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Taxa de desemprego cai e fecha 2022 em 8,1% e subutilização atinge 18,9% da população

taxa de desocupação (8,1%) do trimestre móvel de setembro a novembro de 2022 recuou 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de junho a agosto de 2022 (8,9%) e 3,5 p.p. ante o mesmo período de 2021 (11,6%). Foi a menor taxa de desocupação desde o trimestre móvel encerrado em abril 2015 (8,1%).

Indicador/Período Set-Out-Nov 2022 Jun-Jul-Ago 2022 Set-Out-Nov 2021
Taxa de desocupação 8,1% 8,9% 11,6%
Taxa de subutilização  18,9% 20,5% 25,0%
Rendimento real habitual R$ 2.787 R$ 2.706 R$ 2.601
Variação do rendimento habitual em relação a: 3,0% 7,1%

população desocupada (8,7 milhões de pessoas) recuou 9,8% (menos 953 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 29,5% (menos 3,7 milhões de pessoas desocupadas) na comparação anual. É o seu menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015.

população ocupada (99,7 milhões) foi recorde da série iniciada em 2012, com alta de 0,7% (mais 680 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 5,0% (mais 4,8 milhões) no ano.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 57,4%, variou 0,3 p.p. frente ao trimestre anterior (57,1%) e subiu 2,2 p.p. ante igual trimestre de 2021 (55,1%).

taxa composta de subutilização (18,9%) caiu 1,6 ponto percentual no trimestre (20,5%) e 6,1 p.p. no ano (25,0%).

população subutilizada (21,9 milhões de pessoas) caiu 8,4% frente ao trimestre anterior e 24,6% na comparação anual.

população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,8 milhões) caiu 9,4% (menos 597 mil pessoas) no trimestre e 23,7% (menos 1,8 milhão) no ano.

população fora da força de trabalho (65,3 milhões de pessoas) cresceu 1,0% ante o trimestre anterior (mais 660 mil) e ficou estável na comparação anual.

população desalentada (4,1 milhões de pessoas) caiu 4,8% em relação ao trimestre anterior (menos 203 mil pessoas) e 16,7% (menos 817 mil pessoas) na comparação anual.

percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,6%) variou -0,2 p.p. no trimestre e caiu 0,7 p.p. no ano.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,8 milhões, subindo 2,3% (817 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 7,5% (mais 2,6 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,3 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 9,3% (1,1 milhão de pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) caiu 1,4% ante o trimestre anterior (menos 370 mil pessoas) e ficou estável no ano.

O número de trabalhadores domésticos (5,9 milhões de pessoas) ficou estável no confronto com o trimestre anterior e cresceu 4,5% (mais 255 mil pessoas) no ano.

O número de empregadores (4,3 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 12,0% (466 mil pessoas) na comparação anual.

O número de empregados no setor público (12,3 milhões de pessoas) também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 8,8% na comparação anual (mais 993 mil).

taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais) contra 39,7% no trimestre móvel encerrado em agosto e 40,6% no mesmo tri de 2021.

rendimento real habitual (R$ 2.787) cresceu 3,0% no trimestre e 7,1% no ano.

massa de rendimento real habitual (R$ 273 bilhões) cresceu 3,8% frente ante o trimestre anterior e 13,0% na comparação anual.

Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2022
No trimestre móvel de setembro a novembro de 2022, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 108,4 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2022 e crescendo 1,0% (1,1 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2021.

Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento nos seguintes grupamentos de atividades: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,6%, ou mais 307 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,8%, ou mais 319 mil pessoas). Os demais grupamentos não variaram significativamente.

Ante o trimestre encerrado em novembro de 2021, houve alta em: Indústria Geral (4,0%, ou mais 499 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (6,1%, ou mais 1,1 milhão de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (10,7%, ou mais 513 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (6,3%, ou mais 716 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (8,4%, ou mais 1,4 milhão de pessoas), Outros serviços (14,1%, ou mais 673 mil pessoas) e Serviços domésticos (4,2%, ou mais 236 mil pessoas). Houve redução de 3,6% no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (menos 318 mil pessoas).

Taxa composta de subutilização – Trimestres de setembro a novembro – Brasil – 2012 a 2022 (%)
rendimento médio real habitual (R$2.787,00), frente ao trimestre móvel anterior cresceu nas seguintes categorias: Construção (7,5%, ou mais R$ 156), Transporte, armazenagem e correio (5,9%, ou mais R$ 152), Alojamento e alimentação (5,7%, ou mais R$ 96) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,6%, ou mais R$ 134). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Frente ao trimestre encerrado em novembro de 2021, houve aumento em Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (13,3%, ou mais R$ 213), Indústria (4,4%, ou mais R$ 113), Construção (13,1%, ou mais R$ 260), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,9%, ou mais R$ 164), Transporte, armazenagem e correio (8,1%, ou mais R$ 204), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (8,3%, ou mais R$ 312) e Serviços domésticos (6,6%, ou mais R$ 65). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Entre as posições na ocupação, em relação ao trimestre anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,1%, ou mais R$ 55), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (2,6%, ou mais R$ 106) e Conta própria (6,1%, ou mais R$ 128). As demais categorias não apresentaram variação significativa. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento em Empregado com carteira de trabalho assinada (5,3%, ou mais R$ 132), Empregado sem carteira de trabalho assinada (12,9%, ou mais R$ 210), Trabalhador doméstico (6,6%, ou mais R$ 65) e Conta própria (10,7%, ou mais R$ 216).

 

Fonte: IBGE

Mudanças nas aposentadorias são automáticas: veja o que muda em 2023

Quem está prestes a se aposentar precisa ficar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por idade

A regra de transição estabelece o acréscimo de seis meses a cada ano para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2023. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima estava em 60 anos, passando para 60 anos e meio em janeiro de 2020. A idade mínima para aposentadoria das mulheres aumentou para 61 anos em 2021, 61 anos e meio em 2022 e agora chegou ao valor estabelecido pela reforma.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 15 anos.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2021 para 2022. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 90 pontos (mulheres) e 100 pontos (homens).

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 58 anos (mulheres) e 63 anos (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Direito adquirido

Quem alcançou as condições para se aposentar por alguma regra de transição em 2022, mas não entrou com pedido no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado, não precisa se preocupar. Por causa do conceito de direito adquirido, eles poderão se aposentar conforme as regras de 2022.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do fim da década de 90, o momento para conquistar o direito à aposentadoria ocorre quando o trabalhador alcança as condições, independentemente de data do pedido ou da concessão do benefício pelo INSS. Isso beneficia os segurados que enfrentam longas filas no INSS para ter os processos analisados.

Ao tomar posse, no último dia 3, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse que pretende rever a reforma da Previdência. Dias depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informaram que nenhuma revisão está em estudo e que qualquer decisão desse tipo precisa ser aprovada pelo Palácio do Planalto.

Fonte: Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro é preso em Brasília

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres foi preso  pela Polícia Federal, na manhã deste sábado (14). Ele foi detido ao desembarcar no aeroporto de Brasília, após chegar em um voo comercial vindo de Miami, nos Estados Unidos.

O avião com Torres decolou na sexta-feira (13), por volta das 23h30, e chegou a Brasília às 7h25 de hoje. Um forte esquema de segurança, envolvendo mais de um comboio, foi montado na saída do aeroporto. O destino final do ex-ministro ainda não foi divulgado.

O ex-ministro teve a prisão determinada na última terça-feira (10) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a pedido da PF. Na quarta-feira (11), a corte validou a decisão, por 9 votos a 2.

Anderson Torres é acusado de omissão e de facilitação para os atos terroristas em Brasília, no último domingo (8), que resultou na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF.

A situação de Torres se complicou após a Polícia Federal ter encontrado, em sua casa, uma minuta de decreto de estado de defesa a ser cumprido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-ministro nega participação na tentativa de golpe de Estado. Assim que a decisão de Moraes se tornou pública, Torres postou, nas redes sociais, que se entregaria. Em relação à minuta encontrada em sua casa, ele escreveu que o documento foi vazado “fora de contexto”.

 

Fonte: da Agência Brasil

Livro: As diversas formas de violência política contra mulheres

A Edições Câmara lançou a publicação “O que é Violência Política contra a Mulher?”, que discute a baixa representatividade de mulheres em posição de poder e os vários desafios que as candidatas precisam enfrentar antes, durante e depois do pleito, no exercício de seus mandatos.

De autoria de Danielle Gruneich e Iara Cordeiro, assessoras técnicas da Secretaria da Mulher da Câmara, a obra explica, de forma didática e direta, as diversas formas de violência política contra mulheres, como denunciá-las e a importância de maior participação feminina na política.

A publicação também aborda os recentes avanços no ordenamento jurídico brasileiro nesta área, com a promulgação da Lei 14.192/21 (sobre violência política contra a mulher) e da Lei 14.197/21 (Lei do Estado Democrático de Direito).

O objetivo da Câmara dos Deputados com a obra é contribuir para consolidar uma cultura de combate à violência política contra as mulheres, promovendo condições para aumentar a participação feminina.

A obra pode ser adquirida em formato impresso no site das Edições Câmara ou ser baixada em versão gratuita no formato PDF (E-book).

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Economia: 2023 tem previsão se safra recorde, com aumento de 12,6% frene a 2022

O terceiro prognóstico para a safra 2023 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 296,2 milhões de toneladas, um recorde da série histórica, com alta de 12,6% (ou 33,1 milhões de toneladas) ante 2022. Essa alta na produção deve-se ao crescimento na soja (24,1% ou 28.835.920 toneladas), no milho 1ª safra (16,2% ou 4.126.973 toneladas), no milho 2ª safra (2,5% ou 2.132.992 toneladas), no algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53.907 toneladas), no sorgo (5,3% ou 150.261 toneladas) e no feijão 1ª safra (3,7% ou 40.302 toneladas).
Estimativa de DEZEMBRO para 2022 263,2 milhões de toneladas
Variação DEZEMBRO 2022/novembro 2022 (0,2%) 501.137 toneladas
Variação safra 2022/safra 2021 (3,9%) 10 milhões de toneladas
Estimativa de DEZEMBRO para 2023 296,2 milhões de toneladas
Variação safra 2023/2022 (12,6%) 33,1 milhões de toneladas
Variação 3ª estimativa 2023/ 2ª estimativa 2023 (0,8%) 2,2 milhões de toneladas

A estimativa final para a safra de 2022 totalizou 263,2 milhões de toneladas, sendo 3,9% maior que a obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas). Ante à previsão anterior, houve alta de 501.137 toneladas (0,2%). Arroz, milho e soja responderam por 91,4% da produção e 87,0% da área colhida.

Para a soja, a estimativa de produção de 2022 foi de 119,5 milhões de toneladas; para o milho, de 110,2 milhões de toneladas (25,4 milhões de toneladas na 1ª safra e 84,7 milhões de toneladas na 2ª); para o arroz, de 10,7 milhões de toneladas; para o trigo, de 10,0 milhões de toneladas; e, para o algodão (em caroço), de 6,7 milhões de toneladas.

A estimativa para 2022 teve altas anuais em quatro regiões: Centro-Oeste (12,2%), Sudeste (13,4%), Norte (10,0%) e Nordeste (10,4%) e negativa para a Sul (-14,5%).

Quanto à variação mensal, houve aumento na região Sul (0,8%); estabilidade no Sudeste (0,0%), Nordeste (0,0%) e Centro-Oeste (0,0%), e declínio no Norte (-0,2%).

A 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2022 alcançou 263,2 milhões de toneladas e uma área colhida de 73,2 milhões de hectares. Em relação a 2021, houve aumento de 4,7 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 22.995 hectares (0,0%).

Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 10,0% na área do milho (alta de 6,5% no milho 1ª safra e de 11,2% no milho 2ª safra), de 17,9% na do algodão herbáceo (em caroço), de 4,9% na da soja e de 13,0% na do trigo, ocorrendo declínio de 3,4% na área do arroz.

Na produção, ocorreram acréscimos de 15,2% para o algodão herbáceo (em caroço), de 28,5% no trigo e de 25,5% no milho, com queda de 0,9% no milho na 1ª safra e alta de 36,4% no milho na 2ª safra. Houve queda de 11,4% para a soja e de 8,3% para o arroz em casca.

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso, maior produtor nacional, tem participação de 30,7% no total do país, seguido pelo Paraná (12,7%), Goiás (10,4%), Rio Grande do Sul (10,0%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (6,5%).

Em relação a novembro, houve aumentos nas estimativas da produção da castanha-de-caju (19,6% ou 24.097 toneladas), do trigo (5,0% ou 482.531 toneladas), da aveia (3,3% ou 37.907 toneladas), da batata 3ª safra (0,4% ou 4.150 toneladas), do café arábica (0,4% ou 7.838 toneladas), da cevada (0,2% ou 1.059 toneladas), do café canéfora (0,1% ou 871 toneladas), do milho 1ª safra (0,1% ou 13.374 toneladas), do milho 2ª safra (0,0% ou 8.940 toneladas), da batata 1ª safra (0,0% ou 90 toneladas) e declínios da batata 2ª safra (-1,9% ou -24.440 toneladas) e da soja (-0,0% ou -17.653 toneladas).

Entre as regiões, Centro-Oeste produziu 130,7 milhões de toneladas (49,7%); Sul, 65,7 milhões de toneladas (25,0%); Sudeste, 27,8 milhões de toneladas (10,6%); Nordeste, 25,4 milhões de toneladas (9,8%) e Norte, 13,5 milhões de toneladas (5,1%). Em relação à produção, houve variação anual positiva para quatro regiões: Centro-Oeste (12,2%), Norte (10,0%), Sudeste (13,4%), Nordeste (10,4%), e negativa para a Sul (-14,5%). No mês, houve altas na região Sul (0,8%) e estabilidade no Sudeste (0,0%), Nordeste (0,0%) e Centro-Oeste (0,0%). A região Norte apresentou declínio (-0,2%).

Destaques da estimativa de dezembro para a safra de 2022

As principais variações positivas nas estimativas da produção, ante o mês anterior, ocorreram no Rio Grande do Sul (516.147 toneladas), Mato Grosso do Sul (52.777 t toneladas), Ceará (11.940 toneladas), Acre (3.595 toneladas), Alagoas (2.575 toneladas), Minas Gerais (2.250 toneladas), Espírito Santo (478 toneladas) e Piauí (37 toneladas). As variações negativas ocorreram no Distrito Federal (-45.420 toneladas), Rondônia (-34.961 toneladas), Maranhão (-6.888 toneladas), Rio Grande do Norte (-1.376 toneladas) e Rio de Janeiro (-17 toneladas).

BATATA-INGLESA – A produção da batata, considerando-se as três safras do produto, foi de 4,0 milhões de toneladas, declínio de 0,5% em relação a novembro. Em relação à 2021, a estimativa de produção total de batata-inglesa apresenta retração de 2,4%.

A 1ª safra, (42,1% do total de batata a ser produzida no ano), praticamente não variou frente ao mês anterior. A produção foi estimada em 1,7 milhão de toneladas. A 2ª safra (31,2% da produção) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, 1,9% menor que em novembro. A estimativa da produção da 3ª safra foi de 1,1 milhão de toneladas, com alta de 0,4%.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira de café, para 2022, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi de 3,1 milhões de toneladas, ou 52,3 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,3% em relação ao mês anterior, e aumento de 6,8% em relação a 2021.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,0 milhões de toneladas, ou 33,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior, e crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. Em 2022, a safra do café arábica foi de bienalidade positiva, o que deveria resultar em um aumento mais expressivo da produção. Contudo, condições climáticas desfavoráveis reduziram o potencial de produção esperado.

Para o café canephora, (conillon), a estimativa da produção foi de 1,1 milhão de toneladas, ou 18,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,1% em relação ao mês anterior e crescimento de 8,4% em relação a 2021. A área plantada apresentou crescimento de 0,4%.

CASTANHA-DE-CAJU (amêndoa) – A produção, em 2022, foi de 147,2 mil toneladas, aumentos de 19,6% em relação a novembro e de 33,0% em relação ao ano anterior.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. A produção do trigo foi de 10,0 milhões de toneladas, crescimentos de 5,0% em relação ao mês anterior e de 28,5% em relação a 2021. A estimativa da produção da aveia foi de 1,2 milhão de toneladas, aumentos de 3,3% em relação ao mês anterior, e de 13,9% em relação a 2021. Para a cevada, a produção estimada foi de 503,6 mil toneladas, altas de 0,2% em relação a novembro e de 15,3% ante 2021.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção do milho foi de 110,2 milhões de toneladas, estável em relação ao mês anterior, e o pequena variação na área colhida (-0,1%). Em relação ao ano anterior, houve crescimento de 25,5% na produção, com a recuperação da safra, após os problemas climáticos enfrentados em 2021 durante a 2ª safra.

Para o milho 1ª safra, a produção foi mantida em 25,4 milhões de toneladas comparativamente ao mês anterior, com aumento de 0,1% e redução de 0,1% na área colhida. Em relação a igual período de 2021, embora a área colhida tenha crescido 6,5%, a produção apresentou decréscimo de 0,9%, justificada pela queda de 7,0% no rendimento médio.

Para o milho 2ª safra, a produção foi de 84,7 milhões de toneladas, praticamente sem variação em relação ao mês anterior. Em relação à 2021, houve alta de 36,4%. Em 2022, o clima foi favorável às culturas da 2ª safra, com mais chuvas nas principais Unidades da Federação produtoras, ao contrário de 2021, quando ocorreram severas estiagens.

SOJA (em grão) – A produção alcançou 119,5 milhões de toneladas, estável ante o mês anterior e com queda de 11,4% frente a 2021, mesmo com a ampliação de 4,9% da área colhida. A prolongada estiagem na região centro–sul do País foi determinante para a redução em 2022. A soja permanece como o grão de maior peso com participação de 45,4%.

Para 2023, terceiro prognóstico estima safra 12,6% maior que a de 2022

Neste terceiro prognóstico, a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2023 deve ser recorde e somar 296,2 milhões de toneladas, com crescimento de 33,1 milhões de toneladas (12,6%) em relação a 2022. O aumento da produção deve-se, principalmente, à maior previsão para a soja (24,1% ou 28 835 920 toneladas), para o milho 1ª safra (16,2% ou 4 126 973 toneladas), para o milho 2ª safra (2,5% ou 2.132.992 toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53.907 toneladas), para o sorgo (5,3% ou 150.261 toneladas) e para o feijão 1ª safra (3,7% ou 40.302 toneladas).

Foram estimados declínios na produção para o arroz (-3,4% ou -360.132 toneladas), para o feijão 2ª safra (-9,9% ou -132.650 toneladas), do feijão 3ª safra (-1,0% ou -6.643 toneladas) e do trigo (-16,2% ou -1.626.045 toneladas). Em relação a segunda estimativa, o crescimento foi de 0,8%, o que representou 2,2 milhões de toneladas.

A área prevista tem variações positivas para a soja (4,5%), feijão 2ª safra (1,3%), algodão herbáceo (0,5%) e milho em grão 2ª safra (1,8%), e variações negativas para o arroz (-4,3%), sorgo (-1,3%), feijão 1ª safra (-2,1%), feijão 3ª safra (-1,4%) e o trigo (-3,3%).

Destaques do terceiro prognóstico para 2023

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão é de 6,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,5% em relação a segunda estimativa e um crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior. O aumento na estimativa da área plantada (0,4%) foi o principal fator que influenciou na produção nesse terceiro prognóstico. Em 2022, o clima favoreceu a produção do algodão, notadamente na 2ª safra, época em que a maior parte da cultura é cultivada.

ARROZ (em casca) – A terceira estimativa aponta para uma produção de 10,3 milhões de toneladas, declínio de 0,3% em relação ao mês anterior (2º prognóstico), e redução de 3,4% em relação a 2022, com declínio de 4,3% na área a ser colhida. Contudo, essa produção deve ser suficiente para abastecer o mercado brasileiro.

FEIJÃO (em grão) – O terceiro prognóstico para a produção de feijão para 2023, considerando-se as três safras, é de 3,0 milhões de toneladas, declínio de 3,2% em relação à safra colhida em 2022. A 1ª safra deve produzir 1,1 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,2 milhão de toneladas e a 3ª safra, 641,7 mil toneladas. Essa produção deve atender ao consumo do mercado interno em 2023.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção de milho é de 116,4 milhões de toneladas, alta de 5,7% em relação à 2022 e novo recorde da série histórica. Para o milho 1ª safra, a estimativa é de uma produção de 29,6 milhões de toneladas, um crescimento de 16,2% em relação à safra de 2022, com destaque para a produtividade das lavouras que deve aumentar 13,9%. Para o milho 2ª safra, estima-se uma produção em 2023 de 86,9 milhões de toneladas, aumento de 0,6% em relação ao mês anterior (2º Prognóstico), e crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

SOJA (em grão) – O volume produzido deve superar em 24,1% o de 2022. Na nova avaliação, houve reajuste mensal de 1,3% na quantidade produzida, influenciado pelo aumento de 0,8% na área cultivada. O crescimento anual da produção se deve, principalmente, à expectativa de incremento no rendimento médio da cultura, que deve superar em 18,9% o alcançado em 2022, somado a expansão de 4,5% nas áreas de cultivo, totalizando 40,9 milhões de hectares.

A produção esperada de 148,4 milhões de toneladas de soja deve representar mais da metade do total de grãos produzidos no País em 2023, um novo recorde da série histórica.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo, para 2023, é de 3,0 milhões de toneladas, aumentos de 0,5% em relação ao mês anterior (2º Prognóstico), e incremento de 5,3% em relação a 2022. A área colhida deve manter-se estável quando se compara com o Prognóstico de novembro, enquanto no comparativo anual espera-se queda de 1,3%, devendo reduzir-se em todas as regiões, com exceção da Norte, em que se espera aumento de 5,7%.

TRIGO (em grão) – A estimativa da produção do trigo, para 2023, foi de 8,4 milhões de toneladas, declínio de 16,2% em relação a 2022, com o rendimento médio devendo alcançar 2 773 kg/ha, decréscimo de 13,3%. Em 2022, a produção foi recorde, sendo uma base de comparação elevada.

Fonte: IBGE

Economia: IPCA fecha o ano em 5,79%; alimentos são o principal vilão

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de dezembro foi de 0,62%, 0,21 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de novembro (0,41%). Em dezembro de 2021, a variação havia sido de 0,73%. Com isso, o IPCA acumulado em 2022 foi de 5,79%, abaixo dos 10,06% acumulados em 2021.

Período Taxa
Dezembro 2022 0,62%
Novembro 2022 0,41%
Dezembro 2021 0,73%
Acumulado no ano / 12 meses 5,79%

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior variação (1,60%) e o maior impacto (0,21 p.p.) vieram de Saúde e cuidados pessoais, que acelerou em relação ao resultado de novembro (0,02%). A segunda maior contribuição, 0,14 p.p., veio de Alimentação e bebidas, que ficou com alta de 0,66%. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 56% do impacto total do IPCA de dezembro.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Novembro Dezembro Novembro Dezembro
Índice Geral 0,41 0,62 0,41 0,62
Alimentação e bebidas 0,53 0,66 0,12 0,14
Habitação 0,51 0,20 0,08 0,03
Artigos de residência -0,68 0,64 -0,03 0,03
Vestuário 1,10 1,52 0,05 0,07
Transportes 0,83 0,21 0,17 0,04
Saúde e cuidados pessoais 0,02 1,60 0,01 0,21
Despesas pessoais 0,21 0,62 0,02 0,06
Educação 0,02 0,19 0,00 0,01
Comunicação -0,14 0,50 -0,01 0,03

A segunda maior variação, por sua vez, veio de Vestuário (1,52%), cujo resultado ficou acima de 1% pelo quinto mês consecutivo. Transportes (0,21%) e Habitação (0,20%) desaceleraram ante o mês anterior, quando registraram 0,83% e 0,51%, respectivamente. Os demais grupos ficaram entre 0,19% de Educação e 0,64% de Artigos de residência.

A alta de Saúde e cuidados pessoais (1,60%) está relacionada ao aumento nos preços dos itens de higiene pessoal (3,65%), em particular os perfumes (9,02%). Em novembro, os preços dos perfumes caíram 4,87%; com a alta de dezembro, o subitem contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês, 0,09 p.p. Além disso, também houve alta nos preços dos artigos de maquiagem (5,42%) e dos produtos para pele (3,85%). Os planos de saúde (1,20%) seguiram com a mesma variação do mês anterior, refletindo a incorporação da fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.

O resultado do grupo Alimentação e bebidas (0,66%) foi puxado pela alimentação no domicílio (0,71%). Destacam-se as altas do tomate (14,17%), do feijão-carioca (7,37%), da cebola (4,56%) e do arroz (3,77%). No lado das quedas, os preços do leite longa vida (-3,83%) caíram pelo quinto mês seguido, contribuindo com -0,03 p.p. no IPCA de dezembro.

Na alimentação fora do domicílio (0,51%), o lanche (1,10%) acelerou frente a novembro (0,42%), enquanto o resultado da refeição (0,19%) ficou abaixo do mês anterior (0,36%).

No grupo Vestuário (1,52%), as roupas femininas tiveram a maior variação (2,10%) e o maior impacto (0,03 p.p.) entre os itens pesquisados. Além disso, os preços das roupas masculinas (1,55%), das roupas infantis (1,46%) e dos calçados e acessórios (1,09%) também subiram mais de 1% em dezembro.

O grupo Transportes (0,21%) teve variação menor que a do mês anterior (0,83%), influenciado pela queda nos preços da gasolina (-1,04%). Também houve recuo nos preços do óleo diesel (-2,07%) e do gás veicular (-0,45%). O etanol (0,48%) foi o único combustível com alta em dezembro. Outro componente do grupo a apresentar alta foram as passagens aéreas (0,89%), cujos preços haviam recuado 9,80% em novembro. Cabe ressaltar ainda a alta do subitem pedágio (3,00%), consequência dos reajustes entre 10,20% e 12,00% em diversas praças de pedágio em São Paulo (3,95%), a partir de 16 de dezembro.

A desaceleração do grupo Habitação (de 0,51% em novembro para 0,20% em dezembro) decorre de altas menos intensas do aluguel residencial (0,40%) e da energia elétrica residencial (0,20%). As variações da energia elétrica nas regiões foram desde -3,54% no Rio de Janeiro, onde houve redução de 5,99% nas tarifas de uma das concessionárias pesquisadas, válida desde 15 de dezembro, até 8,77% em Rio Branco, por conta do reajuste de 14,48% nas tarifas residenciais, a partir de 13 de dezembro. Também foram registrados reajustes de 21,54% em Brasília (6,66%), vigente desde 3 de novembro, e de 3,62% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,30%), aplicado desde 22 de novembro.

Ainda em Habitação, a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,50%) é consequência dos reajustes de 10,15% em Belém (9,51%), válido desde 28 de novembro, e de 11,82% no Rio de Janeiro (3,65%), em vigor desde 8 de novembro. Já o aumento do gás encanado (3,67%) reflete o reajuste de 10,89% nas tarifas residenciais em São Paulo (7,01%), a partir de 10 de dezembro. No Rio de Janeiro (-0,31%), a queda no gás encanado é consequência da redução de 2,47% nas tarifas, aplicada desde 1º de novembro.

Todas as áreas tiveram variações positivas em dezembro, sendo a maior em Rio Branco (AC) (1,32%), por conta da alta da energia elétrica (8,77%). Já o menor resultado ocorreu no Rio de Janeiro (0,33%), onde, além da queda na energia elétrica (-3,54%), houve recuo nos preços de produtos alimentícios como o leite longa vida (-4,70%) e as frutas (-3,49%).

Região Peso
Regional (%)
Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Rio Branco 0,51 0,12 1,32 5,70
Belém 3,94 0,10 1,05 5,56
São Luís 1,62 0,36 1,00 6,10
Recife 3,92 0,39 0,88 5,80
Curitiba 8,09 0,23 0,75 5,26
Belo Horizonte 9,69 0,54 0,71 4,64
Aracaju 1,03 0,12 0,66 6,03
Vitória 1,86 0,09 0,65 5,03
São Paulo 32,28 0,40 0,62 6,61
Fortaleza 3,23 0,28 0,61 5,76
Porto Alegre 8,61 0,42 0,56 3,61
Goiânia 4,17 0,95 0,55 4,77
Brasília 4,06 1,03 0,50 6,26
Salvador 5,99 0,26 0,39 6,29
Campo Grande 1,57 0,27 0,38 5,16
Rio de Janeiro 9,43 0,34 0,33 6,65
Brasil 100,00 0,41 0,62 5,79

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de novembro e 27 de dezembro de 2022 (referência) com os preços vigentes de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (base).

IPCA fecha 2022 com alta de 5,79%

IPCA encerrou o ano com variação de 5,79%, abaixo dos 10,06% registrados em 2021. Na tabela abaixo, pode-se observar as variações mensais do índice em 2022.

Mês Variação (%)
Mês Trimestre Ano
Janeiro 0,54 0,54
Fevereiro 1,01 1,56
Março 1,62 3,20 3,20
Abril 1,06 4,29
Maio 0,47 4,78
Junho 0,67 2,22 5,49
Julho -0,68 4,77
Agosto -0,36 4,39
Setembro -0,29 -1,32 4,09
Outubro 0,59 4,70
Novembro 0,41 5,13
Dezembro 0,62 1,63 5,79

O resultado de 2022 foi influenciado principalmente pelo grupo Alimentação e bebidas (11,64%), que teve o maior impacto (2,41 p.p.) no acumulado do ano. Na sequência, veio Saúde e cuidados pessoais, com 11,43% de variação e 1,42 p.p. de impacto. Já a maior variação veio do grupo Vestuário (18,02%), que teve altas acima de 1% em 10 dos 12 meses do ano. O grupo Habitação (0,07%) ficou próximo da estabilidade e os Transportes (-1,29%) tiveram a maior queda e o impacto negativo mais intenso (-0,28 p.p.) entre os nove grupos pesquisados. Na tabela a seguir, o resultado de todos os grupos de produtos e serviços.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2021 2022 2021 2022
Índice Geral 10,06 5,79 10,06 5,79
Alimentação e bebidas 7,94 11,64 1,68 2,41
Habitação 13,05 0,07 2,05 0,01
Artigos de residência 12,07 7,89 0,46 0,31
Vestuário 10,31 18,02 0,45 0,78
Transportes 21,03 -1,29 4,19 -0,28
Saúde e cuidados pessoais 3,70 11,43 0,49 1,42
Despesas pessoais 4,73 7,77 0,49 0,77
Educação 2,81 7,48 0,17 0,42
Comunicação 1,38 -1,02 0,08 -0,05

A alta de 11,64% do grupo Alimentação e bebidas foi puxada pela alimentação no domicílio (13,23%). Os destaques foram a cebola (130,14%), que teve a maior alta entre os 377 subitens que compõem o IPCA, e o leite longa vida (26,18%), que contribuiu com o maior impacto (0,17 p.p.) entre os alimentos para consumo no domicílio. Os preços do leite subiram de forma mais intensa entre março e julho de 2022, quando a alta acumulada no ano chegou a 77,84%.

A partir de agosto, com a proximidade do fim do período de entressafra, os preços iniciaram uma sequência de quedas até o final do ano, sendo a mais expressiva delas em setembro (-13,71%). No caso da cebola, a alta está relacionada à redução da área plantada, ao aumento do custo de produção e a questões climáticas. Outros destaques foram a batata-inglesa (51,92%), as frutas (24,00%) e o pão francês (18,03%).

alimentação fora do domicílio, por sua vez, subiu 7,47%. Enquanto a refeição teve aumento de 5,86%, a alta do lanche foi de 10,67%.

Em Saúde e cuidados pessoais (11,43%), a maior contribuição (0,61 p.p.) veio dos itens de higiene pessoal (16,69%), em especial os perfumes (22,61%) e os produtos para cabelo (14,97%). Outro destaque foi o plano de saúde, com alta de 6,90% e impacto de 0,25 p.p. no IPCA acumulado do ano. No final de maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou o teto para reajuste dos planos individuais novos (posteriores à lei nº 9.656/98) em 15,50% para o período de maio de 2022 a abril de 2023.

A partir de outubro, passaram a ser incorporadas as frações referentes aos planos antigos, com vigência retroativa a partir de julho. Destaca-se, ainda, a alta de 13,52% dos produtos farmacêuticos. Em 1º de abril de 2022, passou a valer o reajuste de até 10,89% nos preços dos remédios definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a depender da classe terapêutica e do perfil de concorrência das substâncias.

No grupo Vestuário (18,02%), os preços das roupas femininas (21,35%) e das roupas masculinas (20,77%) acumularam altas acima de 20% no ano. As variações das roupas infantis e dos calçados e acessórios ficaram em 14,41% e 16,83%, respectivamente, enquanto as joias e bijuterias (3,67%) tiveram a menor variação. Houve alta acentuada no preço do algodão, uma das principais matérias-primas do setor, entre abril de 2020 e maio de 2022. Outros custos de produção também subiram e houve uma retomada da demanda, após a flexibilização do isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19.

Em Habitação (0,07%), as principais contribuições positivas vieram do aluguel residencial (8,67%), da taxa de água e esgoto (9,22%) e do condomínio (6,80%). Juntos, os três subitens contribuíram com cerca de 0,62 p.p. no IPCA acumulado de 2022. Vale mencionar ainda as altas de quase 20% dos artigos de limpeza (19,49%) e de pouco mais de 6% no gás de botijão (6,27%). Por outro lado, houve queda de 19,01% na energia elétrica residencial, com impacto de -0,96 p.p. no índice acumulado do ano.

Embora a conta padrão de energia elétrica considere diversos componentes, a fixação de alíquotas máximas de ICMS a partir da Lei Complementar 194/22 foi decisiva para o recuo dos preços da energia elétrica, em conjunto com a manutenção da bandeira tarifária verde de abril a dezembro, após a adoção da bandeira de escassez hídrica nos primeiros meses do ano. As variações mensais e as bandeiras tarifárias em cada mês são mostradas na tabela a seguir:

IPCA – Energia elétrica – bandeira tarifária mês a mês
Mês Variação Mensal Bandeira tarifária Cobrança adicional
Janeiro -1,07% Escassez Hídrica R$ 14,20
Fevereiro 0,15% Escassez Hídrica R$ 14,20
Março 1,08% Escassez Hídrica R$ 14,20
Abril* -6,27% Escassez Hídrica R$ 14,20
Maio -7,95% Verde
Junho -1,07% Verde
Julho -5,78% Verde
Agosto -1,27% Verde
Setembro 0,78% Verde
Outubro 0,30% Verde
Novembro 0,56% Verde
Dezembro 0,20% Verde
*Bandeira verde a partir de 16/04  

Nos Transportes, o maior impacto positivo (0,49 p.p.) veio do subitem emplacamento e licença (22,59%). A alta do IPVA em 2022 deve-se sobretudo ao aumento no preço dos automóveis em 2021, já que a cobrança é baseada no valor venal dos veículos no final do ano anterior. Os preços dos automóveis novos (8,19%) e usados (2,30%) continuaram subindo em 2022, embora em ritmo menor que o de 2021 (16,16% e 15,05%, respectivamente).

Outra alta importante foi das passagens aéreas, que subiram 23,53% e contribuíram com 0,14 p.p. no acumulado do ano. No lado das quedas, destaca-se a gasolina (-25,78%), responsável pelo impacto negativo mais intenso (-1,70 p.p.) entre os 377 subitens que compõem o IPCA. Os preços da gasolina caíram de forma mais expressiva entre julho e setembro, em decorrência de uma série de reduções no preço do combustível nas refinarias e da aplicação da Lei Complementar 194, que limitou a cobrança de ICMS sobre os combustíveis pelos estados.

A região metropolitana do Rio de Janeiro (6,65%) teve a maior variação em 2022, influenciada pelas altas do seguro voluntário de veículo (45,36%), de emplacamento e licença (29,22%) e dos produtos farmacêuticos (16,98%). O menor resultado, por sua vez, ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre (3,61%), puxado para baixo pelas quedas de 30,90% nos preços da gasolina e de 33,18% na energia elétrica residencial.

Região Peso
Regional (%)
Variação anual (%)
2021 2022
Rio de Janeiro 9,43 8,58 6,65
São Paulo 32,28 9,59 6,61
Salvador 5,99 10,78 6,29
Brasília 4,06 9,34 6,26
São Luís 1,62 9,91 6,10
Aracaju 1,03 10,14 6,03
Recife 3,92 10,42 5,80
Fortaleza 3,23 10,63 5,76
Rio Branco 0,51 11,43 5,70
Belém 3,94 8,10 5,56
Curitiba 8,09 12,73 5,26
Campo Grande 1,57 10,92 5,16
Vitória 1,86 11,50 5,03
Goiânia 4,17 10,31 4,77
Belo Horizonte 9,69 9,58 4,64
Porto Alegre 8,61 10,99 3,61
Brasil 100,00 10,06 5,79

INPC sobe 0,69% em dezembro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,69% em dezembro, 0,31 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,38%). Em dezembro de 2021, a taxa foi de 0,73%.

Os produtos alimentícios passaram de 0,55% de variação em novembro para 0,74% em dezembro. A variação dos não alimentícios também foi maior: 0,67% em dezembro frente à alta de 0,32% no mês anterior.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em dezembro. A maior ocorreu no município de Rio Branco (1,40%), puxada pela alta da energia elétrica (8,76%). Já o menor resultado foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,21%), influenciada pela queda de 3,59% na conta de energia elétrica.

Região Peso
Regional (%)
Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Rio Branco 0,72 0,12 1,40 5,22
São Luís 3,47 0,29 1,04 6,72
Belém 6,95 0,15 0,95 5,54
Recife 5,60 0,31 0,91 6,41
Belo Horizonte 10,35 0,63 0,84 4,73
Curitiba 7,37 0,21 0,76 4,50
Goiânia 4,43 0,95 0,75 5,61
Fortaleza 5,16 0,29 0,73 6,05
São Paulo 24,60 0,37 0,69 7,22
Aracaju 1,29 -0,04 0,67 6,53
Vitória 1,91 0,10 0,65 4,47
Porto Alegre 7,15 0,48 0,59 3,05
Salvador 7,92 0,21 0,58 7,02
Brasília 1,97 1,20 0,57 5,67
Campo Grande 1,73 0,23 0,30 5,13
Rio de Janeiro 9,38 0,34 0,21 6,45
Brasil 100,00 0,38 0,69 5,93

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de novembro a 27 de dezembro de 2022 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (base).

INPC fecha o ano com alta de 5,93%

A alta acumulada do INPC em 2022 foi de 5,93%, abaixo dos 10,16% registrados em 2021. Os alimentícios tiveram alta de 11,91%, enquanto os não alimentícios variaram 4,08%. Em 2021, o grupo Alimentação e bebidas havia apresentado variação de 7,71% e, os não alimentícios, de 10,93%. Na tabela a seguir, os resultados por grupo de produtos e serviços.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2021 2022 2021 2022
Índice Geral 10,16 5,93 10,16 5,93
Alimentação e bebidas 7,71 11,91 1,86 2,81
Habitação 13,85 0,45 2,43 0,08
Artigos de residência 12,74 8,08 0,58 0,38
Vestuário 9,94 18,29 0,50 0,93
Transportes 19,29 -2,15 3,70 -0,45
Saúde e cuidados pessoais 3,90 12,99 0,44 1,39
Despesas pessoais 5,50 7,85 0,43 0,59
Educação 3,29 7,57 0,14 0,31
Comunicação 1,29 -2,04 0,08 -0,11

Quanto aos índices regionais, a maior taxa ficou com a região metropolitana de São Paulo (7,22%), especialmente por conta das altas do emplacamento e licença (23,66%) e do aluguel residencial (10,48%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre (3,05%), cujo resultado foi influenciado pelo recuo nos preços da gasolina (-30,90%) e da energia elétrica residencial (-32,79%).

Região Peso Regional (%) Variação anual (%)
2021 2022
São Paulo 24,60 10,19 7,22
Salvador 7,92 11,09 7,02
São Luís 3,47 9,38 6,72
Aracaju 1,29 9,69 6,53
Rio de Janeiro 9,38 8,78 6,45
Recife 5,60 10,18 6,41
Fortaleza 5,16 10,80 6,05
Brasília 1,97 9,83 5,67
Goiânia 4,43 9,48 5,61
Belém 6,95 7,75 5,54
Rio Branco 0,72 11,06 5,22
Campo Grande 1,73 10,85 5,13
Belo Horizonte 10,35 9,55 4,73
Curitiba 7,37 12,84 4,50
Vitória 1,91 11,44 4,47
Porto Alegre 7,15 11,38 3,05
Brasil 100,00 10,16 5,93

Fonte: IBGE

Carlos Roberto, o garoto dinamite de Duque de Caxias

Durante um tempo da minha infância e adolescência morei em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, o bairro era o parque fluminense bem próximo ao bairro São Bento onde nasceu e morou durante muito tempo o maior ídolo da história do Vasco da Gama.

No início dos anos 80 cheguei a fazer alguns testes no campo do São Bento com Gradim, ex-jogador e olheiro famoso no Rio de Janeiro, entre os seus feitos estava à revelação de Roberto Dinamite, mas a admiração por Zico falou mais alto e acabei optando pela escolinha do Flamengo. Não tive como levar muito a sério o futebol, a pressão para estudar era muito maior, mas era comum nos fins de semana tomar banho próximo à linha do trem nos brejos do rio Iguaçu e jogar bola no campo do São Bento, de quebra sempre víamos o Roberto e era aquela tietagem, uma pena não termos a facilidade da foto com o celular hoje em dia. Aí veio o acidente trágico entre o trem e o ônibus da TREL, depois disso fui proibido em casa de atravessar a avenida.

À medida que fui me apaixonando por futebol e me tornei frequentador de jogos no maracanã passei a temer Roberto Dinamite, antes dos jogos logo de manhã recorria ao jornal dos sports para ver a escalação do Vasco nos dias de jogos contra o Flamengo e quando aparecia o nome dele ficava desanimado para ir ao estádio, principalmente quando o Flamengo jogava desfalcado de Zico, porque Roberto era fenomenal, não perdoava dentro da área, era vigoroso com os adversários e tinha um chute que era uma dinamite nos pés que dava para ouvir da geral o som quando a bola batia nas redes.

Lembranças de um futebol com ídolos que amavam seus clubes e não trocavam de camisa com a facilidade de hoje em dia. Infelizmente muita coisa mudou através dos anos, desde a forma de jogar com a obrigação de atacantes fazerem marcação, preparação física no limite e até a maneira de apoiar o time ficou diferente, onde torcer virou sinônimo de cobranças exacerbadas quando as vitórias não acontecem e até Roberto passou por isso quando foi presidente do Vasco em momentos delicados do clube, mas nada capaz de apagar sua história no gigante da colina que sempre foi de humildade e respeito.

O Brasil está de luto, perdemos em uma semana o rei Pelé e agora Roberto Dinamite, precisamos mais do que nunca manter viva a lembrança dos verdadeiros representantes da arte e ginga brasileira, afinal ainda temos tempo para resgatar nossa essência no futebol.

Economia: Produção industrial varia -0,1% em novembro

Em novembro de 2022, a produção industrial nacional variou -0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, após avançar 0,3% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas e que acumularam queda de 1,3%. Frente a novembro de 2021, na série sem ajuste sazonal, a indústria cresceu 0,9%, após também crescer em outubro (1,7%), setembro (0,4%) e agosto (2,8%) de 2022. No ano de 2022, o setor acumula redução de 0,6% e, em 12 meses, queda de 1,0%.

Novembro 2022 / Outubro 2022 -0,1%
Novembro 2022 / Novembro 2021 0,9%
Acumulado no ano -0,6%
Acumulado em 12 meses -1,0%
Média Móvel Trimestral -0,2%

Na variação negativa de 0,1% da indústria na passagem de outubro para novembro, apenas uma das quatro grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram queda na produção.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de indústrias extrativas (-1,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%). Vale destacar também os recuos registrados pelos ramos de produtos têxteis (-5,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), de produtos de metal (-1,5%) e de produtos de minerais não metálicos (-1,2%).

Por outro lado, entre as quinze atividades em crescimento, produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) exerceram os principais impactos. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de metalurgia (3,1%), de produtos de madeira (7,4%), de produtos diversos (6,5%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (3,5%).

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas – Brasil – Novembro de 2022
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Novembro 2022 /Outubro 2022* Novembro 2022 /Novembro 2021 Acumulado
Janeiro-Novembro
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 0,8 0,7 -0,4 -0,1
Bens Intermediários 0,4 1,3 -0,5 -0,8
Bens de Consumo -0,1 0,5 -1,0 -1,7
Duráveis -0,4 2,0 -3,2 -4,3
Semiduráveis e não Duráveis 0,6 0,2 -0,5 -1,1
Indústria Geral -0,1 0,9 -0,6 -1,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
*Série com ajuste sazonal

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (-0,4%) assinalou a única taxa negativa e marcou o terceiro mês consecutivo de queda, período em que acumulou perda de 4,1%. Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (0,8%), de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) e de bens intermediários (0,4%) tiveram expansões nesse mês, com o primeiro eliminando parte do recuo de 4,4% acumulado nos meses de outubro e setembro de 2022; e os dois últimos avançando pelo segundo mês seguido e acumulando nesse período crescimento de 0,9% e 1,1%, respectivamente.

Média móvel trimestral varia -0,2% no trimestre encerrado em novembro

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria variou -0,2% no trimestre encerrado em novembro de 2022 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em outubro (-0,4%), setembro (-0,3%) e agosto (-0,2%) de 2022.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-1,4%), bens de capital (-1,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) assinalaram os resultados negativos no mês, com o primeiro eliminando o avanço de 0,6% registrado no mês anterior; o segundo interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou expansão de 1,7%; e o último permanecendo com a trajetória descendente iniciada em julho. O setor produtor de bens intermediários, ao mostrar variação nula (0,0%), interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou perda de 0,9%.

Frente a novembro de 2021, a indústria avança 0,9%

Na comparação com novembro de 2021, o setor industrial avançou 0,9% em novembro de 2022, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 12 dos 26 ramos, 33 dos 79 grupos e 39,8% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que novembro de 2022 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (8,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (13,1%). Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos ramos de bebidas (5,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%), de outros equipamentos de transporte (23,6%), de metalurgia (3,5%), de outros produtos químicos (1,9%) e de celulose, papel e produtos de papel (2,8%).

Por outro lado, entre as 14 atividades que tiveram redução, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,5%), produtos de madeira (-25,1%) e indústrias extrativas (-2,9%) exerceram as maiores influências. Outros impactos negativos importantes foram registrados por produtos de minerais não metálicos (-6,9%), produtos têxteis (-15,6%), produtos de metal (-6,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,4%), máquinas e equipamentos (-3,0%), móveis (-12,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,2%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-10,8%) e couro, artigos para viagem e calçados (-5,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (2,0%) assinalou a expansão mais acentuada. Os setores produtores de bens intermediários (1,3%), de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) também registraram resultados positivos nesse mês.

O setor produtor de bens de consumo duráveis cresceu 2,0% frente a igual período do ano anterior, sexto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Nesse mês, o setor foi impulsionado pela expansão na fabricação de automóveis (12,8%). Vale citar também os avanços registrados por eletrodomésticos da “linha marrom” (1,5%) e motocicletas (17,0%). Por outro lado, os impactos negativos vieram da menor produção de eletrodomésticos da “linha branca” (-17,3%) e dos grupamentos de outros eletrodomésticos (-22,7%) e de móveis (-12,4%).

A produção de bens intermediários cresceu 1,3% em novembro de 2022, após também crescer em outubro (1,9%). O resultado positivo desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (20,6%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (16,5%), de metalurgia (3,5%), de outros produtos químicos (1,9%), de máquinas e equipamentos (4,0%), de celulose, papel e produtos de papel (2,1%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%), enquanto as pressões negativas foram registradas por indústrias extrativas (-2,9%), produtos de minerais não metálicos (-6,9%), produtos de metal (-8,0%), produtos têxteis (-14,3%) e produtos de borracha e de material plástico (-3,1%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-5,8%), que marcou o 15º recuo seguido nesse tipo de comparação; e de embalagens (0,0%), que repetiu o patamar do mês anterior após registrar queda de 1,2% em outubro último.

O segmento de bens de capital avançou 0,7%, após mostrar variação negativa de 0,2% em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas. O segmento foi influenciado pela expansão no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (20,0%). Os demais resultados positivos foram registrados por bens de capital para energia elétrica (12,2%) e para construção (9,0%). Por outro lado, os impactos negativos vieram de bens de capital de uso misto (-15,7%), para fins industriais (-4,7%) e agrícolas (-8,9%).

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis variou 0,2%, após crescer em outubro (0,4%). O desempenho positivo nesse mês foi explicado pelo crescimento no grupamento de não duráveis (5,5%). Vale citar também os resultados positivos dos grupamentos de carburantes (6,4%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,1%). Por outro lado, o grupamento de semiduráveis (-13,0%) apontou a taxa negativa nessa categoria.

De janeiro a novembro de 2022, indústria acumula queda de 0,6%

No índice acumulado para janeiro-novembro de 2022, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou queda de 0,6%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 61,1% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por indústrias extrativas (-3,2%), produtos de metal (-9,8%), metalurgia (-4,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,9%) e produtos de borracha e de material plástico (-6,0%). Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos têxteis (-12,9%), de móveis (-17,2%), de produtos de minerais não metálicos (-4,7%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,2%), de produtos de madeira (-11,3%), de máquinas e equipamentos (-1,8%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,2%).

Por outro lado, entre as dez atividades em crescimento, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes foram registrados por produtos alimentícios (2,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,9%), outros produtos químicos (2,7%), celulose, papel e produtos de papel (3,4%), bebidas (3,5%) e outros equipamentos de transporte (12,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os onze meses de 2022 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-3,2%), pressionada pela redução na fabricação de eletrodomésticos (-13,8%), especialmente os da “linha branca” (-18,8%). Os segmentos de bens intermediários (-0,5%), de bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%) e de bens de capital (-0,4%) também assinalaram resultados negativos nos onze meses do ano, mas todos com recuos menos intensos do que o observado na média da indústria (-0,6%).

Fonte: IBGE

Sindicato dos Bancários realiza ato público no Bradesco da Cidade Operária

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) realiza, nesta quinta-feira (05), a partir das 9h, um ato público contra o fechamento de unidades bancárias e demissões, em frente ao Bradesco, Cidade Operária, localizado na  Avenida 203, 48-50.

Segundo Diretor Regional do SEEBMA, o Bradesco está transformando as agências em unidades de negócio, que só servem para reduzir custos, com mais demissões, mais filas e, o pior, a retirada dos vigilantes armados, o que coloca em risco a segurança de todos.

“Ao invés de demitir, o Bradesco deveria contratar mais bancários, além de abrir novas agências, manter os vigilantes e oferecer um atendimento digno à população, com menos juros, menos filas e menos tarifas. Nossa luta continua”, finaliza Cláudio Costa.

Eduardo Braide anuncia reforma de 20 escolas municipais

Através de suas redes sociais e de dentro do galpão da SEMED o prefeito anunciou a reforma de 20 escolas durante o período de férias escolares da rede municipal.

Além disso, mostrou vários outros itens que estão guardados e serão distribuídos  a outras escolas antes do início do ano letivo de 2023. Mesas para refeitórios, ar-condicionado, cadeiras e mesas escolares que visam oferecer melhores condições para os alunos do ensino público da capital.

Vamos aguardar a entrega desses materiais e a conclusão da reforma das escolas, além da lista das escolas beneficiadas que não foi informada no vídeo.

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