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Notícias, anaálises e opiniões sobre política, cultura e outros temas

Professor Ed Wilson Lança novo livro em São Luís sobre rádio e ativismo

O Professor e jornalista Ed Wilson lança nessa quarta-feira (05), às 18h30, no Solar Cultural maria Firmina dos Reis, seu mais novo livro “Ouvintes falantes: produção e recepção dos programas jornalísticos no rádio AM”. A obra tem como tema principal o sentido da ágora grega incorporado aos debates sobre a cidade travados no rádio. Ed Wilson Araújo é jornalista e professor doutor do Departamento de Comunicação Social (DCS) da UFMA (Universidade Federal do Maranhão).

A obra, publicada pela editora Appris, será lançada durante a programação do XI Ciclo de Debates do Obeec (Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação). O Obeec, formado por docentes do DCS, dedica-se à pesquisa e produção de artigos e livros sobre práticas culturais, narrativas expandidas, comunicação, poder e cidadania.

Fruto da tese de doutorado em Comunicação, realizado na PUC do Rio Grande do Sul, o livro é um apanhado da vivência do autor no rádio AM, cultivada no hábito de ouvir a programação jornalística em diferentes etapas da vida, até o momento de transformar o interesse pela audiência em pesquisa acadêmica.

“A minha condição de ouvinte foi se modificando com o tempo. Quando eu trabalhava na feira do João Paulo, na quitanda do meu pai, Raimundo Araújo, eu ouvia os programas despretensiosamente. Depois, já formado em Jornalismo, trabalhei em assessorias de comunicação e uma das minhas atividades era monitorar os programas jornalísticos. Percebi nesse período outra relação minha com o radiojornalismo e quando chegou o tempo de fazer o doutorado processei o tema em objeto científico”, resumiu o autor.

Durante a produção da obra, Ed Wilson Araújo ajustou o trabalho aos Estudos Culturais latino-americanos, tomando como principal referência o protocolo teórico-metodológico do Mapa das Mediações, criado por Jesus Martín-Barbero. No Maranhão, o rádio AM tem uma peculiaridade forte – a participação da audiência nos programas jornalísticos – motivando até a criação de uma entidade própria denominada Somar (Sociedade dos Ouvintes Maranhenses de Rádio).

A prática cultural da audiência se expressa nas diversas formas de agir nos programas, por meio de mensagens de voz, texto, envio de imagens ou ligação telefônica para falar ao vivo nas transmissões. Para entender esse fenômeno, o trabalho de campo selecionou dois programas (Ponto Final, da Mirante AM, apresentado por Roberto Fernandes; e Manhã Difusora, da ex-Difusora AM, liderado por Silvan Alves), além das entrevistas com ouvintes. Os apresentadores, já falecidos, são motivo de saudosa referência do autor para dois ícones do rádio no Maranhão.

No percurso da pesquisa, o autor capturou os sentidos da audiência nas mediações que permitiram interpretar os ouvintes nos seus rituais de escuta, nas formas de participar e estar juntos pelas ondas sonoras, no uso da retórica para intervir nos programas e na compreensão de que a ação da audiência se dá em contextos institucionais e de controle empresarial das emissoras de rádio.

Segundo Araújo, os programas jornalísticos, de certa forma, revelam características semelhantes à ágora grega. São espaços de diálogo, debates, convergências e divergências sobre a cidade. Os ouvintes, aos participarem dos programas, interpretam papéis e funcionam como repórteres informais, promotores, juízes, parlamentares e gestores.

O rádio se transforma em uma espécie de ágora eletrônica, convergindo para os programas jornalísticos a participação da audiência em diálogo com os apresentadores e as fontes. Ao longo dos programas, os ouvintes tomam posição, criticam, elogiam, aderem, conflitam, bajulam, atacam ou defendem ideias, pontos de vista, gestores e demais entres públicos e privados. Tudo isso mediado pelo apresentador e pelas circunstâncias de controle do poder pela emissora.

“O livro tem um valor de memória, considerando que as emissoras AM estão migrando para FM. Entrego também no livro uma atualidade; ou seja, a proposta de manejar o mapa idealizado por Martin-Barbero, conectando os momentos e as mediações no movimento da recepção como parte da produção. Elas são intrínsecas e dialeticamente relacionadas”, pontuou o pesquisador.

A obra estará à venda no local do lançamento, pelo valor de R$ 60,00, e no site da  Editora Appris, no link https://editoraappris.com.br/produto/ouvintes-falantes-producao-e-recepcao-dos-programasjornalisticos-no-radio-am/.

Começa vacinação contra Influenza em São Luís

Começa, nessa terça-feira (04), em São Luís, a campanha de vacinação contra a Influenza (Gripe). Mais de 400 mil doses já foram distribuídas para todo o Estado para o início da campanha e São Luís já começa sua aplicação.

Nesse ano, a campanha de vacinação contra a influenza vai do dia 4 de abril ao dia 31 de maio. Para receber o imunizante, é necessários ter em mãos documento oficial com goto e o cartão de vacinação.

Nesse primeiro momento, o público alvo para receber a vacinação são: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes e puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores de escolas públicas e provadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, pessoas com deficiência permanente , profissionais das forças de segurança e de salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviários, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes de 12 a 21 anos  sob medida socioeducativas, população privada de liberdade.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES) os casos Influenza B tiveram um aumento de 30% neste ano. Devido a isso o lançamento da 25ª Campanha de Vacinação contra Influenza (Gripe) no Maranhão que estava prevista para começar na segunda quinzena do mês, terá seu início na primeira semana.

Pontos de vacinação de segunda a sexta-feira (8h às 17h):

Centro de Saúde de Pedrinhas 1

Centro de Saúde de Pedrinhas 2

Centro de Saúde do Tibiri

Centro de Saúde Dr. José Ribamar Frazão Corrêa

Centro de Saúde Dr. Antônio Guanaré

Centro de Saúde Dra. Valdecy Eleoteria Martins/Paraiso

Centro de Saúde Vila Bacanga/Embrião

Centro de Saúde Maria de Lourdes (Rio Grande)

Centro de Saúde da Vila Lobão

Centro de Saúde Djalma Marques

Centro de Saúde Genésio Ramos Filho

Centro de Saúde Amar

Centro de Saúde Dr. José Carlos Macieira

Centro de Saúde Clodomir Pinheiro Costa

Centro de Saúde Gapara

Centro de Saúde São Raimundo

Centro de Saúde Vila Embratel

Centro de Saúde Vila Nova

Centro de Saúde Yves Parga

Centro de Saúde da Liberdade

Centro de Saúde Itapera

Centro de Saúde Maracanã

Centro de Saúde Coqueiro

Centro de Saúde Thalles Ribeiro

Centro de Saúde Santa Bárbara

Centro de Saúde Janaína

Centro de Saúde Cohab/Anil

Centro de Saúde São Cristóvão

Centro de Saúde Bezerra de Menezes

Centro de Saúde São Francisco

Centro de Saúde João Paulo

Centro de Saúde Nazaré Neiva (São Raimundo)

Centro de Saúde Turu

Centro de Saúde Laura Vasconcelos (Estiva)

Centro de Saúde Quebra-Pote

UBS Antônio Carlos Reis (Olímpica 1)

UBS Maria Ayrecila Novochadlo (Olímpica 2)

UBS Jailson Alves Viana (Olímpica 3)

UBS Vila Sarney

UBS Pirapora

UBS Dr. Expedito Alves de Melo

UBS Santa Clara

UBS Santa Efigênia

Posto de Saúde Barreto

Posto de Saúde Coquilho

UBS Cintra

UBS Alemanha

Posto de Saúde Ipase

C.S Paulo Ramos

 

Pontos de vacinação aos sábados (8h às 12h) 

Centro de Saúde Amar

Centro de Saúde Liberdade

Centro de Saúde São Francisco

Centro de Saúde Turu

Centro de Saúde Cohab Anil

Centro de Saúde Genésio Ramos Filho

Centro de Saúde Dr José Carlos Macieira

Centro de Saúde Clodomir Pinheiro Costa

Centro de Saúde Vila Nova

Centro de Saúde São Cristóvão

Centro de Saúde Fabiciana Moraes

Centro de Saúde Santa Bárbara

Centro de Saúde Antônio Carlos Reis

Centro de Saúde Laura Vasconcelos

A greve dos professores e os fantasmas da lei do cão

A greve dos professores chegou ao fim, mas sem um entendimento realmente definido entre o governo e profissionais da educação, e com a certeza que no próximo ano terá um novo embate.

Mais uma vez a força do Estado foi determinante no enfraquecimento do movimento grevista, que além de usar a pena da imprensa aliada para criminalizar os professores doutrinou a mão pesada do Tribunal de Justiça e do Ministério Público potencializando o medo do presidente do SIMPROESSEMA, que como sempre acabou sucumbindo aos gorjeios do poder passando por cima das assembleias soberanas da classe.

O governo sustentou a proposta de 11% parcelada em duas vezes alegando estar no limite da lei de responsabilidade fiscal. Já a classe ainda promete lutar pelo cumprimento da lei nacional do piso em cima dos vencimentos sem levar em consideração a GAM.

É fato que o governo tem uma dívida histórica com os professores e por isso não podemos deixar de olhar para o passado com serenidade para tentarmos entender o presente e solucionar de vez o problema no futuro.

A origem desse problema começou no governo de Ribamar Fiquene com a aprovação da lei 6.110 de 1994 que implementava o Estatuto do Magistério, mas precisamente no artigo 54 que dizia o seguinte: “O vencimento base do professor classe 1 não poderá ser inferior ao salário mínimo vigente, vetado a hipótese de abono e o percentual de uma referência para outra será de 5% acumulativamente.”

Olhando para os dias de hoje pode parecer mentira, mas a maioria dos professores ganhava menos que um salário mínimo na época, com a aprovação da lei, a criação da GAM foi uma espécie de manobra para melhorar a remuneração dos profissionais da educação, mas sem a garantia real da valorização em cima do piso.

Avançando um pouco no tempo, antes da promulgação da lei que estabeleceu o piso nacional dos professores, o saudoso governador Jackson Lago, mal assessorado na época por sinal, aprovou na Assembleia Legislativa a lei 8592/07 que ficou conhecida como ”lei do cão”. Porém é importante frisar que essa alcunha também já tinha sido utilizada numa lei do governo João Castelo, onde ele depois de nomear aproximadamente 50 mil funcionários para atender amigos e correligionários retirou direitos básicos do funcionalismo público como férias e 13 salário, os maiores atingidos como sempre foram os professores.

Voltando ao período de Jackson Lago, a lei que retirava benefícios dos professores foi julgada inconstitucional pelo Supremo com vitória do funcionalismo público, mas os embates não pararam e a partir de 2009 com a lei nacional do piso do magistério em vigor a chapa começou a esquentar para Roseana, que apesar de ter surfado no desgaste da “lei do cão” a classe continuou a pressionar o cumprimento da lei do piso e em julho de 2013 o governo aprovou a lei 9860 que remodelava estatuto do magistério de Fiquene subindo para 75% e 104% o percentual da GAM em cima dos vencimentos. Para vocês terem uma ideia, nesse o ano o piso nacional do professor era de R$ 1.567,00 e com GAM os professores passaram a receber acima do piso entre vencimentos e gratificações.

Mas com uma ressalva bem clara, o inciso segundo do artigo 33 deixa claro que “A gratificação de que trata o caput deste artigo será automaticamente cancelada se o servidor ativo deixar de desempenhar a atividade de magistério”.

Ou seja, os profissionais da educação não tem a segurança jurídica que a GAM permanecerá caso o servidor deixe a atividade de magistério por aposentadoria.

Baseado em todos os fatos, precisamos ser racionais para perceber que a classe docente também não pode crucificar o secretário Felipe Camarão e nem o atual governo por um problema que se arrasta há quase três décadas.

Por outro lado já passou da hora do governo tentar achar uma solução em que a classe tenha segurança jurídica para garantir o cumprimento da lei nacional do piso sem precisar ter esse desgaste a cada ano com a mesma discussão sobre o que é vencimento e remuneração, para isso é necessário que as negociações continuem com serenidade com a presença de representantes do governo, Assembleia Legislativa e os profissionais da educação, agora de ânimos mais calmos e com tranquilidade para encontrar uma solução final para o problema.

Secid entrega sistemas de abastecimento d’água para moradores da zona rural

Como parte da meta do governador Carlos Brandão de entregar 300 obras em 100 dias, a Secretaria Estadual das Cidades (Secid) entregou três sistemas de abastecimento d’água e duas intervenções para garantir mobilidade e melhorar acesso a moradores da zona rural de São Luís.

As entregas foram feitas pelo novo secretário adjunto de Assuntos Metropolitanos da Secretaria das Cidades, Robson Paz, representando a secretária da pasta, Joslene Rodrigues, numa maratona de inaugurações na região Metropolitana de São Luís.

Foram entregues sistemas de abastecimento d’água no povoado Renascença, município de Rosário; no Residencial Piancó VII, na região Itaqui-Bacanga e no bairro Tajaçuaba, na zona rural de São Luís.

Também na zona rural, Robson Paz participou das inaugurações de um pontilhão no bairro Pedrinhas e uma passarela, que liga os bairros Vila Itamar e Recanto Verde.

Oferta de vacina bivalente contra a Covid-19 é ampliada em São Luís

A Prefeitura de São Luís ampliou a oferta da vacina bivalente contra a Covid-19 para pessoas com 18 anos ou mais. Dessa forma, a capital é primeira do país a adotar a medida, sendo novamente destaque nacional na vacinação contra a doença. A proposta foi aprovada durante a terceira Reunião Ordinária da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio Henrique de La Roche. A vacinação para este novo grupo inicia nesta segunda-feira (4).

Para receber a bivalente é preciso ter recebido pelo menos a primeira e segunda doses da vacina, e ter um intervalo de pelo menos quatro meses, desde a última dose recebida. Ao se dirigir a um dos pontos de vacinação, é necessária a apresentação de documento oficial com foto e cartão de vacinação. As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; no São Luís Shopping, de terça a sábado, das 10h às 16h; e aos sábados, nas unidades Saúde na Hora, das 8h às 12h.

Até antes da ampliação do grupo prioritário, a aplicação do imunizante estava disponível apenas para os públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, sendo eles: idosos com 60 anos ou mais, pessoas de Instituições de Longa Permanência, pessoas com imunossupressão a partir dos 12 anos, comunidades indígenas, ribeirinhos e quilombolas, profissionais de saúde, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente.

Calendário de vacinação Covid-19

  • 1ª dose de reforço para crianças de 5 a 11 anos, com intervalo mínimo de quatro meses;
  • 1° e 2° doses para crianças de seis meses a 11 anos de idade;
  • 2ª dose da Jansen para pessoas com 18 anos ou mais que tomaram vacina há pelo menos dois meses;
  • 1ª, 2ª e 3ª doses para público de 12 anos ou mais que ainda não vacinou ou está com a vacina atrasada;
  • 4ª dose para quem tem 18 anos ou mais, com intervalo mínimo de quatro meses da 3ª dose;
  • 5ª dose para público de 18 anos ou mais, com intervalo mínimo de seis meses da quarta dose.

Pontos de vacinação aos sábados (8h às 12h

Centro de Saúde Amar

Centro de Saúde Liberdade

Centro de Saúde São Francisco

Centro de Saúde Turu

Centro de Saúde Cohab Anil

Centro de Saúde Genésio Ramos Filho

Centro de Saúde Dr José Carlos Macieira

Centro de Saúde Clodomir Pinheiro Costa

Centro de Saúde Vila Nova

Centro de Saúde São Cristóvão

Centro de Saúde Fabiciana Moraes

Centro de Saúde Santa Bárbara

Centro de Saúde Antônio Carlos Reis

Centro de Saúde Laura Vasconcelos

Capital maranhense recebe o projeto Música nas Cidades Históricas

São Luís será contemplada, nos próximos dias 20 a 23, em diversos pontos da cidade, com o circuito “Música nas Cidades Históricas – MUCIH” e vai receber nomes consagrados da cena instrumental brasileira que revitalizam esse imenso patrimônio imaterial brasileiro, resgatando a fonte da sonoridade colonial, imperial até chegar ao presente contemporâneo.  O projeto acontece com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da lei federal de incentivo à cultura.

A programação será realiza em espaços que comungam da estética que se propõe o projeto, ofertando ao público uma viagem lúdica e mágica pelo tempo. A programação é totalmente gratuita e contará, entre as atrações, com o músico maranhense, aclamado por todo o mundo, Turíbio Santos, que será o grande homenageado deste projeto de circulação nacional.

A capital maranhense vai respirar os ares de toda a potência dessa riquíssima musicalidade e acervo cultural em diálogo com a arte e história arquitetônica; são dez atrações em quatro dias de festival ocupando o Teatro Arthur Azevedo, Museu Histórico e Artístico de São Luís, Teatro João do Vale,  Convento das Mercês, Casa do Tambor de Crioula e a Catedral da Sé.

Além do violonista Turíbio Santos,  integram o festival: o violonista Celso Faria, a pianista Maria Teresa Madeira, o grupo A Chantar (Trovadoras Medievais), o Duo Penezzi e Proveta. E mais as atrações locais: o violonista João Pedro  Borges, o violonista Alessandro Freitas, a Orquestra Maranhense de Violões, o grupo Instrumental Pixinguinha, o pianista Daniel Lemos, e o grupo Pungar da Ilha, da expressão popular genuinamente maranhense, Tambor de Crioula, o décimo primeiro bem cultural de natureza imaterial inscrito em um dos quatro Livros de Registro do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, em 2007.

O MUCIH é idealizado pelo produtor Leonardo Conde, da Duo Produções, e tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto já passou pelas cidades históricas de Ouro Preto (MG), Mariana (MG), Petrópolis (RJ), Tiradentes (MG),Paraty (RJ) e agora chega a São Luís (MA).

Confira os dias e a programação:

20/04 – QUINTA-FEIRA 

19h – Turíbio Santos – part. Maria Teresa Madeira e João Pedro  Borges  

Teatro Arthur Azevedo

21/04 – SEXTA-FEIRA

16h – Daniel Lemos

Museu Histórico e Artístico

17h – Grupo A Chantar (Trovadoras Medievais)

Catedral da Sé – Largo da Praça Pedro II

19h – Grupo Instrumental Pixinguinha  

Teatro João do Vale – Praia Grande.

22/04 – SÁBADO

11h – Alessandro Freitas

Convento das Mercês – De.sterro

16h – João Pedro Borges

Convento das Mercês – Desterro.

17h – Orquestra Maranhense de Violões

 Museu Histórico e Artístico de São Luís – Rua do Sol, Centro.

19h – Duo Penezzi e Proveta

Teatro João do Vale – Praia Grande.

23/04 DOMINGO

11h – Grupo Tambor de Crioula Pungar da Ilha

Casa do Tambor de Crioula – Praia Grande

17h – Celso Faria

Museu Histórico e Artístico – Rua do Sol, Centro.

 

A quem interessou e quem se beneficiou com o Golpe de 64

Paulo Henrique M. de Jesus

O Golpe de 31 de março 1964 marcou o início da implantação no Brasil de um Estado de Segurança Nacional, fundamentado no autoritarismo, que vigorou por 21 anos (1964 – 1985) e estruturou-se, entre outras coisas, com base na utilização de diversos mecanismos de repressão e subjugação da sociedade. A violência policial, a elaboração dos Atos Institucionais (AI), censura, intensa perseguição aos opositores da ditadura, expurgos, cassação de mandatos, prisão, a criação dos Inquéritos Policiais Militares (IPM) e do Serviço Nacional de Informação (SNI), O Conselho de Segurança Nacional, a Constituição de 1967, a Lei de Segurança Nacional (LSN), instituída pelo Decreto-Lei nº 314, de 13 de março de 1967 e revisada pelo Decreto-Lei nº 898, de 29 de setembro de 1969. Mas também todo o arcabouço jurídico subsidiário, como por exemplo, o Decreto-Lei nº 317, de 13 de março de 1967 e o Decreto-Lei nº 667 de 2 de julho de 1969 que colocam o aparato policial sob controle do Exército.
Até a década de 1980, foram cientistas políticos os mais interessados em se debruçar e formular interpretações genéricas sobre a adoção latino-americana de governos de cunho militar. Segundo o historiador Carlos Fico tal discussão não apresentava interlocução, na dimensão da pesquisa, com vestígios materiais, acabava por não despertar o interesse dos historiadores. Desse modo, as informações disponíveis sobre a ditadura provinham da imprensa, de discursos oficiais e de depoimentos ou memórias: são recentes os trabalhos que têm acesso a grandes fundos documentais.
Um dos pontos principais da discussão proposta por mim nesse microscópico artigo se concentra em torno da caracterização de quem apoiou, consentiu e possibilitou a realização do golpe. Segundo Carlos Fico o golpe foi apoiado por muitos, mas a movimentação de tropas militares foi autorizada pelo governador Magalhães Pinto e, com a deliquescência do governo, o Congresso Nacional decretou a vacância do cargo de presidente da República: políticos, militares e parlamentares deram o golpe com o apoio, o entusiasmo ou para o gáudio ou desespero de muitos setores.
Analisar com a perspectiva unilateral a ideia de apoio é bastante inconsistente. Se por um lado, é fato que o golpe foi apoiado por diversos políticos, empresários, Igreja Católica, imprensa, latifundiários e contou com a complacência da OAB. Por outro lado, na dimensão das campanhas públicas de opinião feitas à época, era demonstrativo de que havia uma ampla popularidade desfrutada pelo então presidente João Goulart. Ainda nesse sentido, era também evidente que a cúpula das Forças Armadas, já no poder, tinha a preocupação de preservar o apoio dos setores que foram essenciais por ocasião do Golpe de 1964. O Golpe de 1964, se insere na dimensão do enraizamento do Brasil na esfera de influência do capitalismo estadunidense, tendo como alvos não apenas o trabalhismo e o comunismo, mas também todos aquele que eram subjugados pelas contradições capitalistas, nesse caso o todo do proletariado, permitindo que, na perspectiva marxista, a estrutura estatal brasileira, anterior e posterior ao golpe, tivesse uma essência de classe. Significa, então, que o debate sobre o âmago de classe do Golpe de 1964 e da posterior estrutura estatal implantada é vazio. Visto que, tal âmago nunca estivera realmente sob ameaça.
Com o Golpe de 1964, montou-se um conjunto de ideias e práticas cuja finalidade era a defesa do Estado e da ordem política e social chamada Segurança Nacional. Toda essa situação era potencializada no plano internacional pela Guerra Fria (1945 – 1989), cujo advento ressaltou o recurso ao combate efetivo e fulminante à “ameaça comunista” e tornou irrevogável o enfrentamento entre as duas superpotências. É a partir de então que os Estados Unidos passaram a ver a América Latina como região estratégica para a difusão dos projetos políticos e ideológicos de propagação do modelo de Segurança Nacional cujo pressuposto fundamental nesta região do mundo consistia no combate aos movimentos sociais protagonizados pela classe trabalhadora que despontavam como focos de desobediência popular.
A prioridade do Estado de Segurança Nacional seria o controle, perseguição e eliminação de todos aqueles que, de alguma maneira, representassem uma ameaça à “segurança interna” do país, tanto por suas ações quanto por sua maneira de pensar. A perspectiva de “segurança interna” fundamentada na Doutrina de Segurança Nacional (DSN) compreendia que todas as manifestações (políticas, econômicas, artísticas, sociais etc.) divergentes do Estado de Segurança Nacional deveriam ser vistas como atos subversivos. Mas, ao mesmo tempo, de segurança pública, em uma perspectiva não ideológica. Dessa maneira, a atuação da Polícia Militar se fazia importantíssima, tanto na preservação dos interesses do Estado de Segurança Nacional, quanto na preservação da ordem pública.
Tais ações e pensamentos divergentes eram influenciados por um “inimigo externo”: o comunismo. Ainda que não o fossem eram tidos como se fossem. E que, sendo essa uma guerra invisível e não declarada, o “inimigo interno” estaria em todos os lugares sob todas as formas, dentro do território nacional. Diante desse quadro, todos os cidadãos se tornam suspeitos de compactuarem com o comunismo e seu projeto de poder. Na perspectiva da Doutrina de Segurança Nacional (DSN), a realidade social assume a configuração de uma guerra e em uma guerra ações excepcionais e, talvez, extremas se justificam, são toleradas e até necessárias.
O trabalho de produção do “inimigo interno” se processou a partir do Estado de Segurança Nacional que, além de desconstruir as bases fundamentais da soberania popular e da constitucionalidade desde o próprio ato golpista de 1964, montou também um enorme arcabouço jurídico e institucional autoritário que viabilizasse no campo do Direito Penal a criminalização e o combate a todas as manifestações políticas “subversivas” oriundas da sociedade brasileira. Inúmeros movimentos sociais, entidades de classe e partidos políticos passaram a ser vistos à luz do Direito Penal como criminosas e passaram a ser tratadas como tais.
Visto que o processo de transição do Estado de Segurança Nacional para o regime democrático não se deu de maneira plena e completa, ele acabou permitindo a presença de diversos traços característicos da estrutura autoritária ditatorial que se espalharam por todos os níveis da sociedade brasileira, sobretudo no tocante ao âmbito da Segurança Pública e principalmente no que se refere à manutenção do controle jurídico-institucional da Polícia Militar pelo Exército e das práticas repressivas de preservação da “segurança interna” e combate ao “inimigo interno”, além da preservação da relação entre civis e militares.
Nesse sentido, é fundamental tomarmos a data de hoje como elemento essencial para investigar de que maneira se deu o processo de transição do Estado de Segurança Nacional para o regime democrático no que se refere especificamente ao processo de inclusão dos princípios básicos da Segurança Pública na Constituição Federal de 1988 e qual o tratamento dado tanto à Polícia quanto ao Corpo de Bombeiros Militar.

Doutorando e mestre em História; pesquisador em História Social do Crime, Polícia, Aparatos de Policiamento e Segurança Pública

Ministério Público quer informações sobre contas do estado em relação a Educação

O Ministério Público, por meio da 1ª e a 2ª Promotorias de Justiça de Defesa da Educação de São Luís, encaminhou um ofício ao procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Jairo Cavalcanti Vieira, solicitando que o MPC cobre manifestação do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão sobre transição da capacidade financeira e orçamentária do Estado do Maranhão do ano de 2022 para 2023. O pedido foi feito na última terça-feira (28).

O pedido feito ao TCE tem por base informações trazidas pelos professores, em reunião realizada em 20 de março. De acordo com os representantes da classe, informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) demonstrariam que o Estado do Maranhão teria condições de garantir o aumento pleiteado pelos professores.
De acordo com os promotores de justiça Lindonjonson Gonçalves de Sousa e Paulo Silvestre Avelar Silva, as informações financeiras e orçamentárias fornecidas são relacionadas ao ano de 2022. Daí a necessidade das informações atualizadas fornecidas pelo Tribunal de Contas.

As Promotorias de Justiça estão atuando na mediação das negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproesemma) e o Estado do Maranhão, com o objetivo de encerrar a greve dos professores da rede estadual.

SITUAÇÃO DA GREVE:
Apesar da divulgação de um vídeo feito pelo presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, nas redes sociais do sindicato, afirmando que o mesmo decidiu aceitar a proposta do governo do estado do Maranhão, diante da determinação do Tribunal de Justiça de decretar ilegalidade da greve, outros vídeos divulgados em redes sociais de professores da rede, afirmam que o movimento grevista permanece e que a atitude do Sinproesemma é inconstitucional e não representa a decisão da maioria. A categoria estaria inclusive se preparando para continuar o movimento, hoje, na Assembleia Legislativa.

Comitiva quilombola pressiona Governo do Maranhão a cumprir decreto que foi assinado há um ano

Uma comitiva, com mais de 60 pessoas, compostas por quebradeiras de coco babaçu e quilombolas do território quilombola SesMaria do Jardim, localizado no município de Matinha, reunirão nesta quinta-feira, 30, no Instituto de Colonização e Terras do Maranhão-ITERMA para pressionar o Governo do Estado a cumprir o Decreto Estadual nº 37.557, de 31 de março de 2022, que determina a desapropriação por interesse social do Território. Às vésperas de completar um ano que o decreto foi assinado as famílias aguardam a titulação do território sem sucesso.

A desapropriação por interesse social é decretada para promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar o seu uso ao bem-estar social, na forma do art. 147 da Constituição Federal. Ou seja, nesse caso do Território SesMaria do Jardim que é um território quilombola, as famílias que não são quilombolas e proprietários de fazendas serão indenizadas pelo governo do estado. Após a desapropriação mediante indenização, a regularização fundiária será concluída com a expedição do título de reconhecimento de domínio do referido território quilombola, beneficiando cerca de 200 famílias.

Composto pelos quilombos de São Caetano, de Bom Jesus e a comunidade de Patos, o Território de Sesmaria do Jardim é formado por 177 famílias quilombolas e pequenos trabalhadores agroextrativistas, tendo como base do seu modo de vida a pesca, a agricultura e a coleta do coco babaçu. Morada de grande diversidade de flora, fauna e plantas medicinais, o território vem lutando desde 2007 por sua regularização fundiária e contra a existência de búfalos nos campos, de cercas eletrificadas nos lagos naturais, bem como a derrubada das florestas de babaçu.

Após reunir com o Iterma, a comitiva realizará, na sexta-feira (31), uma reunião com a Secretaria de Estado de Meio ambiente e Recursos Naturais- SEMA.

 

Assembleia Legislativa aprova PL que Institui o Dia Estadual em Memória às Vítimas da Covid-19

Foi aprovado no Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão, o Projeto de Lei, de autoria do deputado estadual Carlos Lula, que institui o Dia Estadual em Memória às Vítimas da Covid-19, a ser lembrado no dia 29 de março. Foi nessa data que o Maranhão registrou o primeiro óbito por Covid-19, no Maranhão, há exatos 3 anos.

O PL foi pensado para lembrar as vidas perdidas para a Covid-19 e propõe que em 29 de março, as bandeiras instaladas nos órgãos públicos deverão ser hasteadas a meio mastro, bem como prestadas honras às vítimas.

O Brasil viveu cinco grandes ondas da Covid-19. A primeira, em 2020, causada pela cepa original e as demais ocorreram entre 2021 e 2022, provocadas pelas variantes Alfa, Beta, Delta, Gama e Ômicron. Esta última é a prevalente nos casos atuais ainda notificados no país, contudo, a Gama (origem em Manaus) se tornou a mais letal. Nesse cenário, o Maranhão mantém a menor mortalidade em decorrência da doença, mesmo tendo ultrapassado a marca de 11 mil mortes. O estado foi o que teve o melhor desempenho no enfrentamento da pandemia, com indicadores melhores do que o de muitos países da América Latina.

 “Eu fico muito feliz pela aprovação do nosso primeiro Projeto de Lei. Não esquecemos o que aconteceu, por isso, queremos homenagear cada uma dessas vidas perdidas e, sobretudo, refletir enquanto sociedade sobre o dia de hoje para que a gente não precise mais passar por tragédias como essa, que foi a pandemia da Covid-19. Cada uma dessas vidas perdidas importa muito e jamais deve ser esquecida”, relembrou o parlamentar.

Após ter sido aprovado em plenário, o PL agora vai para a sanção do governador Carlos Brandão.

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