tido tempo de conhecer a cartilha do PT, uma vez que ingressou em suas fileiras recentemente.

 

 

A cidade amanhece sem água, sem ônibus, sem governo e nunca terá

A cidade amanhece sem água, sem ônibus, sem governo e nunca terá

Parece problema de meados do século XX, de uma república de bananas qualquer encravada na imensidão selvagem da América do Sul… Roteiro de filme irresponsável, como um sem percentagem das produções roliudianas. Ou a São Luís do século 19 quando Ana Jansen manipulava a distribuição de água na capital Timbira, feita sob carroças puxadas por cavalos ou bois…

“Mudaram as estações, nada mudou”… outro roteiro de música ingênua de Renato Russo cabendo na nossa capital de mais de um milhão de habitantes, onde os princípios ainda se firmam em costumes (?) monárquicos de séculos passados.

A única coisa que parece transcorrer na hipermodernidade, ou modernidade líquida é que as notícias pipocam nas redes sociais: grupos de porteiros, supervisores ou de síndicos, que anunciam mais um desespero na chegada ao trabalho, uma vez que não tem transporte coletivo das “cidades dormitórios” que fornecem profissionais para a “corte”, mas também não chegou a água do “dia de sim” e as cisternas estão vazias…

“E ainda assim, ela gira”… mesmo que nos grupos de jornalismo, de blogueiros nada, ou quase nada se fale, porque a greve é de responsabilidade do governo do estado.  Transporte semiurbano da famigerada MOB, a água da famigerada CAEMA e tantos famigerados…

Resta vir um magistrado com sua “varinha mágica” e decretar a greve: ilegal (mas é de responsabilidade do governo!!!! – mas vai sobrar para o sindicato! rsrsrsrs), e, pronto! “missão cumprida!”.

Enquanto isso na “fundição do jeitinho”, se forja um, quer dizer, constrói-se uma legislação para nomear parentes, homenagear cretinos ou impedir piercing e tatuagem em cachorros (que cagam e mijam a cidade inteira), ou pra dar passagem de graça para “cegos em quartos escuros, procurando gatos pretos que não estão lá”, embora o transporte esteja paralisado porque “nãoseiquem disse que pagou, mas nãoseiquem disse não recebeu e nãoseiquem resolveu parar da noite para o dia e a generalidade de trabalhadores, empresários e todo mundo que se foda.

Mas a construção da justiça e da dignidade humana, não. Definitivamente, não! Isso é com a torcida. Água, transporte coletivo, limpeza urbana, sustentabilidade, cidadania: só arrumando um “bando de macho, com testosterona” para resolver isso na bala, no chute e no grito. Né, Coronel?!

P.S: A última frase contem ironia.

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