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Categoria: Política Page 14 of 15

Ex-deputado Marcelo Tavares assume presidência do TCE-MA

O conselheiro Marcelo Tavares, recém eleito para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), assumiu nesta segunda-feira (2), a presidência do colegiado de contas maranhense. Tavares vai comandar o TC no biênio 2023-2024 em substituição ao conselheiro Washington Luiz de Oliveira.

Marcelo Tavares terá como companheiros de Mesa Diretora do tribunal os conselheiros Jorge Pavão (vice-presidente), Raimundo Oliveira Filho (corregedor) e Edmar Serra Cutrim (ouvidor).

Ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-secretário da Casa Civil, aos 51 anos de idade, Marcelo Tavares passou a ocupar a vaga de conselheiro aberta com a aposentadoria compulsória do conselheiro Raimundo Nonato Lago, no ano passado.

Após a entrada em exercício, Marcelo Tavares reuniu-se com diversos assessores, auditores e técnicos do TCE maranhense, junto com os quais percorreu as dependências da instituição, especialmente os ambientes que no momento passam por adequações e reformas.

Nos próximos dias, o conselheiro Marcelo Tavares deve intensificar a agenda de encontros e reuniões técnicas de trabalho com a finalidade de elaborar as estratégias e ações que devem ser implementadas ao longo de sua gestão à frente do TCE maranhense.

Ministério da Justiça, agora sim com a caneta de Flávio Dino

Desde que teve seu nome anunciando por Lula para comandar uma das pastas mais importantes e estratégicas do seu governo, Flávio Dino foi obrigado a se posicionar oficialmente e a necessidade veio primeiro da imprensa em meio ao clima quente de instabilidade política que o país atravessava com os manifestantes extremistas na frente dos quartéis em todo o Brasil.

O novo ministro é conhecido no Maranhão por sua eloquência e também por sua capacidade administrativa, testada e aprovada nos 07 anos que esteve à frente do Governo do Estado. Foi 100%, claro que não foi, um dos principais equívocos foi ter agido pela emoção e dito no discurso de posse no dia 01 de janeiro de 2015 que acabaria com a pobreza no Maranhão.

Antes de tomar posse oficialmente como Ministro da Justiça Flávio Dino se saiu muito bem nas entrevistas, trabalhou no decreto que endurece as regras para o porte de armas, patinou em duas indicações para cargos do segundo escalão do ministério, teve humildade para voltar atrás em uma e a outra pesou a culpa histórica do indicado que não aceitou o cargo.

Ontem no discurso de sua posse em Brasília se deixou agir pela emoção novamente e na presença de Anielle Franco que também foi nomeada Ministra, prometeu elucidar o assassinato cruel de sua irmã. Flávio Dino sabe que o Brasil clama por essa resposta e ele não poderia perder a oportunidade, agora talvez ele não saiba ainda dimensão da atuação das milícias no Rio de Janeiro e suas relações com o poder.  Mas vamos torcer para que ele combata de frente esse problema grave que cresceu nos últimos quatro anos do governo Bolsonaro e o seu modelo tem se espalhado pelo país.

Quanto às criticas locais sobre a sua jurisprudência para atuar no caso, talvez a PF não possa assumir pela sentença já julgada no STJ, mas a sua envergadura como Ministro e Senador da República vai abrir todas as portas necessárias para ele acompanhar o caso bem de perto, assim como todo o Brasil vai acompanhar o seu desempenho.

Palanques em formação para 2024

Ontem foi dia de empossar os governadores eleitos e o presidente da república em cerimonias por todo o Brasil.

Em São Luís aconteceu também à posse da mesa diretora da Câmara Municipal, o Vereador Paulo Victor teve seu nome aprovado pelos seus colegas de parlamento numa eleição antecipada ainda em abril. Aliás, parece que virou moda aqui no Maranhão antecipar eleições de casas legislativas.

Na contramão do discurso do presidente Lula onde ele foi categórico que é necessário unir forças políticas para reconstruir o país, aqui em São Luís foi diferente, ficou claro que a festa foi organizada mirando as eleições municipais do próximo ano. Além da presença do Governador Carlos Brandão que foi prestigiar um dos seus principais cabos eleitorais em São Luís, o que chamou a atenção não foi nem a ausência do Prefeito Eduardo Braide e sim a presença de Edivaldo Holanda Jr na festa, um gesto inusitado que pode ser considerado como aceno político dos rumos que Edivaldo pode seguir no próximo pleito municipal.

 

Outro fato que chamou a atenção foi a troca de mensagens entre Eduardo Braide e Paulo Victor, o Prefeito foi gentil em desejar o diálogo por nossa cidade, mas o vereador turbinado pelos leões foi institucional e reclamou nas entrelinhas que falta empatia de Braide na relação com a Câmara querendo avanços para a cidade que já considera ser dele, segundo suas palavras no twitter. Pelo visto esse será o tom da relação entre o parlamento municipal e a prefeitura de São Luís.

Resta saber como vai se portar o Presidente Lula, se vai abrir ou fechar as portas para o prefeito de São Luís que se manteve neutro na disputa presidencial, mas apoiou alguns candidatos do campo bolsonarista na eleição passada. Vale a pena acompanhar a evolução das relações e testemunhar se  o discurso de colaboração será colocado em prática.

Um Maranhão para os maranhenses

O conturbado ano de 2022 ficará marcado na História do Brasil e, em especial, do Maranhão. O poeta russo Vladimir Maiakoviski  escreveu “nestes últimos 20 anos nada de novo há no rugir das tempestades” e, aquele começo de século XX era, sem dúvida, um tempo de tempestades. Nestes últimos dois anos (talvez quatro), o país vem sendo varrido por uma onda de tempestades; a pior delas, acompanhando o resto do mundo, a pandemia de Covid-19.

Mas não foi só a virose que acometeu a nação. Uma doença chamada extremismo irradiou-se pelos lares do povo brasileiro, causando mortes, dores e discórdia. A vacina para essa outra pandemia foi a democracia, e a força das instituições, agora é continuar trabalhando pelas formas republicanas de combate e estender os panos da Caravela; há uma História a ser escrita e outra a ser compreendida.

O Maranhão, com suas idiossincrasias, trava uma batalha particular: lutar contra a pobreza do seu povo, contra a desigualdade social, contra o crime, e reverter um projeto que não vem dando certo, mas isso se a percepção dos governantes estiver neste paradigma.

Mas há os dados do IBGE, e eles mostram que em 2017, dos 25 municípios mais pobres do país,  o Maranhão elencava 14; este ano, o estado emplacou 24. Vale lembrar que diminuir a pobreza foi compromisso dos últimos governos e houve a tentativa. É a hora de rever que projetos o Maranhão precisa desenvolver para sair desse mapa de fome e pobreza.

Há um forte movimento político, uma tentativa de unidade, de congregação de força única para traçar o futuro do estado: todos juntos, Governo, Assembleia, Câmara de Vereadores de São Luís. É uma arrumação que, aos poucos, se estabelece. A única força política que está ausente deste movimento é a prefeitura da capital, cujo isolamento, já traz consequências graves, como a demora na aprovação do Orçamento de 2023 pelo legislativo municipal.

Voltando ao nacional, lembramos que o governo de ultradireita eleito em 2018 nunca conseguiu nenhuma unanimidade, enfrentou muita oposição e terminou derrotado com a ajuda de quem o apoiou pontualmente em troca de acesso à fonte de poder e benesses financeiras, leia-se orçamento secreto.

O Maranhão parece tentar um caminho diferente, o da unidade, sem oposição, essa mesma oposição que foi pífia, nos últimos oito anos, tenta-se torná-la inexistente, além de tentar-se, a todo custo, não deixar surgir uma nova, e talvez, mais efetiva oposição. Este caminho começa agora, vamos ver onde nos leva, se levar.

Muito do que vem sendo pensado para o Maranhão com custo em longo prazo tá chegando ou já chegou. O longo prazo já passou. O mesmo logo prazo da isenção de impostos para a implantação dos grandes projetos, que assim que a isenção acaba, demite-se todo mundo e ruma pra China. O longo prazo de um cerrado morto, de um mangue exterminado, de um babaçual decepado, de uma duna varrida, sem contar os azulejos portugueses que se desintegram a cada inverno.

Uma das palavras mais utilizadas na política internacional, a sustentabilidade, parece ainda ser ignorada nas terras timbiras. Mas não se foge dela, ela é o futuro que já chegou, junto com a hipercomunicação, o carro elétrico, a realidade virtual, ou seja: a modernidade líquida com sua sociedade do espetáculo.

Sustentabilidade, palavra que passa longe de atitudes registradas sobre o solo maranhense, inclusive nestes últimos dias do ano, com terras sendo devastadas e moradores de comunidades tradicionais apavorados, com suas roças destruídas e su futuro igual como o futuro do governo que vive seus estertores… Até quando?

Não há democracia sem oposição. Enquanto se comprar aliados e se destruir o pensamento dialético adversário, o Maranhão será apenas o cenário de um drama shakespeariano onde todos morrem no fim, por mais que o fim demore, mas ele sempre chega. Veja-se a “oligarquia Sarney”: demorou tanto e um belo alguém decretou que não existia… e foi-se… E desde então, “nada de novo há no rugir das tempestades”…

Salve a democracia!…

Lula toma posse num país desconfiado e com medo de terrorismo

Toma posse, neste domingo, dia primeiro de janeiro, de 2023, para o terceiro mandato, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Mas o clima de alegria que marcou a primeira posse do petista, deu espaço para a desconfiança e cuidados com a violência iminente, inclusive, até atos de terrorismo.

Depois dos anos mais conturbados de sua vida, quando ficou preso numa cela da Polícia Federal, depois de enfrentar um sem número de processos imensamente debatidos, nos meios jornalísticos, acadêmicos, jurídicos e políticos.

Uma matéria que a História terá que devastar por longos anos, de preferência, sob o olhar múltiplo dos pesquisadores, para que as gerações futuras não sejam alijadas  de um alicerce sério e justo no qual se basear para construir uma sociedade justa e pacífica na América do Sul.

A Capital Federal toma cuidados extras, depois de acontecimentos díspares, como a tentativa de terrorismo registrada nos últimos dias nas proximidades do Aeroporto de Brasília. A posse será marcada por uma tensão, talvez, jamais vista neste país.

Câmara de Vereadores adia votação do orçamento da capital para 2023

A aprovação do orçamento anual 2023 (LOA) foi o ápice da disputa entre Prefeitura e Câmara de Vereadores de São Luís, que culminou com uma vergonha (que um vereador jogou no colo do prefeito, mas é batata quente que vem e vai): São Luís é a única capital brasileira que vira o ano sem aprovação do orçamento municipal de 2023, conhecido como LOA.

A LOA é a Lei Orçamentária Anual distribui as despesas municipais para o ano que segue através de uma previsão de arrecadação e como esses valores devem ser aplicados.

A LOA 2023 está no Projeto de Lei nº 204/2022, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias do Município de São Luís para o exercício financeiro de 2023. Este 30 de dezembro seria o último dia útil para aprovação do PL municipal, mas as barganhas entre câmara e prefeitura não se “coadunaram” e a votação foi adiada para o dia 6 janeiro de 2023.

Talvez… Porque o relator do PL, vereador Thyago Freitas (sem partido) disse que “ainda não temos certeza se essa matéria será apreciada em plenário no próximo dia 6 de janeiro. Estamos com algumas pendências de ordem interna… ”.

Como a votação da LOA 2023 furou o prazo regimental e constitucional, e os próximos dias são de festa, a câmara entra no relaxante “recesso branco”, deixando tudo de importante e fundamental para depois…

Decretos oficializam troca de comando no Exército

Diário Oficial da União desta quarta-feira (28) oficializa a troca de comando no Exército. O primeiro decreto exonera Marco Antônio Freire Gomes do cargo de comandante do Exército enquanto o segundo nomeia o general Júlio Cesar de Arruda para exercer interinamente a função.

Apesar de terem sido publicados hoje, ambos os decretos entram em vigor somente na próxima sexta-feira (30). A data de posse do novo comandante do Exército já havia sido antecipada pelo futuro ministro da Defesa, Jose Múcio, em coletiva de imprensa ontem (27) no Palácio do Buriti.

Perfil

O general Júlio Cesar de Arruda é o atual chefe do departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nascido em 9 de janeiro de 1959, em Cuiabá, foi incorporado ao Exército em 1975. Dois anos depois, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras.

Durante sua vida militar, serviu em unidades de engenharia em Itajubá (MG), no Rio de Janeiro-RJ, em Cuiabá e em Brasília. Como tenente-coronel, foi assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (2000-2001) e comandou o 1º Batalhão de Forças Especiais, em Goiânia, no biênio 2005-2006.

Como coronel, realizou o curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Comandou a Escola de Administração do Exército/Colégio Militar de Salvador, foi instrutor do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva em Itajubá (MG), da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

No exterior, foi Observador Militar da Segunda Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UnavemI I) e assessor da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai. Realizou o curso de Contraterrorismo e Cooperação Interagências na Universidade Nacional de Defesa, nos Estados Unidos.

Já como oficial general, foi comandante da Academia Militar das Agulhas Negras em Resende (RJ), comandante de Operações Especiais em Goiânia, diretor de Educação Superior Militar no Rio de Janeiro, subcomandante de Operações Terrestres em Brasília, vice-chefe do departamento de Engenharia e Construção também em Brasília e comandante militar do Leste no Rio de Janeiro.

Dentre as condecorações com que foi agraciado destacam-se a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina, a Ordem do Mérito Militar – Grã-Cruz, a Ordem do Mérito Aeronáutico – Grande Oficial, a Ordem do Mérito Naval – Grande Oficial, e a Ordem do Mérito da Defesa – Grande Oficial.

Edição: Maria Claudia

Presidente eleito Lula anuncia mais 16 ministros da futura gestão

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (22) 16 ministros para o próximo governo. Até o momento, já tinham sido anunciados Fernando Haddad, na Fazenda; Rui Costa, na Casa Civil; Flávio Dino, na Justiça e Segurança Pública; José Múcio, na Defesa; Mauro Vieira, na Relações Institucionais. A cantora Margareth Menezes já havia informado que aceitou o convite para o Ministério da Cultura, que será recriado. Segundo Lula, na próxima semana serão anunciados outros 16 ministros. As informações foram divulgadas após entrega do relatório final da equipe de transição pelo coordenador-geral, o vice-presidente eleito Geraldo Alckimin, que assumirá o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ao todo, serão 37 ministérios na gestão do governo eleito conforme havia sido informado pelo futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ministério anunciados hoje:
  • Advocacia-Geral da União (AGU): Jorge Messias (procurador da Fazenda Nacional);
  • Controladoria-Geral da União (CGU): Vinícius Marques de Carvalho (Advogado e professor de direito comercial da USP. Ex-presidente do Cade);
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: Luciana Santos (presidente do PCdoB);
  • Ministério da Cultura – Margareth Menezes (cantora);
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: Geraldo Ackmin (vice-presidente eleito);
  • Ministério do Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome: Wellington Dias (ex-governador do Piauí);
  • Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania: Sílvio Luiz Almeida (Professor da Universidade de Columbia (EUA) e Fundação Getulio Vargas)
  • Ministério da Educação – Camilo Santana (ex-governador do Ceará);
  • Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos: Ester Dweck (Professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro)
  • Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco (professora);
  • Ministério das Mulheres: Cida Gonçalves (ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher);
  • Ministério de Portos e Aeroportos: Márcio França (ex-governador de São Paulo);
  • Ministério da Saúde: Nísia Trindade (presidente da Fiocruz);
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Luiz Marinho (ex-prefeito de São Bernardo-SP);
  • Secretaria-Geral: Márcio Macedo (deputado federal PT-SE);
  • Secretaria de Relações Institucionais: Alexandre Padilha (deputado federal PT-SP)

Relatório de transição

A equipe de transição também apresentou o relatório final sobre o governo federal. Lula comentou o documento (leia aqui a íntegra) que será entregue aos parlamentares e à sociedade brasileira para informar o cenário do país que será entregue pelo atual presidente, Jair Bolsonaro. “Recebemos esse governo em uma situação de penúria, situação irresponsável, porque o presidente preferia contar mentiras no cercadinho do que governar esse país”, disse. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckimin, afirmou que o relatório de transição aponta para um “retrocesso em muitas áreas”. O levantamento reúne informações de 32 grupos de trabalho, que tiveram participação de cerca de 5 mil voluntários e 14 partidos políticos. Segundo ele, apenas 23 pessoas foram nomeadas para atuar diretamente na transição. “Infelizmente, nós tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e mais triste do que anteriormente. Na educação, tivemos um enorme retrocesso, queda na aprendizagem, a evasão escolar aumentou, recursos essenciais para merenda escolar ficaram congelados em R$ 0,36. Tivemos quase um colapso dos institutos federais e das universidades”, disse Alckmin. O vice-presidente eleito destacou que a política armamentista do atual governo provocou aumento da violência contra as mulheres. Segundo ele, a distribuição de armas levou a um recorde de mortes de mulheres. “Nos últimos seis meses tivemos 700 mortes por feminicídio provocadas por armas de fogo”, disse. O relatório apontou ainda para a redução de 95% no estoque de arroz da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estoque de alimentos pela instituição é uma forma usada pelo governo federal para regular preços de mercado. “Essa redução acabou levando ao aumento do preço de alimentos, o que agravou a insegurança alimentar”, apontou. Outro ponto destacado por Alckmin foi a alocação de R$ 2 milhões para a Defesa Civil na atuação de desastres em todo país. Além disso, afirmou que 93% das rodovias federais estão sem contrato de manutenção e prevenção. Atualmente, segundo o relatório, são 14 mil obras paralisadas em todo país. “Isso não é austeridade, é ineficiência de gestão. É uma tarefa hercúlea que vem pela frente”, argumentou. Em relação ao desmatamento na região da Amazônia, o levantamento aponta para aumento de 59% entre os anos de 2019 e 2022. Nas últimas semanas, foi registrado um acréscimo de 1226% nas queimadas em florestas. “É uma devastação nas florestas, não por agricultores, mas por grileiros. É um grande desafio”, acrescentou.

PEC da Transição

Antes do anúncio, o presidente eleito agradeceu os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de líderes partidários, pela aprovação da PEC da Transição. “É a primeira vez que o presidente da República toma posse e começa a governar antes da posse. A PEC é para cobrir a irresponsabilidade de um governo que não deixou orçamento para cumprir uma promessa que ele mesmo fez”, disse. Para Lula, a aprovação da PEC foi uma demonstração de solidariedade ao povo mais pobre desse país.

Edição: Denise Griesinger

Valorizar idosos é condição para avanço da sociedade, diz ministra

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, comemorou hoje (22) os resultados registrados pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI)  e disse que a sociedade brasileira não vai conseguir avançar se não começar a valorizar os idosos.  Cristiane lamentou que ainda ocorram no Brasil situações como a da casa de acolhimento particular de Crato (CE), onde boa parte das mulheres internadas com problemas mentais tinha sido abandonada pelas famílias e se encontrava em cárcere privado e, mesmo depois da prisão do gestor da unidade, 75% das famílias não quiseram resgatá-las. “As famílias devem valorizar os idosos”, afirmou a ministra. Para isso, defendeu a convivência entre crianças e jovens com os idosos da família, para que possam aprender com suas experiências e vivências. O secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antônio Costa, salientou os avanços da Política Nacional da Pessoa Idosa desde 2019, entre os quais o Pacto Nacional de Implementação dos Direitos da Pessoa Idosa em 22 estados, por meio de parceria com nove universidades brasileiras. “O mais importante é que as matrizes vão ficar nos estados e conselhos municipais, para que vocês deem sequência”, destacou. Costa citou também a Política Nacional de Cuidados, elaborada pelo ministério em conjunto com os ministérios da Saúde, Educação, Cidadania, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sociedade civil, secretarias de Saúde e de Assistência Social. O programa está pronto, foi repassado para o próximo governo e deverá ser implantado em todo o país, disse o secretário.

Envelhecimento

Costa disse que torce para que o Brasil dê certo. “O meu sonho é que o próximo presidente, que vai começar no dia 1º [de janeiro] com sua equipe, possa criar, nos quatro anos que ele vai ficar, um programa de Estado brasileiro para o enfrentamento do envelhecimento no nosso país que, infelizmente, ainda não caiu na ficha do nosso Congresso Nacional. As pessoas ainda não estão crendo que o país está envelhecendo. O maior desafio que eu vejo é a expectativa de vida, quando os homens vão viver até 88, 89 anos, e as mulheres mais de 100, e nada vai se fazer, porque a aposentadoria ocorre aos 65 anos”. O secretário ressaltou a necessidade de se trabalhar o envelhecimento a partir dos 35 ou 40 anos, para que, dentro das possibilidades, a população possa cuidar das comorbidades, porque o grande desafio é que o envelhecimento brasileiro ocorre com 72% a 75% de comorbidades (diabetes, pressão alta, demência, Alzheimer), “e nada se tem feito até agora para isso”. Segundo Costa, esse trabalho deve ser feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que “a população idosa representará, em pouco tempo, um terço da população total” e “é preciso trabalhar a proteção e a defesa da pessoa idosa”.

Prêmios

O ministério também entregou hoje (22) o 1º Prêmio Literário de Redações e o 2º Prêmio Literário de Crônicas, promovidos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI). O primeiro prêmio é voltado para alunos do ensino médio da rede de escolas públicas do Brasil, enquanto o segundo abrange crônicas produzidas por pessoas idosas, com idade igual ou acima dos 60 anos. Ambos os prêmios tiveram como tema “O papel da pessoa idosa no século XXI”. Foram premiados os autores das cinco melhores redações e crônicas.  Os vencedores do 1º Prêmio Literário de Redações foram Nycolas Verly da Silva, Laiza Vitoria Batista Castanho, Yasmim Thainara Sena de Oliveira, Debora Letícia Silva Campos e Ruanne de Jesus Pereira. Já o 2º Prêmio Literário de Crônicas teve como vencedores Luiz Claudio Machado de Santana, Ronaldo Carvalho de Sousa, Ney de Freitas Filho, Angela Maria Rocha e Fátima Soares Rodrigues. Durante o evento, foram diplomados cinco estados Amigos da Pessoa Idosa (São Paulo, Ceará, Roraima, Mato Grosso e Paraná), que se destacaram na implementação da Política da Pessoa Idosa nos últimos quatro anos, em especial na ampliação de conselhos estaduais e municipais dos direitos da pessoa idosa e dos Fundos da Pessoa Idosa.

Edição: Fábio Massalli

Presidente do Senado condena ameaças terroristas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, hoje (26), em Brasília, que o regime democrático brasileiro não comporta atos terroristas semelhantes à frustrada tentativa de um grupo que planejava explodir um caminhão carregado com óleo diesel próximo ao Aeroporto Internacional  de Brasília.

“Não há espaço no Brasil democrático para atos análogos ao terrorismo, como a tentativa de explosão de um caminhão de combustíveis em Brasília, felizmente abortada pelas forças de segurança”, escreveu o senador, esta tarde, em sua conta pessoal no Twitter.

“As eleições se findaram com a escolha livre e consciente do presidente eleito que tomará posse no dia 1º de janeiro. O Brasil quer paz para seguir em frente e se tornar o país que todos desejamos”, acrescentou.

Prisão

A mensagem de Pacheco é uma resposta à prisão, na noite do último sábado (24), de George Washington de Oliveira Sousa, acusado de participar da instalação de um artefato explosivo em um caminhão-tanque estacionado próximo ao aeroporto  da capital federal.

Gerente de um posto de gasolina que funciona em Xinguara (PA), o homem, de 54 anos, viajou para Brasília dias após o segundo turno das eleições gerais, realizadas em 30 de outubro. Inconformado com a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Sousa se juntou a centena de manifestantes que protestam em frente ao Quartel General do Exército, pedindo, entre outras coisas, a anulação da eleição e intervenção militar.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, Sousa admitiu, em depoimento, que pretendia cometer um atentado na capital federal como forma de produzir uma situação caótica que forçasse o atual governo a decretar estado de sítio, impedindo a posse de Lula.

Investigando a origem do artefato explosivo “plantado” no caminhão-tanque – que foi denunciado pelo motorista do veículo, que desconfiou do recipiente estranho – a Polícia Civil chegou a Sousa e a um apartamento do Sudoeste, bairro de classe média alta de Brasília, onde foram encontradas várias armas, incluindo um fuzil, duas espingardas, revólveres, muita munição e explosivos.

Sem autorização

Embora esteja registrado como colecionador, atirador e caçador (CAC), Sousa não tem autorização para viajar armado. Tampouco para portar explosivos. A Polícia Civil investiga se ele agiu sozinho ou se teve a colaboração de outras pessoas.

“Tão logo tenhamos ações consequenciais da operação ou mesmo a conclusão do inquérito por parte da autoridade policial que preside os fatos, informaremos a todos”, informou a corporação, em nota.

Na tarde deste domingo (26), uma denúncia levou as forças de segurança do Distrito Federal a localizar e destruir artefatos explosivos deixados em um matagal do Gama, região administrativa a cerca de 35 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. No local, também foram encontrados coletes balísticos e capas para esses coletes.

A ocorrência foi registrada na 20ª Delegacia de Polícia, que vai apurar a procedência dos explosivos e tentar identificar quem deixou o material no matagal, sem nenhum cuidado adicional. Até o momento, ninguém foi detido.

Edição: Kleber Sampaio

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