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O STF no calcanhar de Iracema Vale

O pedido de vistas do Ministro Nunes Marques que parou o julgamento da limiar que suspendeu o processo de “escolha”  do novo membro do TCE, assim como a anulação de reeleição na Assembleia Legislativa do Tocantins tem tirado o sono de Iracema Vale e também do grupo governista.

Na contenda que envolve a “escolha” do novo conselheiro para o TCE, a tropa do governo quer empurrar a todo o custo o Advogado Flávio Costa para vaga. O mesmo que já foi rejeitado pelo TJ-MA por não atender os requisitos para ser desembargador. Sem se importar com a meritocracia para o cargo  a assembleia quer resolver logo o problema e para isso já disse que vai se adequar a lei para que o Adido dos Leões seja o escolhido, tornando o processo legal com a votação de cabresto dos soldados governistas no parlamento, até porque o voto sendo secreto encobre a vergonha de um processo que pode até se tornar legal, mas com certeza é imoral aos olhos de grande parte da sociedade.

De efeito prático esse episódio deixa claro que o Ministro Flávio Dino está mais vivo do que nunca nas decisões políticas do Maranhão e a cada prazo postergado os passos do governo são cada vez mais observados.

A outra querela que vem tirando o sono de Iracema Vale (e de mais Alguém) é a contestação da reeleição antecipada da mesa diretora, fantasma que diga-se de passagem também assombrou Othelino Neto.

A decisão da Suprema Corte anulando a eleição no Tocantins acendeu a luz vermelha no parlamento maranhense, mas para variar os deputados controlados pelos Leões garantem que não terão problema nenhum em votar novamente em quem o governo mandar.

Mas apesar de estar olhando o STF pelo retrovisor, Iracema Vale continua acelerando na MA 402 em busca da eleição do filho em Barreirinhas, o prêmio pactuado pela devoção ao governo.

E como diria o jornalista Marco D’eça, mas isso é uma outra história.

 

 

Dois quadros que cutucam os rumos das eleições, estas e outras

O calendário eleitoral é o compasso cinco por oito, difícil, mas sem ele não há música. Uma data importante, o dia 6 de abril é o prazo para as definições de filiações partidárias, último dia para os partidos receberem, desde soldados até generais que pretendem disputar o pleito de 6 de outubro.

Essa data excita alguns e apavora outros. Quem está com sangue no olho, e tem força e estratégia e etc, vai aderindo, pegando ou tomando siglas sob comandos pífios. Dois exemplos que balançaram o cenário são a tomada do Solidariedade por Flávia Alves, suplente de deputada federal e superintendente do IBAMA no Maranhão e a filiação de Clara Gomes (digo já quem é) ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide.

Flávia Alves é irmã do deputado estadual Othelino Neto (PC do B) remanescente do Grupo Dino e defenestrado do governo Brandão sem nenhuma honra. Agora começa uma reação. Até onde?

Clara Gomes é esposa do deputado estadual Osmar Filho (PDT) (Como assim?), ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís. O que isso importa? Importa que, ato contínuo à filiação da esposa ao partido do prefeito, o próprio deputado declarou apoio à reeleição do atual alcaide , sendo que o partido dele já tem um pré-candidato a prefeito: Fábio Câmara.

Estes movimentos têm significados imediatos (eleições 2024) e secundários (eleições 2026). Nós últimos dias explodiu um grito engasgado em muitos remanescentes do núcleo duro do governo Flávio Dino, principalmente no que se refere à manifestação do deputado estadual Carlos Lula (PSB) a respeito da escolha do novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cujo nome devia ser indicado pelo legislativo e foi apenas homologado por este, depois de uma indicação do executivo.

Pressão daqui e dali

A questão Flávia Alves parece uma arregimentação do deputado Othelino Neto, um dos todos poderosos dos tempos dinistas, que ficou no ostracismo total, apesar de ter abandonado seu forte aliado Weverton Rocha (PDT) em prol da candidatura Brandão, seduzido pela vaga de suplente de senado destinada a sua esposa Ana Paula Lobato, que ao fim e ao cabo se tornou senadora da república. Como estamos no meio político, uma oferta irrecusável. Mas o preço da escolha está entre pago e cobrado.

A movimentação desse grupo, que ainda inclui Márcio Jerry (PC do B), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PC do B) entre outros já é uma urtiga, mas pode vir a se tornar um forte grupo de oposição a Brandão e uma pedra no sapato de Duarte Júnior rumo á prefeitura, além de apimentar mexicamente as eleições de 2026, deixando uma culinária bem “ardosa” para mariscos locais.

No outro quadro, a debandada de Osmar Filho rumo a Braide, deixando o candidato do próprio partido no vácuo, demonstra um vigor e uma ambição pessoal do deputado, e um descomprometimento com os valores históricos do PDT: a união. Mas o PDT faz tempo que é um território de discórdia.

Só pra fechar

Nesta última quinta (07) também se abriu a janela partidária, quando os parlamentares municipais estão livres para pular daqui prali e se acomodar como carga nova e parar de ranger o caminhão. Nada além de um coaxar de sapos na chuvarada intensa… a priori…

Governo Brandão a pior avaliação dos últimos 10 anos

A recente pesquisa do instituto Atlas Intel que avaliou o desempenho de todos os governadores brasileiros mostrou dados que apontam a realidade do governo Carlos Brandão.

Mal avaliado em todos os níveis sociais e principalmente nas pessoas que possuem escolaridade a partir do ensino médio, o governo Brandão é o quarto pior do Brasil com apenas 39% de aprovação.

Para além da Comunicação

Com base nos critérios de levantamento podemos observar que apesar do governo tentar vender  para fora a imagem de um estado próspero apostando em propagandas falaciosas presas a modelos arcaicos de comunicação. Tomando como exemplo o carnaval onde o torraram milhões em atrações anunciando o maior e melhor carnaval do Brasil, porém os dados reais do Ministério do Turismo desmentiu a farsa midiática mostrando que o  Maranhão sequer figurou entre os 10 maiores carnavais do Brasil.

Mas existe um outro fator que vem minando a república de Colinas, a reação silenciosa do povo maranhense ao modelo feudal de administração, onde em todas as esferas do poder existe um membro da família em posições cruciais para a manutenção do poder em um círculo familiar fechado.

Para isso o governo vem usando a força e a intimidação para quebrar lanças a qualquer custo com o objetivo de garantir posições de destaques que são de interesse do clã enquanto o povo fica fora do camarote.

E é justamente essa reação silenciosa que pode colocar em risco o projeto de poder vislumbrado pela família Brandão, até porque já não estamos mais no tempo em que as pessoas se deixam levar pelos vídeos bem editados de 1 minuto em horário nobre, afinal os números já mostram a ineficácia desse tipo de modelo de comunicação.

Tinta forte: decisão de Dino adia escolha do TCE

A decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, adiando o processo de escolha  para o novo membro do TCE no Maranhão acendeu o sinal de alerta no Clã Brandão e seus aliados

Embora parte da classe política tenha comemorado e alardeado a saída de Flávio Dino dos palanques chegando até a  especular a divisão do seu espólio, a canetada de ontem que sequer despertou o interesse da mídia nacional, mas que aqui no Maranhão caiu como uma bomba de efeito moral  nas hostes governistas.

O pedido de prazo de 30 dias para Assembleia Legislativa se explicar mais 15 dias para Advocacia Geral da União e ainda 15 dias para a Procuradoria Geral da República vai empurrar a decisão para o segundo semestre. Ao que tudo indica, o Ministro vai esperar o desenrolar das eleições municipais para observar o cumprimento dos acordos firmados que não estão sendo cumpridos na sua totalidade.

Sinal de alerta ligado também para Iracema Vale, nome representativo do governo Brandão na Assembleia, mas que  o STF já andou suspendendo eleições antecipadas em outros estados.

 

 

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A indicação para o TCE é imoral, é ilegal ou engorda ?

O deputado Carlos Lula do PSB subiu a tribuna da Assembleia Legislativa para colocar seu nome para a vaga de conselheiro do TCE e mais do que isso, apontou três irregularidades regimentais que tinham por objetivo dificultar a entrada de outros nomes na disputa.

A primeiro ponto apresentado por Lula aponta um erro crasso da falta de conhecimento básico do atual regimento da casa onde está claro que qualquer cidadão pode se candidatar a uma vaga no TCE.  O deputado fez questão de lembrar a presidência da casa que a manobra que exige o mínimo de 14 assinaturas de membros do colegiado é ilegal e inconstitucional por ser norma impeditiva presente no regimento de 1990 que já foi totalmente revogado.

Outro erro apresentado foi o limite de idade entre 35 e 65 anos, quando o correto é ter entre 35 e 70 anos.

O último erro regimental mostrado por Lula que pode parecer simples, mas que na verdade tem caráter intimidatório. A votação não pode ser aberta como proposto. Os deputados precisam ter seu voto preservado em sigilo para garantir que a escolha não sofra pressão nem do executivo e nem da presidência da casa.

No campo político, o discurso de Carlos Lula acendeu a luz de alerta nas hostes governistas, afinal o ato de confrontar um nome ungido pelo governador pode ser considerado como o marco zero do nascimento da oposição no Estado, Um claro sinal de que o nome de Flávio Costa foi empurrado goela abaixo tirando uma prerrogativa que o parlamento teria de indicar bons quadros presentes na casa.

Depois da aula regimental de Carlos Lula, a presidenta Iracema Vale disparou um release através da imprensa aliada onde tentou esclarecer os erros na condução que impõe o nome de Flavio Costa para o TCE. A deputada se limitou a dizer que vai consultar a assessoria jurídica e que deve seguir a constituição estadual. Mas fez questão de reiterar que apoiará Flávio Costa para defender a unidade do grupo político do governador num claro movimento que atesta a interferência direta do executivo no processo de escolha.

Podemos dizer que Carlos Lula venceu a primeira batalha, porém tudo leva a crer a que a maioria da casa deve votar com o governo sem nem levar em consideração que o preferido da família Brandão sequer preencher os requisitos necessários para o cargo,

E assim diria o rei Roberto Carlos.

Paro pra pensar, mas eu não posso mudarQue culpa tenho eu? Me diga, amigo meuSerá que tudo que eu gosto e ilegal, é imoral. Ou engorda?

 

 

 

 

 

 

 

Flávio Costa e Macaxeira valem “enquanto” pesam

A julgar pelo tamanho do embaraço que o Advogado Flávio Costa vem causando ao governo em busca de uma sinecura vitalícia pode-se imaginar que o preço da fatura é muito alta.

Depois de ter seu nome rejeitado pelo Tribunal de Justiça, Flávio Costa e a família Brandão mudaram a rota para o TCE, uma espécie de Port Royal da Jamaica brasileira onde já havia atracado Daniel Brandão sem muita resistência.

Mas num porto concorrido como o TCE, para um navio atracar outro necessariamente tem que sair e já que o custo de uma saída antecipada é grande, a barganha precisa fazer valer muito a pena.

A solução encontrada foi tirar do estaleiro o conselheiro Washington Oliveira, também conhecido como Macaxeira, que foi designado para duas missões, primeiro levantar da cadeira para o adido Flávio Costa sentar e a segunda seria dificultar a vida de Felipe Camarão dentro do PT, usando a secretária representativa em Brasília para o governador ter um passarinho de sua confiança assoviando no ouvido do presidente Lula os interesses do Maranhão neo socialista, e como prêmio Washington teria apoio do governo para voltar a câmara de deputados.

A minuta oficial sai em breve com o selo de garantia da Assembleia Legislativa onde num gesto altruísta em prol da meritocracia no serviço público, o colegiado abriu mão de indicar um representante da casa para defender um nome que já havia sido rejeitado pelo TJ por não ter requisitos técnicos, mas ao que tudo indica para o TCE e para o Palácio Manuel Beckman ele já possui todas as qualificações técnicas necessárias para a vaga, pelo menos  assim vão atestar os nobres deputados esperneando ou não no grupo de ZAP ZAP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem opções PDT deve ir de candidatura própria em São Luís

Afastado do protagonismo do poder municipal em São Luís desde 2008 o PDT chega para as eleições desse ano numa posição muito delicada.

Com apenas 3 vereadores na câmara municipal e com o futuro incerto da sua maior liderança, o senador Weverton Rocha, o partido está numa encruzilhada em que não pode escolher errado qual via deve  seguir.

O PDT teoriocamente teria três opções, apoiar Duarte Jr, Eduardo Braide e uma candidatura própria. Nenhuma das opções acima esta descartada, porém as duas primeiras estão mais distantes da realidade

Para ingressar nas fileiras do governo e caminhar de mãos dadas com Duarte Jr, o senador precisaria de uma redenção do governador, mas a julgar pelos efeitos e consequências da última eleição, essa primeira opção é a mais improvável, uma vez que Brandao desde o rompimento até hoje não fez um gesto sequer para o senador.

Em relação a aliança com Eduardo Braide poderia até ser um caminho natural, mas a postura de isolamento do prefeito com aliados e o não cumprimento de acordos políticos não traz segurança para um partido do tamanho do PDT.

Como opção sobra  uma candidatura própria do ex vereador Fábio Câmara, que como diz um ditado popular, seria “a fome com a vontade de comer” e talvez seja essa a melhor opção para o partido que ainda tem a fama de uma militância atuante que faz a diferença na capital.

Apesar de não ser a opção que Weverton gostaria, mas tio Fábio reúne bons requisitos para a disputa. É de origem da classe trabalhadora, tem um bom discurso, é um político experiente na capital e conhece de perto todos os problemas da cidade, além de que pode entrar para a história como o primeiro prefeito negro de uma cidade com fortes raízes dos povos africanos.

 

 

Um Partido Novo em busca de velhas práticas

Em 25 novembro de 2022, o empresário João Amoêdo, um dos fundadores do Partido Novo anunciou o seu desligamento da sigla. Depois de sofrer muitas críticas internas por ter apoiado Lula, Amoêdo disse o seguinte em suas redes sociais. “Hoje, com muito pesar, me desfilio do partido que fundei, financiei e para o qual trabalhei desde 2010, infelizmente, o Novo, fundado em 2011 e pelo qual trabalhamos por mais de 10 anos, não existe mais”.

 Amoêdo não parou por aí e demonstrou com todas as letras a sua visão sobre o partido.

“O Novo atual descumpre o próprio estatuto, aparelha a sua Comissão de Ética para calar filiados, faz coligações apenas por interesses eleitorais, idolatra mandatários, não reconhece os erros, ataca os Poderes constituídos da República e estimula ações contra a democracia”.

Notem que essa declaração foi dada 45 dias antes da baderna golpista de 8 de janeiro. Oficialmente, em 2022, o Novo liberou filiados a votar de acordo com a sua consciência e princípios partidários, porém, na mesma nota oficial se posicionou contra o PT e ao Lulismo, como aquele conhecido adágio popular: “como quem atira a pedra e  esconde a mão”.

O resultado, com base em números, constata que com o afastamento de uma liderança como João Amoêdo, o Novo, que vinha em crescimento no país com 8 deputados federais e 12 estaduais encolheu para 3 deputados federais e 5 estaduais. Um claro sinal de que o Partido Novo não é mais tão novo assim.

Mas, vamos falar das nossas “vacas-frias”. No Maranhão, o partido vinha tentando caminhar com quadros inteligentes, nomes preparados, de afinidade com o estatuto da legenda e principalmente fora da bolha política tradicional. Mas, depois do racha ideológico na executiva nacional, o cenário maranhense também mudaria os rumos e um dos nomes anunciados como novidade foi o do piauiense Lahésio Bonfim, ex- prefeito da pequenina cidade de São Pedro dos Crentes, de aproximadamente cinco mil habitantes e apenas 4 escolas da rede municipal de ensino.

Lahésio, que já foi filiado ao PT, PDT e até no PSB do governador Carlos Brandão, surfou na onda do bolsonarismo vendendo a ilusão de que era o melhor prefeito do Maranhão, com base nos números de uma cidade menor do que um bairro da zona rural de São Luís e que sequer enfrenta problemas que os municípios maiores enfrentam diariamente, como por exemplo, o caos do transporte público.

Trazendo a analogia para o mundo empresarial, que é o campo do Partido Novo, é como o dono de um mercadinho de 100 metros quadrados achar que pode administrar o Atacadão Mateus. Um exemplo recente demonstrou mais uma vez a falta de preparo intelectual de Lahésio, em uma tentativa de debater com o vice governador Felipe Camarão e acabou por ficar sem argumentos apelando de forma baixa e preconceituosa insinuando que Felipe seria gay. Uma total falta de respeito com a família do secretário de educação e também com todas as famílias maranhenses e com a comunidade LGBTQIA+,  que não pode ser tratada como algo pejorativo. Ainda que a orientação sexual de Camarão fosse uma verdade, a exposição de questões pessoais demonstra uma postura lamentável ainda mais vindo  de um partido que sempre debateu de forma inteligente e respeitosa.

Ainda sob a liderança presencial e intelectual de Lahésio, o partido vem buscando nomes para concorrer ao cargo de prefeito na capital. O primeiro seria o seu, mas como ele não pode concorrer a nenhuma eleição municipal esse ano, abriu conversas com os deputados Wellington do Curso e Yglésio Moíses.

O primeiro está com a vida partidária resolvida e pode se filiar imediatamente. Agora, o caso do recém convertido  bolsonarista, eleito num partido de esquerda, é bem mais complicado. O governador Carlos Brandão, presidente da legenda no Maranhão, já declarou que o PSB vai com o deputado federal Duarte Junior, desafeto antigo do ex –presidente do Moto. Além disso, existe uma briga judicial em que Yglésio quer sair da sigla sem perder o mandato e apesar de ter conseguido uma liminar no TRE, o partido pretende levar o caso até o STF piorando tudo. Afinal, todos já sabem que Flávio Dino, outro grande desafeto seu, assume uma cadeira no Supremo Tribunal Federal a partir de fevereiro.

O caminho mais curto para ele seria a interferência do governador, porém, seria uma barganha um tanto cara interceder junto a Flávio Dino e ao “quase” comandante da ABIN Ricado Capelli, mais um desafeto raivoso de Yglésio Moises. Situação muito delicada e ainda sem desfecho.

O Partido Novo, pelo visto, deve aguardar mais um pouco e por enquanto vai deixar na geladeira o professor, historiador e monarquista Diogo Gualhardo, que é sem dúvidas um quadro inteligente da legenda, mas ideologicamente preso a contos de fadas de reis e rainhas de um passado que não volta mais.

Para finalizar, vou pedir uma licença poética e mudar um pouco a célebre frase de Shakespeare para dizer que “não há nada de novo no reino da Dinamarca”.

Cleber Verde no MDB. O novo jogador do time

O ídolo do esporte brasileiro Romário disse uma vez “o cara entrou agora no ônibus e já quer sentar na janela?” a polêmica envolvia o técnico do Fluminense na temporada de 2004.

Pegando emprestada a analogia do herói do tetra e trazendo a discussão para crise que envolve os caminhos do MDB nas próximas eleições municipais em São Luís, não está difícil de perceber que Cleber Verde vem pisando feio na bola.

O Deputado Federal teve uma reeleição dificílima e ainda ficou a beira de perder o mandato por uma ação de Hildo Rocha do MDB maranhense que contestava o critério das sobras eleitorais e diante da expectativa frustrada de eleger pelo menos dois deputados federais acabou perdendo a camisa 10 dos Republicanos para Aluízio Mendes.

Em meio a pressão se viu encurralado e foi procurar o colega Baleia Rossi querendo entrar por cima no partido precisando estancar os ataques que ameaçavam seu mandato, além de outros objetivos claros, a permanência do seu apadrinhado Romário no comando da SEMDEL e garantir a eleição de um dos seus para vereador com apoio do prefeito Braide. Esses movimentos lembram uma célebre frase de Garrincha na copa de 58 depois de ouvir a preleção técnico, “tudo isso já foi combinado com os russos”? O curioso é que mesmo sem combinar com os adversários Garrincha arrebentou na partida, mas estamos falando do mito botafoguense e não do deputado Cleber Verde que nunca demonstrou saber jogar futebol.

A situação de Cleber na agremiação tende a ficar mais complicada, o deputado que só conseguiu vaga no MDB através da famosa “peixada” do Baleia Rossi, mas não teve humildade com o elenco e sequer percebeu que seu passe já estava desvalorizado com o resultado das eleições do ano passado. Além disso, não vem mostrando habilidade desde a sua chegada, como no último ato de indisciplina onde cobrou uma promessa do presidente no grupo dos membros do partido.

Para piorar a má fase, o MDB estadual já deixou claro que a sobrinha do presidente da agremiação, a odontóloga Mariana Brandão é a prioridade do partido para compor como vice na chapa que o MDB vai apoiar nas eleições em São Luís.

Por enquanto o Cleber 15 está no comando da comissão provisória da executiva municipal, uma espécie de divisão de base com contrato validado até abril e mesmo com três indicações da sua confiança, o nome já diz, a comissão é provisória e não tem autonomia para decidir os rumos do partido sem o aval da executiva estadual.

Apesar de todas as evidências, o deputado continua insistindo no mesmo esquema de jogo acreditando que tem o poder de decisão para levar o MDB para o prefeito e agora numa composição inimaginável com a Sobrinha de Carlos Brandão sendo vice de Braide, algo que surreal depois dessa guerra declarada entre os dois.

Já dizia Nelson Rodrigues, “A vida dos homens e dos times depende, às vezes, de episódios quase imperceptíveis.”

Eleições 2026 – Quem vai ficar de fora do chapão do governo?

Muitos irão dizer que é cedo para se discutir 2026, mas depois da declaração recente de Sebastião Madeira e levando em consideração que a formação dos palanques majoritários passa pelas eleições municipais desse ano, na verdade a disputa já começou há algum tempo.

Para o cargo de governador, segundo o próprio Madeira, o nome considerado certo é de Felipe Camarão que está aguardando pacientemente a sua vez enquanto espera a definição do seu vice, que ao que tudo indica deve ser o Secretário Extraordinário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão garantindo assim a permanência no poder da família Brandão.

Já para o cargo de senador a disputa promete ser acirrada, como já está praticamente sacramentado o nome de Carlos Brandão para uma das vagas ao senado. Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PSD) e André Fufuca (PP) estão “correndo o trecho” para se viabilizarem.

A situação dos atuais senadores não é nada fácil e ambos estão confiando em Lula para terem a garantia dos nomes incluídos na chapa governista, mas é ai que a porca torce o rabo e acontecem os famosos “zignais” frase recorrente do saudoso amigo Robert Lobato ao comentar os “fechamentos” políticos que mudam da noite para o dia.

O senador Weverton Rocha, por exemplo, saiu do retiro após o massacre eleitoral que sofreu em 2022 dizendo que espera contar com o apoio presidente para a sua reeleição. Mas o senador tem que botar as barbas de molho, a julgar por 2022 onde “meu preto” que foi um dos maiores defensores da liberdade de Lula, porém, quando mais precisou de um gesto de retribuição, teve que engolir a seco o apoio do presidente para Carlos Brandão, crítico ferrenho do Lula e o do PT nas redes sociais. Um baque e tanto para Weverton que estava na liderança e foi definhando tentando se equilibrar em cima do muro em busca dos votos da esquerda e com a operação dos amigos do “centrão”.

A política realmente não é para quem acredita em ideologia.

Hoje Weverton é considerado opositor do governo Brandão e não tem clima entre os dois para caminharem juntos em busca de votos, sem falar que o próprio eleitor não “entenderia” muito bem essa chapa. Mas na política tudo é possível e nada descartado.

A senadora Eliziane Gama também está numa situação delicada. Na eleição passada se viabilizou numa chapa que precisava ter um nome leve para a disputa duríssima contra Lobão e Sarney Filho. A então deputada federal tinha acabado de sair fragilizada da eleição para prefeitura em 2016, liderava com folga as pesquisas, mas num erro estratégico sem precedentes votou a favor do impeachment da Presidenta Dilma do PT e como a maioria do eleitorado na capital é de esquerda viu sua candidatura definhar não suportando os ataques constantes de fogo amigo da mídia aliada aos leões na campanha que lhe colocaram a pecha de golpista.

Hoje, Eliziane tem o mandato muito bem avaliado por sua forte atuação parlamentar, principalmente na CPI dos Atos Golpistas do dia 8 de janeiro e como diria o jornalista Marcos Saldanha, o mundo não gira, ele capota.

Mas existem alguns detalhes importantes; esse protagonismo nacional não tem reverberação no Maranhão e consequentemente nas suas bases eleitorais. Aliás, o eleitorado evangélico mais conservador não ficou muito feliz com a aproximação da senadora com os “comunistas”, além é claro que a estratégia de um nome leve na chapa não tem tanta importância, uma vez que a oposição dificilmente terá nomes de peso para enfrentar a chapa governista.

O outro que também está disputando uma vaga no chapão governista é André Fufuca, o prodígio do Centrão. Deputado Federal de três mandatos, atualmente é Ministro dos Esportes, tem traquejo politico e é muito habilidoso politicamente. Fufuca entra forte na briga e com todas as credenciais para fazer um bom acordo com Brandão, ainda mais se conseguir trazer para o seu lado Josimar de Maranhãozinho e todo seu poder eleitoral em algumas cidades. O “Moral da BR” ensaiou uma candidatura para o governo na eleição passada, mas foi trazido pelo Centrão para apoiar Weverton Rocha. Hoje, cada vez mais amadurecido, Josimar sabe que tem muita gente disputando a mesma bola e, como sempre, está aberto a conversas, mas com o entendimento claro do que cada um tem oferecer e nessa disputa por seu apoio, Fufuca leva vantagem em relação aos atuais senadores.

Vamos aguardar, é claro, mas não é pecado fazer projeções com todas as cartas sendo colocadas na mesa, algumas bem previsíveis e outras podem até ser improváveis, mas todos nós já assistimos vários “zignais” nas últimas eleições.

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