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Notícias, anaálises e opiniões sobre política, cultura e outros temas

Câmara de Vereadores adia votação do orçamento da capital para 2023

A aprovação do orçamento anual 2023 (LOA) foi o ápice da disputa entre Prefeitura e Câmara de Vereadores de São Luís, que culminou com uma vergonha (que um vereador jogou no colo do prefeito, mas é batata quente que vem e vai): São Luís é a única capital brasileira que vira o ano sem aprovação do orçamento municipal de 2023, conhecido como LOA.

A LOA é a Lei Orçamentária Anual distribui as despesas municipais para o ano que segue através de uma previsão de arrecadação e como esses valores devem ser aplicados.

A LOA 2023 está no Projeto de Lei nº 204/2022, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias do Município de São Luís para o exercício financeiro de 2023. Este 30 de dezembro seria o último dia útil para aprovação do PL municipal, mas as barganhas entre câmara e prefeitura não se “coadunaram” e a votação foi adiada para o dia 6 janeiro de 2023.

Talvez… Porque o relator do PL, vereador Thyago Freitas (sem partido) disse que “ainda não temos certeza se essa matéria será apreciada em plenário no próximo dia 6 de janeiro. Estamos com algumas pendências de ordem interna… ”.

Como a votação da LOA 2023 furou o prazo regimental e constitucional, e os próximos dias são de festa, a câmara entra no relaxante “recesso branco”, deixando tudo de importante e fundamental para depois…

Decretos oficializam troca de comando no Exército

Diário Oficial da União desta quarta-feira (28) oficializa a troca de comando no Exército. O primeiro decreto exonera Marco Antônio Freire Gomes do cargo de comandante do Exército enquanto o segundo nomeia o general Júlio Cesar de Arruda para exercer interinamente a função.

Apesar de terem sido publicados hoje, ambos os decretos entram em vigor somente na próxima sexta-feira (30). A data de posse do novo comandante do Exército já havia sido antecipada pelo futuro ministro da Defesa, Jose Múcio, em coletiva de imprensa ontem (27) no Palácio do Buriti.

Perfil

O general Júlio Cesar de Arruda é o atual chefe do departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nascido em 9 de janeiro de 1959, em Cuiabá, foi incorporado ao Exército em 1975. Dois anos depois, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras.

Durante sua vida militar, serviu em unidades de engenharia em Itajubá (MG), no Rio de Janeiro-RJ, em Cuiabá e em Brasília. Como tenente-coronel, foi assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (2000-2001) e comandou o 1º Batalhão de Forças Especiais, em Goiânia, no biênio 2005-2006.

Como coronel, realizou o curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Comandou a Escola de Administração do Exército/Colégio Militar de Salvador, foi instrutor do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva em Itajubá (MG), da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

No exterior, foi Observador Militar da Segunda Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UnavemI I) e assessor da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai. Realizou o curso de Contraterrorismo e Cooperação Interagências na Universidade Nacional de Defesa, nos Estados Unidos.

Já como oficial general, foi comandante da Academia Militar das Agulhas Negras em Resende (RJ), comandante de Operações Especiais em Goiânia, diretor de Educação Superior Militar no Rio de Janeiro, subcomandante de Operações Terrestres em Brasília, vice-chefe do departamento de Engenharia e Construção também em Brasília e comandante militar do Leste no Rio de Janeiro.

Dentre as condecorações com que foi agraciado destacam-se a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina, a Ordem do Mérito Militar – Grã-Cruz, a Ordem do Mérito Aeronáutico – Grande Oficial, a Ordem do Mérito Naval – Grande Oficial, e a Ordem do Mérito da Defesa – Grande Oficial.

Edição: Maria Claudia

Festival internacional reúne música popular e erudita em SC em janeiro

Entre os dias 8 e 28 de janeiro, Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, é palco do Femusc – Festival Internacional de Música de Santa Catarina, considerado o maior festival-escola da América Latina. Em sua 18ª edição, o evento, que abre o calendário cultural do estado, irá celebrar o encontro entre o erudito e o popular, reunindo grandes nomes do cenário nacional e internacional. Um elenco de professores renomados vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior, programas de ensino que atendem desde os pequenos aos mais maduros, e concertos gratuitos que acontecem em diversos pontos da cidade, fazem do festival um evento diferenciado, e um verdadeiro legado para toda a região. O FEMUSC movimenta o turismo, faz girar a economia, gera empregos e renda, e espalha arte e cultura pelos quatro cantos da cidade, fomentando a formação profissional dos músicos envolvidos e proporcionando momentos únicos ao público. No total, são 86 professores, sendo 40 estrangeiros, que vão à Jaraguá do Sul para compartilhar conhecimento e multiplicar experiências. Nomes como o do maestro Roberto Duarte, do violinista Simon Bernardini e do instrumentista, Renato Borghetti (MPB), estão entre os destaques desta edição. A grandiosidade do FEMUSC pode também ser representada através dos números previstos para 2023. Segundo os organizadores, já são mais de 1,2 mil alunos inscritos – do Brasil e de outros 32 países – três semanas de atividades e mais de 200 apresentações. “Não existe nada como o FEMUSC. Ele vai além da música. É um projeto humanitário”, destaca o maestro Alex Klein, um dos principais oboístas da atualidade, ganhador do “Grammy” na música erudita e, idealizador do festival.

Homenagens

Na noite de abertura, programada para o domingo, dia 8, um show especial irá homenagear três compositores muito importantes para a história da música popular brasileira que completariam datas especiais em 2023. São eles: Waldir Azevedo (100 anos), Vinícius de Moraes (110 anos) e Ary Barroso (120 anos). Nos vinte dias de espetáculos, a programação deve contar ainda com o tradicional Concerto das Nações, quando músicos de diferentes nacionalidades sobem ao palco enaltecendo a própria cultura, apresentação da orquestra sinfônica do Femusc, e três óperas, montadas exclusivamente para o festival, além das aulas, workshops e concertos em diversos locais públicos e entidades da cidade. Todas as apresentações possuem entrada livre, mediante retirada antecipada dos ingressos, e os grandes espetáculos serão transmitidos ao vivo, em alta definição, pelo Canal do YouTube do Festival

Contribuição social

Para muitas pessoas, o evento representa um primeiro contato com a música e até mesmo, a descoberta da paixão por um novo instrumento. Isso porque, paralelamente à programação do FEMUSC, acontece o Femusckinho, voltado para o público infanto juvenil, de 6 a 12 anos. São oferecidas aulas de canto coral, percussão corporal e violino. Em duas semanas, mesmo as crianças sem nenhum conhecimento musical, apresentam seu primeiro concerto como participante de orquestra. Neste ano, cerca de 80 crianças devem participar da iniciativa. Já no FEMUSC Jovem, outros 80 participantes, de 12 a 17 anos, terão a oportunidade de vivenciar o contato com a música. E, nesta edição, uma novidade: o Femusc Jaraguá, programa voltado para jovens da cidade a partir de 17 anos. As atividades voltadas para esse público reforçam a contrapartida social do FEMUSC. As inscrições para o Femusckinho, Femusc Jovem e Femusc Jaraguá acontecem a partir do dia 03 de dezembro, sábado, pelo site do Femusc.

Still Dreaming: com Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Gilberto Gil

A música sempre fez parte da vida de Pedro Sirotsky. Nos anos 1970, seu programa Transasom nasceu na Rádio Gaúcha e logo migrou para a TV RBS, com a exibição de videoclipes, antes da “explosão” deste formato na MTV. Sucesso imediato no Rio Grande do Sul. Porém, aos 23 anos, o então apresentador foi “convocado” a atender um pedido do pai, Maurício Sirotsky, fundador do grupo de mídia RBS, o mais importante do sul brasileiro: largar o Transasom para assumir a operação das rádios FM que a RBS começara a montar.
Tinha início neste ponto um caminho que Pedro tomou como seu, mas sem esquecer o que realmente desejava. Foram 40 anos… até “Mr. Dreamer – o que você está fazendo da sua vida?”, docudrama de 2021 que expõe a angústia de um sonho interrompido e mostra sua reconexão com a música. Pedro viaja, literalmente. É em Dublin, a capital da Irlanda, que começa a jornada para refletir sobre questões como “qual o papel da música das nossas vidas?”, “qual o papel dos sonhos no mundo?” e “o que seria do mundo sem a música?”. Pedro busca entender o pensamento de jovens talentos, pessoas que hoje têm a mesma idade que ele tinha quando parou. O filme foi premiado como melhor edição no Close-Up Edinburgh Docufest. Está disponível no Globoplay e no Now. Missão cumprida? Longe disso. O sonho continua. E agora o sonho de Pedro Sirotsky evolui para Still Dreaming, série de entrevistas com alguns dos principais nomes da música brasileira. Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Nelson Motta já gravaram em diferentes partes do planeta. “São papos sobre vida, felicidade, família, legado, espiritualidade e até a morte, pegando a música como fio condutor de uma exploração profunda. Papos leves e descontraídos, que nos aproximam do artista, criadores de trilhas sonoras que mostraram ao mundo a potência dos movimentos musicais brasileiros”, afirma Sirotsky. Com previsão de estreia para 2023, neste momento em negociação com plataformas de exibição, Still Dreaming parte para a finalização das demais três conversas. “A série não é sobre música. É, sim, sobre comportamento, escolhas e ações que compõem a vida valorosa que tanto sonhamos em ter”, diz Pedro. A carreira empresarial de Pedro trouxe recompensas materiais e imateriais. Ele coleciona hoje um leque de amizades como Caetano Veloso, Gil, Nelson Motta, Roberto Carlos e Lulu Santos. E esse clima de proximidade está presente em cada troca com os artistas de Still Dreaming. “A minha pergunta é ‘qual vida se deve viver?’. Eu escolhi o sonho, primeiro com Mr. Dreamer agora com Still Dreaming”, declara. Uma lição deste Senhor Sonhador, do Mr. Dreamer, de um homem que dá uma aula de desprendimento ao, com seu docudrama e agora a série, cutucar a ferida e mostrar que é possível, sim, concretizar sonhos, hoje ou amanhã. Pedro não vai parar de sonhar (a série promete uma próxima temporada apenas com vozes femininas). E que sua mensagem chegue a cada vez mais pessoas.

Pantera Negra: o herói vive e a história continua

A importância de honrar seus ancestrais, enterrar os seus mortos, viver o seu luto, deixar seguir e passar o bastão. Assim, seria possível fazer em um tweet um resumo do filme ‘Pantera Negra: Wakanda Forever’, que estreia nesta quinta (10) em todos os cinemas do país mas que teve noite de pré-estreia para convidados nesta quarta em São Paulo.

O filme segue fazendo jus ao título de obra afrofuturista, exaltando toda a ancestralidade dos povos africanos, misturando ficção cientifica e trazendo uma bela mensagem para a diáspora africana. Importância essa de termos mais produções com negros no protagonismo da cena mas também nos bastidores. Só assim as histórias nossas começarão a serem contadas realmente por nós e respeitando quem somos.

Com muita sensibilidade, a obra presta uma bela homenagem ao ator Chadwick Boseman que morreu vítima de um câncer em 2020, e  interpretava o super-herói Pantera Negra. Além de homenagear o ator, dar um novo destino ao personagem central, o diretor aproveitou para inserir a temática do luto na trama.

Como você enterra os seus mortos? Como você lida com o luto? Para as milhares de pessoas que perderam algum ente querido ou pelo sentimento de luto coletivo pós-pandemia, impossível não se emocionar.

Além disso, Pantera Negra é carregado de representatividade e simbologias que remetem aos povos africanos – seja no destaque ao respeito aos mais velhos, ao sentimento de pertencimento, aos rituais espirituais, vestimentas e toda a beleza africana exaltada na obra.

Presidente eleito Lula anuncia mais 16 ministros da futura gestão

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (22) 16 ministros para o próximo governo. Até o momento, já tinham sido anunciados Fernando Haddad, na Fazenda; Rui Costa, na Casa Civil; Flávio Dino, na Justiça e Segurança Pública; José Múcio, na Defesa; Mauro Vieira, na Relações Institucionais. A cantora Margareth Menezes já havia informado que aceitou o convite para o Ministério da Cultura, que será recriado. Segundo Lula, na próxima semana serão anunciados outros 16 ministros. As informações foram divulgadas após entrega do relatório final da equipe de transição pelo coordenador-geral, o vice-presidente eleito Geraldo Alckimin, que assumirá o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ao todo, serão 37 ministérios na gestão do governo eleito conforme havia sido informado pelo futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ministério anunciados hoje:
  • Advocacia-Geral da União (AGU): Jorge Messias (procurador da Fazenda Nacional);
  • Controladoria-Geral da União (CGU): Vinícius Marques de Carvalho (Advogado e professor de direito comercial da USP. Ex-presidente do Cade);
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: Luciana Santos (presidente do PCdoB);
  • Ministério da Cultura – Margareth Menezes (cantora);
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: Geraldo Ackmin (vice-presidente eleito);
  • Ministério do Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome: Wellington Dias (ex-governador do Piauí);
  • Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania: Sílvio Luiz Almeida (Professor da Universidade de Columbia (EUA) e Fundação Getulio Vargas)
  • Ministério da Educação – Camilo Santana (ex-governador do Ceará);
  • Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos: Ester Dweck (Professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro)
  • Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco (professora);
  • Ministério das Mulheres: Cida Gonçalves (ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher);
  • Ministério de Portos e Aeroportos: Márcio França (ex-governador de São Paulo);
  • Ministério da Saúde: Nísia Trindade (presidente da Fiocruz);
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Luiz Marinho (ex-prefeito de São Bernardo-SP);
  • Secretaria-Geral: Márcio Macedo (deputado federal PT-SE);
  • Secretaria de Relações Institucionais: Alexandre Padilha (deputado federal PT-SP)

Relatório de transição

A equipe de transição também apresentou o relatório final sobre o governo federal. Lula comentou o documento (leia aqui a íntegra) que será entregue aos parlamentares e à sociedade brasileira para informar o cenário do país que será entregue pelo atual presidente, Jair Bolsonaro. “Recebemos esse governo em uma situação de penúria, situação irresponsável, porque o presidente preferia contar mentiras no cercadinho do que governar esse país”, disse. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckimin, afirmou que o relatório de transição aponta para um “retrocesso em muitas áreas”. O levantamento reúne informações de 32 grupos de trabalho, que tiveram participação de cerca de 5 mil voluntários e 14 partidos políticos. Segundo ele, apenas 23 pessoas foram nomeadas para atuar diretamente na transição. “Infelizmente, nós tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e mais triste do que anteriormente. Na educação, tivemos um enorme retrocesso, queda na aprendizagem, a evasão escolar aumentou, recursos essenciais para merenda escolar ficaram congelados em R$ 0,36. Tivemos quase um colapso dos institutos federais e das universidades”, disse Alckmin. O vice-presidente eleito destacou que a política armamentista do atual governo provocou aumento da violência contra as mulheres. Segundo ele, a distribuição de armas levou a um recorde de mortes de mulheres. “Nos últimos seis meses tivemos 700 mortes por feminicídio provocadas por armas de fogo”, disse. O relatório apontou ainda para a redução de 95% no estoque de arroz da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estoque de alimentos pela instituição é uma forma usada pelo governo federal para regular preços de mercado. “Essa redução acabou levando ao aumento do preço de alimentos, o que agravou a insegurança alimentar”, apontou. Outro ponto destacado por Alckmin foi a alocação de R$ 2 milhões para a Defesa Civil na atuação de desastres em todo país. Além disso, afirmou que 93% das rodovias federais estão sem contrato de manutenção e prevenção. Atualmente, segundo o relatório, são 14 mil obras paralisadas em todo país. “Isso não é austeridade, é ineficiência de gestão. É uma tarefa hercúlea que vem pela frente”, argumentou. Em relação ao desmatamento na região da Amazônia, o levantamento aponta para aumento de 59% entre os anos de 2019 e 2022. Nas últimas semanas, foi registrado um acréscimo de 1226% nas queimadas em florestas. “É uma devastação nas florestas, não por agricultores, mas por grileiros. É um grande desafio”, acrescentou.

PEC da Transição

Antes do anúncio, o presidente eleito agradeceu os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de líderes partidários, pela aprovação da PEC da Transição. “É a primeira vez que o presidente da República toma posse e começa a governar antes da posse. A PEC é para cobrir a irresponsabilidade de um governo que não deixou orçamento para cumprir uma promessa que ele mesmo fez”, disse. Para Lula, a aprovação da PEC foi uma demonstração de solidariedade ao povo mais pobre desse país.

Edição: Denise Griesinger

Valorizar idosos é condição para avanço da sociedade, diz ministra

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, comemorou hoje (22) os resultados registrados pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI)  e disse que a sociedade brasileira não vai conseguir avançar se não começar a valorizar os idosos.  Cristiane lamentou que ainda ocorram no Brasil situações como a da casa de acolhimento particular de Crato (CE), onde boa parte das mulheres internadas com problemas mentais tinha sido abandonada pelas famílias e se encontrava em cárcere privado e, mesmo depois da prisão do gestor da unidade, 75% das famílias não quiseram resgatá-las. “As famílias devem valorizar os idosos”, afirmou a ministra. Para isso, defendeu a convivência entre crianças e jovens com os idosos da família, para que possam aprender com suas experiências e vivências. O secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antônio Costa, salientou os avanços da Política Nacional da Pessoa Idosa desde 2019, entre os quais o Pacto Nacional de Implementação dos Direitos da Pessoa Idosa em 22 estados, por meio de parceria com nove universidades brasileiras. “O mais importante é que as matrizes vão ficar nos estados e conselhos municipais, para que vocês deem sequência”, destacou. Costa citou também a Política Nacional de Cuidados, elaborada pelo ministério em conjunto com os ministérios da Saúde, Educação, Cidadania, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sociedade civil, secretarias de Saúde e de Assistência Social. O programa está pronto, foi repassado para o próximo governo e deverá ser implantado em todo o país, disse o secretário.

Envelhecimento

Costa disse que torce para que o Brasil dê certo. “O meu sonho é que o próximo presidente, que vai começar no dia 1º [de janeiro] com sua equipe, possa criar, nos quatro anos que ele vai ficar, um programa de Estado brasileiro para o enfrentamento do envelhecimento no nosso país que, infelizmente, ainda não caiu na ficha do nosso Congresso Nacional. As pessoas ainda não estão crendo que o país está envelhecendo. O maior desafio que eu vejo é a expectativa de vida, quando os homens vão viver até 88, 89 anos, e as mulheres mais de 100, e nada vai se fazer, porque a aposentadoria ocorre aos 65 anos”. O secretário ressaltou a necessidade de se trabalhar o envelhecimento a partir dos 35 ou 40 anos, para que, dentro das possibilidades, a população possa cuidar das comorbidades, porque o grande desafio é que o envelhecimento brasileiro ocorre com 72% a 75% de comorbidades (diabetes, pressão alta, demência, Alzheimer), “e nada se tem feito até agora para isso”. Segundo Costa, esse trabalho deve ser feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que “a população idosa representará, em pouco tempo, um terço da população total” e “é preciso trabalhar a proteção e a defesa da pessoa idosa”.

Prêmios

O ministério também entregou hoje (22) o 1º Prêmio Literário de Redações e o 2º Prêmio Literário de Crônicas, promovidos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI). O primeiro prêmio é voltado para alunos do ensino médio da rede de escolas públicas do Brasil, enquanto o segundo abrange crônicas produzidas por pessoas idosas, com idade igual ou acima dos 60 anos. Ambos os prêmios tiveram como tema “O papel da pessoa idosa no século XXI”. Foram premiados os autores das cinco melhores redações e crônicas.  Os vencedores do 1º Prêmio Literário de Redações foram Nycolas Verly da Silva, Laiza Vitoria Batista Castanho, Yasmim Thainara Sena de Oliveira, Debora Letícia Silva Campos e Ruanne de Jesus Pereira. Já o 2º Prêmio Literário de Crônicas teve como vencedores Luiz Claudio Machado de Santana, Ronaldo Carvalho de Sousa, Ney de Freitas Filho, Angela Maria Rocha e Fátima Soares Rodrigues. Durante o evento, foram diplomados cinco estados Amigos da Pessoa Idosa (São Paulo, Ceará, Roraima, Mato Grosso e Paraná), que se destacaram na implementação da Política da Pessoa Idosa nos últimos quatro anos, em especial na ampliação de conselhos estaduais e municipais dos direitos da pessoa idosa e dos Fundos da Pessoa Idosa.

Edição: Fábio Massalli

Presidente do Senado condena ameaças terroristas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, hoje (26), em Brasília, que o regime democrático brasileiro não comporta atos terroristas semelhantes à frustrada tentativa de um grupo que planejava explodir um caminhão carregado com óleo diesel próximo ao Aeroporto Internacional  de Brasília.

“Não há espaço no Brasil democrático para atos análogos ao terrorismo, como a tentativa de explosão de um caminhão de combustíveis em Brasília, felizmente abortada pelas forças de segurança”, escreveu o senador, esta tarde, em sua conta pessoal no Twitter.

“As eleições se findaram com a escolha livre e consciente do presidente eleito que tomará posse no dia 1º de janeiro. O Brasil quer paz para seguir em frente e se tornar o país que todos desejamos”, acrescentou.

Prisão

A mensagem de Pacheco é uma resposta à prisão, na noite do último sábado (24), de George Washington de Oliveira Sousa, acusado de participar da instalação de um artefato explosivo em um caminhão-tanque estacionado próximo ao aeroporto  da capital federal.

Gerente de um posto de gasolina que funciona em Xinguara (PA), o homem, de 54 anos, viajou para Brasília dias após o segundo turno das eleições gerais, realizadas em 30 de outubro. Inconformado com a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Sousa se juntou a centena de manifestantes que protestam em frente ao Quartel General do Exército, pedindo, entre outras coisas, a anulação da eleição e intervenção militar.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, Sousa admitiu, em depoimento, que pretendia cometer um atentado na capital federal como forma de produzir uma situação caótica que forçasse o atual governo a decretar estado de sítio, impedindo a posse de Lula.

Investigando a origem do artefato explosivo “plantado” no caminhão-tanque – que foi denunciado pelo motorista do veículo, que desconfiou do recipiente estranho – a Polícia Civil chegou a Sousa e a um apartamento do Sudoeste, bairro de classe média alta de Brasília, onde foram encontradas várias armas, incluindo um fuzil, duas espingardas, revólveres, muita munição e explosivos.

Sem autorização

Embora esteja registrado como colecionador, atirador e caçador (CAC), Sousa não tem autorização para viajar armado. Tampouco para portar explosivos. A Polícia Civil investiga se ele agiu sozinho ou se teve a colaboração de outras pessoas.

“Tão logo tenhamos ações consequenciais da operação ou mesmo a conclusão do inquérito por parte da autoridade policial que preside os fatos, informaremos a todos”, informou a corporação, em nota.

Na tarde deste domingo (26), uma denúncia levou as forças de segurança do Distrito Federal a localizar e destruir artefatos explosivos deixados em um matagal do Gama, região administrativa a cerca de 35 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. No local, também foram encontrados coletes balísticos e capas para esses coletes.

A ocorrência foi registrada na 20ª Delegacia de Polícia, que vai apurar a procedência dos explosivos e tentar identificar quem deixou o material no matagal, sem nenhum cuidado adicional. Até o momento, ninguém foi detido.

Edição: Kleber Sampaio

Política externa de Lula buscará reconstruir pontes com sul-americanos

A política externa está entre as prioridades do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que assume o cargo no dia 1º de janeiro. Um dos desafios da pasta das Relações Exteriores, sob o comando do embaixador Mauro Vieira, será retomar o protagonismo no enfrentamento às mudanças climáticas. O primeiro passo nesse sentido ocorreu dias depois do segundo turno das eleições, quando Lula, já como presidente eleito, foi ao Egito para participar da COP27, a Conferência do Clima das Nações Unidas. Na ocasião, Lula disse que o Brasil está “de volta” e propôs que uma nova conferência climática tenha a Amazônia como sede. Também está na mira do novo governo o fortalecimento de mecanismos como o Mercosul e o Brics, grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A defesa de uma reforma estrutural da Organização das Nações Unidas (ONU) e a conquista de um assento no Conselho de Segurança da entidade são outros desafios da política externa. O fortalecimento de parcerias comerciais estratégicas, como a da China, também é prioridade. O país asiático respondeu pela maior participação nas exportações brasileiras em 2021: 31,28% do total, ou US$ 87,7 bilhões.

Agenda internacional

A primeira viagem internacional de Lula, depois de tomar posse na Presidência da República, será para a Argentina, onde participará da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), no fim de janeiro. Segundo o futuro chanceler, Mauro Vieira, Lula pretende implantar uma política de reconstrução de pontes, em primeiro lugar com os vizinhos sul-americanos, restabelecendo todos os mecanismos de contato e negociação, e também com América Latina, em geral. Estão previstas ainda para o primeiro trimestre viagens de Lula aos Estados Unidos e à China. Logo depois da confirmação da vitória de Lula no segundo turno, o presidente chinês, Xi Jinping, enviou carta de cumprimentos ao eleito. “Recebi com satisfação carta do presidente Xi Jinping, reforçando os cumprimentos pelo resultado eleitoral, a amizade e parceria estratégica global entre nossos países e a visão de longo prazo das relações entre Brasil e China”, divulgou em mensagem no Twitter. Em novembro, o governo dos Estados Unidos (EUA) também fez um gesto aproximação com o Brasil. Lula teve uma reunião com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, e outros representantes do governo de Joe Biden, em Brasília. No encontro, Lula foi convidado para uma visita a Washington, antes mesmo de tomar posse, o que não foi possível. Jake Sullivan disse ao presidente eleito que Joe Biden pretende encontrá-lo pessoalmente para expressar um compromisso real e a motivação para proteger a Amazônia e falar sobre uma variedade de suportes que seu país pode dar, “não apenas técnicos, mas também financeiros”. Fonte: Agência Brasil

Margareth Menezes, Antônio Marinho e Áurea Carolina completam grupo de cultura na transição

A cantora Margareth Menezes, o poeta pernambucano Antônio Marinho e a deputada Áurea Carolina (PSOL-MG) vão integrar o grupo de Cultura do gabinete de transição. Os nomes foram anunciados nesta segunda-feira (14) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), coordenador-geral do gabinete de transição, durante entrevista a jornalistas em São Paulo. Os três trabalharão com o secretário nacional de Cultura do PT Márcio Tavares, o ex-ministro Juca Ferreira e a atriz Lucélia Santos. Todos serão responsáveis por coordenar o núcleo de cultura. Os nomes de Tavares, Ferreira e Lucélia foram antecipados na semana passada pela CNN. Articulado por Tavares, que coordenou a área de cultura durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o grupo deve se reportar ao ex-ministro Aloizio Mercadante, responsável por chefiar os núcleos temáticos do gabinete de transição. A equipe vai atuar na formulação de políticas públicas e definir as diretrizes do setor durante o governo. Ela contará com representantes de diferentes áreas, entre elas audiovisual, patrimônio, museus e culturas populares. Entre as prioridades da equipe durante a transição estão pelo menos três frentes de atuação: a revisão de normas e decretos editados durante a gestão Bolsonaro, a análise da estrutura do setor de cultura no governo federal e a discussão do orçamento destinado à área.

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