Os Analistas Backup

Notícias, anaálises e opiniões sobre política, cultura e outros temas

O leve castigo de Mical Damasceno

O governador Carlos Brandão vetou três projetos de leis aprovados na Assembleia Legislativa propostos por Mical Damasceno no ano passado. Agora será que esses vetos podem ser considerados uma espécie de “cala a boca” por ela ter apoiado atos antidemocráticos?

A deputada mal tinha se recuperado do desgaste de ter publicado em suas redes sociais vídeos do momento da invasão de Brasília por arruaceiros no último domingo, e mesmo tendo apagado o vídeo tentando esconder o que tinha feito, já era tarde e rapidamente circularam prints com a postagem.

Ontem Mical sofreu um novo revés, dessa vez três projetos de sua autoria não passaram no crivo do governado. Os projetos demonstram claramente o viés preconceituoso e excludente que a deputada representa em seus discursos virulentos seja na tribuna ou nas redes sociais. Um dos projetos pretendia revogar a obrigação dos estabelecimentos comerciais de colocarem placas proibindo a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. No entendimento da deputada, essas placas legitimam a comunidade LGBTQI+ a seviciar crianças e adolescentes.

Foto divulgação

Outra ação preconceituosa de Mical Damasceno foi tentar proibir o ensino de linguagem neutra por instituições de ensino no Maranhão e apesar do Ministério Público ter se posicionado contra, considerando inclusive um retrocesso tais projetos, mas a sandice da parlamentar parece não ter limites e ela continuou afrontando a lei máxima do país com propostas inconstitucionais. Mas afinal, o que esperar de uma pessoa, que assim como seus colegas “patriotas” que tem dificuldade em entender o que é liberdade de expressão e atiram em policiais cumprindo seu dever como o desmiolado Roberto Jefferson?

Voltando ao governador Carlos Brandão que acertou nos vetos e disse que “a falta de uma ampla discussão, envolvendo os diversos campos da sociedade, pode redundar em política pública discriminatória e excludente com danos potenciais às populações atingidas pelo projeto de lei”.

Cabe agora a Assembleia tomar medidas punitivas contra deputada que apoiou tanto em discurso no plenário como em suas redes socais os atos antidemocráticos que vem acontecendo no Brasil. A comunidade LGBTQI+ espera a mesma postura da casa que revogou os títulos de Anderson Torres e deve agir da mesma forma com ex prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, que além de apoiar os arruaceiros patriotas, foi claramente preconceituoso com o vice governador Felipe Camarão depois te sido pego na mentira mais uma vez.

Jornada de um imbecil até o entendimento

Certa vez… Perguntei a um parlamentar por que ele havia votado a favor da concessão de uma honraria a uma pessoa totalmente avessa a todo e qualquer contexto que envolvia a situação, inclusive do próprio parlamentar. A resposta dele foi muito simples: havia um consenso entre os parlamentares de sempre aprovar aquele tipo de proposição feito por qualquer um deles.

Daí os vexames que estamos acompanhando nesses dias turbulentos. Primeiro foi a retirada do título de cidadão maranhense ao ex-ministro da justiça de Bolsonaro, agora suspeito de crimes contra a segurança nacional, Anderson Torres. E agora o deputado Ricardo Rios (PC do B) quer que seja revogada a Medalha Manoel Beckman, atribuída ao ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahésio Bonfim.

Não importa a justeza dos motivos para estas cassações, ou o velho hábito brasileiro de promover o prêmio pela importância do premiado (que não é o caso aqui). Importa o equívoco das concessões. Quando se atribui uma honraria a oportunistas de plantão, se diminui a honraria.

Lembro uma das últimas entrevistas concedidas pelo escritor e dramaturgo Plínio Marcos (autor de “Barrelas”e “Navalha na carne”, entre outras), onde ele ironizava certas homenagens. Ele citou o agora ultrapassado “álbum de figurinhas” (nunca houve um álbum de figurinhas de escritores ou poetas ou intelectuais!). Ele dizia que se houvesse tal álbum ele seria das figurinhas “fáceis”, “sou sai essa merda”… Mas ele conclui dizendo que nunca quis ser figurinha, nem fácil, nem difícil…

Hoje, apesar da tentativa de ressurreição do álbum de figurinhas – pra variar, de jogadores da copa do mundo – assim como se tenta recuperar o vinil, o mundo já é um avesso de buraco-negro, com um “mundo virtual” mais real do que o rei; um mundo de “influenciadores digitais” – que sobem e descem com a mesma facilidade de uma pipa no vento forte, onde as influências reais, a da sabedoria, da experiência, do estudo, nada significam, até porque demoram e são difíceis de obter.

É mais ou menos o que ocorreu outro dia. Um digital influencer (um qualquer) comprou uma joia tão cara que contratou seguranças para acompanha-lo até uma casa onde faria uma festa pra comemorar a compra (?!). Lá na festa, outro miolo mole do staff dele fez uma dancinha com um fuzil de guerra dos tais seguranças e, lógico, publicaram nas “redes sociais”; foram todos parar na cadeia.

E certa vez… Perguntei a uma jornalista âncora de telejornal se iria entrevistar o Leonardo Boff, que estava em passagem por São Luís. E ela me respondeu: “Quem é Leonardo Boff?”. Enfim… Os filósofos brasileiros são o Karnal, o Cortela e o Pondé, o Leonardo Boff é só um padre comunista…

De certa maneira, num mundo de mais valia, mercado financeiro, ativos e inativos, a rede social oficial do digital influencer é como o chapéu do mendigo usado para coletar esmolas. Enfim, Plínio Marcos, nesse mundo de aluguel de chapéu de esmola para “mendigos pobres”, resta saber quem é o herói da “Jornada de um imbecil até o entendimento”.

Economia: 2023 tem previsão se safra recorde, com aumento de 12,6% frene a 2022

O terceiro prognóstico para a safra 2023 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 296,2 milhões de toneladas, um recorde da série histórica, com alta de 12,6% (ou 33,1 milhões de toneladas) ante 2022. Essa alta na produção deve-se ao crescimento na soja (24,1% ou 28.835.920 toneladas), no milho 1ª safra (16,2% ou 4.126.973 toneladas), no milho 2ª safra (2,5% ou 2.132.992 toneladas), no algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53.907 toneladas), no sorgo (5,3% ou 150.261 toneladas) e no feijão 1ª safra (3,7% ou 40.302 toneladas).
Estimativa de DEZEMBRO para 2022 263,2 milhões de toneladas
Variação DEZEMBRO 2022/novembro 2022 (0,2%) 501.137 toneladas
Variação safra 2022/safra 2021 (3,9%) 10 milhões de toneladas
Estimativa de DEZEMBRO para 2023 296,2 milhões de toneladas
Variação safra 2023/2022 (12,6%) 33,1 milhões de toneladas
Variação 3ª estimativa 2023/ 2ª estimativa 2023 (0,8%) 2,2 milhões de toneladas

A estimativa final para a safra de 2022 totalizou 263,2 milhões de toneladas, sendo 3,9% maior que a obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas). Ante à previsão anterior, houve alta de 501.137 toneladas (0,2%). Arroz, milho e soja responderam por 91,4% da produção e 87,0% da área colhida.

Para a soja, a estimativa de produção de 2022 foi de 119,5 milhões de toneladas; para o milho, de 110,2 milhões de toneladas (25,4 milhões de toneladas na 1ª safra e 84,7 milhões de toneladas na 2ª); para o arroz, de 10,7 milhões de toneladas; para o trigo, de 10,0 milhões de toneladas; e, para o algodão (em caroço), de 6,7 milhões de toneladas.

A estimativa para 2022 teve altas anuais em quatro regiões: Centro-Oeste (12,2%), Sudeste (13,4%), Norte (10,0%) e Nordeste (10,4%) e negativa para a Sul (-14,5%).

Quanto à variação mensal, houve aumento na região Sul (0,8%); estabilidade no Sudeste (0,0%), Nordeste (0,0%) e Centro-Oeste (0,0%), e declínio no Norte (-0,2%).

A 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2022 alcançou 263,2 milhões de toneladas e uma área colhida de 73,2 milhões de hectares. Em relação a 2021, houve aumento de 4,7 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 22.995 hectares (0,0%).

Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 10,0% na área do milho (alta de 6,5% no milho 1ª safra e de 11,2% no milho 2ª safra), de 17,9% na do algodão herbáceo (em caroço), de 4,9% na da soja e de 13,0% na do trigo, ocorrendo declínio de 3,4% na área do arroz.

Na produção, ocorreram acréscimos de 15,2% para o algodão herbáceo (em caroço), de 28,5% no trigo e de 25,5% no milho, com queda de 0,9% no milho na 1ª safra e alta de 36,4% no milho na 2ª safra. Houve queda de 11,4% para a soja e de 8,3% para o arroz em casca.

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso, maior produtor nacional, tem participação de 30,7% no total do país, seguido pelo Paraná (12,7%), Goiás (10,4%), Rio Grande do Sul (10,0%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (6,5%).

Em relação a novembro, houve aumentos nas estimativas da produção da castanha-de-caju (19,6% ou 24.097 toneladas), do trigo (5,0% ou 482.531 toneladas), da aveia (3,3% ou 37.907 toneladas), da batata 3ª safra (0,4% ou 4.150 toneladas), do café arábica (0,4% ou 7.838 toneladas), da cevada (0,2% ou 1.059 toneladas), do café canéfora (0,1% ou 871 toneladas), do milho 1ª safra (0,1% ou 13.374 toneladas), do milho 2ª safra (0,0% ou 8.940 toneladas), da batata 1ª safra (0,0% ou 90 toneladas) e declínios da batata 2ª safra (-1,9% ou -24.440 toneladas) e da soja (-0,0% ou -17.653 toneladas).

Entre as regiões, Centro-Oeste produziu 130,7 milhões de toneladas (49,7%); Sul, 65,7 milhões de toneladas (25,0%); Sudeste, 27,8 milhões de toneladas (10,6%); Nordeste, 25,4 milhões de toneladas (9,8%) e Norte, 13,5 milhões de toneladas (5,1%). Em relação à produção, houve variação anual positiva para quatro regiões: Centro-Oeste (12,2%), Norte (10,0%), Sudeste (13,4%), Nordeste (10,4%), e negativa para a Sul (-14,5%). No mês, houve altas na região Sul (0,8%) e estabilidade no Sudeste (0,0%), Nordeste (0,0%) e Centro-Oeste (0,0%). A região Norte apresentou declínio (-0,2%).

Destaques da estimativa de dezembro para a safra de 2022

As principais variações positivas nas estimativas da produção, ante o mês anterior, ocorreram no Rio Grande do Sul (516.147 toneladas), Mato Grosso do Sul (52.777 t toneladas), Ceará (11.940 toneladas), Acre (3.595 toneladas), Alagoas (2.575 toneladas), Minas Gerais (2.250 toneladas), Espírito Santo (478 toneladas) e Piauí (37 toneladas). As variações negativas ocorreram no Distrito Federal (-45.420 toneladas), Rondônia (-34.961 toneladas), Maranhão (-6.888 toneladas), Rio Grande do Norte (-1.376 toneladas) e Rio de Janeiro (-17 toneladas).

BATATA-INGLESA – A produção da batata, considerando-se as três safras do produto, foi de 4,0 milhões de toneladas, declínio de 0,5% em relação a novembro. Em relação à 2021, a estimativa de produção total de batata-inglesa apresenta retração de 2,4%.

A 1ª safra, (42,1% do total de batata a ser produzida no ano), praticamente não variou frente ao mês anterior. A produção foi estimada em 1,7 milhão de toneladas. A 2ª safra (31,2% da produção) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, 1,9% menor que em novembro. A estimativa da produção da 3ª safra foi de 1,1 milhão de toneladas, com alta de 0,4%.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira de café, para 2022, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi de 3,1 milhões de toneladas, ou 52,3 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,3% em relação ao mês anterior, e aumento de 6,8% em relação a 2021.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,0 milhões de toneladas, ou 33,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior, e crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. Em 2022, a safra do café arábica foi de bienalidade positiva, o que deveria resultar em um aumento mais expressivo da produção. Contudo, condições climáticas desfavoráveis reduziram o potencial de produção esperado.

Para o café canephora, (conillon), a estimativa da produção foi de 1,1 milhão de toneladas, ou 18,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,1% em relação ao mês anterior e crescimento de 8,4% em relação a 2021. A área plantada apresentou crescimento de 0,4%.

CASTANHA-DE-CAJU (amêndoa) – A produção, em 2022, foi de 147,2 mil toneladas, aumentos de 19,6% em relação a novembro e de 33,0% em relação ao ano anterior.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. A produção do trigo foi de 10,0 milhões de toneladas, crescimentos de 5,0% em relação ao mês anterior e de 28,5% em relação a 2021. A estimativa da produção da aveia foi de 1,2 milhão de toneladas, aumentos de 3,3% em relação ao mês anterior, e de 13,9% em relação a 2021. Para a cevada, a produção estimada foi de 503,6 mil toneladas, altas de 0,2% em relação a novembro e de 15,3% ante 2021.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção do milho foi de 110,2 milhões de toneladas, estável em relação ao mês anterior, e o pequena variação na área colhida (-0,1%). Em relação ao ano anterior, houve crescimento de 25,5% na produção, com a recuperação da safra, após os problemas climáticos enfrentados em 2021 durante a 2ª safra.

Para o milho 1ª safra, a produção foi mantida em 25,4 milhões de toneladas comparativamente ao mês anterior, com aumento de 0,1% e redução de 0,1% na área colhida. Em relação a igual período de 2021, embora a área colhida tenha crescido 6,5%, a produção apresentou decréscimo de 0,9%, justificada pela queda de 7,0% no rendimento médio.

Para o milho 2ª safra, a produção foi de 84,7 milhões de toneladas, praticamente sem variação em relação ao mês anterior. Em relação à 2021, houve alta de 36,4%. Em 2022, o clima foi favorável às culturas da 2ª safra, com mais chuvas nas principais Unidades da Federação produtoras, ao contrário de 2021, quando ocorreram severas estiagens.

SOJA (em grão) – A produção alcançou 119,5 milhões de toneladas, estável ante o mês anterior e com queda de 11,4% frente a 2021, mesmo com a ampliação de 4,9% da área colhida. A prolongada estiagem na região centro–sul do País foi determinante para a redução em 2022. A soja permanece como o grão de maior peso com participação de 45,4%.

Para 2023, terceiro prognóstico estima safra 12,6% maior que a de 2022

Neste terceiro prognóstico, a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2023 deve ser recorde e somar 296,2 milhões de toneladas, com crescimento de 33,1 milhões de toneladas (12,6%) em relação a 2022. O aumento da produção deve-se, principalmente, à maior previsão para a soja (24,1% ou 28 835 920 toneladas), para o milho 1ª safra (16,2% ou 4 126 973 toneladas), para o milho 2ª safra (2,5% ou 2.132.992 toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53.907 toneladas), para o sorgo (5,3% ou 150.261 toneladas) e para o feijão 1ª safra (3,7% ou 40.302 toneladas).

Foram estimados declínios na produção para o arroz (-3,4% ou -360.132 toneladas), para o feijão 2ª safra (-9,9% ou -132.650 toneladas), do feijão 3ª safra (-1,0% ou -6.643 toneladas) e do trigo (-16,2% ou -1.626.045 toneladas). Em relação a segunda estimativa, o crescimento foi de 0,8%, o que representou 2,2 milhões de toneladas.

A área prevista tem variações positivas para a soja (4,5%), feijão 2ª safra (1,3%), algodão herbáceo (0,5%) e milho em grão 2ª safra (1,8%), e variações negativas para o arroz (-4,3%), sorgo (-1,3%), feijão 1ª safra (-2,1%), feijão 3ª safra (-1,4%) e o trigo (-3,3%).

Destaques do terceiro prognóstico para 2023

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão é de 6,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,5% em relação a segunda estimativa e um crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior. O aumento na estimativa da área plantada (0,4%) foi o principal fator que influenciou na produção nesse terceiro prognóstico. Em 2022, o clima favoreceu a produção do algodão, notadamente na 2ª safra, época em que a maior parte da cultura é cultivada.

ARROZ (em casca) – A terceira estimativa aponta para uma produção de 10,3 milhões de toneladas, declínio de 0,3% em relação ao mês anterior (2º prognóstico), e redução de 3,4% em relação a 2022, com declínio de 4,3% na área a ser colhida. Contudo, essa produção deve ser suficiente para abastecer o mercado brasileiro.

FEIJÃO (em grão) – O terceiro prognóstico para a produção de feijão para 2023, considerando-se as três safras, é de 3,0 milhões de toneladas, declínio de 3,2% em relação à safra colhida em 2022. A 1ª safra deve produzir 1,1 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,2 milhão de toneladas e a 3ª safra, 641,7 mil toneladas. Essa produção deve atender ao consumo do mercado interno em 2023.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção de milho é de 116,4 milhões de toneladas, alta de 5,7% em relação à 2022 e novo recorde da série histórica. Para o milho 1ª safra, a estimativa é de uma produção de 29,6 milhões de toneladas, um crescimento de 16,2% em relação à safra de 2022, com destaque para a produtividade das lavouras que deve aumentar 13,9%. Para o milho 2ª safra, estima-se uma produção em 2023 de 86,9 milhões de toneladas, aumento de 0,6% em relação ao mês anterior (2º Prognóstico), e crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

SOJA (em grão) – O volume produzido deve superar em 24,1% o de 2022. Na nova avaliação, houve reajuste mensal de 1,3% na quantidade produzida, influenciado pelo aumento de 0,8% na área cultivada. O crescimento anual da produção se deve, principalmente, à expectativa de incremento no rendimento médio da cultura, que deve superar em 18,9% o alcançado em 2022, somado a expansão de 4,5% nas áreas de cultivo, totalizando 40,9 milhões de hectares.

A produção esperada de 148,4 milhões de toneladas de soja deve representar mais da metade do total de grãos produzidos no País em 2023, um novo recorde da série histórica.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo, para 2023, é de 3,0 milhões de toneladas, aumentos de 0,5% em relação ao mês anterior (2º Prognóstico), e incremento de 5,3% em relação a 2022. A área colhida deve manter-se estável quando se compara com o Prognóstico de novembro, enquanto no comparativo anual espera-se queda de 1,3%, devendo reduzir-se em todas as regiões, com exceção da Norte, em que se espera aumento de 5,7%.

TRIGO (em grão) – A estimativa da produção do trigo, para 2023, foi de 8,4 milhões de toneladas, declínio de 16,2% em relação a 2022, com o rendimento médio devendo alcançar 2 773 kg/ha, decréscimo de 13,3%. Em 2022, a produção foi recorde, sendo uma base de comparação elevada.

Fonte: IBGE

Jeff Beck, o alerta para o fim de uma geração

Faleceu nesta quarta-feira (11), aos 78 anos, vítima de meningite, um dos maiores guitarristas da história, Jeff Beck.

O guitarrista inglês figura em todas as listas de melhores do mundo e começou a impressionar muito cedo, iniciou a carreira substituindo Eric Clapton no supergrupo The Yardbirds, Clapton na época já era considerado o deus da guitarra. Jeff Beck sempre foi um artista inquieto e 20 meses depois saiu da banda por dificuldades de relacionamento, a sua passagem meteórica rendeu um dos maiores discos da banda, além de ter participado das gravações dos maiores sucessos do grupo. Logo em seguida monta seu próprio supergrupo com Rod Stewart e Ronnie Wood que dispensam apresentações.

A partida de Jeff Beck, Ronnie James Dio, Lemmy, Dusty Hill do ZZ Top, entre outros que se foram na última década nos traz a dolorosa certeza que está chegando ao fim a produtividade de uma geração que ergueu os pilares do rock que conhecemos hoje.

Vamos torcer para que o legado dessa geração continue sendo inspiração e referência para os que ainda estão trilhando a estrada da música. Inovações tecnológicas surgem a todo instante, assim como a vontade de experimentar e transgredir, mas a lição que Beck nos deixa em sua obra é que na maioria das vezes som emana da simples relação músico e instrumento criando obras autênticas que expressam a sinceridade do artista.

A fronteira entre o bolsonarismo e o golpismo bolsonarista nas Polícias Militares

É fato que a PM, institucionalmente, sempre flertou – e muitas vezes namorou e casou – com o autoritarismo político. Por isso, no Estado Novo (1937-1945) ela foi “varguista”, na fase mais aguda da Ditadura Civil-militar (1968-1974), foi “medicista” e agora é “bolsonarista”. E com certeza, no futuro, seguirá os “valores exóticos” de outro líder autoritário.

Entretanto, e é essa a reflexão a ser feita, a adesão ao bolsonarismo não implica na adesão ao golpismo bolsonarista. O que é outra coisa. O problema é que a parcela golpista da tropa é bastante numerosa e radicalizada, chegando ao cúmulo de defender publicamente nas redes sociais atos antidemocráticos. Os atos golpistas ocorridos em Brasília que culminaram no maior atentado já praticado às instituições democráticas brasileiras assustaram, mas não surpreenderam ninguém, pela omissão, no mínimo, das forças de segurança pública do Distrito Federal. Omissão esta que envolveu desde a SSP-DF, passando pelo comandante-geral da PM, oficiais, chegando até às praças.
Por que afirmo que nada disso surpreende? Ora, desde 2021, o então presidente Bolsonaro já evidenciava sua verve golpista, incitando seus seguidores a abraçarem o caos.

Paralelamente, a violência política praticada por policiais militares cresceu em todo o país. Usar um adesivo em seu carro particular com os dizeres “Bolsonaro genocida” tornou-se argumento para que um policial militar do Goiás detivesse um professor por violar a caduca Lei de Segurança Nacional, lá dos tempos da finada Ditadura Civil-militar (1964-1985).

Seria cômico se não fosse trágico, mas nem é de competência da PM realizar esse tipo de abordagem. Outro caso ocorreu em Pernambuco, quando a tropa de choque reprimiu de forma desmedidamente violenta uma manifestação popular pacífica contra Bolsonaro. O resultado dessa barbárie foi que dois transeuntes foram alvejados nos olhos tendo sequelas graves. Em ambos ficou evidente o conteúdo ideológico que impregna as PMs. No Goiás houve o temporário afastamento do pm; em Pernambuco foi aberta uma investigação.

Aqui no Maranhão o bolsonarismo golpista não chegou a “se criar” por que o ex-governador Flávio Dino adotou duas de suas clássicas estratégias: a cooptação das lideranças policiais radicais de extrema-direita, através de promoções e distribuição de cargos. E a outra estratégia foi a perseguição, exonerando, transferindo, silenciando politicamente.
Uma pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançada em agosto de 2020 em parceria com a Decode, mostrou que o alinhamento ao discurso do bolsonarismo antidemocrático e golpista que apoia o fechamento do Congresso e/ou prisão de ministros do STF englobava ao menos 12% de policiais militares, 7% de policiais civis e 2% de policiais federais que possuem perfis nas redes sociais e atuam publicamente em grupos e páginas do Facebook.

Os números captados nas redes sociais pelo FBSP são semelhantes aos alcançados pelo instituto de pesquisa de opinião Atlas, que aplicou em abril de 2021 um survey especificamente junto à classe policial. Nessa pesquisa, 21% dos policiais brasileiros (27% dos policiais militares) declararam que são a favor da instalação de uma ditadura militar no Brasil. Tal percentual representava àquela altura uma força bruta armada e sedenta de cerca de 120 e 140 mil policiais adeptos dos bolsonarismo golpista e antidemocrático.

Portanto, apesar de tudo não é possível afirmar que exista uma relação direta entre uma polícia bolsonarista e uma polícia golpista. Estabelecer tal relação é leviana e indevida. Existem freios regulamentares e institucionais que possam até permitir a presença do bolsonarismo dentro das polícias sem que sua vertente golpista se consolide ainda mais.

Se não houver o aperfeiçoamento dos instrumentos de monitoramento e controle interno e externo da atividade policial (MP, ouvidorias, corregedorias…sociedade civil…) e punições severas, os atos de negligência, prevaricação, leniência, desobediência hierárquica, omissão e violência política praticados por agentes de segurança públicos, continuarão ocorrendo.

Paulo Henrique Matos de Jesus é doutorando, mestre e graduado em História; pesquisador em História Social do Crime, Polícia, Aparatos de Policiamento e Segurança Pública

Procuram-se jurados para o carnaval 2023 (veja o edital)

A Secretaria Municipal de Cultura – SECULT está recebendo inscrições para seleção de jurados para o carnaval 2023. Este ano acontece o carnaval de passarela do Maranhão, depois de dois anos ausente. Os desfiles são competitivos e precisam de um vencedor ao fim de dias de apresentações de Escolas de Samba, Blocos Tradicionais, Blocos Organizados, tribos de índio…

São vários quesitos analisados, abrindo 27 (vinte e sete) vagas de jurados para Escolas de Samba, dividido entre categorias afins e 15 (quinze) vagas de jurados para os Blocos Tradicionais dos Grupos A e B divididos entre categorias afins.

São três categorias básicas: Evolução/Dança (que julgam comissão de frente, evolução e conjunto); Música/texto (apto a julgar ritmo, bateria, letra e samba, melodia e enredo); e a área visual (que julgam alegorias, adereços, fantasias).

A Secretaria Municipal de Cultura – SECULT, órgão gestor da política cultural, no uso de suas atribuições legais, torna público para conhecimento dos interessados, exclusivamente PESSOAS FÍSICAS, o presente regulamento de credenciamento de candidatos para ocuparem a função de jurado no concurso da Passarela do Samba do Carnaval 2023, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura – SECULT, com o objetivo de democratizar, diversificar, descentralizar e dar transparência, conforme o que segue: aqui

FAMEM X IBGE. Vale a tentativa

A ida da comitiva maranhense para uma agenda com o presidente do TCU, ministro Bruno Dantas terá mais eficácia midiática do que os pleitos atendidos.

É perfeitamente compreensível a necessidade de demonstrar atuação para os munícipes, ainda mais no começo de mandato, porém na prática o pedido é muito complicado para ser atendido.

O valor do repasse do FPM se baseia em dados do IBGE, a população só é recenseada a cada 10 anos, entre um censo e outro o órgão é feito uma estimativa levando em conta o último dado coletado.

Até 2022, o FPM foi distribuído de acordo com a estimativa realizada pelo IBGE em 2018, porém, com dados de 2010, ou seja, 08 anos defasados. Este ano a meta era mandar para o Tribunal de Contas o resultado final extremamente preciso, mas a finalização do recenseamento foi adiada para março de 2023. Mas para atender um pedido do TCU o IBGE usou as informações coletadas pelo censo até o final do ano com 179 milhões de pessoas que representa 86% do total estimado. Além disso, foi dada prioridade as cidades com até 170 mil habitantes que recebem mais de 80% do FPM distribuído no Brasil. Ainda segundo o IBGE, a prévia divulgada é muito mais precisa que as estimativas usadas anteriormente.

Vale ressaltar que essa peregrinação de prefeitos não é exclusiva do Maranhão, a reclamação é geral e até agora o discurso do ministro Bruno Dantas foi o mesmo, se mostrou solidário aos municípios, mas que não poderia interferir nos dados enviados pelo IBGE.

Portanto, os prefeitos de cidades que terão seus repasses reduzidos têm dois caminhos a seguir, entrar na justiça contestando os dados do IBGE, mas acho que isso não seria de bom tom, seria na verdade um ato negacionista e uma espécie de contrassenso ideológico. Já o outro caminho seria arregaçar as mangas, e buscar soluções e projetos viáveis para administrar suas cidades, para não ficar com o pires na mão, pedindo socorro ao governo estadual ou federal, o que não é nada além do que os próprios prefeitos prometeram na campanha.

Mical Damasceno: Fé preconceituosa e sem consistência teórica

A deputada bolsonarista Mical Damasceno, ainda embevecida pela pregação golpista e antidemocrática, apoia integralmente os terroristas que vandalizaram a república. Em discurso na Assembleia deu apoio aos acampamentos em frente aos quarteis, que contestam o resultado soberano das urnas; e no domingo foi mais longe, apoiou, através de suas redes sociais, a invasão das sedes dos três poderes em Brasília.

Dentro da teologia existem duas correntes de ensinamentos sobre a Bíblia, a mais difundida e romantizada prepara pessoas para serem pastores em suas comunidades, já a segunda é voltada para o estudo cientifico e acadêmico do livro.

Primeiro passo, é preciso desmitificar a Bíblia como livro mais antigo do mundo. Definitivamente não é. Comprovadamente é o primeiro livro impresso no mundo por Gutemberg, inventor da prensa na idade média.

Mas qual seria o livro mais antigo do mundo? Segundo estudos científicos recentes, Instruções a Churupaque, datado de 2.500 anos A.C. Livro da idade do bronze considerado literatura da sabedoria e continha provérbios e conselhos como “Não compre uma prostitua, ela é o lado afiado da foice” e “A calúnia é errada”. Conselhos bem atuais por sinal. Churupaque era filho de Ubartutu, da Suméria, atual região do Iraque.

Já o segundo livro mais antigo do mundo também vem da Suméria e foi escrito 2000 anos A.C, A Epopeia de Gilgamesh, ele contém textos muito parecidos com os que surgiram na Bíblia, posteriormente, como um homem bem parecido com Adão e a saga do dilúvio. Gilgamesh foi um Rei da dinastia de Uruk, a mais importante cidade da Babilônia, que deu origem ao atual Iraque.

Alguns séculos depois surgiu a Torá, ensinamentos enviados por Deus para Moisés durante o êxodo do seu povo escravizado no Egito. É considerada a Bíblia dos Judeus e o primeiro a possuir o Pentateuco, conjunto dos livros, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, livros idênticos aos que apareceram na Bíblia, séculos depois já com o novo testamento.

Portanto, o estudo científico da Bíblia afirma, sem sombra de dúvidas, que o livro é uma compilação de obras de grande relevância para a sociedade antiga e moderna.

Agora a corrente que prepara pessoas para atuarem como pastores em suas comunidades inclui nos estudos dos textos uma carga de fé e experiências pessoais para a interpretação do que está escrito na Bíblia. É uma espécie de fuga do discurso, atribuindo ao campo espiritual a resposta para o que não é compreensível nas escrituras.

Outra característica desse modelo é que adota o conservadorismo como bandeira de sustentação contra as reformas sociais que a humanidade sempre precisou atravessar, foi assim no passado e continua até hoje. Se antes queimavam em fogueiras quem pensava diferente, hoje a fogueira é virtual e midiática, como sessões de “exorcismo” em horário nobre na televisão.

A sociedade não vinha dando importância para o avanço e perigos dessa corrente de pensamento, mas nos últimos anos com o crescimento da extrema direita no Brasil, tendo em suas fileiras um exercito de “cristãos” conservadores defendendo publicamente pautas excludentes, preconceituosas e até maléficas para a sociedade, como a política de facilitação de armas de fogo, um retrocesso sem precedentes para o país.

Nesse campo extremista conservador está bem posicionada aqui no Maranhão a Deputada Mical Damasceno, que se não bastasse às tantas afrontas ao Estado Laico no decorrer do seu mandato, resolveu apoiar publicamente atos terroristas e antidemocráticos ocorridos em Brasília.

A falta de discernimento é tão grande, que a deputada não leva nem em consideração que ela foi eleita em primeiro turno pelo mesmo sistema eleitoral que agora ela contesta, sem nenhuma prova por sinal, a não ser a fé. A fé cega a faz acreditar que é preciso acabar com o comunismo no Brasil. Mas com uma desfaçatez digna de novela da Record, ela apoiava no Maranhão o único governador comunista do Brasil, Flávio Dino.

A deputada, que entre seus principais feitos está apagar a frase “fora Bolsonaro” escrita na ponte José Sarney e um projeto de lei de remissão de pena para detentos que lerem a Bíblia; uma verdadeira afronta à constituição e a laicidade do Estado; mas pasmem, a lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia, porém suspensa pela justiça a pedido do Ministério Público. Ou seja, nós contribuintes pagamos o salário de uma deputada para ela perder tempo e gastar nosso dinheiro em vão com rompantes contra o Estado Democrático de Direito.

Está circulando uma petição pública proposta pelo professor Wesley Sousa pedindo a cassação da Mical Damasceno. A Assembleia Legislativa deveria se posicionar e punir a deputada com a mesma intensidade que fez ao caçar o título de cidadão maranhense concedido por unanimidade pela casa a Anderson Torres. A luta do professor é digna, porém, não prosperará, afinal, um parlamento que era para ser um defensor da democracia não vai comprar uma briga com uma “ legítima representante escolhida” por Deus na sua região.

 

 

Economia: IPCA fecha o ano em 5,79%; alimentos são o principal vilão

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de dezembro foi de 0,62%, 0,21 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de novembro (0,41%). Em dezembro de 2021, a variação havia sido de 0,73%. Com isso, o IPCA acumulado em 2022 foi de 5,79%, abaixo dos 10,06% acumulados em 2021.

Período Taxa
Dezembro 2022 0,62%
Novembro 2022 0,41%
Dezembro 2021 0,73%
Acumulado no ano / 12 meses 5,79%

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior variação (1,60%) e o maior impacto (0,21 p.p.) vieram de Saúde e cuidados pessoais, que acelerou em relação ao resultado de novembro (0,02%). A segunda maior contribuição, 0,14 p.p., veio de Alimentação e bebidas, que ficou com alta de 0,66%. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 56% do impacto total do IPCA de dezembro.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Novembro Dezembro Novembro Dezembro
Índice Geral 0,41 0,62 0,41 0,62
Alimentação e bebidas 0,53 0,66 0,12 0,14
Habitação 0,51 0,20 0,08 0,03
Artigos de residência -0,68 0,64 -0,03 0,03
Vestuário 1,10 1,52 0,05 0,07
Transportes 0,83 0,21 0,17 0,04
Saúde e cuidados pessoais 0,02 1,60 0,01 0,21
Despesas pessoais 0,21 0,62 0,02 0,06
Educação 0,02 0,19 0,00 0,01
Comunicação -0,14 0,50 -0,01 0,03

A segunda maior variação, por sua vez, veio de Vestuário (1,52%), cujo resultado ficou acima de 1% pelo quinto mês consecutivo. Transportes (0,21%) e Habitação (0,20%) desaceleraram ante o mês anterior, quando registraram 0,83% e 0,51%, respectivamente. Os demais grupos ficaram entre 0,19% de Educação e 0,64% de Artigos de residência.

A alta de Saúde e cuidados pessoais (1,60%) está relacionada ao aumento nos preços dos itens de higiene pessoal (3,65%), em particular os perfumes (9,02%). Em novembro, os preços dos perfumes caíram 4,87%; com a alta de dezembro, o subitem contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês, 0,09 p.p. Além disso, também houve alta nos preços dos artigos de maquiagem (5,42%) e dos produtos para pele (3,85%). Os planos de saúde (1,20%) seguiram com a mesma variação do mês anterior, refletindo a incorporação da fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.

O resultado do grupo Alimentação e bebidas (0,66%) foi puxado pela alimentação no domicílio (0,71%). Destacam-se as altas do tomate (14,17%), do feijão-carioca (7,37%), da cebola (4,56%) e do arroz (3,77%). No lado das quedas, os preços do leite longa vida (-3,83%) caíram pelo quinto mês seguido, contribuindo com -0,03 p.p. no IPCA de dezembro.

Na alimentação fora do domicílio (0,51%), o lanche (1,10%) acelerou frente a novembro (0,42%), enquanto o resultado da refeição (0,19%) ficou abaixo do mês anterior (0,36%).

No grupo Vestuário (1,52%), as roupas femininas tiveram a maior variação (2,10%) e o maior impacto (0,03 p.p.) entre os itens pesquisados. Além disso, os preços das roupas masculinas (1,55%), das roupas infantis (1,46%) e dos calçados e acessórios (1,09%) também subiram mais de 1% em dezembro.

O grupo Transportes (0,21%) teve variação menor que a do mês anterior (0,83%), influenciado pela queda nos preços da gasolina (-1,04%). Também houve recuo nos preços do óleo diesel (-2,07%) e do gás veicular (-0,45%). O etanol (0,48%) foi o único combustível com alta em dezembro. Outro componente do grupo a apresentar alta foram as passagens aéreas (0,89%), cujos preços haviam recuado 9,80% em novembro. Cabe ressaltar ainda a alta do subitem pedágio (3,00%), consequência dos reajustes entre 10,20% e 12,00% em diversas praças de pedágio em São Paulo (3,95%), a partir de 16 de dezembro.

A desaceleração do grupo Habitação (de 0,51% em novembro para 0,20% em dezembro) decorre de altas menos intensas do aluguel residencial (0,40%) e da energia elétrica residencial (0,20%). As variações da energia elétrica nas regiões foram desde -3,54% no Rio de Janeiro, onde houve redução de 5,99% nas tarifas de uma das concessionárias pesquisadas, válida desde 15 de dezembro, até 8,77% em Rio Branco, por conta do reajuste de 14,48% nas tarifas residenciais, a partir de 13 de dezembro. Também foram registrados reajustes de 21,54% em Brasília (6,66%), vigente desde 3 de novembro, e de 3,62% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,30%), aplicado desde 22 de novembro.

Ainda em Habitação, a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,50%) é consequência dos reajustes de 10,15% em Belém (9,51%), válido desde 28 de novembro, e de 11,82% no Rio de Janeiro (3,65%), em vigor desde 8 de novembro. Já o aumento do gás encanado (3,67%) reflete o reajuste de 10,89% nas tarifas residenciais em São Paulo (7,01%), a partir de 10 de dezembro. No Rio de Janeiro (-0,31%), a queda no gás encanado é consequência da redução de 2,47% nas tarifas, aplicada desde 1º de novembro.

Todas as áreas tiveram variações positivas em dezembro, sendo a maior em Rio Branco (AC) (1,32%), por conta da alta da energia elétrica (8,77%). Já o menor resultado ocorreu no Rio de Janeiro (0,33%), onde, além da queda na energia elétrica (-3,54%), houve recuo nos preços de produtos alimentícios como o leite longa vida (-4,70%) e as frutas (-3,49%).

Região Peso
Regional (%)
Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Rio Branco 0,51 0,12 1,32 5,70
Belém 3,94 0,10 1,05 5,56
São Luís 1,62 0,36 1,00 6,10
Recife 3,92 0,39 0,88 5,80
Curitiba 8,09 0,23 0,75 5,26
Belo Horizonte 9,69 0,54 0,71 4,64
Aracaju 1,03 0,12 0,66 6,03
Vitória 1,86 0,09 0,65 5,03
São Paulo 32,28 0,40 0,62 6,61
Fortaleza 3,23 0,28 0,61 5,76
Porto Alegre 8,61 0,42 0,56 3,61
Goiânia 4,17 0,95 0,55 4,77
Brasília 4,06 1,03 0,50 6,26
Salvador 5,99 0,26 0,39 6,29
Campo Grande 1,57 0,27 0,38 5,16
Rio de Janeiro 9,43 0,34 0,33 6,65
Brasil 100,00 0,41 0,62 5,79

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de novembro e 27 de dezembro de 2022 (referência) com os preços vigentes de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (base).

IPCA fecha 2022 com alta de 5,79%

IPCA encerrou o ano com variação de 5,79%, abaixo dos 10,06% registrados em 2021. Na tabela abaixo, pode-se observar as variações mensais do índice em 2022.

Mês Variação (%)
Mês Trimestre Ano
Janeiro 0,54 0,54
Fevereiro 1,01 1,56
Março 1,62 3,20 3,20
Abril 1,06 4,29
Maio 0,47 4,78
Junho 0,67 2,22 5,49
Julho -0,68 4,77
Agosto -0,36 4,39
Setembro -0,29 -1,32 4,09
Outubro 0,59 4,70
Novembro 0,41 5,13
Dezembro 0,62 1,63 5,79

O resultado de 2022 foi influenciado principalmente pelo grupo Alimentação e bebidas (11,64%), que teve o maior impacto (2,41 p.p.) no acumulado do ano. Na sequência, veio Saúde e cuidados pessoais, com 11,43% de variação e 1,42 p.p. de impacto. Já a maior variação veio do grupo Vestuário (18,02%), que teve altas acima de 1% em 10 dos 12 meses do ano. O grupo Habitação (0,07%) ficou próximo da estabilidade e os Transportes (-1,29%) tiveram a maior queda e o impacto negativo mais intenso (-0,28 p.p.) entre os nove grupos pesquisados. Na tabela a seguir, o resultado de todos os grupos de produtos e serviços.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2021 2022 2021 2022
Índice Geral 10,06 5,79 10,06 5,79
Alimentação e bebidas 7,94 11,64 1,68 2,41
Habitação 13,05 0,07 2,05 0,01
Artigos de residência 12,07 7,89 0,46 0,31
Vestuário 10,31 18,02 0,45 0,78
Transportes 21,03 -1,29 4,19 -0,28
Saúde e cuidados pessoais 3,70 11,43 0,49 1,42
Despesas pessoais 4,73 7,77 0,49 0,77
Educação 2,81 7,48 0,17 0,42
Comunicação 1,38 -1,02 0,08 -0,05

A alta de 11,64% do grupo Alimentação e bebidas foi puxada pela alimentação no domicílio (13,23%). Os destaques foram a cebola (130,14%), que teve a maior alta entre os 377 subitens que compõem o IPCA, e o leite longa vida (26,18%), que contribuiu com o maior impacto (0,17 p.p.) entre os alimentos para consumo no domicílio. Os preços do leite subiram de forma mais intensa entre março e julho de 2022, quando a alta acumulada no ano chegou a 77,84%.

A partir de agosto, com a proximidade do fim do período de entressafra, os preços iniciaram uma sequência de quedas até o final do ano, sendo a mais expressiva delas em setembro (-13,71%). No caso da cebola, a alta está relacionada à redução da área plantada, ao aumento do custo de produção e a questões climáticas. Outros destaques foram a batata-inglesa (51,92%), as frutas (24,00%) e o pão francês (18,03%).

alimentação fora do domicílio, por sua vez, subiu 7,47%. Enquanto a refeição teve aumento de 5,86%, a alta do lanche foi de 10,67%.

Em Saúde e cuidados pessoais (11,43%), a maior contribuição (0,61 p.p.) veio dos itens de higiene pessoal (16,69%), em especial os perfumes (22,61%) e os produtos para cabelo (14,97%). Outro destaque foi o plano de saúde, com alta de 6,90% e impacto de 0,25 p.p. no IPCA acumulado do ano. No final de maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou o teto para reajuste dos planos individuais novos (posteriores à lei nº 9.656/98) em 15,50% para o período de maio de 2022 a abril de 2023.

A partir de outubro, passaram a ser incorporadas as frações referentes aos planos antigos, com vigência retroativa a partir de julho. Destaca-se, ainda, a alta de 13,52% dos produtos farmacêuticos. Em 1º de abril de 2022, passou a valer o reajuste de até 10,89% nos preços dos remédios definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a depender da classe terapêutica e do perfil de concorrência das substâncias.

No grupo Vestuário (18,02%), os preços das roupas femininas (21,35%) e das roupas masculinas (20,77%) acumularam altas acima de 20% no ano. As variações das roupas infantis e dos calçados e acessórios ficaram em 14,41% e 16,83%, respectivamente, enquanto as joias e bijuterias (3,67%) tiveram a menor variação. Houve alta acentuada no preço do algodão, uma das principais matérias-primas do setor, entre abril de 2020 e maio de 2022. Outros custos de produção também subiram e houve uma retomada da demanda, após a flexibilização do isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19.

Em Habitação (0,07%), as principais contribuições positivas vieram do aluguel residencial (8,67%), da taxa de água e esgoto (9,22%) e do condomínio (6,80%). Juntos, os três subitens contribuíram com cerca de 0,62 p.p. no IPCA acumulado de 2022. Vale mencionar ainda as altas de quase 20% dos artigos de limpeza (19,49%) e de pouco mais de 6% no gás de botijão (6,27%). Por outro lado, houve queda de 19,01% na energia elétrica residencial, com impacto de -0,96 p.p. no índice acumulado do ano.

Embora a conta padrão de energia elétrica considere diversos componentes, a fixação de alíquotas máximas de ICMS a partir da Lei Complementar 194/22 foi decisiva para o recuo dos preços da energia elétrica, em conjunto com a manutenção da bandeira tarifária verde de abril a dezembro, após a adoção da bandeira de escassez hídrica nos primeiros meses do ano. As variações mensais e as bandeiras tarifárias em cada mês são mostradas na tabela a seguir:

IPCA – Energia elétrica – bandeira tarifária mês a mês
Mês Variação Mensal Bandeira tarifária Cobrança adicional
Janeiro -1,07% Escassez Hídrica R$ 14,20
Fevereiro 0,15% Escassez Hídrica R$ 14,20
Março 1,08% Escassez Hídrica R$ 14,20
Abril* -6,27% Escassez Hídrica R$ 14,20
Maio -7,95% Verde
Junho -1,07% Verde
Julho -5,78% Verde
Agosto -1,27% Verde
Setembro 0,78% Verde
Outubro 0,30% Verde
Novembro 0,56% Verde
Dezembro 0,20% Verde
*Bandeira verde a partir de 16/04  

Nos Transportes, o maior impacto positivo (0,49 p.p.) veio do subitem emplacamento e licença (22,59%). A alta do IPVA em 2022 deve-se sobretudo ao aumento no preço dos automóveis em 2021, já que a cobrança é baseada no valor venal dos veículos no final do ano anterior. Os preços dos automóveis novos (8,19%) e usados (2,30%) continuaram subindo em 2022, embora em ritmo menor que o de 2021 (16,16% e 15,05%, respectivamente).

Outra alta importante foi das passagens aéreas, que subiram 23,53% e contribuíram com 0,14 p.p. no acumulado do ano. No lado das quedas, destaca-se a gasolina (-25,78%), responsável pelo impacto negativo mais intenso (-1,70 p.p.) entre os 377 subitens que compõem o IPCA. Os preços da gasolina caíram de forma mais expressiva entre julho e setembro, em decorrência de uma série de reduções no preço do combustível nas refinarias e da aplicação da Lei Complementar 194, que limitou a cobrança de ICMS sobre os combustíveis pelos estados.

A região metropolitana do Rio de Janeiro (6,65%) teve a maior variação em 2022, influenciada pelas altas do seguro voluntário de veículo (45,36%), de emplacamento e licença (29,22%) e dos produtos farmacêuticos (16,98%). O menor resultado, por sua vez, ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre (3,61%), puxado para baixo pelas quedas de 30,90% nos preços da gasolina e de 33,18% na energia elétrica residencial.

Região Peso
Regional (%)
Variação anual (%)
2021 2022
Rio de Janeiro 9,43 8,58 6,65
São Paulo 32,28 9,59 6,61
Salvador 5,99 10,78 6,29
Brasília 4,06 9,34 6,26
São Luís 1,62 9,91 6,10
Aracaju 1,03 10,14 6,03
Recife 3,92 10,42 5,80
Fortaleza 3,23 10,63 5,76
Rio Branco 0,51 11,43 5,70
Belém 3,94 8,10 5,56
Curitiba 8,09 12,73 5,26
Campo Grande 1,57 10,92 5,16
Vitória 1,86 11,50 5,03
Goiânia 4,17 10,31 4,77
Belo Horizonte 9,69 9,58 4,64
Porto Alegre 8,61 10,99 3,61
Brasil 100,00 10,06 5,79

INPC sobe 0,69% em dezembro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,69% em dezembro, 0,31 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,38%). Em dezembro de 2021, a taxa foi de 0,73%.

Os produtos alimentícios passaram de 0,55% de variação em novembro para 0,74% em dezembro. A variação dos não alimentícios também foi maior: 0,67% em dezembro frente à alta de 0,32% no mês anterior.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em dezembro. A maior ocorreu no município de Rio Branco (1,40%), puxada pela alta da energia elétrica (8,76%). Já o menor resultado foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,21%), influenciada pela queda de 3,59% na conta de energia elétrica.

Região Peso
Regional (%)
Variação (%) Variação Acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Rio Branco 0,72 0,12 1,40 5,22
São Luís 3,47 0,29 1,04 6,72
Belém 6,95 0,15 0,95 5,54
Recife 5,60 0,31 0,91 6,41
Belo Horizonte 10,35 0,63 0,84 4,73
Curitiba 7,37 0,21 0,76 4,50
Goiânia 4,43 0,95 0,75 5,61
Fortaleza 5,16 0,29 0,73 6,05
São Paulo 24,60 0,37 0,69 7,22
Aracaju 1,29 -0,04 0,67 6,53
Vitória 1,91 0,10 0,65 4,47
Porto Alegre 7,15 0,48 0,59 3,05
Salvador 7,92 0,21 0,58 7,02
Brasília 1,97 1,20 0,57 5,67
Campo Grande 1,73 0,23 0,30 5,13
Rio de Janeiro 9,38 0,34 0,21 6,45
Brasil 100,00 0,38 0,69 5,93

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de novembro a 27 de dezembro de 2022 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de outubro a 29 de novembro de 2022 (base).

INPC fecha o ano com alta de 5,93%

A alta acumulada do INPC em 2022 foi de 5,93%, abaixo dos 10,16% registrados em 2021. Os alimentícios tiveram alta de 11,91%, enquanto os não alimentícios variaram 4,08%. Em 2021, o grupo Alimentação e bebidas havia apresentado variação de 7,71% e, os não alimentícios, de 10,93%. Na tabela a seguir, os resultados por grupo de produtos e serviços.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2021 2022 2021 2022
Índice Geral 10,16 5,93 10,16 5,93
Alimentação e bebidas 7,71 11,91 1,86 2,81
Habitação 13,85 0,45 2,43 0,08
Artigos de residência 12,74 8,08 0,58 0,38
Vestuário 9,94 18,29 0,50 0,93
Transportes 19,29 -2,15 3,70 -0,45
Saúde e cuidados pessoais 3,90 12,99 0,44 1,39
Despesas pessoais 5,50 7,85 0,43 0,59
Educação 3,29 7,57 0,14 0,31
Comunicação 1,29 -2,04 0,08 -0,11

Quanto aos índices regionais, a maior taxa ficou com a região metropolitana de São Paulo (7,22%), especialmente por conta das altas do emplacamento e licença (23,66%) e do aluguel residencial (10,48%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre (3,05%), cujo resultado foi influenciado pelo recuo nos preços da gasolina (-30,90%) e da energia elétrica residencial (-32,79%).

Região Peso Regional (%) Variação anual (%)
2021 2022
São Paulo 24,60 10,19 7,22
Salvador 7,92 11,09 7,02
São Luís 3,47 9,38 6,72
Aracaju 1,29 9,69 6,53
Rio de Janeiro 9,38 8,78 6,45
Recife 5,60 10,18 6,41
Fortaleza 5,16 10,80 6,05
Brasília 1,97 9,83 5,67
Goiânia 4,43 9,48 5,61
Belém 6,95 7,75 5,54
Rio Branco 0,72 11,06 5,22
Campo Grande 1,73 10,85 5,13
Belo Horizonte 10,35 9,55 4,73
Curitiba 7,37 12,84 4,50
Vitória 1,91 11,44 4,47
Porto Alegre 7,15 11,38 3,05
Brasil 100,00 10,16 5,93

Fonte: IBGE

Tempestade em Brasília, marola no Maranhão

Na coletiva de segunda (9) no Palácio do Leões, o representante do Poder Legislativo foi o primeiro vice-presidente Glabert Cutrin (PDT). O Othelino Neto (PC do B) deve estar chateado por perder o comando da casa, ou já está tentando se acostumar que agora é apenas um dos 42 deputados estaduais do Maranhão. A não ser que…

Quanto aos Cutrin, o Glaubert se reelegeu, mas o irmão Gil (Republicanos) não teve o mesmo êxito para a câmara federal e ficou de fora. Anda pleiteando a vaga de secretário especial representante do estado em Brasília, cargo que já foi ocupado pelo interventor do DF Ricardo Cappelli e foi oferecido a Othelino como prêmio de consolação pela perda da presidência da ALEMA (esse é o a não ser que…).

Enquanto isso, a estreante no legislativo estadual Iracema Vale (PSB) chega surfando num mar de marolas estabelecido num grande pacto entre todos, onde “oposição” é a lepra atual. Até o combativo Brancaleone César Pires (PSD), atualmente tem como atividade principal as caminhadas na Litorânea nos fins de tarde, e quando terminar o mandato não renovado, no fim do mês, terá mais tempo ainda para preencher.

Que ALEMA teremos

Depois da atuação direta e exitosa do governador Carlos Brandão de por quem quis no comando da Assembleia (já havia posto no comando da Câmara da capital), sobram as vice-presidências (que não tem o sabor de um primeiro suplente de senador). Quem vem sendo apontado como candidato a primeiro vice é um dos mais fiéis escudeiros do Flávio Dino (PSB), o estreante deputado estadual Rodrigo Lago (PC do B).

Há a futrica da blogosfera sobre as relações Dino X Brandão. Mas neste momento, que Dino mal tem tempo de respirar, e a política maranhense é de bastidores amenos no bojo da construção de um grupo único-unido-incontestável, o que menos existe é a possibilidade de construção de caminhos múltiplos.

Brandão está com todo o tempo do mundo para construir o próprio governo. As rusgas, esta semana estão abafadas pelos melindres messiânicos violentos que assolaram os poderes da república. Apesar do bombardeio, Flávio Dino tem se saído bem. Brasília avalia e se reconstrói após a tempestade; no Maranhão tudo se vai à sombra e na calmaria.

Page 28 of 33